A volta do artilheiro
Mais que isso, vale o registro para duas figuras que parecem ser a nova sensação: Vaná e Rafhael Lucas. As atenções estavam voltadas para a estreia dos novos- o volante João Paulo, o meia Pedro Ken e dos atacantes Negueba, Mazinho e Giva. Com exceção de Pedro Ken, todos estes vestiram a camisa do Coritiba pela primeira vez.
Mas a cena acabou sendo roubada pelo menino criado na base, Rafhael Lucas, de 21 anos. Com uma história já de veterano dentro do Coritiba, Rafhael parece ter nascido com faro de gol desde os tempos de pré –mirim, quando marcou 24 gols, no metropolitano sub 15, superando Keirrison, na época recordista da competição. Isso foi em 2007.
Mais tarde, com 17 anos, inclusive já como capitão Coxa - em 2009 - faz história novamente marcando 25 gols se sagrando Campeão Paranaense.
Rafhael Lucas ainda esteve na conquista do título da Taça BH, em 2010. Só Em 2013, experimentado no time principal, mas logo na estreia, sofre uma contusão séria no joelho. O menino ficaria muito tempo afastado, se recuperando.
Hoje, volta a defender o Coritiba e logo no recomeço deixa sua marca, fazendo dois gols na vitória contra o Nacional de Rolândia, na abertura do Paranaense. Um grande indicativo de que Rafhael ainda é o mesmo. Quem sabe melhor.Está mais velho, mais maduro, pronto para colocar seu nome na história dos grandes artilheiros do Coritiba. Um recomeço pra lá de bom, e que queiram os deuses do futebol, seja o ressurgimento de um novo artilheiro, fantasma que nos acompanha há muito tempo.
Não pelo porte físico, nem pela semelhança (bem de leve), mas encerrada a partida de sábado, lembrei de Índio, um dos grandes artilheiros com passagem inesquecível com a 9 do Coxa.
Pra não ir tão longe na história, eu diria que se Rafhael jogar o que Índio jogou, já me dou por satisfeito. Índio foi um centroavante predestinado, talentoso e mortal com a bola no pé.
Rafhael Lucas parece nos devolver este estigma, perdido há anos. É apenas conjectura, com base na minha intuição.
Claro que é cedo e ainda estamos falando da volta de um atleta recuperado de uma contusão séria, mas já temos um sinal de fumaça neste recomeço do nosso artilheiro-menino.
Vaná é outro que merece destaque nesta largada do Paranaense. Me pareceu seguro, e não o responsabilizo pelo gol de empate do Nacional. Parece ser forte nas bolas por cima, nos cruzamentos e com boa reposição. Não vejo porque pensar em substituo para Vanderlei.
Como podem ver, de tudo que chegou até agora, um é prata da casa e outro há alguns anos reserva no Coritiba, foram os destaques deste início de temporada. Nem mesmo a quantidade de novos atletas que foram chegando e os que estrearam contra o Nacional, foram capazes de tirar o brilho destas duas estreias. Pra mim, Vaná e Rafhael Lucas foram os “caras”.
Avante! Quarta-feira tem mais!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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