Torcida humana
Lá fora, nos terminais, o pau comia solto. "Não faz mal, lá fora não importa. Podem se matar, se quiserem. Mas aqui dentro, enquanto eu estiver vivo, não".
É a contribuição social ao futebol do seu estado que Petraglia dá.
Além de escrachar com a Federação, agora decide esculhambar com a competição, como ja fez em outros anos, sem respeitar discussões, interesses dos outros, hierarquia etc.
Agora, a sua mais nova diversão é arrumar confusão, desafiar poderes, para desfilar a sua arrogância desprezível.
Abrindo mão do outro lado da bola que pode ser de ajuda social, de ensinar, promover o cidadão, não de segregar como tem feito. Petraglia é tudo que uma sociedade pobre como a nossa não precisa.
Pobre de nós que precisamos assistir seus mandos e desmandos. Fazendo o que quer no futebol do Paraná e na Federação, expondo todos a um papel que se não é ridículo, é vergonhoso.
Ja parecia desde cedo, neste recente episódio que ha dias, ocupava sua tribuna de honra no "templo de sua propriedade", com um sorriso de canto de boca, só observando a movimentação de Samir, TJD e presidente da Federação Paranaense de futebol, sabendo do desfecho que teria a queda de braço - vencida por ele - na tentativa da vobtade do bom senso,de dar ao torcedor do Coritiba o direito de torcer pelo seu time, vestido como quisesse, mas na casa dele, manda ele e isso não pode.
Petraglia perdeu o clássico no campo, mas para ele pouco importa: saiu vitorioso mais uma vez no jogo de bastidores, no jogo político, mostrando que manda mais que o próprio TJD que o desautorizou, o adervertiu e Petraglia não só desobedeceu, como fez valer sua primeira vontade, fazendo o próprio TJD, Coritiba e torcida de bobos.
Petraglia não só manda no atlético, como faz o que quer com os homens que se julgam poderosos no futebol paranaense.
Esta soberba só não tem adversários declarados dentro da própria casa, porque o circo e o pão tem saída na medida certa ao seu povo.
Uma hora isso acaba. Precisa acabar. Para o bem do futebol paranaense.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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