Sinal de alerta ligado: Seabra e Coritiba entram em xeque após nova derrota
Derrota para o Grêmio amplia a crise alviverde, leva o time ao sétimo jogo consecutivo sem vitória e aumenta a pressão sobre Fernando Seabra. Confronto contra o Vitória ganha caráter decisivo para o futuro do treinador.
Perder em casa para um adversário que também luta contra o rebaixamento, além de ampliar para sete a sequência de jogos sem vitória, representa um duro golpe anímico para o elenco alviverde. A cada partida, o time demonstra mais dificuldades para reagir e superar a má fase, aumentando a preocupação da torcida com a reta final do campeonato.
O resultado da última segunda-feira também ampliou o risco de rebaixamento. Segundo dados da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a probabilidade de queda do Coritiba, que era de 1,9% antes da partida, subiu para 6,2% após a derrota. Embora o percentual ainda seja relativamente baixo, a evolução negativa acende um alerta que, até pouco tempo atrás, parecia distante da realidade alviverde.
Ao apito final, o técnico Fernando Seabra foi fortemente vaiado pelos torcedores. As principais críticas se concentraram nas substituições realizadas durante a partida e na dificuldade da equipe para encontrar soluções diante de mais um resultado negativo.
As decisões do treinador começaram a ser questionadas especialmente na saída de Pedro Rocha, que vinha sendo um dos principais destaques ofensivos do Coritiba na partida. O atacante foi substituído, enquanto Lavega, que não apresentava o mesmo rendimento, permaneceu em campo. A alteração gerou incompreensão e aumentou a insatisfação nas arquibancadas.
Outro ponto de contestação foi a troca dos volantes, especialmente a saída de Nicolás Fonseca, que vinha tendo atuação destacada. As mudanças comprometeram a capacidade de marcação da equipe e abriram espaço para o Grêmio assumir o controle do meio-campo, dificultando ainda mais a reação alviverde.
A queda de rendimento no segundo turno ajuda a explicar o momento vivido pelo Coritiba. Depois de uma primeira metade de campeonato consistente, a equipe passou a acumular resultados negativos e entrou na disputa com os clubes ameaçados pelo rebaixamento. Nesse cenário, Fernando Seabra, que conquistou crédito pelo trabalho realizado anteriormente, vê sua permanência cada vez mais pressionada pelos resultados recentes.
O confronto contra o Vitória, novamente no Couto Pereira, ganha contornos decisivos. Mais do que interromper a sequência de sete partidas sem vencer, o Coritiba precisa voltar a pontuar para manter uma margem confortável em relação à zona de rebaixamento e recuperar a confiança da torcida.
O resultado também poderá ter consequências diretas para o futuro do treinador. Depois de mais uma atuação frustrante e de uma derrota que ampliou a desconfiança nas arquibancadas, um novo tropeço em casa pode tornar a permanência de Seabra insustentável.
O Coritiba precisa dar uma resposta imediata. A margem para novos erros diminui a cada rodada, e o jogo contra o Vitória pode representar não apenas uma oportunidade de reação na tabela, mas também um divisor de águas para o trabalho de Fernando Seabra no comando alviverde.
