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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Fatos e Argumentos

Postura de segunda divisão


24/09/2012 14h32
Alex Meger

Essa foi a “cara” do Coritiba neste domingo.

Um futebol apático e desleixado como de quem já antevê um futuro negro em 2013.

O início de Marquinhos Santos no Coritiba renovou as esperanças da torcida de que seria possível extrair leite de pedra. Mas ficou só no achismo, até o momento.

Dentre os inúmeros problemas que enfrentamos e enfrentaremos ao longo deste ano, levanto alguns que entendo serem cruciais, no entanto, ainda, reversíveis.

A saída de bola

A saída de bola do Coritiba está bisonha. Me esforcei para procurar outro adjetivo, mas entendo que este é o que melhor descreve.

A sensação de desleixo dos atletas ao se desfazerem da bola irrita. O segundo tempo da partida contra o Sport mostrou isso. O time da casa pegava a bola e fazia uma blitz sempre conseguindo a finalização. Como a bola sempre caía em Vanderlei, seja na mão ou no tiro de meta, este exibia toda sua força muscular ao “meter o bicão” para o mais longe possível.

Foi infernal assistir o segundo tempo contra o Sport. Pedir para tomar um gol é uma coisa, o Coritiba implorou aos céus, ajoelhou, rezou e mandou mil cartinhas para o Papai Noel para tomar o seu gol. O resultado injusto seria o empate...

Qual é o problema em sair tocando a bola? Por que nenhum meia vem buscar jogo?

Quando os meias não buscam o jogo, quem tem que sair com a bola são os zagueiros ou volantes. E o resultado acaba sendo muito semelhante ao desempenho de Vanderlei nos lançamentos.

Este problema crônico também ocorreu contra o Santos, Atlético Goianiense e Flamengo. O Coritiba é uma das equipes que menos mantém a posse de bola no campeonato e esta é, na minha opinião, a principal causa dos maus resultados.

Em 2011, inversamente, o Coritiba sempre possuía mais posse de bola que o adversário.

Percebe-se claramente que não somos uma equipe inteligente. Quem quer segurar resultado, segura a bola, leva a bola até a linha de fundo, recebe a falta, ganha escanteio. Não fica simplesmente rifando a bola adoidado contando com a incompetência de finalização do adversário.

Jogar no contra-ataque tendo a pior defesa do campeonato não me parece outra atitude muito sábia.

Apesar de Marquinhos estar a poucas semanas com o elenco, entendo que esse é um papel do treinador corrigir sim, urgentemente. Como? Entendo que um treino intensivo de saída de bola, simulando uma pressão do adversário, ajudaria.

Ademais, os melhores desempenhos do time se dão quando a marcação é adiantada e a pressão é realizada sobre o adversário. Por que isso não aconteceu nesta partida?

Contusões

Outro problema crônico...
O que acontece com o Coritiba? Não consigo acreditar que seja uma coincidência...
Fiz um levantamento por cima e segue o resultado:

Atlético GO – 4 lesionados
Atlético MG – 1 lesionado
Bahia – 4 lesionados
Botafogo – 4 lesionados
Corinthians – 1 lesionado (2 convocados para a seleção)
Cruzeiro – 3 lesionados
Figueirense – 5 lesionados
Flamengo – 5 lesionados
Fluminense – Nenhum lesionado
Grêmio – 4 lesionados
Internacional – 5 lesionados
Náutico – 4 lesionados
Palmeiras – 2 lesionados
Ponte Preta – 3 lesionados
Portuguesa – 2 lesionados
Santos – 8 lesionados
São Paulo – 2 lesionados
Sport – 2 lesionados
Vasco – 1 lesionado

Coritiba – 10 lesionados (Bonfim, Cleiton, Emerson, Pereira, Jackson, Keirrison, Rafinha, Roberto, Sergio Manoel e, agora, Deivid)

Os dados foram retirados do site globoesporte.globo.com.

