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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Futebol, Ciência e Opinião

Voltando ao Mundo Real

14/03/2013 14h30
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto: Dr. X.



FIM DA ILUSÃO

A ilusão criada na cabeça do torcedor a respeito da qualidade do Coritiba para 2013 parece estar acabando. A estratégia de manutenção da base que quase nos rebaixou em 2012 foi completamente equivocada, o elenco está recheado de atletas que já demonstraram não possuir as mínimas condições de atuar em um clube de primeira divisão.

Na coluna de 22/12/2012, já alertávamos sobre a baixa qualidade técnica do elenco que vinha sendo formado, sobre os dados estatísticos com relação a performance e principalmente sobre os riscos que correríamos financeiramente, já que inchando a folha salarial com jogadores medíocres dificilmente teríamos condições de contratar bons atletas para o brasileiro.

Como em 2012, perdemos nosso principal jogador, Everton Ribeiro, em contrapartida contratamos Júlio Cesar, um atleta em decadência que era reserva do rebaixado Figueirense e foi dispensado antes do fim do contrato por deficiência técnica, sem falar nas absurdas renovações, retorno de Geraldo, Patrick e outros.

É preocupante ouvir que em breve teremos o retorno de Keirrison, Botinelli, Sérgio Manoel, Emerson. São todos retornos duvidosos, em função do longo tempo em inatividade, mesmo que voltem bem, como será no desgastante brasileiro quando tiverem que jogar Eltinho, Urso, Chico, Robinho, Lincoln, Geraldo, Júlio Cesar, Geraldo, Pereira, etc ?
Algum clube do futebol brasileiro fez proposta por esses jogadores no início do ano ?

UM CRAQUE

Por amor ao clube, Alex retornou ao Coritiba por decisão pessoal, anunciada a vários anos, recebeu propostas muito superiores de outros clubes do Brasil e do mundo, entretanto cumpriu sua promessa. O clube tem obrigação de contratar atletas de melhor qualidade técnica em reconhecimento a posição de Alex, é humilhante o que ele vem passando.

O ESTADUAL

O campeonato estadual é fraquíssimo, semi-amador, somando a fragilidade financeira do Paraná Clube e desinteresse do A. Paranaense, é uma obrigação do Coritiba vencer a competição com GRANDE vantagem em relação aos demais.

Apesar da receita, tradição e estrutura do Coritiba, o primeiro turno foi vencido de forma apertada, na última rodada, contra um clube do nível da quarta divisão do futebol brasileiro. Isso já deveria ter sido tratado como um indicador muito preocupante, infelizmente o título do turno mascarou a fragilidade, sem falar do absurdo em tornar tornar épica uma vitória contra o AMADOR Rio Branco, um clube que não possui 1/3 da estrutura do sub17 do Coxa.

O parâmetro deveria ser o desempenho do Coritiba em 2010 e 2011, quando praticamente atropelou todos os adversários no estadual, chegando forte no brasileiro, seja na segunda como na primeira divisão. Qualquer performance inferior a essa é preocupante, como foi em 2012, quando chegamos ao final do ano fazendo contas para permanecer na elite do futebol brasileiro.

BRASILEIRO

Caso algo não seja tratado com urgência, vamos entrar no campeonato brasileiro como um dos favoritos ao rebaixamento, depois não adianta reclamar da cota, dos patrocínios, etc. É preciso deixar de investir em atletas medíocres, que são do mesmo nível ou até piores que os garotos da base.

MARQUINHOS SANTOS

Está sendo conivente quando aceitou o elenco atual, não sei o que se passa nos bastidores mas é complicado ser treinador com um elenco tão limitado, não vamos querer colocar tudo na conta dele agora. Quem sabe em função da sua pouco experiência no futebol profissional, esteja querendo “inventar”, as famosas “oliveiradas” estão se repetindo.


Qual o jogador desse elenco de 2013 seria titular na equipe de 2011 ? Sem dúvida o craque Alex e Rafinha(que era titular).

Qual o critério para contratar e renovar com tantos jogadores medíocres ?

Com todo respeito a opinião dos demais, nosso elenco atual é MUITO inferior a 2010 e 2011.

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Preparação em Foz do Iguaçu

15/01/2013 00h34
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club



O Coritiba optou mais uma vez por iniciar a fase de preparação na cidade das três fronteiras, utilizando os bons campos da cidade e as ótimas instalações de um hotel.

