Atletiba do século
Toda esta introdução, porque se dependesse do rival ou da imprensa curitibana, o clássico ainda seria o “ruralzão”, como definiram, inclusive alguns coxas, durante os últimos anos. Designação que não só diminuiu a importância do atletiba, como todo o campeonato paranaense. Por interesse primeiro do rival e depois com a ideia sendo comprada pela imprensa que, só agora parece entender que desprezou o produto que ela própria sempre vendeu e dele sobreviveu durante anos.
Finalmente agora, entende não só a importância histórica do atletiba - a instituição do futebol do estado que, se bem tratado, ainda pode render frutos à todos. História é história em qualquer lugar e só um povo com história pra contar sabendo preservá-la, contribui para o desenvolvimento de toda a comunidade.
A arrogância do rival, tirando proveito da crise política/administrativa Coxa durante anos, embalado pela visão estratégica e oportunista de seu administrador, mais fez mal ao futebol paranaense do que contribuiu, embora tenha se comportado e pregado o contrário.
A visão estratégica do futebol como produto e não apenas como esporte,conceito só agora entendido pela administração Coxa, recoloca o Coritiba neste cenário competitivo do futebol/negócio. E graças aos Helênicos, imprensa e o próprio rival, finalmente entendem e respeitam a história desta instituição atletiba, com o respeito que sempre mereceu.
Neste domingo teremos quem sabe o começo de uma nova era do clássico. Mesmo que de forma ainda pouco profissional de parte da imprensa, creio que no equilíbrio que vejo nos dois elencos, embora tenham publicado por aí que o elenco atleticano é duas vezes mais valioso financeiramente que o elenco Coxa.
O Athletico cresceu e com h no meio do nome, se impôs. O Coritiba arrumou outro caminho e ainda busca se firmar no mundo da bola com uma forma administrativa. A imprensa esportiva precisa achar o seu espaço neste novo contexto, com o que mostram as assessorias profissionais dos clubes, dando o recado de como se faz esta ponte entre a informação e o seu consumidor, no caso os torcedores de Coritiba e Athletico
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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