Alysson Artuso

Já no início do campeonato, este blog divulgou uma matéria exclusiva sobre o
Com o campeonato já está em andamento, a variável mais importante nesse tipo de projeção é o número de empates que estão ocorrendo, quanto mais jogos acabam empatados menor é a pontuação necessária. E esse ano, com 27,36% dos jogos terminando empatados, está com uma quantidade de empates um pouco acima da média dos campeonatos anteriores, o que reduziu principalmente a pontuação necessária para se ser campeão.
Confira os números:
| Pontuação mínima para: | Extremamente provável | Muito Provável | Provável |
| Ser campeão | 78 | 76 | 74 |
| Ficar entre os quatro | 67 | 65 | 64 |
| Não ser rebaixado | 44 | 43 | 42 |
Com isso, se o objetivo do Coritiba for escapar do rebaixamento, sua meta deve ser alcançar 25 pontos nos 19 jogos restantes, um aproveitamento de 43,9%. Atualmente o desempenho do Coxa é de simplórios 33%, conquistando somente 19 pontos no returno. Desempenho pior só foi visto no Brasileirão de 2000, quando Paquito, Fito Neves e Ivo Wortmann conquistaram somente 21 pontos nos 24 jogos daquela competição. Mesmo em 2005, ano do fatídico rebaixamento, o desempenho do Cori foi melhor do que o atual, com 38,9% de aproveitamento e 49 pontos em 42 jogos.
Por fim, vale sempre o alerta que se trabalha com um nível de confiança – não com certezas – de forma a fornecer uma "margem de segurança" para os clubes se planejarem. Para facilitar a interpretação dos dados costuma-se atribuir adjetivos às chances de algo ocorrer, de forma que algo "extremamente provável" é aquilo que tem uma probabilidade e pelo menos 95% de chance de acontecer.
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Alysson Artuso

Por Gustavo Valentim Loch
Após 8 rodadas já disputadas no Campeonato Brasileiro 2009 o Coritiba já balançou as redes adversárias 12 vezes (8º melhor ataque), mas já sofreu 16 gols (pior defesa do campeonato) – numa média de 2 gols levados por jogo. Historicamente o Coritiba sempre foi um time forte defensivamente, por isso é ainda mais preocupante o panorama atual, ainda mais se comparado aos números do Cori nos últimos 10 anos de Série A, nos quais levou em média apenas 1,27 gols/partida.
Comparado os números da atual edição do Brasileirão apenas com os anos em que o campeonato foi disputado no sistema de pontos corridos, este é o ano em que o time mais sofreu gols nas 8 primeiras rodadas. Além disso, é o ano com o segundo melhor número de gols marcados (perdendo apenas para o ano de 2005), mostrando que não é o ataque o principal problema do time.
| Ano | Gols Marcados | Gols Sofridos | Classificação final | |
| 2003 | 10 | 11 | 5º | |
| 2004 | 5 | 8 | 12º | |
| 2005 | 13 | 11 | 19º | |
| 2008 | 9 | 8 | 9º | |
| 2009 | 12 | 16 |
Não é possível prever qual será a posição do Coxa na tabela ao final do campeonato, mas sem melhorar o desempenho defensivo, de maneira que diminua significativamente a quantidade de gols sofridos por partida, será difícil o Coritiba almejar algo de diferente no ano do seu centenário além de apenas brigar para se manter na primeira divisão.
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Alysson Artuso

Sábado o Coritiba conquistou sua primeira vitória fora de casa nesse início de Brasileirão Série A. Num jogo com muitas finalizações, o Cori contou com a falta de pontaria do time pernambucano e com um bom volume de jogo para sair como vitorioso do estádio dos Aflitos.
| Náutico | Coritiba | |
| Gols | 0 | 1 |
| Finalizações | 12 | 16 |
| Finalizações em gol | 1 | 7 |
| Escanteios | 3 | 6 |
| Impedimentos | 3 | 1 |
| Total de Passes | 212 | 217 |
| % Acerto Passe | 85% | 87% |
| Cruzamentos | 16 | 15 |
| Lançamentos | 64 | 56 |
| Defesas | 5 | 1 |
| Desarmes | 30 | 21 |
| Rebatidas | 35 | 26 |
| Faltas Cometidas | 22 | 22 |
Dois pontos chamam a atenção nesse scout, primeiro o elevado número de faltas em ambos os times, o que ocasionou um baixo número de troca de passes e um jogo muito parado. Depois o elevado número de finalizações do Coritiba para um visitante, fruto ou da fragilidade do adversário ou de uma evolução do time coxa-branca no seu poder ofensivo.