Em primeiro lugar, pré-temporada é algo do passado, aquela fase onde os atletas realizavam extenuantes trabalhos físicos para adquiri a tão comentada “base” para o ano todo já não existe mais. O período entre o último jogo da temporada passada e a reapresentação é muito curto, não é suficiente para que o atleta venha a se apresentar em baixas condições físicas.

Nessa fase, tem início um novo ciclo de treinamento físico, técnico e tático que continuará por toda a temporada, nesse conceito o atleta é monitorado durante todo o ano para manter-se em boas condições fisiológicas, o volume e intensidade de treinamento é dosado durante todo o ciclo, de acordo com a competição. Não é mais necessário (e possível) atingir um bom nível físico e técnico em determinada fase do ano, já que as competições são de regularidade e não mais “mata-mata” como no passado(isso é assunto para uma coluna específica sobre o tema, o relato acima serve como introdução).

Foz do Iguaçu é uma das cidades mais quentes do Brasil durante o verão, além da umidade relativa do ar sempre próxima de 100%, que proporciona uma sensação térmica ainda pior, prejudicando consideravelmente as ações termorreguladoras.

A literatura descreve, que esse é um dos piores cenários para a prática de qualquer tipo de exercício, quente e úmido. O risco de lesões é maior, o volume e intensidade de treinamento devem ser reduzidos, o período entre recuperação entre uma sessão de treinamento e outra é prejudicado.

Atuei alguns anos como preparador físico e fisiologista na região de Foz do Iguaçu, conheço na prática as dificuldades de desenvolver os treinamentos nesse cenário. Em dias com duas sessões, o treino da manhã deve ocorrer muito cedo, evitando a exposição ao calor extremo, já a segunda sessão deve ocorrer ao final do dia, aproveitando a queda de temperatura.

O período de recuperação é curto entre o treinamento no final do dia(que normalmente é realizado entre 18:00 e 20:00) e a atividade do dia seguinte, que deve ser iniciada próximo das 7:00 da manhã, para que seu fim não ultrapasse ás 9:00, fase em que o calor passa a ser insuportável e causa um stress fisiológico muito grande ao atleta.

Em algum jornal da capital, li a reportagem que a fase de treinamento em Foz do Iguaçu seria excelente para a “Aclimatação”, já que a maioria dos jogos do estadual é disputado no interior com temperaturas maiores do que na capital paranaense.

Discordo totalmente, a literatura descreve que o período de aclimatação ao calor é de aproximadamente uma semana, se acompanhada da prática de exercícios durante pelo menos 90 minutos diários (GAMBRELL, 2002).

Como a base de treinamento do Coritiba após o início do campeonato paranaense será Curitiba, em alguns dias os atletas estarão aclimatados as condições da capital paranaense e sofrerão o mesmo stress fisiológico quando forem atuar em cidades mais quentes.

Caso a exposição repetida ao calor não seja mantida a aclimatação ao calor pode desaparecer em algumas semanas, já que é transitória (RHOADES; TANNER,2005).

Na opinião desse colunista, a cidade de Foz do Iguaçu durante o verão, não é a região adequada para esse período de treinamento, entretanto espero que a equipe tenha sucesso, alcance seus objetivos e faça uma boa campanha em 2013.

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Arrepios !

22/12/2012 22h48
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto: Sxc.hu/Maare Liiv



Quando ouço ou leio comentários sobre a qualidade de atletas como Urso e Robinho, confesso que ficou arrepiado.
Atletas de baixa qualidade técnica, limitados, que já rodaram vários clubes do futebol brasileiro e nunca foram valorizados em função de suas limitações.

Só estão hoje no Coritiba em função da parceria com a LA Sports, caso contrário nunca estariam nos planos de clube. O histórico desses atletas nos últimos são rebaixamentos e condição de reserva por onde estiveram, inclusive no Coritiba, nunca conseguiram a titularidade, sempre foram questionados.

Nos momentos decisivos mostraram fragilidade, como foi o caso de Robinho contra Sport e São Paulo. Já Urso em diversas partidas e na final da Copa do Brasil. Fazer assistência contra os sub20 do Figueirense é uma coisa, difícil é mostrar qualidade fora de casa e contra grandes equipes.

Qual clube da primeira divisão teve interesse nesses atletas ? Nenhum, caso não atuem pelo Coritiba estarão jogando em clubes da segunda divisão. Ninguém vai pagar no Brasil o salário que esses atletas recebem no Coxa, já que não despertam o interesse de ninguém, mesmo com as constantes propagandas sobre suas qualidades em email enviados pelo Brasil.

