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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Como piloto de formula – 1, na última curva...

Como piloto de formula – 1,  na última curva...
Enfim, chegou a hora. Entramos na contagem regressiva. Faltam pouco mais de 24 horas para mais um atletiba. Desta vez, o atletiba que vai decidir o título de 2017. Um Campeonato Paranaense marcado pela esculhambação. Pior é saber que a gente sabe que ano que vem isso vai continuar.

Mas afinal, é o Coxa que nos interessa nesta história toda. Agora, a esta altura do Campeonato, importa mesmo ganhar. Lá na frente, quando recuperarem a história, ninguém vai lembrar dos desmandos. Vai prevalecer o vencedor, o campeão.

Até prefiro mesmo acreditar que o time tá mais engrenado, mais maduro para o segundo semestre que está chegando, como também sei que precisa melhorar. Gente com mais qualidade precisa vir. Agora falta pouco para chegar neste ponto. Anderson tem se revelado como solução de parte do grande problema que tínhamos no meio campo. Mais um companheiro para ele, acho resolvemos o problema. Sempre pondero que não teremos um grande time, mas com um pouco mais de qualidade, alcançamos o nível do futebol brasileiro que não anda lá estas coisas.

Mas antes, esta grande massa que vai lotar o Couto Pereira neste domingo, precisa sair de lá aliviada e feliz.

Depois disso, aí sim, começa a “pedreira braba” e o ano termina com eleições. Em 2017 estaremos preparando o terreno para 2018. Embora eleição no clube tenha sempre a mesma consequência e resultado há anos, com as mesmas figuras se revezando no poder. Mas isto não vem ao caso agora, embora muitos digam por aí que tenho interesses políticos no clube, em comentários maldosos, sempre se escondendo entre virgulas, insinuações pouco inteligentes que só destilam maldades.

Deixa isso pra lá, não é assunto para agora. É preciso atenção e foco na decisão deste domingo, uma coisa de cada vez.

Isso é problema de quem está lá para trabalhar para conquistar resultados. A torcida como sempre fez e vai fazer seu papel neste domingo. Pelo que sei teremos mesmo um espetáculo nas arquibancadas.

Como o Campeonato Paranaense foi só o que nos restou nestes primeiros meses de 2017, e bem ou mal chegamos onde chegamos, em meu nome e de mais ninguém, (não falo em nome da torcida), não aceito e nem admito outro resultado que não seja o título. Pode até ser com derrota, mas que o título de 2017 fique em casa. É o mínimo que este pessoal precisa fazer. Desde as finais, desta fase de mata/mata, o trabalho feito nas partidas até me fazem acreditar nisso. Há anos não acredito tanto neste time como agora, embora entenda suas limitações, que não cabem ser avaliadas agora. Pra ser sincero, assim como a maioria, acredito em nova vitória confirmando o título com autoridade.

Mas ainda tenho guardado em minha memória o trauma das últimas decisões em casa. Contra o Operário e o próprio Atlético, nas inesquecíveis decisões, que vão precisar de muitas vitórias para serem deletadas e tirar o gostinho amargo que deixaram.

Deste vez a diferença está nas circunstâncias criadas. Acho que este titulo é mais importante do que muita gente imagina: pode ser um divisor de águas. Pode dar mais confiança para começar o brasileiro.

Pra cima deles Coxa!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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