Elas querem mais, muito mais...
No futebol, aos poucos ocupam seus espaços. No Coritiba, juntaram-se com seus filhos e fizeram a festa mostrando como é preciso fazer nas arquibancadas, num inesquecível dia de jogo do Coxa, só para elas e seus filhos, sem homens por perto.
Ainda falta respeito nas arquibancadas, ainda falta o básico, falta banheiro, falta espaço, falta homem entender que "lugar de mulher é onde ela quiser" e estádio de futebol também é lugar dela. Não tem essa de achar que estádio é espaço masculino, que futebol é coisa pra homem.
Aos poucos a cena vai mudando, mas ainda é lenta porque como disse, ainda falta o básico. Recentemente, no espaço para a imprensa, no Germano Kriguer, em Ponta Grossa, a jornalista Janaína Castilho denunciou a falta de banheiros para mulheres. No Couto Pereira, eles são quase inexistentes. Não há banheiro família, para as mulheres as opções ainda são poucas. Um pai com uma criança, precisa pedir ajuda a uma mulher para que sua filha possa usar o banheiro que não seja o masculino.
Elas já avançaram, é verdade, conquistaram bons espaços na arquibancada, mas ainda com algum desconforto.
“Gurias do Couto” marca espaço, mas precisam avançar ainda mais.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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