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ArquibancadaSergio Brandão

É hora de saber escalar o time principal

Vejo pela diversidade de opiniões dentro do próprio site COXAnautas uma questão polêmica sobre Guto e seus comandados. Se para nós não há consenso nem sobre o próprio treinador, o problema fica maior com as variações que vão desde as decisões de montagem de elenco, a partir da convocação para os jogos, passando principalmente pela escalação final do 11 que entra jogando.

Guto não é unanimidade entre nós, mas tem de todos a torcida por acertos, assim como todo elenco. Vai das dúvidas que ainda não se definem, nesta proposta de alternância da escalação até a chamada base, com revezamentos também em formas de montagem de esquemas que mudam praticamente em todas as rodadas.

Nem Fransergio tem unanimidade. Dos seus defensores aos seus críticos, o meia só não divide opiniões, como também se junta a outros companheiros: Natanael, Edu, Gelado, Jean Pedroso, chegando até os já consagrados queridinhos da maioria como Robson, Frizzo, Jamerson, Maurício e Sebastian - mesmo que tenha reaparecido só ontem contra o Andraus.

Não proponho debate sobre listas de bons, ruins e queridinhos, de uma lista de dispensa, mas sim pela proposta técnica de armação do time. Acho que esta alternância de esquema de montagem do 11 inicial, já é prioridade.

A tolerância e as justificativas de desacertos e falhas de marcação ainda não dão segurança. Um primeiro tempo sempre nada convincente, ainda determina desconfianças e que em derrota e empate, chamam à memória do torcedor uma lembrança recente, com a vergonha do ano passado. E isso justifica o comportamento da torcida de não aceitar uma derrota para o Azuris como também não engoliu o empate com o Londrina e o mau primeiro tempo em todas as rodadas no regional.

Guto não terá sossego enquanto não anunciar seu time titular e mesmo assim, aparecerão os contra e a favor, nos debates no COXAnautas e fora daqui.

Não vejo mais necessidade de testes.Já passou da hora do torcedor conseguir escalar o time. O ritmo de jogo para a estreia na Copa do Brasil deve estar definida na cabeça de Guto e até acho que tenha treinado privilegiando esta ideia, mas que finalmente venha a ser de conhecimento do torcedor.

As justificativas de rodagem de elenco para evitar contusões, até fazem sentido porque temos tido jogos duas vezes por semana e mesmo com a rodagem de elenco, muita gente tá saindo machucada, devido à intensidade e briga que os adversários impõem quando tem o Coritiba pela frente.

Se mesmo assim a rodagem for necessária, já passou da hora de definir o time principal para disputar a Copa do Brasil e a partir daí o time base do Brasileiro. Para o Paranaense, creio ter como opção um outro time, mesmo que não se leve mais em conta o título de campeão. Nem que para isso anunciem a mudança de planos, admitindo que o regional não é mais prioridade.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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