Alforria de Manga
Manga privilegia a sua vontade de provar que sabe que errou, e não consegue controlar a ansiedade de voltar logo, o mais rápido possível e provar em campo, para finalmente dar um calaboca em todos. Controle-se, Manga!
Não sei neste momento qual é o nível de importância do departamento de psicologia esportiva dentro do clube, mas é a sala que Manga deveria estar frequentando há muito tempo, como forma de início de preparação para seu retorno. Coisa que acontece em grandes clubes, diante de problemas semelhantes.
Deixar que o treinador tenha autonomia na gestão de problemas emocionais é no mínimo pouco profissional, principalmente em casos de jogadores com a formação de Manga.
Alef Manga vive hoje momento do “fio da navalha”. A irresponsabilidade quer ele já neste primeiro momento de liberdade jogando, podendo finalmente exercer sua profissão depois de um ano parado, mantendo apenas o condicionamento físico, mas com a qualidade do seu futebol bastante comprometida.
Posso estar exagerando porque aqui sou só mais um palpiteiro, mas acho que Manga só volta à velha forma apenas para o ano que vem. O que ainda assim, seria um grande negócio para o Coritiba, seja na Série A ou B.
Não se percam em projeções que podem acabar definitivamente com a carreira do jogador. A concentração ainda é buscar o limite do que cada um deste grupo pode dar, tirar de todos o seu limite, e ainda com uma grande dose de sorte, sonhar com o retorno à Série A, mas sem o Manga.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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