No scout individual, destaque para a participação de Marcos Aurélio que, mesmo entrando no decorrer do segundo tempo foi o jogador que mais driblou e finalizou no time do Coritiba. Na defesa, chama a atenção o número de desarmes de Leandro Donizete, responsável sozinho por 1/3 dos desarmes da equipe. O ponto negativo vai para o elevado número de lançamentos realizados pelo zagueiro Pereira, 7 no total, com um baixíssimo aproveitamento de acertos, apenas 29%.
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Alysson Artuso

E mais uma vez o tema dos não-pagantes vem à tona, agora com a resposta da Secretária à indagação de um torcedor (confira a matéria aqui).
Esse assunto é controverso e já foi motivo de diversas matérias do site COXAnautas, das quais eu destaco duas: Histórico de público não-pagante e Público, Renda e Sócios em 2009.
Na atual resposta da secretaria sobre o caso, há o seguinte trecho:
o Coritiba passou por uma reformulação em gestão e hoje o atendimento ao torcedor é feito da maneira mais lisa e transparente possível.
(...) temos uma norma no Couto Pereira de absolutamente TODAS as pessoas que entram no estádio terem um acesso para sabermos que ela entrou, sabidamente prática não utilizada em outras praças. Como fazemos o controle? As entradas, sem exceções, têm uma catraca ligada a uma central com capacidade de fazer o controle de movimentação. Assim, computamos todas as personagens que estão em atividade em dia de jogo.
A partir disso, podemos comparar os números de agora com os números do ano anterior, quando a mesma diretoria estava no clube e, pelo que se supõe da declaração, as mesmas regras de lisura e transparência eram válidas.
Os dados foram corrigidos para facilitar a comparação, o que significa dizer que só foram computados fases equivalentes da Copa do Brasil e somente três jogos da Série A. Porém, o uso de todas as partidas realizadas em ambos os anos de nada altera os resultados deste comparativo.
| 2008 | 2009 | Aumento | |
| Média do Público Total | 14.900 | 13.543 | -9,1% |
| Média do Público Não-Pagante | 1.542 | 2.409 | 56,2% |
Os resultados diferentes podem ter acontecido por acaso, ou por um ou outro jogo atípico. Para poder se atribuir isso a alguma mudança efetiva, existem formas de se realizar testes estatísticos que podem afirmar se os valores de um ano para o outro realmente se alteraram por algum motivo ou se é fruto somente do acaso.
Mas como a própria média dos valores deixa bastante evidente, não há como negar um substancial aumento no número de não-pagantes. Todos os testes estatísticos realizados afirmam que houve esse aumento na média dos não-pagantes, em outras palavras, algo aconteceu.
Diante desse fato e da resposta da secretaria, as conclusões que restam é que, ou antes a diretoria não agia da "maneira mais lisa e transparente possível"; ou agora não age dessa maneira; ou, em algum momento entre esses dois anos, alguma regra de computar o público ou distribuir os ingressos mudou e não foi divulgado nem na época e nem o é agora.
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Alysson Artuso

