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ArquibancadaSergio Brandão

Alforria de Manga

Manga não vai nos salvar, como supõe boa parte da torcida. Estou com Jorginho quando diz que seria uma irresponsabilidade colocar Manga já neste primeiro momento de alforria. Mas também não concordo quando o treinador expõe o jogador da forma como fez, exigindo MAIS UMA VEZ que Manga se desculpe com o grupo de jogadores e com a torcida. Isso já foi feito, Jorginho! Por que fazer isso mais uma vez?

Manga privilegia a sua vontade de provar que sabe que errou, e não consegue controlar a ansiedade de voltar logo, o mais rápido possível e provar em campo, para finalmente dar um calaboca em todos. Controle-se, Manga!

Não sei neste momento qual é o nível de importância do departamento de psicologia esportiva dentro do clube, mas é a sala que Manga deveria estar frequentando há muito tempo, como forma de início de preparação para seu retorno. Coisa que acontece em grandes clubes, diante de problemas semelhantes.

Deixar que o treinador tenha autonomia na gestão de problemas emocionais é no mínimo pouco profissional, principalmente em casos de jogadores com a formação de Manga.

Alef Manga vive hoje momento do “fio da navalha”. A irresponsabilidade quer ele já neste primeiro momento de liberdade jogando, podendo finalmente exercer sua profissão depois de um ano parado, mantendo apenas o condicionamento físico, mas com a qualidade do seu futebol bastante comprometida.

Posso estar exagerando porque aqui sou só mais um palpiteiro, mas acho que Manga só volta à velha forma apenas para o ano que vem. O que ainda assim, seria um grande negócio para o Coritiba, seja na Série A ou B.

Não se percam em projeções que podem acabar definitivamente com a carreira do jogador. A concentração ainda é buscar o limite do que cada um deste grupo pode dar, tirar de todos o seu limite, e ainda com uma grande dose de sorte, sonhar com o retorno à Série A, mas sem o Manga.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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