O fato novo de hoje foi o jeito que competimos!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após o empate do Coritiba com o Botafogo (RJ).
Olhando a tabela dá para ver que os próximos jogos em casa serão muito importantes, como pretende aproveitar melhor o fator campo e fazer o time ser mais agressivo? “Temos um padrão que nos deu muitos resultados, sendo muito consistentes no bloco baixo, bom em contra-ataques e bola parada. Tivemos mudanças de jogadores, o Tinga ficando afastado, o Chermont saindo, o Maicon ficando afastado, Coser e Jaci se firmando, então estamos nos ajustando naquilo que temos de disponibilidade. Não adianta só ser agressivo, precisamos de ter sincronia e coerência, e hoje resolvemos dar dois passos para trás e voltar a fazer as coisas mais bem feitas para recuperarmos a competitividade e às vezes precisamos ser menos agressivos, mas mais equilibrados, diferente de como foi com Vasco e Fluminense”.
Sobre suas escolhas na escalação inicial, iniciando com Breno Lopes no banco, com Paulo Roberto no ataque, isso foi um fato novo? E com relação à substituição do Josué por um jogador que não atuava há mais de três meses? “Quanto ao Paulo, precisávamos de um jogador que atacasse o espaço, um nove, e como a estratégia era de um bloco baixo, prevaleceu o Paulo por questões das rupturas, da velocidade, coisa que ele entregou. Colocamos o Lavega e o Pedro para trabalhar principalmente nos lados esquerdo e direito, principalmente na direita pelas dinâmicas que fizemos nos treinos. Quanto ao Renato, embora não atue há algum tempo, mas é um jogador que acompanhamos no dia a dia e vemos o crescimento dele, e estamos preparando-o para a posição de um 10, então foi uma troca mais pelo cansaço, foi uma tentativa de colocar alguém com vitalidade para fazer a ocupação do espaço”.
O que espera desse jogo com o Atlético Mineiro, time que está na parte de cima da tabela, e que o Coritiba vai enfrentar longe do Couto? “Espero a mesma competitividade do primeiro turno, precisamos pontuar. Espero entrega, espírito de luta e coletivo, como foi hoje, porque estamos enfrentando grandes equipes. Tirando os jogos com Vasco e Fluminense, sempre terminamos os jogos em condições de pontuar, independente do nível do adversário. Esse foi o caminho que nos trouxe até aqui”.
Você falou sobre jogar em bloco baixo, mas o Coritiba tomou gol com a maioria dos jogadores atrás da linha da bola, e o Botafogo fez mais de 40 cruzamentos na área, então qual ajuste deve ser feito para não tomar gols assim e deixar escapar pontos importantes? “A gente parou de tomar o passe interior, diminuiu a quantidade de tabela e parou de tomar ruptura nas costas para jogadas de linha de fundo. A gente começou a permitir o passe para trás e o cruzamento depois do passe para trás, que é espaço de retorno. Então faz espaço de retorno e cruza. Faltou timing para sair junto com essa bola e encurtar para tirar os cruzamentos. Temos que ajustar com os jogadores para minimizar isso, mas contra um time que tem Ziyech, Medina, Danilo, que entra Montoro, então estamos de parabéns porque negamos o jogo associativo e eles tiveram que cruzar”.
Sobre os próximos jogos, o Atlético que estará no meio da disputa da Sulamericana, pode ser bom para o Coritiba? E depois, contra Grêmio, Vitória e Inter, que brigam contra o rebaixamento, qual será o desafio? “Quanto ao Atlético, isso pode dividir a atenção como pode potencializar o time. Um exemplo é o Vasco que cresceu muito mesmo disputando a Sulamericana. Temos que nos preocupar conosco, fazer nosso melhor. Quanto aos outros jogos, todos são finais, temos que trabalhar para retomar o caminho das vitórias o quanto antes. Uma vitória nos coloca com 42 pontos, muito perto do nosso objetivo. Então, nesse momento, é muito mais mental do que técnico, do que tático. É a é a capacidade de se apoiar enquanto grupo e a disponibilidade para assimilar as coisas que vão fazer a diferença e ser capaz de colocar em prática”.
Quanto às vaias após o jogo, como você absorve isso? O Coritiba não vence desde 31 de agosto e faltam oito rodadas, por que a torcida deve acreditar e apoiar? “Tenho a convicção de que a torcida acredita, eles têm expectativa de vitória porque acreditam na gente, por isso a vaia, é uma frustração. É preciso entender a reação humana da torcida, assim como eu quero ter minha humanidade reconhecida, como todos os profissionais do futebol merecem. Estamos nos empenhando, trabalhando e buscando soluções para representá-los da melhor forma possível. A torcida veio, apoiou o time num jogo difícil e ela quer sair com a vitória. Então eu entendo com uma naturalidade, isso faz parte do futebol”.