Por Gustavo Valentim Loch
O Coritiba venceu o Internacional, na quarta-feira (03/06), com gol de Ariel, em um jogo que a torcida lotou o Couto Pereira e apoiou o time do início ao fim. Embora a classificação para a final da Copa do Brasil não tenha acontecido, o bom futebol mostrado em campo agradou a torcida alviverde.
Muito tem sido criticado o poder ofensivo do Cori, porém os números não mostram uma deficiência tão grande assim, ainda que seja enorme a dependência de Marcelinho Paraíba para as jogadas ofensivas.
Nos últimos jogos do Coritiba, mesmo com as derrotas sofridas, o ataque tem conseguido marcar gols. Este jogo foi o nono jogo seguido que o Coxa conseguiu balançar as redes adversárias. O último jogo sem marcar gols foi na partida da última rodada do paranaense, em 03/05, contra o Nacional.
| Data | Placar | Gols |
| 06/05/09 | Coritiba 3 x 0 CSA | Marcelinho Paraíba, Ramon, Ariel |
| 09/05/09 | Palmeiras 2 x 1 Coritiba | Marcelinho Paraíba |
| 12/05/09 | Ponte Preta 2 x 2 Coritiba | Márcio Gabriel, Marcelinho Paraíba |
| 16/05/09 | Coritiba 2 x 4 Santo André | Renatinho, Marcelinho Paraíba |
| 19/05/09 | Coritiba 1 x 0 Ponte Preta | Ariel |
| 24/05/09 | Avaí 2 x 2 Coritiba | Hugo, Marcelinho Paraíba |
| 27/05/09 | Internacional 3 x 1 Coritiba | Marcos Aurélio |
| 30/05/09 | Coritiba 1 x 3 Goiás | Marcelinho Paraíba |
| 03/06/09 | Coritiba 1 x 0 Internacional | Ariel |
É possível observar que todos os gols nestas últimas partidas, com exceção do gol de Márcio Gabriel contra a Ponte Preta, foram marcados pelos homens de frente do Coritiba, o que demonstra que o ataque está funcionando. Porém, é interessante que surjam gols de jogadores de outras posições para que o time possa surpreender mais o adversário – especialmente nos arremates de média e longa distância que podem ser a saída contra um adversário retrancado.
Além disso, é importante que sejam treinadas jogadas ensaiadas em faltas e escanteios para que possam ser aproveitas as boas alturas da zaga Coxa-Branca: Felipe (1,93 m), Pereira (1,88 m) e Cleiton (1,87 m).
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Alysson Artuso

O Coritiba entrou em campo 21h45 e era dia no Couto Pereira – um Sol verde e branco pulsava – só não faz parte dessa torcida quem nunca esteve lá.
Em campo o tão cantando “todo-poderoso”colorado, líder do brasileirão jogando com o time reserva, se rendeu. Abdicou de atacar, parou o jogo e contou com a sorte, a violência e a arbitragem para se classificar. Fomos grandes, fomos bravos.
Passado o momento, ainda temos a Série A e a Sul-Americana pela frente – que os números da partida sejam usados para corrigir os erros e manter os acertos.
O scout coletivo mostra claramente o Coritiba pressionando, com um bom aproveitamento nos passes, uma boa quantidade de finalizações – mas com um aproveitamento ainda baixo – e provocando muitos lançamentos do adversário.
Refletindo a pressão alviverde temos uma enorme quantidade de escanteios e cruzamentos realizados, porém sem reflexos no placar. Um treinamento mais intensivo desses fundamentos, bem como um ajuste no posicionamento dos atacantes pode resolver essa deficiência ofensiva do Verdão. Outro problema foi a quantidade bastante elevada de desarmes do Inter, mostrando a qualidade de seus marcadores e a dificuldade de superar sua defesa.
| Coritiba | Internacional | |
| Gols | 1 | 0 |
| Finalizações | 17 | 07 |
| Finalizações em gol | 5 | 4 |
| Escanteios | 15 | 3 |
| Impedimentos | 0 | 3 |
| Total de Passes | 371 | 312 |
| % Acerto Passe | 88% | 80% |
| Cruzamentos | 41 | 12 |
| Lançamentos | 43 | 56 |
| Defesas | 4 | 4 |
| Desarmes | 23 | 44 |
| Rebatidas | 22 | 39 |
| Faltas Cometidas | 16 | 14 |
O mesmo aparece nos números individuais do adversário, onde Magrão, Bolívar, Guiñazu, Álvaro e Sandro se destacaram com muitos desarmes efetuados, o que pode ser também consequência da falta de capacidade de nosso ataque de reter a bola nas proximidades da área adversária. Fato positivo foi o baixo rendimento dos passes de D’Alessandro, mostrando que a marcação alviverde foi bastante eficiente nesse jogador diferencial do Internacional.

