
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como viu o jogo, com mudança de estratégia tática, mudança de jogadores e a vitória contra um time que estava invicto na série A jogando aqui desde 2025? “Estudamos o adversário, que possui características ofensivas, que incluem um vasto repertório ofensivo e forte sincronia no ataque. O cansaço da equipe dos jogos anteriores contra Corinthians e Remo, nos obrigou a fazer rodízio de jogadores para manter a equipe descansada. Enfrentar o Mirassol três dias após um jogo desgastante contra o Remo foi o cenário mais desafiador devido à intensidade do último jogo. A equipe precisou demonstrar humildade e determinação para vencer, identificando aspectos específicos a serem explorados com clareza e objetividade. O primeiro tempo serviu como um teste devido à falta de tempo de treinamento e muitas mudanças, exigindo pequenos ajustes para melhorar em relação aos cruzamentos do adversário e jogo defensivo. Os jogadores implementaram com sucesso uma estratégia transmitida através de uma breve conversa em campo e antes do jogo, demonstrando sua capacidade de adaptação e melhoria. Apesar do alto volume ofensivo do Mirassol, a equipe criou 14 oportunidades de gol no jogo, demonstrando seu jogo perigoso e capacidade de marcar e até de ampliar o placar.”
Em relação aos números do Coritiba até aqui, nos últimos três jogos são três vitórias e sem levar gols, pode explicar isso? “A equipe demonstrou uma melhora significativa, especialmente na defesa, com três jogos sem sofrer gols consecutivos e bons resultados fora de casa após 12 dias de preparação. Vencer fora de casa na Série A é desafiador, e o sucesso da equipe se deve à sua postura forte, ambiente de grupo positivo e cultura de trabalho estabelecida. A dedicação da equipe em acelerar o processo de formação do grupo e a coesão social entre os jogadores, que são em sua maioria novos, é crucial para seu desempenho competitivo. O foco deve permanecer nas ações e nos esforços diários que levam ao sucesso, em vez de apenas nos resultados, para garantir a melhoria contínua e a competitividade.”
Pode falar sobre a rotatividade grande de treinadores na série A? Os resultados precisam ser imediatos, como acontece com o Coritiba, mas a cultura no Brasil é de resultados imediatos e não de dar tempo de trabalho aos treinadores? “A confiança em nosso trabalho advém do projeto esportivo claro do clube e dos critérios utilizados para sua seleção, o que proporciona um ambiente estável para o desenvolvimento do trabalho. Tenho críticas ao ambiente externo do futebol, um ambiente repleto de ódio e ignorância, muito influenciado pelas redes sociais, que parasitam o esporte. O importante é ter ambiente de trabalho com clareza institucional, resiliência e força para operar com eficácia apesar das pressões externas negativas, que vejo como uma transformação social recente.”
Como foi moldada a estratégia da equipe para esses quatro jogos seguidos, domingo será o quarto seguido, considerando o cansaço físico e emocional? “A seleção dos jogadores é baseada nas necessidades coletivas, nas características do próximo jogo, na saúde dos atletas e no mérito individual. Foram muito importantes essas três vitórias, o que indica que o trabalho está no caminho certo, e o período de 12 dias sem jogos permitiu abordar conteúdo, organização e aumentar a intensidade dos treinos. Reconheço a dificuldade de tomar decisões em tais contextos, e observamos que alguns jogadores apresentaram fadiga e poderiam ter precisado de menos tempo de jogo, mas fico satisfeito com as escolhas feitas.”
Como projeta o clássico Atletiba de domingo próximo? “Um jogo importante onde as duas equipes estão bem colocadas na tabela. Ainda não acompanhei de perto o rival, mas em breve buscarei informações, pois enquanto uma equipe de analistas está trabalhando no jogo atual, outra já está se preparando para o próximo, e eles mergulharão nos detalhes a partir de amanhã. Será um jogo muito difícil e de grande valor simbólico por ser um clássico, e vamos nos dedicar 100% para buscar o melhor resultado possível.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)