Ora, é coincidência que o Coritiba seja o clube com mais lesionados no campeonato? Desculpem-me, mas alguém não está fazendo seu trabalho direito, departamento médico, preparador físico, ou alguma outra pessoa.

A média de contusões por equipe é de 3,15 jogadores. O Coritiba tem um número 3 vezes maior que isso.

É hora da diretoria se pronunciar a respeito também deste problema, pois até o momento não há explicação.

Postura da equipe

Finalmente, a mudança de postura também é urgente.

Há quantos anos conhecemos o ditado “Quem joga para empatar, perde.”?

Contra o Santos, a equipe já havia se encolhido demais e já merecia tomar o empate. Após fazer o gol, recuou a marcação, passou a jogar no contra-ataque e tomou os gols.

Esperamos que os jogadores acordem e percebam sua imensa responsabilidade. Afinal, se tudo isso se corrigir, nossa chance de cair para a segunda divisão ainda será muito alta.

Por outro lado, se isso não ocorrer, nossa queda será inevitável.

Alex Meger de Amorim

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Ah... a arbitragem...


17/09/2012 15h59
Alex Meger

O Coritiba enfrentou o Santos no Couto Pereira e, pela quinta vez neste campeonato Brasileiro, saiu derrotado.

Os colegas de blog já expressaram os principais tópicos da partida, de forma que não quero me tornar repetitivo.

Destaco em tópicos meus relatos sobre a partida que vão ao encontro das demais colunas do site:
1 - A equipe do Coritiba montada por Marquinhos e Tcheco é outra! Marcamos adiantado, levamos muito perigo SEMPRE e a zaga está mais consistente. Parabéns ao técnico e ao empenho dos jogadores. Nesse domingo, o resultado foi adverso, mas se essa postura se mantiver, nos salvararemos sem dúvidas do rebaixamento.
2 - O gol de Neymar desequilibrou a partida. Um momento de liberdade foi o suficiente para ele decidir o jogo. Não há injustiça nisso, muito pelo contrário. São esses os momentos que fazem valer toda a discrepância salarial dele perante os outros jogadores de futebol.
3 - Os gols perdidos também foram fatores determinantes do destino da partida. Com um ou dois gols a mais, mataríamos o Santos na partida. A perda deles, pelo contrário, os ressucitou.
4 - A arbitragem.... Ahhhh, a arbitragem. O segundo gol do Santos foi absurdamente irregular. A falta sobre o zagueiro do Coritiba foi flagrante e na frente do árbitro da partida.




Infelizmente, me sinto obrigado a utilizar esse espaço para fazer uma reflexão sobre o desempenho da arbitragem no campeonato como um todo.

Em seguidas ocasiões, o Coritiba tem sido prejudicado neste campeonato Brasileiro. Sem contar, é claro, o prejuízo financeiro de duas Copas do Brasil decididas em cima de lances duvidosos.

Para pautar minhas informações, realizei a busca no site Placar Real (www.placarreal.com.br). Para quem não conhece, o site monta uma nova classificação fictícia, no maravilhoso mundo em que os erros de arbitragem não afetam o resultado.

 / Foto:



Segundo o critério do site, o Coritiba é a segunda equipe que mais foi prejudicada no Campeonato Brasileiro de 2012. Não tivessem existido os erros, o Coritiba estaria em 11° colocado, nada menos que 4 posições acima da atual.

O resultado (até o momento dessa postagem) não tivera sido atualizado com a última rodada, contra o Santos. Caso o fosse, e o gol santista fosse justamente considerado irregular, o Coritiba seria a equipe MAIS prejudicada no campeonato inteiro, em número de colocações na tabela.

Insiro a classificação do campeonato atualizada pelo site:

 / Foto:



É profundamente lamentável que o futebol brasileiro ainda conviva com tamanha quantidade de irregularidades e não tome nenhuma providência concreta. A inserção de um novo árbitro beira ao cômico, já que os pênaltis continuam sendo mal-marcados ou não marcados. Essas soluções paliativas não enganam a massa torcedora.

