Não tivemos eficácia para converter as oportunidades!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Cruzeiro no Couto Pereira.
Sobre a volta do Morisco hoje, isso indica que pode haver revezamento de goleiros ou ele assume a titularidade? “Não existe revezamento, existe uma disputa. Estamos muito satisfeitos com tudo o que Pedro Rangel fez, ele colocou um sarrafo muito alto e vamos ver onde o Morisco vai colocar esse sarrafo, enquanto isso o Rangel terá tempo para atacar alguns pontos de desenvolvimento e depois terá oportunidade de dar uma réplica”.
O que pode falar sobre o time ser mais forte em casa, ser mais competitivo e dar uma resposta ao torcedor? “Se formos ver, com o Palmeiras, no primeiro tempo, defendemos organizado, mas faltou agressividade, no segundo tivemos agressividade, mas faltou organização. Em Bragança conseguimos equilibrar o jogo e conseguimos jogar. Nesse jogo, iniciamos sem a agressividade defensiva, não conseguíamos produzir nosso melhor como fizemos em Bragança. Hoje, no começo do jogo fomos como um carro a álcool, e melhoramos durante o primeiro tempo, tivemos roubada de bola e oportunidades de transição. No segundo voltamos mais ajustados para defender, com bom nível de agressividade e jogando melhor e aí tomamos o gol. Entendo também que o Cruzeiro fez muito o antijogo, que foi corroborado pela arbitragem, com jogadores caindo sendo atendidos com mais de três minutos no chão, sem falar dos tempos de reposição de bola por parte do goleiro Otávio. Além do que, o Thiago Santos, num primeiro lance tomou o amarelo sendo que o Gerson fez falta igual e tomou o cartão de crédito e pode parar mais umas cinco transições nossas e nem amarelo recebeu. Isso gera irritação dentro de campo por parte dos jogadores. O juiz começou a picar muito o jogo, inclusive invertendo faltas onde era uma transição nossa, marcou para o Cruzeiro”.
O momento preocupa, afinal, quatro jogos e apenas um ponto, você acredita numa reabilitação daqui para frente? “O momento preocupa, sem dúvida. O nível de entrega existe nos treinamentos e acontece nos jogos também. Nos jogos contra o Palmeiras e Bragantino, corremos mais do que os adversários, então a entrega não tem faltado. O que tivemos no primeiro turno e não estamos tendo agora é que precisávamos de duas chances para fazer o gol e agora não estamos tendo essa eficácia. Nossa equipe defende muito bem em bloco baixo, e quando precisa correr atrás do resultado fica mais difícil, e hoje poderíamos ter saído na frente. Estamos conseguindo ser mais verticais, mas precisamos ser mais assertivos, como acontece nos treinamentos do dia a dia”.
Você ainda espera a chegada de reforços, agora que alguns jogadores estão deixando o Coritiba, ou você conta com os jogadores que estão no elenco? “O Tissi por exemplo, entrou muito bem, teve leitura de espaço, então esses jovens estão mostrando competência. Quando você contrata jogadores de fora, eles demoram tempo para entender a língua que está sendo falada. Esses meninos têm que ser valorizados, às vezes o resultado positivo não vem, mas olhando o copo meio cheio, olha o que o Paulo Roberto fez contra o Palmeiras, girando o corpo em cima do Barbosa e fazendo um belo gol. Logicamente que estamos atentos ao mercado, nosso departamento de Scout e a direção estão atentos, mas o meu trabalho aqui é criar soluções. No começo do ano o Thiago veio como zagueiro, hoje voltou a ser volante e está muito bem adaptado, temos o Tissi entrando contra jogadores de nível elevadíssimo do outro lado como Gerson, Matheus Pereira e Romero e competindo de igual para igual. Falava-se muito de termos um número cinco, a contratação interna foi o Thiago e hoje temos mais um que é o Tissi, falava-se de um nove, hoje temos o Rodrigo, o Paulo, então não existe milagre, existe trabalho”.
Com base nessa resposta, o torcedor pode entender que você está satisfeito com o elenco, que é possível alcançar os pontos necessários contra o rebaixamento? “Não tenho dúvida nenhuma, o elenco trabalha bem. Entendemos a frustração do torcedor que é também a nossa, mas não está faltando entrega, esforço e dedicação. Isso não quer dizer que estamos de olhos fechados ao mercado, para possíveis soluções que possam aparecer, mas temos recurso humanos aqui para resolver nossos problemas”.
Agora tem nove dias até o jogo da Chapecoense, como vai ser o planejamento para este jogo? “Foram três jogos seguidos com quatro dias, temos que nos preocupar com a recuperação dos jogadores, física e mentalmente, depois continuar com os ciclos de trabalho que planejamos”.
Por que hoje o Lavega não entrou, sendo que é o jogador que mais foi utilizado vindo banco? No final do jogo vocês se uniram ali no meio de campo, o que foi conversado? “A conversa do final do jogo foi sobre o momento, nós sabemos que é um momento que vamos passar e que, unidos vamos superar. Quanto às substituições, isso é muito em função do que está acontecendo no jogo. O Bruno Melo batendo e voltando o jogo inteiro, o Breno flutuando por dentro, então precisávamos de mais energia naquele lado. O Lavega poderia ter entrado no lugar do Ronnier, mas ele estava bem no jogo, o Rodrigo poderia ser mais uma referência na frente, e o Keno teve uma entrada muito positiva contra o Bragantino. O Brian está se adaptando, é uma das alternativas até como médio mais avançado, junto com o Josué, é um jogador que entrou muito bem e causou impacto quando entrou”.
Você planeja alguma mudança no modelo de jogo na continuação do campeonato ou está satisfeito com o modelo atual? “O Coritiba não é um time de bloco baixo, é um time de compactação e dinâmica coletiva e estamos acrescentando dinâmicas. Hoje tivemos muitas transições ofensivas. Então estamos buscando mais repertórios tanto ofensivos como defensivos”.
