2018 começa num sábado de Carnaval
Mesmo que tivesse sido uma vitória magra, com apenas um gol, estaria de bom tamanho. Porque valeu muito mais ver um time finalmente mais organizado, conseguindo tocar melhor a bola, do que os três gols. Isso sim importa mais. Porque o resto é consequência.
Como somos desconfiados, porque a vida nos fez assim, vivemos esta ansiedade de projetar a próxima rodada para ver se é isto mesmo.
Mal conseguimos festejar uma vitória convincente (a primeira) em cinco jogos e já queremos saber da próxima rodada. Não, nada a ver com a esperança de classificação. O que vier deste primeiro turno será lucro. Falo mesmo da qualidade do futebol que pela primeira vez conseguiram mostrar que existe e é possível no Coritiba.
Mas parece que ainda vão ter que jogar assim mais algumas vezes para nos convencer que é isso mesmo.
Por enquanto, ainda longe do ideal, mas deu finalmente sinal de vida, de esperança.
A saída de Kleber, a entrada de Moser, a segurança da zaga, dos dois volantes, a evolução em cada partida e o gol de Julio Rusch... o que você quiser dizer sobre este jogo, é justificativa para este conjunto da obra que precisa ficar como o começo de uma nova vida no futebol do Coritiba, neste início de 2018. Como já disseram por aqui : finalmente o ano começou, finalmente o time entrou em campo.
Da amargura e até o descrédito total, ao sonho de todos de ver novamente um time vencendo e com méritos. Quero crer que chegamos no fim do poço e agora fazemos o caminho de volta. Preciso acreditar nisso, que estamos emergindo.
Pra mim não há problema nenhum em apagar tudo até aqui e começar 2018 a partir do sábado de Carnaval, espero.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (40)