Nos esportes administrados com seriedade, novas soluções brotam frequentemente como a análise em vídeo na ginástica olímpica e no boxe, o sinal vibratório no contato do Tae Kwon Do, entre tantos outros. No futebol, partidas e o destino de equipes continuam sendo definidos na base da injustiça.

Clubes sofrem prejuízos milionários em função de más decisões dos homens de preto. O Coritiba que o diga, né? Bi-vice da Copa do Brasil com base em lances de erros vexatórios. Tivera um dos tantos "erros" sido marcado a favor do Coritiba, quantos milhões poderíamos ter a mais em conta? As contratações poderiam ser melhores? E o prestígio do clube ao disputar uma libertadores?

O pior: os clubes não podem contestar a decisão na justiça, porquê a Justiça Desportiva é a primeira instância obrigatória e essa nunca tomou nenhuma providência concreta contra os erros de arbitragem.

* PS: percebam os colegas que não estou entrando no mérito de os lances analisados pelo site estarem ou não corretos. Apenas estou evidenciando que o Coritiba é, sim, uma das equipes mais prejudicadas pela arbitragem nesse ano de 2012.




A próxima partida do Coritiba contra o Sport é decisiva.

Um empate contra o Sport não será um mal resultado, diante da dificuldade de enfrentar essa equipe em Recife. Mas a torcida deposita grande esperança no rendimento fora de casa do Alviverde com a cara de Marquinhos e Tcheco.

Vamos em busca da vitória!

Raça Verdão, você é campeão!


Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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Incapacidade de se recriar


28/08/2012 11h37
Alex Meger

Desde o desmanche de jogadores do final de 2011, é notável a incapacidade do Coritiba de se recriar, de ultrapassar os obstáculos que têm pela frente e de se inovar.

No início do ano, Marcelo Oliveira procurava montar o mesmo quebra-cabeças de 2011 com peças diferentes. A dificuldade foi tanta que, por pouco, não perdemos o campeonato paranaense.

Em meio às contusões que se repetiram, à falta de padrão tático e técnico, e à incoerência do treinador, o Coritiba não obteve êxitos após o Paranaense. Assim foi na Copa do Brasil, na Sulamericana e está sendo no Brasileirão.

No Brasileiro, que é o melhor termômetro da qualidade de um elenco, a equipe caminha aos trancos e barrancos. Numa posição muito incômoda na qual os números não mentem: em anos anteriores este desempenho seria insuficiente para manter-se na primeira divisão.

A falta de padrão tático e a incoerência do treinador

Oliveira não segue um padrão. Imagino que isso gere muita insegurança nos atletas do elenco. Ora a opção por três volantes, ora a opção por três meias, ora a opção por dois atacantes. A “professorpardalice” da vez foi Chico pela esquerda. Simplesmente um vexame. A entrada de Eltinho por aquele setor melhorou muito o time.

Entendo que há falta de padrão tático quando um treinador opta por inventar em vez de fazer o arroz com feijão. Entendo também que pode-se culpar o baixo rendimento defensivo na primeira etapa dessa partida a essa infeliz opção. A paixão de Oliveira por volantes mais uma vez levou a um improviso em lugar da coerência.

Esse é um episódio único para exemplificar a incoerência do nosso treinador. Nesse ritmo já se vão 8 meses em 2012 sem o Coritiba possuir um padrão tático bem definido.

As últimas partidas voltaram a dar esperanças à torcida coritibana. Com a escalação de Rafinha, Everton Ribeiro e Robinho, o meio-campo voltou a criar e Roberto, aparentemente, funcionou no papel de único atacante. Mas eis que esse jogador também se machuca. Anderson Aquino, inoperante, não cumpriu seu papel. Aparentemente, nem tentou, né?

A última partida, porém, voltou a preocupar a torcida. Apático e sem reação, o onze alviverde tomou um baile e poderia ter sido goleado com facilidade pelo lanterna desse campeonato.