O parâmetro do Coritiba deve ser os grandes elencos dos últimos anos, alguém imagina Robinho e Urso titulares em 2011 ? Dificilmente seriam reservas, em função do alto do nível técnico do elenco, inclusive no banco.

Quando o Coritiba praticamente desmanchou o elenco no início de 2012, já prevíamos um ano de muita dificuldade, o que se comprovou ao final da temporada onde lutamos desesperadamente por pontos para fugir do rebaixamento.

O Coritiba tem a oportunidade de valorizar atletas como Willian, Djair, Rafael Silva, Thiago Primão, Denis, Luccas Claro, entre outras revelações das categorias de formação, dinheiro do clube, entretanto insistimos na renovação de Chico, Robinho, Urso.

Quem sabe lá em julho a diretoria venha reclamar novamente que não temos condições financeiras para contratar. Não temos ou contratamos errado ?

Afinal, o Coritiba não tem um software com uma base de dados sobre os jogadores nos últimos anos, que teoricamente serviria como decisão para contratações ?

Chico, era reserva no A. Paranaense, conquistou a titularidade e foi para o Palmeiras, lá era reserva do elenco rebaixado 30 dias antes do final do campeonato brasileiro, já no Coxa nem para o banco de reservas era relacionado.

Robinho, foi reserva no Santos, reserva no Avaí, rebaixado pelo clube catarinense em 2011, reserva no Coritiba a maior parte do ano.

Urso, foi titular no limitadíssimo P. Clube, foi rebaixado pelo Avaí, nunca foi titular no Coritiba.

Quando perguntado sobre a possibilidade do retorno de Marcos Aurélio, um dos grandes jogadores que passaram nos últimos no Coritiba, atualmente no Internacional, o presidente Vilson responde que não existe interesse, que não serve para o tal projeto do clube.

Espero estar errado, que esses atletas sejam os grandes nomes de 2013, mas sinceramente não acredito, já não são garotos e sempre foram limitados, a fase propícia de melhoria da qualidade motora já passou, na fase adulta pouco se evolui, é que os estudos científicos já comprovaram a décadas, achar que Urso vai melhorar seu gesto motor, evoluir em sua inteligência tática é seguir no sentido contrário a ciência.

Será que ninguém se deu conta que a diferença entre o Coritiba estar na primeira ou segunda divisão foi de apenas 7 pontos, que o Sport o primeiro rebaixado teve 17 derrotas e o Coxa 18 ? Que nosso elenco era muito fraco ?

É preciso rever conceitos urgentemente, não adianta reclamar do mercado, das cotas, do mundo, é preciso contratar corretamente, jogadores para compor elenco já temos a piazada da base, que não dá para gastar com Chicos da vida, depois não adiantar dizer que não tem dinheiro.

Um Feliz Natal e um 2013 com muito sucesso e realizações.

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Formação do elenco

06/12/2012 14h24
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto:



A história vem demonstrando, que a manutenção das principais peças do elenco é fundamental para o sucesso na temporada seguinte, isso ocorreu em grandes clubes e no Coritiba inúmeras vezes.

Esse mesmo histórico, também demonstra que a negociação de grandes jogadores pelo clube enfraquece muito elenco, já que as reposições nunca atingem o mesmo desempenho.

Em geral, pelo menos 80% da equipe titular deve ser mantida para o ano seguinte, as contratações devem ser pontuais na reposição dos atletas que deixam o clube e nas posições mais carentes durante o ano anterior.

Um clube como o Coritiba, com um orçamento muito distante em relação as principais equipes do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, não se pode dar o luxo de grandes erros na fase de contratação.

O calendário exige elenco qualificado, não apenas os 11 titulares, mas pelo menos um reserva de qualidade para cada posição. Em 2012, a equipe titular tinha muitas limitações técnicas, já boa parte dos atletas reservas do grupo eram pouco qualificados, infelizmente alguns deles com altíssimo salário.

A realidade, é que o orçamento do Coritiba não permite que jogadores reservas recebam salário de 50, 80, 100 mil reais/mês, como ocorre no Flamengo, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Internacional, etc.

O que fazer então ?

