Sabíamos que seria um jogo que nos levaria ao limite fisicamente!
Confira o que disse o técnico Mozart na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Cuiabá, na Arena Pantanal.
Qual os planos para os próximos jogos, visto que o Coritiba é um dos grandes candidatos ao acesso? “Óbvio que a derrota é dolorosa, sabíamos que seria um jogo duro e que fisicamente ia nos levar ao limite pois saímos de Curitiba com 10 graus e chegamos aqui com 30 graus, com apenas dois dias de descanso, mas isso não foi determinante para o resultado, até porque terminamos fisicamente até melhores do que eles. O que mais impactou foi termos tomado o gol com cinco minutos e depois ter que correr atrás do resultado sabendo que o contra-ataque deles é muito rápido, mas os jogadores tentaram o tempo todo, não desistiram do jogo, criamos chances importantes para empatar, tínhamos que atacar sempre com o adversário com nove jogadores defendendo e conseguimos criar situações. Tiramos lições negativas e positivas desse jogo, mais positivas do que negativas apesar da derrota”.
Como analisa o contexto da falta de eficiência na frente, apesar de criar situações, com a solidez defensiva do time, mas que cedeu mais do que o normal hoje? “Hoje cedemos mais mesmo. Acho que pode ser pela falta de lucidez, o cansaço que afeta a lucidez e até a parte técnica. No segundo tempo teve momentos em que soltamos o Zeca e o Alex simultaneamente, que normalmente não fazemos, mas o jogo exigiu isso, com o Nicolas como segundo centroavante, mesmo assim não concedemos muito, além do lance do Jacy que tirou a bola na linha do gol, mas criamos o tempo todo com um adversário com organização defensiva, eles estavam com nove jogadores na marcação e mesmo assim nós conseguimos entrar na defesa deles, infelizmente tivemos nossas chances, mas não fizemos. Eu estaria preocupado se não criássemos como criamos, óbvio que o ideal é criar e converter”.
Como vê o Atletiba na situação que se encontram os times no campeonato? “O clássico é um jogo ímpar, pela nossa colocação, pela reta final. Temos a semana inteira para trabalhar e recuperar jogadores fisicamente e mentalmente da maratona que tivemos. Temos que ser assertivos na substituição do Wallison, posso colocar o Machado, tenho a possibilidade de trazer o Sebá para colocar o Vini, posso colocar o Giovane, enfim, a semana de treinamentos é que vai determinar isso. Tenho a certeza de que nosso torcedor vai lotar o Couto para um jogo decisivo, agora só faltam seis jogos para o final, esse clássico será um dos mais importantes nos últimos anos e se jogarmos no nível que jogamos 90% do campeonato, poderemos vencer”.
Como está a situação do Ronnier para o clássico? “A princípio ele começa a treinar conosco na quarta-feira e estou confiante que poderemos utilizá-lo, não sei se para iniciar ou no decorrer do jogo, mas com certeza ele estará à disposição, pelo menos esse é o planejamento que foi traçado pelo DM”.
