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ArquibancadaSergio Brandão

Façam suas apostas...

Torcedor de futebol se difere apenas na escolha das cores. De resto, parece ser igual em todos os cantos. Se comporta da mesma forma em todos os lugares do mundo. Antes é passional, depois racional. A regra é reclamar. Quando o time tá bom, vai encontrar uma coisinha que podia deixá-lo ainda melhor.

O que queremos é ver nosso time sempre no ataque, sem sustos. Algo que nos deixe confortável na arquibancada, sem ameaças. O que na verdade acho que deixaria o futebol um pouco sem graça, além de impossível de acontecer nos dias de hoje, quando todos jogam um futebol quase igual, com poucas exceções.

Pra não citar nomes e cometer a indelicadeza de enumerá-los- afinal, todos vestiram o manto sagrado - parece que há uma unanimidade entre nós torcedores.

Quase todos, se não todos os jogadores que pareciam destoar, estão indo embora. Alguns dispensados, outros emprestados, vendidos etc etc.

O fato é que durante todo o ano passado, esta turma foi alvo de crítica, e muitos até responsabilizados pela campanha pra lá de desastrosa que fizemos. Tenho usado o COXAnautas como termômetro para medir algumas destas manifestações.

Se até aqui muitos reclamaram destes atletas, hoje, ninguém se manifesta ou festeja a saída deles. Alguns até vaiados.

Quer dizer, parece haver entendimento da atual administração, com o pensamento da maioria dos torcedores. Só que ninguém aparece pra elogiar ou aplaudir a limpa que está sendo feita até aqui.

Se a regra é organizar as finanças, Rogério Bacellar e Pedroso, parecem cumprir a promessa. Além de desonerar os cofres do clube, com atletas que pouco renderam, anunciam cautelosa e timidamente os reforços.

Uma coisa é certa. Como na última volta de uma prova de F1, o departamento de futebol traz a montagem do time, como se pilotasse na ponta dos dedos. Se vai dar certo, saberemos mais na frente.

Como bom torcedor, me apresento para elogiar as primeiras decisões da atual diretoria. Mas obedecendo o comportamento da média, serei o primeiro a reclamar, caso os resultados não sejam favoráveis. Não sou diferente da média. Só que aposto mais no acerto.

As primeiras contratações, parecem condizer com nossa realidade (paranaense). Parece que teremos um time mais certinho que do ano passado para a disputa do regional, mas é bom não confundir paranaense com brasileiro, comportamento que nos levou para o buraco nos últimos anos.

Como sei, provavelmente nos comentários deste post, alguns de vocês devem expor alguns nomes de atletas banidos e que chegam. Sobre isso, me posiciono assim: gosto da vinda de Giva. Como também acho que Gil merecia mais uma chance. Seria um bom reserva, como foi nos últimos meses. Vou mais além: minha intuição me diz que este é o ano de Robinho.

Ontem, a Gazeta do Povo exagerou numa especulação. Tratou da possível vinda de Pedro Ken, dizendo que se acontecer, ela reascende a dupla que fez no passado com Keirrison. Acho um exagero -coisa deste jornal que tem a editoria de esporte um dos seus pontos fracos. Sabemos o que Keirrison pode dar ao clube. Quanto a Pedro Ken, prefiro esperar para revê-lo com a verde e branca, mas parece que a negociação caminha lentamente. A vinda deste menino tanto pode ser a nossa redenção, como pode ser mais um problema.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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