
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Qual a importância dessa vitória, após 22 anos que o Coritiba não vencia aqui, e quais os fatores que contribuíram para esse sucesso? “Diversos componentes contribuíram para a vitória, incluindo treinamento estratégico durante o fim de semana, sessões de alta intensidade na segunda-feira e a abordagem mental da equipe sobre a contribuição individual para o trabalho coletivo. Gostei da inteligência, a dedicação e a versatilidade tática da equipe no segundo tempo, adaptando-se ao fluxo do jogo e buscando continuamente a evolução na intensidade e otimização dos jogadores. A equipe teve a capacidade de evoluir e se desenvolver jogo a jogo, embora os resultados não possam ser controlados, o processo e os esforços diários, que construíram a confiança para enfrentar o Cruzeiro.”
O fato de quebrar um tabu de 22 anos contra o Cruzeiro e garantir uma vitória na Série A pela primeira vez desde 2023 mudará a forma como a equipe é vista por torcedores, a imprensa e os adversários? “Os desenvolvimentos externos são secundários à autopercepção interna da equipe e à convicção em suas capacidades, e os tabus passados não influenciaram na preparação. Espero que a vitória inspire os torcedores, lembrando que a equipe foi aplaudida no último jogo, apesar da derrota, por seu espírito e esforço jogando com dez homens por 75 minutos. A equipe está em um processo de desenvolvimento de versatilidade tática e intensidade para a Série A, e aqueles que se surpreenderam com o desempenho do Coritiba hoje podem ter julgado mal seu primeiro jogo.”
Como foi a construção da estratégia de jogar sem o Josué, colocando mais um atacante e o Ronnier mais por dentro? A parada técnica foi importante para acertar a marcação no primeiro tempo? “A parada técnica foi importante, mas os acertos necessários foram feitos também no intervalo do jogo. No segundo tempo, devido ao desgaste do primeiro tempo e ao processo atual da equipe, optamos por um bloco mais baixo e uma linha de cinco defensores para neutralizar os ataques do adversário, especialmente após a entrada de Wanderson mudar o lado de ataque deles. A equipe se mostrou mais agressiva no início do segundo tempo, criando oportunidades de gol através de transições e bolas longas, oferecendo perigo constante e criou até mais chances de gol do que o adversário. O zagueiro João Marcelo estava tendo muito espaço para sair com a bola o que impactava a nossa marcação. A decisão de escalar Ronnier mais por dentro, foi pela sua versatilidade e experiência jogando como meia desde a base. A escalação de Breno Lopes e Lavega teve a intenção de criar um time ofensivo capaz de desafiar o Cruzeiro desde o início. A equipe é composta por jogadores de currículo e alto nível, não foi para BH para apenas se defender, mas para jogar de forma proativa e buscar a vitória. Portanto, as escolhas da escalação foram uma mensagem de comprometimento para jogar o nosso melhor, se desafiar e não aceitar a superioridade do adversário.”
No jogo anterior contra o Bragantino, onde a expulsão influenciou fortemente a estratégia ofensiva da equipe, hoje com 11 contra 11, foi diferente, você pode analisar a equipe nesse sentido? “O jogo anterior, que terminou 11 contra 10, nos forçou a um bloco defensivo baixo, o que a equipe executou bem, mostrando resiliência e algumas transições ofensivas. Aspectos como, jogo defensivo agressivo em um bloco médio a alto e recuperações de bola no campo de ataque, foram difíceis de alcançar no cenário do jogo com o Bragantino. Hoje teve trocação, em alguns momentos o domínio do Cruzeiro, isso é normal, onde a equipe se envolveu em um contexto de ida e volta, e nos permitiu desenvolver novos comportamentos e repertórios, fornecendo uma compreensão mais clara da nossa evolução e dos nossos limites atuais. O fato de que esses jogadores não jogaram no fim de semana ajudou muito, pois tivemos uma semana para treinar e nos preparar melhor para este jogo.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)