As quartas de final ainda estão abertas!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a vitória do Coritiba sobre o Cianorte, jogando no Albino Turbay em Cianorte..
Como foi a decisão de dividir o grupo para o jogo, diferente do que foi feito no jogo com o Cascavel aonde foram todos do elenco, titulares e reservas? “Cada jogo tem seu próprio cenário, e os intensos 75 minutos do jogo anterior com um jogador a menos causaram um cansaço significativo. A confirmação tardia do adversário para o campeonato paranaense fez com que não houvesse tempo para viagem aérea, resultando em uma viagem de ônibus de 8 a 9 horas que prejudicaria a recuperação dos jogadores. A logística e a necessidade de recuperação dos jogadores que atuaram na quarta-feira foram fatores decisivos para a decisão de dividir o elenco, pois o ritmo de jogo deles já seria menor de qualquer forma. A curta pré-temporada e os jogos frequentes da equipe limitaram as oportunidades de treinamento, necessitando de rotação de jogadores para garantir o condicionamento adequado. Outro fator foi a chegada escalonada dos jogadores ao longo do mês, o que dificultou o estabelecimento de uma equipe coesa e 'redonda' tão rapidamente quanto o desejado. Houve uma melhora na consistência no jogo em comparação com partida com o Cascavel, o que indica um desenvolvimento positivo no desempenho da equipe. A equipe está utilizando duas competições para proporcionar ritmo de jogo a todos os jogadores, em vez de focar em apenas um time, o que aumenta a complexidade do cenário atual.”
Os três zagueiros hoje foram a novidade, isso pode ser uma tendência para jogos futuros? “A decisão de utilizar três zagueiros experientes foi baseada no cenário do jogo decisivo fora de casa, mesclando jogadores experientes e jovens. Embora três zagueiros estivessem em campo, a equipe defendeu com uma linha de quatro devido à formação do adversário com dois centroavantes e dois pontas. A configuração com três zagueiros foi primariamente para a fase de construção e específica para as circunstâncias deste jogo e a disponibilidade do elenco para a viagem.”
Como será a estratégia de preparação da equipe para o próximo jogo do Brasileirão? “A competitividade da equipe foi mantida mesmo com desvantagem de um jogador na partida de abertura contra o Bragantino, apesar do resultado. No início do ano, as equipes têm realidades distintas, especialmente as promovidas da Série B para a Série A, o que leva a uma falta de sincronia. A estratégia é oferecer estímulos de jogo e treino para um número maior de jogadores do elenco, pois repetir a mesma equipe só oferece estímulos de jogo sem treino adequado devido à agenda apertada. Com a rotação do elenco, a equipe introduz racionalidade técnico-esportiva a um calendário, de outra forma, irracional, garantindo que todos os jogadores tenham minutos e mantenham a competitividade.”
Pode explicar, no seu ponto de vista, o que significaria a conquista do título paranaense? E quanto ao gol inusitado? “Vencer o Campeonato Paranaense é importante para o Coritiba, o time deve ter papel de protagonista no Estado e o compromisso em alcançar este que seria o 40º título. Embora a equipe esteja dedicada a vencer todos os jogos, também está focada em uma abordagem racional para garantir um desempenho bem-sucedido ao longo da temporada, não apenas vitórias de curto prazo. Quanto ao gol, um gol deste tipo é algo que só vi no YouTube, e atribuo a uma combinação de vento forte, a superfície variada do campo e o chute potente de Rangel, que surpreendeu o goleiro. Toda a solidariedade ao goleiro adversário, reconheço que fatores ambientais como vento e sol, juntamente com a natureza imprevisível do movimento da bola, podem impactar significativamente uma jogada, mas estou feliz pela vitória.”
