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Um jogo decidido pela maior eficácia!

• João Carlos Sihvenger • Brasileirão

Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Atlético (MG) na Arena MRV.

Um jogo decidido pela maior eficácia!
Como viu o jogo? A estratégia montada foi aplicada? Há seis partidas sem vencer, como fica o lado emocional da equipe na sequência do campeonato? “Conseguimos absorver e fazer a leitura de como o Atlético se posicionou para nos atacar no início do jogo. Fizemos um bom jogo no primeiro tempo, mas nos faltou mais controle e elaboração no campo de ataque, tivemos capacidade de equilibrar o jogo quando eles estavam com bloco médio alto e isso foi uma evolução em relação ao jogo do Botafogo. Tivemos chance de fazer 1 x 0, e depois de alguns momentos de pressão no segundo tempo, voltamos a equilibrar o jogo. Foi um jogo decidido pela maior eficácia, mérito do Atlético que conseguiu aquele espaço. No meu entendimento, nós voltamos a ter coesão e voltamos a competir e inclusive com situações que poderíamos ter saído na frente, o que seria muito favorável se tivéssemos conseguido. Quanto aos seis jogos sem vitória, o que fugiu do nosso elemento foram os jogos do Vasco e do Fluminense, período em que estávamos sofrendo com o elenco mais enxuto, menos disponibilidade, em consequência, menos competição interna. Há dois dias tivemos um treino com muita competição e vimos o resultado no jogo, conseguindo competir fora de casa num campo diferente e tendo possibilidade de vencer. Temos que ser mentalmente fortes na sequência e, logicamente fazer alguns ajustes táticos para sermos competitivos como fomos hoje”.

A entrada do Reinier, que tem mais mobilidade, no lugar do Borbas, que é um centroavante que faz a parede e de mais força, isso dificultou o jogo para a defesa do Coritiba? “Dificultou um pouco pois o Atlético teve mais controle porque o Reinier flutua mais e vem armar e isso exigiu que fechássemos muito dentro para permitir só a circulação por fora, mas conseguimos, com o tempo, ajustar isso. Tivemos algumas transições com o Breno arrancando livre pelo meio espaço, mas não conseguimos acessá-lo”.

O que fazer nesse momento em que o fantasma da aproximação da zona de rebaixamento começa a assustar? “O fantasma existe se nós sucumbirmos mentalmente. Temos que ter clareza de nossa identidade, do caminho que estamos trabalhando, ter uma análise honesta do nosso desempenho, do que precisa melhorar, daquilo que melhorou, para seguirmos crescendo. O foco não pode ser no que os outros estão fazendo, não pode ser na situação da tabela, o foco tem que ser naquilo que vamos fazer para vencer o próximo jogo, sabemos a receita e temos que ter equilíbrio emocional para colocar o foco no trabalho e na solução dos problemas”.

Como imagina o cenário dos dois próximos jogos no Couto Pereira contra Grêmio e Vitória, com a pressão da sequência de seis jogos sem vencer? “A expectativa é de muito otimismo, nossa torcida é próxima e nos apoia incondicionalmente. É um momento de mobilização geral, tem muitos abaixo que estão perdendo pontos, nossa meta é 45 pontos e provavelmente uma vitória nesses dois jogos nos coloca numa situação de ficar muito perto da permanência. Não adianta ficar olhando para a tabela, para os jogos dos outros, temos que nos preocupar com a gente, criar soluções para encontrar a competitividade. É foco no trabalho e todos dentro do clube estarem empenhados e envolvidos nisso e nos blindarmos de distrações que venham do externo”.
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