A solução está nas categorias de base, atleta para completar elenco deve ser sub20 ou recém promovido ao profissional. O que vemos na prática é que vários atletas que fazem parte do grupo reserva do Coritiba(muitos nem são relacionados para os jogos) são no mínimo do mesmo nível dos garotos formados no clube, ainda que eu entenda que são superiores tendo em vista o custo/benefício. Exemplo clássico é lateral Dênis.

A “galinha dos ovos de ouro” está dentro do Coritiba. O que o clube gasta com um atleta como o Chico, incluindo, luvas, salários, impostos, etc, no mínimo 1 milhão de reais/ano. Esse valor é suficiente para manter o custo anual de um sub20 de alto nível. Qual é o melhor investimento ?

Enquanto o clube não se desvencilhar desse “parasitas” chamados “empresários parceiros”, que negociam um bom jogador com o clube e acabam empurrando meia dúzia de pernas de pau, teremos que conviver com Urso, Robinho, Chico, Eltinho.

Enquanto isso, nossos atletas formados no clube ficam em segundo plano, são emprestados para clubes semi-amadores de baixíssimo nível e no final da temporada são cobrados porque não tiveram um bom desempenho. Perde o atleta e principalmente o Coritiba, que fica na mão dos empresários e desperdiça todo o investimento no jogador durante a fase de formação.

Investir no patrimônio do clube é a formula do sucesso, parcerias é a fórmula do fracasso, o exemplo do Avaí e Paraná Clube está ai para comprovar.

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Acertos e Erros

27/11/2012 13h35
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto: Percy Goralewski



Acabou 2012, não corremos risco de rebaixamento faltando uma rodada para o fim da última competição do calendário.

Nos últimos anos, refiro-me aos últimos 12 anos, o Coritiba apresentou uma evolução administrativa e profissional. Modernização do estádio, melhorias no CT, investimento nas categorias de formação e principalmente implantou uma estrutura profissionalizada, lembrando que o clube é uma instituição sem fins lucrativos.

Nesse período ganhou títulos, amargou rebaixamentos, mesmo assim houve uma evolução considerável se comparada ao retrocesso dos anos 90. Na Copa União de 1987, foram convidados os 16 maiores clubes do país, o Coritiba foi incluído nessa lista, já em 2012 após a nova classificação divulgada pela CBF, o Alviverde ocupa a 13ª posição, ou seja, não houve uma evolução apenas a recuperação do retrocesso referente a “fase negra” da década de 90.

O que podemos observar nesses últimos 12 anos foram erros estratégicos que geraram altos e baixos. Durante uma temporada a classificação para a libertadores, na próxima o rebaixamento ou baixo desempenho, como ocorreu em 2004/2005, 2008/2009 e o atual 2011/2012, temporada que corremos altíssimo risco de rebaixamento após uma ótima campanha em 2011.

Alguns fatores foram diretamente responsáveis pela instabilidade o clube durante essas temporadas, mas sem dúvida o mais determinante foi o desmanche do elenco somado ao baixo nível técnico na reposição, dificilmente se contrata no mesmo nível do que se perde.

O sucesso das campanhas de 2010 e 2011, demonstrou o quanto é necessário a manutenção do elenco, um grupo de boa qualidade que precisou de contratações pontuais. Quando o clube começou a desmanchar a excelente base no início de 2012(por negociação, já que todos tinham contrato com o Coritiba para 2012), repetiu os mesmos erros dos anos anteriores. O Fluminense é um exemplo de como a manutenção do elenco é tão importante.

A tarefa de remontar a equipe para 2013 carrega um risco muito maior do que no final de 2011, pois hoje não temos uma base forte e bem definida, o que pode ainda piorar caso os principais atletas em 2012 venham a ser negociados, como é o caso de Everton Ribeiro, Rafinha, Emerson e Willian.

O clube evoluiu muito, os avanços foram excelentes em todas as áreas, tenho absoluta certeza que estamos no caminho certo, entretanto o Coritiba não pode reincidir em erros do passado que certamente irão comprometer todas as ações administrativas já implantadas, como já pudemos observar em outros anos que fomos rebaixados.

Todos os esforços devem ser no sentido de manter os principais titulares, buscar reforços pontuais e principalmente valorizar o atleta da casa, ao invés de contratar no mercado outros de qualidade duvidosa com qualidade técnica inferior ao jogador formado no clube.

Precisamos continuar acertando, errar menos e valorizar o atleta formado no Coxa !

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A história se repete

24/11/2012 00h57
Marcelo Algauer de Almeida

Fim de ano, especulações, matérias pagas nos meios de comunicação e a história se repete no Coritiba.

