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ArquibancadaSergio Brandão

Recuperando a autoestima

Fato é que o Coritiba não é tudo isso, como o Toledo também não foi ao vencer o primeiro turno, como o Atletico também não é a Alemanha ao fazer 8 no Toledo.

Circunstâncias do futebol que dizem muito pouco: as coisas podem apenas estar entrando nos eixos, mas ainda precisando melhorar muito, como afirmou o próprio treinador do Coritiba.

Não pelo resultado elástico, mas pela vitória convincente, mesmo que a gente leve em conta a limitação técnica do adversário, 4 X 0 foi até surpreendente, diante do que estavam nos oferecendo com aquele futebol medonho do primeiro turno.

Provocando os principais críticos de Thiago Lopes e M. Bueno, mesmo com muita má vontade, seguramente é preciso admitir que o meio ganhou em ofensividade e qualidade. E foi no primeiro fundamento que vinha errando muito: o passe que nos deu um time diferente.

O Coritiba foi mais corajoso e por isso mais perigoso na frente, propondo o jogo, buscando alternativas e achando muitas vezes. Resultado de treino, segundo o próprio Umberto Louzer.

Mesmo assim, acompanho muitos amigos comentaristas aqui do site. O histórico de anos, mais sofrendo do que tendo alegrias, nos coloca na condição do gato escaldado, inclusive lembrando a coincidência da goleada com o mesmo placar, contra o Foz, na abertura do primeiro turno e de insucessos que neste momento convém nem lembrar.

No vai a vem de sentimentos, do pessimismo ao otimismo, quero acreditar que no mínimo vencemos bem, de forma mais convincente pelo menos, e com esta vitória o Coritiba nos devolve um pouco da autoestima que nunca deveria ter sido perdida.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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