Criando raiz
Ainda hoje cedo, segunda-feira 5, gravei um vídeo para as redes sociais, revelando meu medo de não ver mais este Coritiba saindo desta situação tão cedo. Um buraco que por mais que a gente não aceite, vai fundo, logo alcançando a camada do pré-sal.
A filosofia Zago de “criar a mentalidade vencedora” parece não ter efeito algum sobre a limitação técnica do time, não deixando outra alternativa além de ter como única esperança as próximas contratações. Ainda assim, na torcida para que sejam felizes e desta vez acertem e tenham um pouco de sorte, a sorte que só acompanha os competentes.
As distâncias estão se abrindo e logo, sem possibilidade de alcançar o 19° ou o 18º. Quando chegar finalmente o momento da primeira vitória -se é que teremos ao menos este prazer - aí quem sabe seja tarde, porque a distância para o time seguinte na classificação será tão grande que somar três pontos não vai fazer muita diferença. Aí a vaca terá ido para o brejo com as raízes criando limo.
O Coritiba entra num momento perigoso, não só pela apatia interna, como a própria torcida que já parece um pouco anestesiada, comemorando um esboço de reação por ter conseguido marcar um gol no “imbatível Palmeiras”. Tenho a impressão que ou já canamos ou estamos nos contentando com pouco. Acho qeu cansados porque acumulamos fracassos em sucessivos e longos períodos.
Depois de duas rodadas fora de casa, voltamos pro Couto contra o Santos e depois contra o Inter. Não consigo pensar em outra coisa que não sejam duas vitórias, mas com a inevitável pergunta: o que estão fazendo lá dentro pra que isso aconteça? Muito provavelmente nada. Teremos o mesmo time, com as mesmas falhas de marcação, com uma defesa nada confiável, um meio sem criação, um ataque sem força para chegar ao gol adversário e, se por acaso chegar ao gol, já terá tomado dois ou três. Esta tem sido a rotina de um time covarde, sem qualidade que vai mal tratando a bola, a torcida, que se apresenta como clube de um esporte que até aqui nada tem a ver com o futebol.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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