O planejamento

Está CLARO que o planejamento NÃO está dando certo. Afirmar qualquer coisa diferente disso é se enganar e enganar a torcida. Insisto nessa tecla, quando um planejamento não dá resultados, algo tem que ser ajustado. Por enquanto continuamos na mesma, à exceção de uma suposta “bronca” que Vilson prometeu através de matéria assinada pela Gazeta do Povo.

Todos aqui já viveram essa história, esse discurso e esse excesso de paciência nos dois últimos anos que caímos para a série B. Será que o atual planejamento não falhou em analisar os erros do passado?

A incapacidade de se recriar

Isto posto, chego no ponto que acredito crucial no andamento de 2012. Marcelo Oliveira, ou quem escala este time infrutífero, sofre de uma incapacidade crônica de se recriar. Não surgem novas alternativas, não acontecem fatos novos e, imagino que, por consequência, continuamos estagnados a um passo da zona de rebaixamento. Já repeti e insisto que não acredito que o elenco seja ruim, mas as manobras de Oliveira e sua incapacidade de se recriar não possibilitam novos horizontes técnicos e táticos.

A torcida já está impaciente com esse marasmo.

Estamos num momento em que não se pode mais errar. Precisamos pontuar sempre e passar por cima de todos os obstáculos, contusões, expulsões, erros de arbitragem e equipes com orçamento maior.

Talvez essa equipe realmente funcione melhor sob pressão. A diferença de desempenho e doação dos atletas nos torneios de mata-mata podem indicar isso.

Aguardemos pacientemente, mais uma vez, as cenas dos próximos capítulos.

Alex Meger de Amorim

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A derrota está no planejamento


10/08/2012 16h55
Alex Meger

É evidente que está...

Não se faz um planejamento pensando num campeonato, quase-impossível aos mortais fora do eixo dos grandes, considerando 0 derrotas.

A derrota para o Atlético MG, ao analisar as circunstâncias, não foi nenhuma surpresa. Ao contrário, me parece que 1x0 não foi um mau resultado computando os dois elencos, a expulsão de Rafinha e a conhecida ineficiência do time de Marcelo Oliveira. Há de se considerar ainda que o gol foi de bola parada, cobrada por um dos melhores batedores de faltas do Brasil, cabeçeada por um dos melhores zagueiros cabeceadores do campeonato.

Não há surpresa. Esta derrota estava no planejamento.

O que não estava no planejamento foi a derrota para o Sport em casa. Com três pontos a mais estaríamos na metade da tabela, lugar que sabidamente nos pertence.

Almejar algo a mais nesse ano é ilusão.

A equipe não encaixou, porém não julgo como ruins as contratações do departamento de futebol. Simplesmente não encaixou. As características dos jogadores não formou um grupo homogêneo capaz de criar alternativas ofensivas. Marcelo Oliveira também peca na falta de criatividade para suprir esse problema.

Enfim... Tudo está certo? Não. Tudo está errado? Claro que não.

Entendo que temos mais coisas certas do que erradas. E entendo que esse elenco não precisa brigar para não cair. Mas o perfil do time guerreiro precisa voltar. A obstinação pela vitória a qualquer custo no Couto Pereira precisa voltar. Não se pode perder três partidas em casa num turno. Isso sim é inadmissível e não está no planejamento.

O que o Coritiba precisa é colocar os pés no chão. Vencer a partida contra o Corinthians e pontuar sempre que possível. Em casa, nenhum resultado além da vitória nos interessa.

Vilson precisa parar de se iludir e iludir a torcida dizendo que esta equipe é capaz de brigar por libertadores. Não é... Simples assim.

Assumindo essa postura, esse elenco não deve ter problemas em se safar do rebaixamento.

Marcelo Oliveira precisa buscar mais recursos para nosso ataque. Tentar novas alternativas, bolar jogadas, ensaiar jogadas exaustivamente. Não basta colocar os jogadores em campo e esperar resultado imediato. Precisamos de gols, sejam eles como vierem. Jogadas ensaiadas, bolas paradas à exaustão, chutes de fora da área e novas alternativas de ataque são urgentes. Exaustivos treinos de finalização para Roberto e Everton Costa também se mostram primordiais.

