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ArquibancadaSergio Brandão

E então, Guto?

Chegamos onde permiti tolerar Antônio Oliveira ano passado e onde disse que justificaria os necessários ajustes para este início de temporada, proposto por Guto Ferreira.

Fugindo de comparações, porque ano passado é pra ser colocado na galeria dos piores anos de nossas vidas, talvez o pior em 114 anos. Para agora parece que demos um passo à frente, mas ainda muito longe do que esperamos, pelo eu menos é o que eu espero.

Aqui, onde trabalho, levei quase um ano pra me adaptar com as pessoas, com os costumes, com a forma de trabalho, com as exigências da chefia etc. Mas em nenhum momento me dei ao luxo de ser colocado no banco para ser poupado e substituído pra testar outros colegas. Tudo bem que futebol é diferente, mas nesta diferença passa o bom senso, o limite para tempos previamente planejados e finalmente chegar à qualidade pelo resultado.

No Coritiba vejo planejamento, não sei se certo ou errado, mas a princípio com equívocos no formato. A minha principal dúvida é com a dificuldade de entender como formar um time com conjunto se em nenhuma das 7 rodadas tenha conseguido colocar em campo o mesmo 11. Não por contusão ou cartão, mas sim por opção do treinador.

Guto justificou e classificou como “testes”, com o argumento de achar o melhor time. Certo ou errado, não temos o time titular e com isso não tem um Coxa-Branca que consegue escalar o time titular na ponta da língua, e pior, na véspera da estreia na Copa do Brasil.

Assim, não dá pra se estender nas críticas pela qualidade do time, porque não nunca haverá conjunto.

Então, a pergunta ao nosso digníssimo treinador é: Guto, você já tem na cabeça o time que estreia na Copa do Brasil? Mais uma: você tem treinado com este 11 em separado, no CT?

Se assim é, me surpreenderá mostrando um planejamento mantido em segredo e com isso ganhará a confiança não só da torcida, mas dos seus superiores. Do contrário, coloco em discussão seu planejamento.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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