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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Deu pro gasto...

Chegando ao Couto, parei, olhei e disse pra mim mesmo: "depois do ano passado, achei que não voltaria mais. Mas o amor falou mais alto e voltei. Aqui estou meu Coritiba! Eu vim pra te apoiar... (mas não abusa)".

Fiquei o intervalo do primeiro para o segundo tempo tentando achar uma definição pra aquilo tudo que acabava de ver no primeiro tempo. Foi quase a mesma situação do jogo contra o Cascavel, sem levar em conta, também a coincidência do placar que até ali ainda era de 3x0.

O título acima talvez defina melhor. "Deu pro gasto" e quase um pouco mais. Se o Operário não tem tanta sorte assim, toma mais uns dois ou três e voltaria pra Ponta Grossa com uma sacola de pelo menos 6 ou 7 gols. Mas se usamos o estadual como preparação para o brasileiro, sabemos que estamos longe do time ideal. O resultado não diz muito o que foi o jogo. O time ainda peca muito em alguns fundamentos e a ligação com a frente ainda sai no chutão, principalmente até a primeira metade do primeiro tempo foi assim.

Quando passou pelo meio, teve Dudu que foi a boa surpresa da noite. O menino precisa ser mantido para ganhar ritmo e confiança e finalmente se firmar para ser um dos homens de organização deste meio campo. Além da boa partida, acabou marcando um belo gol. Deu ritmo e participou das principais jogadas de ataque.

Depois de um escorregão no primeiro tempo, logo no começo da partida, quase complicando a vida do time, Walisson Maia acabou se firmando e junto com Lucas Claro não tiveram muito trabalho.

João Paulo e Juan ainda não convencem, pelo menos a mim. João Paulo ganhou mais liberdade como segundo volante, mas passa mal e não ajuda na construção do meio pra frente. A saída de bola dele é imprecisa e lenta. Acho que começa a perder posição, agora definitivamente, já que funcionava melhor como primeiro volante, pelo menos no final do Brasileiro. Ou volta pra posição anterior, ou sai do time. Mas parece que Kleina tem preferência por Amaral na posição de primeiro volante.

Leandro e Kleber criam um novo problema para Kleina. Daqueles que treianador gosta de revolver. Os dois com Negueba, não são os mesmos. A solução é com dois atacantes, e não com três como vinha jogando.

O problema de Kleina vai ficar maior quando Ortega começar a jogar o que dizem que joga. Certamente vai sobrar para Leandro. E a formação com 3 atacantes deve ser usada apenas em casos especiais.

Se de fato Ortega vingar, Negueba e Leandro serão reservas. Kleber está iluminado e além dos gols anda aparecendo bem entre o meio para buscar jogo. O problema dele parece ser a idade. Imagino que seja poupado para a partida contra o Rio Branco, no meio da semana. Tomou muita pancada na partida contra o Operário e deve aparecer no departamento médico esta semana.

O caminho do gol anda sendo um belo reencontro e que os deuses do futebol continuem mostrando o atalho até ele. Isso não só garante a artilharia do campeonato a Kleber, mas também coloca o Coritiba com o ataque mais positivo da competição. Kleber foi substituído por Evandro e saiu aplaudido. Com todo respeito, precisa ser reconhecido como o “cara”, pelo menos por enquanto, anda fazendo até mais do que prometeu e a torcida esperava.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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