Os melhores jogadores despertam interesse em clubes nacionais, o Coritiba nega a intenção de negociar seus principais atletas.

Em 2011, a promessa de manter 80% dos titulares não foi cumprida. Primeiro foi a verdadeira “fritura” de Marcos Aurélio, que teve uma lesão muito grave e não conseguiu repetir o bom futebol de 2009 e 2010, com paciência ele poderia ter sido um atleta muito importante para 2012. O volante Leandro Donizete precisa fazer o “pé de meia”, era melhor negociá-lo. Jéci foi ganhar dinheiro no Japão, Davi foi pra China, Léo Gago não era bom para o grupo então que vá pra o Grêmio, Bill é baladeiro não serve para o Coritiba.

“Não tem problema, os reforços serão a altura”, daí desembarcam em Curitiba, Júnior Urso, Renan Oliveira, França, Diego Alemão, Robinho, Lincoln, Chico, Marcel, Keirrisson(vindo de cirurgia), Emerson Santos, Jeferson, Henrique, Roberto e a aposta Ruidiaz, sem falar na permanência de Eltinho e Aquino.

Sem esquecer de Edson Bastos, que foi negociado com a Ponte Preta, precisava jogar, não é goleiro para ficar na reserva. Uma grande perda, mas por outro lado os goleiros da base teriam oportunidade, só que resolveram trazer aquele que não servia em Campinas como reserva, lá se foi a chance dos atletas formados no clube.

Bom, acho que foi o suficiente para aprender. A grande virtude nos últimos anos foi a manutenção da base de 2009 para 2010, em seguida para 2011. Nenhum atleta contratado em 2012 seria titular da equipe em 2011, talvez até mesmo 2010. A falta de qualidade na montagem do elenco em 2012 foi alertada por alguns colunistas do COXAnautas, assim como a manutenção de Marcelo Oliveira.

Para minha surpresa, começou a “fritura” de Rafinha, um dos grandes jogadores do elenco. Não foi tão brilhante como nos outros anos, mas quem foi ?

Especula-se a opção do limitadíssimo Robinho para atuar na posição de Rafinha, qual jogo o ex-jogador do rebaixado Avaí foi melhor que o atual titular da posição ?

Seria mais uma desculpa para negociar o atleta como foi feito no final de 2011 com a maior parte do elenco ? Renovem com o Rafinha e ofereçam o Robinho e Júnior Urso ao Cruzeiro, será que haverá interesse?

Até quando estaremos dependentes de empresários ? Será que o exemplo do Avaí e Paraná Clube não foram suficientes ?

Para meu desespero, leio nos portais que o Coritiba tem interesse na renovação de Júnior Urso e Robinho, quando minha expectativa é que fossem os primeiros da extensa lista de dispensa.

Uma andorinha não faz verão, duas também não, a dupla Alex-David não vai fazer milagre atuando ao lado de “cabeças de bagre”.

Mudem o discurso, assumam o fraco planejamento em 2012 e não repitam os mesmos erros, em 2013 podemos não vencer uma série de partidas seguidas com a corda no pescoço.

Quer ser grande ? Tenha atitude dos grandes !

Espero que esse “pontinho” venha no jogo de amanhã e acabe com nosso sofrimento. Na próxima coluna vou abordar o desprestígio aos atletas formados no clube.


Fica o registro de tristeza em relação ao amigo Felipe Rauen, que por decisão própria deixou de escrever suas colunas. Deixamos de enriquecer nossos conhecimentos com textos do mais alto nível cultural. Quem ainda não leu que vá ao blog e desfrute de verdadeiras aulas de conhecimento.

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Uma nova história

05/11/2012 13h35
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto:




Com a vitória de ontem, selamos definitivamente nossa permanência na primeira divisão em 2013. Ainda restam algumas partidas que pode nos render mais uma participação na Copa Sul-americana no ano seguinte.

Esse é o momento de refletir sobre as lições aprendidas em toda a temporada, descrever os principais acertos, os erros, os riscos e principalmente projetar um 2013 mais competitivo ao Coritiba.