Vamos lá, Coxa!

Cabeça erguida. Pensando e analisando jogo por jogo, com o objetivo de pontuar.

Sem desespero, com a cabeça no lugar, com tranquilidade e com muita dedicação e vontade de mudar esse panorama.

Dessa forma, entendo que temos todas as condições de mudar nossa posição nessa tabela.

Vitória contra o Corinthians para começar. 0,5 x 0 é goleada.

Força e cabeça erguida!


Alex Meger de Amorim

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Foi merecido...


12/07/2012 09h11
Alex Meger

Chegamos a mais uma final da Copa do Brasil em 2012. Dessa vez, contra o limitadíssimo Palmeiras.

Acredito que há consenso que Marcelo Oliveira tirou leite de pedra com essa equipe. Sem nenhum talento individual, o 11 alviverde troca passes com facilidade e envolve o adversário, tendo como principal característica a posse de bola. A exemplo do futebol do Barcelona, porém sem Messi...

Essa falta de referência no ataque é gritante, e irritante.

Meus colegas aqui do COXAnautas já descreveram amplamente os problemas da equipe, com excelentes arrazoados comparativos da equipe de 2011 para 2012. Sem sombra de dúvidas, há um consenso. Essa equipe não tem o mesmo desempenho da de 2011. Não tem o mesmo futebol, nem a mesma armação tática que funcionou naquela ocasião.

Graças a fraqueza do adversário, pudemos ter a ilusão de que a equipe ficou no "quase". Mas faltou muito... Não faltou vontade e não faltou empenho. Acima de tudo, faltou inteligencia. Explico o porquê.

Marcos Assunção, sabidamente, é um dos melhores batedores da falta do Brasil. É um jogador tecnicamente mediano, porém, decidiu a Copa do Brasil nas bolas paradas. Da mesma forma que conseguiu aquele empate de 1x1 aqui em Curitiba em 2011. Já naquela partida, pelo Brasileirão, mesmo antes da cobrança eu pensei "Mas para que fazer falta próximo a área, sabendo que tem Marcos Assunção do outro lado?". A mesma pergunta, coincidentemente, fiz nas três faltas nessa final. Entendo que essa pergunta faltou ser feita pelos atletas alviverdes e pelo comandante desses atletas.

Então, pergunto explicitamente. Para que fazer faltas próximo à área?

A lição foi dura. O vice-campeonato em três gols saindo dos pés desse exímio batedor.

Talvez caiba ainda outra pergunta: depois de tanto treino de bolas paradas, ninguém consegue tirar um cruzamento de cabeça? Não foram muitos...

Finalmente, qualquer que seja a final, as oportunidades são raras. Diante das raras oportunidades do Coritiba nessas duas partidas da final, pelo menos 7, só fizemos 1 gol.

Por esses motivos, meus amigos, faltou inteligência.

1 - Inteligência dos nossos marcadores que cometeram as faltas que o Palmeiras tanto precisava.
2 - Inteligência dos nossos jogadores, que perderam gols imperdíveis na final.
3 - Inteligência de nossos gestores, que ainda não solucionaram o problema crônico ofensivo da equipe: a falta de um matador.

Por outro lado, essa inteligência não faltou ao Palmeiras. Salvo engano foram 2 ou 3 chances de gol ao vencedor da Copa do Brasil. E, além dessas, as faltas próximas à área. Felipão é esperto, vivido, e levou a Copa do Brasil por méritos.

Parabéns ao Palmeiras que, acima de tudo, jogou futebol como um time de homens. O Palmeiras assumiu suas limitações técnicas e fez o que pôde, decidindo em seu ponto forte: as bolas paradas.

Jogaram em pé, diferentemente do Vasco de Fernando Prass em 2011.

E a arbitragem?

