Cumprindo tabela
Seja o que for, agora é tarde. Este é um dos temas que conversamos nesta última edição da TV COXAnautas, que está sendo colocada no ar logo mais, ao meio dia desta quinta-feira (18).
Nosso desempenho em 2018, foi tão ruim que faltando ainda 6 rodadas, estamos praticamente fora da competição, sem chance de sequer sonhar com a volta à série A, precisando fazer o que não fez o ano todo, a culpa recai sobre a direção do clube que em 10 meses de trabalho não disse a que veio.
Pior, com três competições (Copa do Brasil- Regional e Brasileiro da série B) nada para ser festejado. Pelo contrário, em duas destas competições - Regional e Brasileiro - duas provas de que o time montado esteve abaixo da crítica, se levarmos em conta o nível dos adversários.
Na Copa do Brasil, foi ainda mais triste, porque na fase inicial quase fica na estreia com o desconhecido Parnahyba, num empate que dava a certeza do que todos temiam.
Mais tarde o Uberlândia e o Goiás confirmavam e mostravam qual era de fato o nosso tamanho.
Sandro Forner, Eduardo Batista, Tcheco e agora Argel, foram os comandantes do time que faz mais seis jogos apenas para cumprir tabela, numa melancólica despedida, a não ser que o imponderável se manifeste, num milagre que certamente faria história não só no clube, mas no futebol brasileiro.
A possibilidade de classificação que não passa de 1,5%, seria até injusto com os adversários que foram menos incompetentes que o Coritiba nesta série B, mas que seria justo ao empenho de Argel Fucks, quem sabe o único que por obrigação ainda acredita em milagres.
Ainda tenho como maior temor os caminhos trilhados por esta diretoria para o ano que vem. Pelas manifestações até aqui, não me parece que os rumos sejam outros em 2019. Não vejo movimentação que vislumbre um começo de trabalho mais sério no Departamento de Futebol.
A primeira pergunta que não quer calar: Argel fica para 2019?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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