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ArquibancadaSergio Brandão

A festa vai recomeçar!

Há algum tempo, meu companheiro de blog, Luiz Berehulka, fez uma revelação que parece servir para cada um de nós. Disse ele que aprendeu com a mãe, que domingo à tarde é dia de ir ao Couto, e não dia de visitar parques, como como fazem alguns. Sim, domingo é dia de Couto, para quem gosta de futebol, para quem gosta do Coxa.

Também tive este ensinamento em casa, mas com meu pai. Diria mais, não só o domingo é dia de Coxa no Couto, como fim de semana é de futebol.

Nesta entre safra me pego zapeando na tevê algo para matar a saudade do futebol. Acho alguma coisa, como agora na ESPN, mas não me satisfaz.Tem que ter o Couto no fim de semana. Como diz minha irmã mais nova, o Couto parece casa da gente, o Coxa parece ser como alguém da família.

Desde a primeira quinzena de dezembro, pouco mais de um mês, e aqui estamos nós morrendo de saudade do nosso time, do nosso estádio. Como faz falta uma partidinha do Coxa num domingo, como faz falta um futebol na tv, no fim de semana. Até nos sábados, com aquela imagem ruim da Rede TV, não me escapa a segundona do brasileiro.

Mesmo meio capenga como ultimamente, o futebol parece exercer na maioria de quem gosta, o mesmo sentimento.

Terminar o ano com as calças na mão, xingando, reclamando, não é certamente um problema só nosso. Se em 2015 a gente terminar o brasileiro em melhor posição, vamos arrumar outras coisas para reclamar, tenho certeza. Assim é o torcedor brasileiro. Pelo que tenho observado, o resto do mundo entende futebol de outra maneira, muito distante desta relação apaixonada que temos com nossos clubes.

A estreia no Regional será fora de casa. Na rodada seguinte, lá pelo dia 7 de fevereiro, finalmente voltamos ao Couto, inclusive com as dimensões antigas, fora dos padrões FIFA, com mais espaço para a bola rolar.

No atletiba da “ falação” saímos na frente: Marquinhos, Pedroso e Bacellar, dizem que o Coritiba deve disputar o Paranaense com o que tem de melhor. Sem esta de time sub 23. Isso é para quem nunca ganhou nada e tenta diminuir o Campeonato. Acho um bom momento para se medir o que temos de novidade... novos contratados, forma de jogar etc.

Que venha o paranaense, que tenhamos a alegria de ver o nosso time jogar em nossa casa.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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