O clube tem uma base longe de ser a ideal, não podemos esquecer que corremos sérios riscos durante a competição nacional. Entendo que terminamos o ano de 2011 em melhores condições, entretanto não podemos repetir o mesmo erro em relação ao desmanche do elenco. É preciso manter os principais jogadores, realizar contratações pontuais, negociar inúmeros atletas do elenco que demonstram baixa qualidade técnica e principalmente oportunizar aos jogadores formados no clube a chance de demonstrar sua qualidade técnica no campeonato estadual, antes de sair ao mercado contratando atletas de qualidade duvidosa.

O ano de 2013 deve ser promissor, o retorno do ídolo Alex trará novos patrocinadores, o quadro de sócios deve aumentar e a venda de materiais oficiais do clube será alavancada.

O futebol paranaense deve estar fortalecido com o acesso do rival Atlético Paranaense a primeira divisão nacional e retorno do Paraná Clube, a competição regional será mais difícil em relação aos anos anteriores, já que alguns clubes do interior já estão se movimentando como é o caso do Cianorte e o tradicional Londrina.

As expectativas são as melhores possíveis para a próxima temporada, só não podemos esquecer nossos erros, que não foram poucos. É necessário aprender com eles e não reincidir em 2013, tornando o Coritiba ainda mais forte.

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Os garotos do Alto da Glória

05/10/2012 00h15
Marcelo Algauer de Almeida

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club



Como é bom ver os garotos do Alto da Glória em campo, atletas formados no clube que além da responsabilidade profissional trazem uma história de identificação com o Coritiba.

Não se faz uma equipe competitiva apenas com jogadores formados nas categorias de base(o Barcelona chegou perto), entretanto o desprestigio em relação aos atletas formados no clube vem sendo evidente a algum tempo.

Na noite de hoje tivemos a oportunidade de observar o retorno de Dênis, que após um inexplicável desprezo e empréstimos para clubes de terceira linha do futebol brasileiro, fez uma ótima partida demonstrando que possui qualidade superior a limitadíssimo Eltinho. Poderia ainda ter sido uma opção no período de titularidade de Lucas Mendes, principalmente nos jogos em que o elenco se mostrava carente de lateral ofensivo.

Em relação a Willian, um guerreiro, Thiago Primão fazia uma boa partida até ser substituído, tenho convicção que possui capacidade para em breve ser titular absoluto da equipe Alviverde.

A diretoria do Coritiba que tanto prega o planejamento, deve descrever no relatório de “lições aprendidas”, que antes de sair no mercado buscando jogadores de nível duvidoso, é preciso olhar com carinho para as categorias de base do clube.

O Alviverde não tem condições de concorrer financeiramente no inflacionado mercado do futebol brasileiro, é preciso formar, valorizar e dar oportunidade aos atletas que são oriundos da base. O clube já desprezou uma boa safra de garotos, preferiu apostar em atletas de baixa qualidade técnica, na reta final são os jovens que estão dando conta do recado.

O atleta formado no clube não deve ter facilidades ou privilégios, suas deficiências técnicas não devem ser encobertadas pelo fato de ser um “jogador da casa”, entretanto é preciso que tenham oportunidade de atuar na equipe profissional.

No desgastante campeonato nacional, o clube precisa ter um elenco grande e qualificado, para isso os custos são altos. Na opinião desse colunista, é inaceitável que o terceiro reserva da posição seja um atleta contratado pelo Coritiba.

Caso o sub20 da posição não tenha condição de fazer parte do grupo nessas condições, provavelmente não terá capacidade técnica para atuar no profissional no futuro, é preciso rever os conceitos na base.

Os garotos não devem jogar apenas quando o clube não tem condições de contratar, como sempre ocorreu nas fases em que o Coritiba mais revelou atletas no transcorrer de sua história.

O segredo dos clubes do porte financeiro do Coritiba, é colher na base e não no mercado através de parceiras com empresários “vampiros”.

Nascer, crescer, viver, Coritiba até morrer !

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Exigência física

19/09/2012 13h55
Marcelo Algauer de Almeida

Observei na coluna do colega João, um questionamento interessante sobre o desgaste fisiológico do atleta de futebol, em comparação com outra modalidade esportiva, no caso o tênis.

Achei um assunto bastante interessante e resolvi escrever sobre o assunto.

O futebol é um desporto de características mistas, jogado em campo de grama, sujeito a influências climáticas severas, trata-se de uma modalidade onde o mesmo membro que serve como deslocamento é responsável pelo gesto técnico. A distância média percorrida por um atleta de futebol, com base nos últimos estudos, gira em torno de 10 km por partida, o contato físico é constante (uma verdadeira guerra), a recuperação traumática faz parte do processo de recuperação orgânica, não apenas o stress causado pelas condições de exercício.

