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ArquibancadaSergio Brandão

De tudo um pouco...

VILA NOVA
Pena o Coritiba ter eliminado o jogo de volta contra o Vila Nova. Assim deixamos de oferecer uma aula de geografia aos irmãos mineiros. Tiramos deles a oportunidade de aprender que Curitiba é a Capital do Paraná, e não de Santa Catarina, que Curitiba é uma coisa e Coritiba é outra. Coritiba foi o que eles viram na noite de quarta-feira, e Curitiba só saberão se usarem suas férias para conhecer. Fica pra próxima, e fila anda, que venha o próximo!

W.PAULISTA E L.ALMEIDA
O primeiro gol de W. Paulista com a camisa do verdão, acompanhado de dois gols de zagueiro e sem nenhum do artilheiro Coxa, Rafhael Lucas, são as curiosidades que deixam o futebol mais atraente. O conjunto das coincidências fica mais curioso com as falhas do goleiro do Vila. Seja o que for, a vitória incontestável deve dar novo crédito ao time que mais uma vez caia na desconfiança de muitos. É o folego para se recuperar no Paranaense, tendo inclusive mais tempo para trabalhar, eliminando o jogo de volta contra os mineiros.

O VELHO FORMATO
Presidentes de Clubes se reúnem e querem voltar ao velho formato do Campeonato Brasileiro, com o cruel e quase sempre injusta eliminação. Sem dúvida deve dar mais emoção, mas acho injusto. Não é novidade que o formato com dos pontos corridos é mais justa, mas também menos interessante em muitos caos. Caso dos dois últimos anos, quando acabou perdendo o interesse pouco antes das rodadas finais, já escancarando o campeão com muita antecedência. Ainda não sei que posição tem nosso presidente: se pensar no clube que administra, deve optar pelo formato anterior, se está preocupado como futuro do futebol brasileiro, mantém o formato em vigor.

BEBIDA NOS ESTÁDIOS
Os três clubes da Capital tentam derrubar a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólica nos estádios de futebol. Coritiba, Atlético e Paraná, se unem e contratam um escritório de advocacia para defendê-los na tentativa de liberar a venda. A comercialização está proibida desde 2010, com base no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor.

A questão é polêmica, mas quase cinco anos da lei em vigor, já é possível avaliar que a restrição pouco acrescentou no que se pretendia, que era a diminuição da violência. Bebida sempre foi considerada como a principal motivação para a violência nos estádios.

Acho que os grandes problemas ligados à violência não estão dentro dos estádios e nem relacionados com o uso da bebida. Aliás, bebiam lá dentro (quando podia) os mais animados, e que pouco interesse tinham pelo futebol. Sempre me pareceu mais um bom motivo para encontrar os amigos. Este também me parece ser uma das razões pela qual os públicos são cada vez menores, principalmente no interior.

Em Paranaguá, por exemplo, nos jogos do Rio Branco, aos domingos, a turma se encontrava desde cedo, com direito a churrasco e bebida. Aproveitavam e celebravam o futebol. Com a proibição, isso acabou e o público sumiu. Isso é relato de um torcedor feito aqui, num post de semanas atrás.

No Couto Pereira, dependendo do jogo, tem mais gente no barzinho da frente do que dentro do estádio. É mesmo uma questão que precisa ser revista.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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