Está tudo dentro do planejamento!
Confira o que disse o Head Esportivo William Thomaz, na coletiva desta segunda-feira à imprensa.
Quanto ao Pedro Morisco, existe um projeto de valorização do atleta? Já recebeu sondagens ou propostas de algum clube? “Estendemos o contrato dele logo que cheguei aqui. É natural que haja especulações ou propostas quando o atleta se sobressai como ele, mas até o momento só temos a repercussão através da imprensa sobre as boas atuações dele. Temos que enaltecer o trabalho da comissão técnica e o trabalho do treinador de goleiros. O que posso dizer é que o Pedro faz parte de nosso planejamento para a temporada e dos próximos anos”.
O Coritiba é o único time da série B que ainda não se movimentou nesta janela, o elenco está fechado? “Não temos uma necessidade imediata, os outros não adiantaram o planejamento. Temos um plantel equilibrado, nos antecipamos nas janelas, principalmente a do mundial. Temos competitividade em todas as posições, jogadores polivalentes, estamos contentes e blindamos nosso plantel. Não é por esse período de três jogos que não fomos bem que vamos mudar a avaliação. Confiamos nas pessoas que estão lá”.
Sobre a Taça Paraná, o Coritiba vai participar com que equipe, quem vai comandar e qual o objetivo do clube no torneio? “Vamos continuar com a política do começo do ano, onde demos oportunidade em três jogos para nossos jovens jogadores, para continuar o processo de maturação. O técnico será o PC Oliveira, que é treinador do sub-20, e claro que a interação vai existir, se algum atleta precisar de ritmo de jogo, pode ser usado nessa competição, que é importante e dá uma vaga na Copa do Brasil”.
Falou que não há necessidade de reforços, então o que pensa para este segundo turno onde a competição deve ser mais acirrada e pode acontecer uma perda de fôlego? “Numa competição de longo prazo, dificilmente quem está em primeiro fica lá até o final, temos que ter consistências nas ideias e nos conceitos que nos trouxeram até aqui. Nos antecipamos escolhendo o treinador, criando a formatação do plantel. Nosso técnico Mozart, no histórico dos últimos cinco ou seis anos é o terceiro treinador com o maior número de vitórias, atrás do Abel e do Renato Gaúcho, então o trabalho da comissão técnica, do grupo de atletas, de todo o staff é que nos dá a confiança que essa instabilidade vai passar e vamos retomar o caminho das vitórias”.
Hoje parece que, pelo menos da porta para fora, o ambiente está tranquilo, sem as turbulências que existiam no ano passado. Pode falar mais sobre isso? “Temos inúmeros exemplos no mundo de que os projetos esportivos precisam de tempo, para isso temos que ter a continuidade, a perenidade e a tenacidade para liderar esses projetos. Você não consegue fazer todas as ações necessárias em uma janela, ou duas, para reconfigurar um plantel você leva no mínimo três janelas, foi o tempo que levamos. Tudo isso compõe o planejamento, além de toda a reestruturação das 67 áreas que são nossos pilares do dia a dia. Temos excelentes profissionais em todas as áreas, isso nos dá um aumento de competitividade nos treinos que exige que os atletas disputem posição para serem titulares. É um trabalho silencioso e estratégico, e quando começa a fluir com naturalidade, os erros são minimizados. Os resultados estão acompanhando uma série de outras ações que estão sendo executadas por 130 a 140 profissionais no dia a dia, o clube está unido e forte”.
Em relação à torcida, o Coritiba tem a segunda maior média de público, mesmo na goleada do Paysandu ela saiu quieta, mas nesse último jogo já houve mais reclamações, o que pensa disso? “Sabemos que a esperança e a expectativa são altas do ponto de vista do torcedor, e quando o resultado não vem, existe uma certa frustração. A simbiose com a nossa torcida é muito boa e mesmo no empate, escutamos um pouco de reclamação no final, mas ela apoiou. Também quero ressaltar o que escutamos fora do estádio, no olho no olho, torcedores nos dizendo que o trabalho é bom. Temos uma reserva para evolução e vamos seguir trabalhando e continuar com essa simbiose dentro do Couto e fora dele também como em Chapecó, São João Del Rei, Criciúma, então o torcedor está conosco, os exemplos estão aí”.
Não acha que o sistema de jogo do Mozart não tem plano B e isso faz com que as equipes que vem aqui já venham sabendo como neutralizar o Coritiba? “Posso afirmar que o Mozart é um profissional extremamente crítico com ele mesmo. O que posso dizer é que quando você está na ponta da tabela, você é muito visado, muito analisado e muito mais respeitado e as equipes montam suas estratégias, e isso é a dinâmica do futebol, por isso digo que temos uma reserva de evolução que precisa ser cumprida justamente para criarmos mais recursos para evitar as estratégias dos adversários”.
