Cadê o centroavante?
Sim, montando o time com os novos contratados, só vejo meio de campo. Logo teremos até meia improvisado de lateral, se vacilar, com tanta gente assim para o meio, vai acabar sobrando até pro gol. Mais precisamente, dá pra dizer que temos muito volante pro meu gosto.
Por falar nisso, este é um problema antigo. Faz tempo que não temos um bom centroavante, daqueles bons, completo. Desde que Deivid foi embora, não tivemos mais nenhum atacante que pudéssemos chamar de nosso. Joel veio emprestado, e mesmo com alguns batendo o pé, desde que chegou, o empresário que detém os direitos de negociação do jogador, deixou bem claro que não ficaria depois do Brasileiro, e foi o que aconteceu.
Todas as tentativas feitas no ataque, algumas improvisadas, foram infelizes. Tá certo que Júlio Cesar ficou devendo, mas acabaram de queimar o cara tentando fazer dele um centroavante. Nunca foi.
Deivid veio para nos salvar em 2013 e resolveu. Ficou e foi se firmando. O futebol acabou quando secou a fonte de Ximenes e Vilsão. O dinheiro começou a ficar curto e Deivid virou o rei do “chinelinho”.
Antes dele, tivemos Bil, Ariel... Tuta, imortalizado por um gol num atletiba decisivo, em 2004 – se não me engano.
Quem sabe tenha ido com ele o último suspiro da nossa camisa 9. Depois de Tuta, minha lembrança ainda alcança talvez um dos maiores ídolos que vestiu a nossa 9 – Chicão- que tinha um time imbatível trabalhando para ele no meio: Osvaldo, Serginho, Carlos Alberto e Tostão. Na frente - com ele - o japonês Kazu. Isso foi no final de 1989, 90.
Com estes nomes todos foram os nossos últimos atacantes de raiz. Jogadores completos, do piso ao teto.
Hoje, nos resta apostar em Keirrison. Depois da façanha do título da série B, em 2007, o menino sumiu. Com ele, todo o seu futebol revelado no próprio Coritiba.
Sim, não temos até o momento outro atacante de ofício, que não seja ele, que convenhamos até se esforça, mas não anda conseguindo jogar o que jogou quando foi “o cara”. Quando tudo parece se ajeitar, marca um gol, joga um pouco melhor... mas na partida seguinte some.
Enfim, Keirrison não é uma aposta para se fazer neste ano, que já sabemos será de “vacas magras”, com pouco investimento em contratações.
Só sei que alguém precisa vir para resolver este problema.
Com tantos jogadores de meio que desembarcam em nosso CT, olho para a lista e não vejo o fim do eterno problema. Fica o alerta, presidente : cadê o nosso centroavante?
É Wellington Paulista?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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