Bem... A arbitragem resolveu o primeiro jogo e foi fator determinante para o título, sim.

Contudo, entendo que não é o momento de apontar o homem de preto pelo resultado. É o momento de assumir as limitações da equipe, contratar peças chave, pelo menos duas, levantar a cabeça e se recuperar no campeonato Brasileiro.

Parabéns ao sr. Vilson, Ximenes e Marcelo Oliveira pelas duas finais consecutivas da Copa do Brasil. Mas a verdade é que agora é hora de se recuperar no Brasileiro. Com a maior urgência.

A verdade é que a torcida do Coritiba ainda precisa de mais.
A verdade é que a torcida do Coritiba ainda merece mais...


P.S. Ouvir zoação de atleticano nessa hora do campeonato chega a ser até cômico. É como alguém dirigindo um fusca zoar o colega ao lado, em um Focus 2012, porque ele ficou sem gasolina.
Alex Meger de Amorim.

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O futebol é justo?


15/06/2012 09h01
Alex Meger

O que é justiça no futebol?
Naturalmente não seria justo se Coritiba, Corinthians, São Paulo ou Grêmio ganhassem os campeonatos nacionais todos os anos. Nós torcedores, sempre passionais, no entanto, exigimos a vitória.

A partida de ontem contra o São Paulo simboliza exatamente isso: o Coritiba jogou bem, para frente, buscou a vitória, mas acabou amargando mais uma derrota fora de casa.

Entretanto, o fato de o Coritiba ter sido melhor armado que o São Paulo na partida de ontem não o credencia a uma vitória, isto é, não obriga o destino a nos dar os três pontos, tal como foi com o Flamengo.

As partidas hoje são decididas no milímetro, no detalhe, no algo a mais - e assim foi ontem. Esse detalhe costuma custar muito caro, tanto para quem paga o salário de atletas como Lucas e Neymar, quanto para quem está do outro lado e não possui atletas com esse nível de qualidade (e salário).

Desde os primeiros minutos, Lucas encontrava espaços para arrancar. E foi dos pés dele que saíram os principais, senão TODOS os lances do São Paulo. As tabelas com Luis Fabiano estavam enlouquecendo Démerson e Emerson, que embora muito aguerridos e bem postados em campo, não conseguiam conter o ímpeto criativo desse jogador.

Foi dos pés dele o único gol da partida. Em jogada individual no estilo Messi, cruzou toda a zaga e chutou para o lado inverso com rara precisão. O gol definiu a partida e pregou uma dura lição à comissão técnica alviverde.

Essa dura lição serve mais uma vez como alerta - e esse alerta já está virando quase um outdoor: sem um atacante de série A, estamos fadados ao fracasso neste ano.

A impotência do ataque do Coritiba é notória. A equipe de Marcelo Oliveira dominou os 90 minutos da partida, com maior volume de jogo e posse de bola, no entanto, não consegue colocar a bola para dentro. Falta o último passe e o arremate, falta a qualidade de posicionamento e a criatividade para surpreender, falta o algo a mais...

Everton Ribeiro e Everton Costa x Lucas e Luis Fabiano.

É evidentemente irônica da comparação acima.

Éverton Ribeiro jogou muito bem ontem e quis o acaso que aquele chute explodisse no travessão e não entrasse. Já Everton Costa não foi bem. Participou muito do jogo, mas raras foram as jogadas efetivas que saíram de seus pés. Minha sensação durante a partida é que era jogo para Lincoln no segundo tempo, mas a entrada desse jogador não surtiu os efeitos que eu esperava.

Tivéssemos um atacante de alto nível no elenco ontem, e entendo que o resultado seria diferente.

Já Lucas e Luis Fabiano abusaram do toque de bola pelo meio, dos cruzamentos, dos arremates de longa distância. Um rol de opções e estratégias para chegar ao gol adversário. Lucas ainda estava pendurado e não conseguimos descolar um cartão amarelo dele, que o tiraria da partida de volta.