Comparando com o tênis, um desporto jogado em piso nivelado, sem contato físico, fracionando em “games” e “sets”, que em torneios de 5 sets ocorrem partidas em torno de duas horas. A distância percorrida em média por um atleta dessa modalidade, gira em torno de 3,2 km, em distâncias curtas, dificilmente superiores a 3 metros de deslocamento por ação. Em uma partida de tênis, somente 22% do tempo o atleta está efetivamente em atividade.

Interessante comparar com outro desporto, o basquete, jogando em ginásio, piso também nivelado, onde o atleta percorre em média 4,4 km, sua participação é ativa tanto na defesa como no ataque, entretanto a regra permite substituições livres proporcionando ao participante sair e retornar a partida após uma pausa para recuperação.

Em se tratando de calendário, é incomparável o futebol com outras modalidades, a temporada começa na segunda quinzena de janeiro e termina no começo de dezembro, o prazo de recuperação entre um ciclo e outro é muito pequeno, sem falar que número de partidas no ano que chega a ser irresponsável.

Como comparação, o calendário do tênis 2012(ATP), começa em janeiro e termina no começo de novembro, lembrando que dificilmente um tenista disputa todas as competições.

A reclamação sobre o desgaste físico no futebol brasileiro é totalmente justa, os atletas competem demais e acabam treinando pouco, a fase de recuperação entre uma temporada e outra é insuficiente, as distâncias são grandes e o calendário inchado.

Além da queda de rendimento, o índice de lesão é alto. No futebol brasileiro atual, é preciso ter um bom planejamento, um plantel grande e com qualidade, infelizmente essa questão envolve fatores econômicos.

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Evolução

14/09/2012 17h53
Marcelo Algauer de Almeida

Não é confiável analisar com segurança a equipe taticamente assistindo a partida ao vivo, o lado torcedor acaba atrapalhando uma correta interpretação sobre o desempenho da equipe.

Como não moro em Curitiba, acabo acompanhando praticamente todos os jogos pela televisão, tomei por hábito gravar as partidas para assisti-las novamente antes de finalizar minha opinião.

Já podemos observar uma grande mudança de postura, os atletas demonstraram total comprometimento e motivação, algo que não se via faz muito tempo.

Alguns problemas de posicionamento tático foram herdados pela atual comissão técnica, que levará algum tempo para corrigi-las, entretanto já é possível observar que a equipe adiantou a marcação, tem mais posse de bola, as movimentações ofensivas são mais consistentes, algumas jogadas ensaiadas de bola parada já existem, principalmente em situações de escanteio.

A formação titular tem mais qualidade, a entrada de Deivid e principalmente Gil na posição de segundo volante(atleta até então desprestigiado), tornou a equipe mais técnica e mais ofensiva. O garoto “La Pulga”, demonstrou em apenas 45 minutos ser veloz, tem boa finalização e principalmente visão de jogo, algo raro nos atacantes de velocidade. Enfim, até mesmo os antigos titulares demonstraram evolução.

A equipe sofreu apenas 1 gol em dois jogos, um desempenho muito acima dos 1,90 gols sofridos em média até a 22º rodada, além de duas vitórias consecutivas, algo que já não me recordo quando havia acontecido a última vez.

Ainda é necessário corrigir o grande problema enfrentado no sistema de marcação, a distância e descompactação entre as linhas. Quando a primeira linha aperta a saída de bola adversária, a segunda linha não sobe, deixando um vazio entre ataque e meio de campo, proporcionando uma livre movimentação ofensiva do adversário na meia cancha. Em alguns momentos a segunda linha avança, entretanto a linha de zagueiros permanece próxima a área, proporcionando a “bola longa” em diagonal nas costas dos defensores, situações que ocorreram nas duas situações de gol criadas pelo Atlético-GO.

Isso precisa ser corrigido, as linhas precisam subir juntas e recuar ao mesmo tempo, de forma compacta, mas essa harmonia não acontece da noite para o dia, é necessário muito treino, entrosamento e comprometimento.´

Acredito que contra o Santos já teremos mais evolução, mesmo que nada muito significativo em relação a última partida, mas bem melhor em relação ao passado

A mudança é um processo lento, mas tenho absoluta certeza que o Coritiba está no caminho certo e teremos um segundo turno satisfatório, terminando a competição longe da zona de rebaixamento.

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