Do lado do Coritiba, Márcio Gabriel e Marcelinho Paraíba foram os personagens que deram o tom do jogo, quase 30% da posse de bola do Cori foi desses dois atletas. Nas finalizações, destaque para Carlinhos Paraíba e novamente Márcio Gabriel, mas o primeiro – conhecido pelo seu forte chute da entrada da área – não esteve numa noite com o “pé calibrado”, apesar da grande partida que fez e do destaque que teve nos desarmes, mesmo sendo substituído ao longo do segundo tempo. Ariel, encarnando o espírito guerreiro que se espera do time, fez um lindo gol – mas ainda precisa melhorar sua retenção de bola e seu aproveitamento nos passes, bem como fazer menos faltas nos adversários, apesar de esse último quesito ser influenciado pelo estilo de arbitragem.

Terminada a Copa do Brasil, se for mantida a vontade e a luta vista no jogo de quarta-feira, ainda poderemos esperar bons feitos do Coritiba nas demais competições do ano. Com reforços qualificados e com o apoio da torcida, o time ainda poderá ir muito longe. É hora de trabalhar.
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Alysson Artuso
O nome desse espaço é futebol e números. Números sempre nos remetem à frieza, à racionalidade. Mas hoje vou me aproveitar da liberdade dada a toda a equipe das seções opinativas do site COXAnautas para ir além da lógica dos números.
É o ano do centenário de dois clubes históricos, trilhados por caminhos que só os grandes puderam passar, com glórias que só os heróis são capazes de alcançar. Hoje eles se enfrentam num torneio mata-mata – um continuará imponente, o outro cairá.
Durante a semana, a expectativa pelo jogo de hoje. A noite será fria, talvez a mais fria do ano. O estádio não. O Couto – no Alto da Glória – esse irá fever. É o tema do vídeo do Bruno Massinham, impossível não se arrepiar.
Muitos não entendem meu gosto por futebol. Não é porque o time é bom ou ruim, faz um bom ou mal campeonato, ganha ou perde. É por estar lá presente em todos os momentos, é por fazer parte de algo maior, é por se eternizar na história. E isso não é pouco!. Título da sensacional coluna do Sebástian Tabajara – impossível não se emocionar.
Ninguém acha que é fácil. Nada vem sem luta. "É preciso arrancar alegria ao futuro / Nesta vida morrer não é difícil / Difícil é a vida e seu ofício". A Ilíada narra a humanidade – o orgulho, a fúria, a coragem, a morte, a eternidade – na maior das batalhas da Grécia Antiga. Dezenas de heróis caem aos pés de Heitor e Aquiles. Eles sabem que se encontrarão com a morte – e buscam a glória. Não fosse assim e não seria épico. Há tempos assim, tempos de heróis. Hoje é tempo de heróis - um dos mais belos textos já publicados nesse site, impossível o coração não acelerar.
Esta noite, no Couto Pereira, mais uma batalha será decidida. Mais um momento da história será escrito. É tempo de heróis. Eu estarei lá. Todos nós estaremos. E todos nós seremos parte disso.
Ao Alto da Glória!
Viver é lutar
A vida é combate
Que os fracos abate
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar
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Alysson Artuso

