Com casa cheia , de novo!
Com todo respeito que merece o treinador, o texto acima tem mudanças apenas de algumas palavras, mas de conteúdo é o mesmo de outras derrotas. Outra coisa: faz tempo que o Flamengo não é o "bacanão" da América. Com todo o positivismo que consigo reunir, me parece que o fim desta história é só uma questão de tempo.
Ontem, contra o Flamengo, tivemos alguns lances isolados durante toda a partida, que foram irritando a torcida, pelo menos a mim e uma turma que dividia comigo a arquibancada. Sem poder ofensivo, bola queimando no pé, o terceiro gol foi para fechar se alguém ainda tinha dúvidas sobre a qualidade do elenco. Em outro momento, também no segundo tempo, Jamerson protagonizou uma cena de futebol de churasco. Numa bola rebatida ele pega a sobra, muito distante do gol, lá da intermediária, domina, mata na coxa e manda um balão pra linha de fundo numa clara intenção de se livrar da bola, mais próximo da cena do bate bola familiar, depois de algumas cervejas na cabeça. Este lance somado a outros e também aos dois gols do Flamengo, dizem bem o que tem sido este Coritiba velho de guerra.
Jamerson, Moreno e mais um ou outro que conseguiam certo destaque na “terra de cego”, escorregaram quando não podiam escorregar. Uma prova inequívoca que o Coritiba parece ser um problema de saúde pública, um vírus altamente contagioso, capaz de alcançar até quem parecia estar imune.
Vamos precisar de mais 10 Slimanes para melhorar esta qualidade, se é que alguém ainda alimenta a possibilidade de se salvar do rebaixamento.
Ao Coritiba não cabe mais olhar para a tabela a avaliar qualidade do adversário. Não cabe mais entender se o jogo é contra o melhor da américa do sul, das arábias, da oceania, da europa etc, especialmente quando o jogo é em casa. Principalmente tendo isso como alento, quando o que deve importar é vencer, que seja o Combate Barreirinha, o Flamengo, o São Paulo ou o Palmeiras, mesmo que jogue mal, mas que vença. Precisa vencer ou vencer.
Tenho dó de Thiago, tenho dó deste elenco que tem grande dificuldade de se relacionar com a bola, de fazer o que é o mínimo que se espera deles: jogar futebol, simplesmente.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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