Começa a nascer o 10 ?
Primeira boa surpresa: Marquinhos sabe de bola e já consegue variações conforme a necessidade da partida. Ousa mesmo com um time limitado. Deu um nó no rival e ganhou o clássico com as surpresas dos dois Welingtons, conseguindo dar a liberdade que Carlinhos precisava.
Alan Santos e Negueba, outras duas boas surpresas. Quanto a Negueba, chegou como atacante e surge como solução com a 10. Pelo menos neste domingo, fez o papel de armador, com bons passes se movimentando bem por todos os lados do campo. Uma pena não ter ficado até o fim.
Me assusta ainda o posicionamento da defesa, Lucas Claro e Leandro Almeida batem cabeça. Leandro anda errando muito nas tentativas de passes curtos quando consegue o desarme,anda armando confusão desnecessária e não é de hoje. Função designada a João Paulo, que hoje por sinal também fez uma boa partida.
O conjunto do meio pra trás ainda precisa de ajustes e curiosamente foi o único setor que restou do time do ano passado. Isso deveria dar mais segurança, ou no mínimo ter mais entrosamento, mas não é o que acontece.
Levamos alguns sustos no segundo tempo, por erros de marcação. Em um dos lances, Negueba se apresentou como salvador. Aliás, o adversário só existiu na segunda etapa.O primeiro tempo foi jogo de um time só. A apreensão de um atletiba sumiu logo nos primeiros minutos, tamanha foi a superioridade Coxa.
Mais uma vez a torcida deu seu show. Os quase 20 mil torcedores, trataram de fazer o papel de sempre.
Lamentável apenas é olhar para a velha e boa reta da Mauá e ver um grupo tão pequeno como o deste domingo. Reflexo claro do preço cobrado desde o lançamento deste setor. Antigos torcedores da Mauá - que abrangia os fundos do estádio e a reta - agora parecem ter migrado para as sociais, onde os preços são mais acessíveis. Com uma visão de todo o estádio, é possível perceber as sociais mais cheias que antes, tanto em cima como em baixo, e o Pro- Torque quase vazio.
Fica a dica: algo precisa ser feito. Não só para rever valores deste setor, mas também resgatar os sócios inadimplentes e os que cancelaram seus planos. O momento parece ser este. A diretoria precisa fazer algo mais efetivo para atrair o torcedor. Quanto mais o tempo passa, mais o velho e bom torcedor se acomoda e faz a opção do pay per view.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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