Amanhã o Coritiba faz seu jogo mais importante da temporada. O placar de 3x1 em Porto Alegre está longe de ser o ideal para o time coxa-branca, mas também não difere muito de uma derrota simples por 1x0 lá.
Com base nos números do jogo, algumas lições podem ser tiradas para o jogo da volta, começando pelo scout coletivo da partida.
| Internacional | Coritiba | |
| Gols | 3 | 1 |
| Finalizações | 16 | 07 |
| Finalizações em gol | 5 | 1 |
| Escanteios | 5 | 2 |
| Impedimentos | 1 | 2 |
| Total de Passes | 343 | 306 |
| % Acerto Passe | 84% | 86% |
| Cruzamentos | 25 | 12 |
| Lançamentos | 44 | 39 |
| Defesas | 0 | 2 |
| Desarmes | 34 | 10 |
| Rebatidas | 24 | 22 |
| Faltas Cometidas | 19 | 18 |
Nesses números dois pontos devem servir de alerta para o time coxa-branca. Primeiro a pouca agressividade ofensiva combinada com a falta de pontaria nas finalizações, seja por causa da marcação adversárias, das opção tática ou da qualidade dos homens de frente do Verdão. De qualquer maneira, apenas 7 finalizações, contra 16 do Inter, é um número baixo, e apenas uma ter sido na direção do gol é algo preocupante. Em segundo lugar o baixo número de desarmes do time, novamente os motivos podem ser a opção de marcação esperando o adversário, sem tomar a iniciativa do “bote”, ou a qualidade dos jogadores do Inter frente aos nossos defensores não permitiram uma maior quantidade de desarmes por parte do Coritiba. Se essa pressão pela posse de bola não se intensificar no segundo jogo, corremos o sério risco de ver o Internacional “cozinhando” a partida enquanto nosso time observa a troca de passe deles.
Agora os números individuais, começando pelo time colorado.

Primeiro destaque para o número de dribles do Taison, mostrando a necessidade de uma marcação muito próxima e com jogadores na sobra para poder anular a qualidade do jovem atacante. O próximo ponto são os números do desarme, em especial Bolívar e Magrão, jogadores que, se possível, deveriam ser evitados uma vez que estão com um bom índice de retiradas de bola. Uma alternativa seria uma movimentação intensa que os retirasse do centro do campo criando oportunidade para que os nossos jogadores avançassem com mais liberdade. Ponto favorável é que o lateral Kléber, que teve o melhor desempenho nesse quesito em toda a partida, estará fora do jogo de quarta-feira. O lateral também foi o jogador mais participativo nos passes dos gaúchos e sua ausência pode prejudicar também a saída de bola deles, com isso pode-se abrir uma bela oportunidade para o Coritiba construir suas jogadas pelo lado direito do seu ataque, esquerdo da defesa dos gaúchos. Ainda sobre os desarmes, o zagueiro Índio parece recorrer muito às faltas para parar as jogadas, uma alternativa talvez seja forçar o drible e a velocidade para cima desse defensor com o intuito de “cavar” um cartão e assim ter um ponto mais frágil na zaga do Internacional – pressioná-lo também pode ser uma boa pedida, já que ele realizou 10 lançamentos na última partida, evidenciando que com frequência ele pode “se livrar” da bola.

Por outro lado, os números individuais do Coritiba mostram uma necessidade maior de pagada por parte dos homens de meio-campo. Em conjunto, Leandro Donizete, Pedro Ken e Carlinhos Paraíba realizaram somente 4 desarmes no último jogo – número somado inferior aos 6 desarmes que Magrão realizou sozinho. Por outro lado, o Inter deixou que Leandro Donizete, Vicente e Carlinhos Paraíba trocassem muitos passes, concentrando a marcação principalmente em Marcio Gabriel e nos atacantes. Com a volta do Marcelinho Paraíba e os desfalques do Inter, pode ser uma bela oportunidade para o time coxa-branca se aproveitar da posse da bola para construir suas ações ofensivas. Porém, os atacantes precisam participar mais do jogo, principalmente Ariel/Hugo que na última partida pouco reteram a bola na frente e colaboraram para que a defesa alviverde estive sempre sob pressão, que dessa vez terão que tomar ainda mais cuidado com as faltas e os cartões ao marcar os rápidos jogadores colocados nos contra-ataques.
Há muito mais por detrás de uma partida do que apenas um scout, ainda mais simples como esse, porém alguns caminhos podem ser apontados pelos números. Que quarta-feira todas as ferramentas sejam usadas a favor do Coritiba.
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Alysson Artuso

Numa nova jornada de decepção para a torcida alviverde, o Coritiba saiu mais uma vez derrotado de dentro do Couto Pereira, dessa vez para o Goiás.
Os números da partida mostram um Coritiba com mais posse de bola e pressionando o adversário, que apenas rebatia as bolas da defesa e fazia faltas. Algo esperado de um visitante. Por outro lado, mostram também a fragilidade do esquema defensivo coxa-branca que permitiu 14 finalizações do adversário, em comparação com as 17 finalizações do nosso ataque.
Apesar de dois gols de bola parada, os número também deixam evidente uma melhor pontaria dos atacantes do Goiás, que acertaram 07 dos 14 chutes no gol (50%), contra apenas 3 das 17 finalizações do Coritiba (18%) – isso pode ser reflexo apenas das condições de um jogo específico, de qualquer maneira é um número bastante abaixo do que se espera para a média de uma equipe.
| Coritiba | Goiás | |
| Gols | 1 | 3 |
| Finalizações | 17 | 11 |
| Finalizações em gol | 3 | 7 |
| Escanteios | 7 | 4 |
| Impedimentos | 3 | 4 |
| Total de Passes | 325 | 226 |
| % Acerto Passe | 88% | 89% |
| Cruzamentos | 27 | 14 |
| Lançamentos | 38 | 41 |
| Defesas | 4 | 1 |
| Desarmes | 27 | 28 |
| Rebatidas | 20 | 34 |
| Faltas Cometidas | 20 | 27 |
Os números individuais do Coritiba podem ajudar a explicar o desempenho defensivo do time. O item desarme computa aqueles momentos em que um atleta tem a iniciativa para retirar uma bola do adversário e a mantém consigo – não apenas rebatendo-a para lateral ou para frente. Nesse quesito os volantes do Coritiba, Jaílton e Leandro Donizete, deixaram muito a desejar – com apenas 1 desarme para o Donizete e nenhum para o Jaílton. No time todo o destaque absoluto vai para Carlinhos Paraíba, que conseguiu 7 desarmes durante a partida.

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Alysson Artuso

No campeonato brasileiro de pontos corridos, historicamente o mandante vence 52,11% das partidas. Porém, algo curioso é frequentemente observado, o desempenho dos mandantes é bastante inferior nas rodadas iniciais.
Se contabilizarmos somente as 3 primeiras rodadas, os mandantes vencem em média 46,22% dos seus jogos no Brasileirão Série A. Essa diferença é suficiente para que possamos afirmar estatisticamente que o desempenho dos mandantes é inferior nas primeiras 3 rodadas em comparação com as demais.
Resultado semelhante aparece se analisarmos as 5 primeiras rodadas, nas quais os mandantes vencem 49,58% das disputas. Entretanto, nesse caso, a estatística não nos dá uma confiança tão grande de que esse desempenho inferior não possa ser fruto meramente do acaso – mostrando que com o passar das rodadas o aproveitamento do mandante tende a se estabilizar em patamares superiores.
O que se pode argumentar é que nas primeiras rodadas os clubes brasileiros não estão ainda tão entrosados, seus titulares estão sendo poupados para competições paralelas (Copa do Brasil e Libertadores da América) ou estão desgastados pela falta de descanso após o campeonato estadual.
De qualquer maneira, esse é um período que exige especial atenção por parte dos mandantes. Afinal uma vitória nas primeiras ou nas últimas rodadas continua valendo 3 pontos, e um bom início de competição pode garantir a tranqüilidade para a comissão técnica e os jogadores desempenharem seus papéis ao longo do ano.
Após um empate e duas derrotas, uma delas em casa, é hora do Coritiba perceber a importância de somar pontos em todas as rodadas do Brasileiro e de se impor dentro de seus domínios. Já que não conseguiu aproveitar a contento os jogos iniciais como visitante, que no Couto Pereira não dê mais chances a quem vem de fora. Que comece contra o Goiás!
| Até 3. rodada | Total | |
| 2009 | 33,33% | |
| 2008 | 50,00% | 54,74% |
| 2007 | 46,67% | 50,53% |
| 2006 | 60,00% | 50,26% |
| 2005 | 42,42% | 50,87% |
| 2004 | 45,71% | 51,99% |
| 2004 | 45,71% | 51,99% |
| 2003 | 45,95% | 53,80% |
| MÉDIA | 46,22% | 52,11% |
Antonio Carlos de Oliveira Netto colaborou com esse post. Obrigado, Antonio!
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