A expulsão parece ter acomodado o Coritiba.

A sensação que todo o brio do Coritiba estava em provar que poderia vencer o São Paulo no Morumbi. De fato isso ficou provado. Porém, após a expulsão, um misto de alívio e cansaço nos atletas alviverdes abateu a equipe, que não conseguiu mais criar boas oportunidades de gol e, pior, começou a dar espaço ao tricolor paulista.

Parece que a expulsão aliviou os jogadores no sentido de "Ufa, as chances de conseguirmos um empate estão maiores". Sentido que o destino não perdoou e castigou com o resultado adverso, obtido com um jogador a menos.

Após a expulsão, me parece que faltou a "obstinação pela vitória". Como a obrigação da vitória era do São Paulo, o Coritiba não foi obstinado por esse resultado.

O futebol é justo?

Apesar da triste sensação que fica dos jogos fora de casa: jogou como nunca, perdeu como sempre, é necessário admitir que entendo que ontem o futebol foi, sim, justo. O talento venceu a garra e o coração, a técnica venceu a tática. Desnecessário se comparar a folha salarial das duas equipes, não é? Repito: o maior volume de jogo do Coritiba não o credencia a ser o vencedor. A falta do algo a mais, na minha opinião, concede a justiça à vitória do São Paulo.

Entendo que o Coritiba tem chances plenas de conseguir a classificação no Couto Pereira, mas a ineficiência fora de casa pode ter custado muito caro. Mais uma vez...

Destaques positivo para Airton: na minha opinião, o melhor do Coritiba em campo.

Alex Meger de Amorim

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Soberano no futebol paranaense


14/05/2012 16h00
Alex Meger

Embora tenha infinitas palavras para descrever os sentimentos que afloraram na final do Campeonato mais importante no âmbito Estadual, vou me utilizar das palavras dos competentes colunistas que temos no Paraná, que, com a precisão de uma bola que bate na trave antes de tocar as redes no último pênalti que decide um campeonato, conseguem expressar minhas percepções sobre a partida, o campeonato, a antidesportividade do adversário e a competência no trabalho do maior clube do Paraná.

"Nervos à flor da pele não é virtude. Ao contrário da tranquilidade, madrinha das decisões vitoriosas. No geral do campeonato, o Coritiba foi quem mais pontuou. Sempre dirigido com equilíbrio, respeitando os adversários e em nenhum instante zombando do valente rival, entrou no gramado molhado por novas lágrimas do sentimento humano, sofreu com a torcida e, depois do gol de Éverton Ribeiro, aliviou a aflição detonando a explosão de contentamento da grande e fiel torcida.

O tricampeão não foi beneficiado pela arbitragem e respondeu no cenário adequado a carta aberta que a diretoria do Atlético acolheu no site oficial do clube, instrumento usado para pôr em xeque a honradez e a capacidade do juiz, além de provocar acintosamente o adversário da decisão. A atitude da diretoria do Atlético comandada por MCP não se coaduna com a história cravejada de brilhantes do Clube Atlético Paranaense. Tricampeão pela segunda vez em sua história de maior conquistador de títulos estaduais, o Alviverde mostrou ao idolatrado público que respeito não se compra em prateleira de boteco. Respeito é ganho da educação familiar e da trajetória de vida." Airton Cordeiro.

"O Coritiba segue soberano no futebol paranaense." Carneiro Neto.

"Após o jogo, os jogadores do Atlético deixaram o campo e não retornaram para receber as medalhas de vice-campeões. Apenas o técnico Juan Carrasco falou com a imprensa." Coluna Intervalo.

"Depois da carta, das atitudes do Atlético, esse presidente se sente à vontade para dizer não [sobre a possibilidade de cessão do estádio ao Rubro-Negro]" Vilson Ribeiro, presidente do Coritiba.

O fato negativo pesa, como rotineiramente, para o Clube Atlético Paranaense. Desde o começo do campeonato, NÃO foi um adversário leal. A busca incansável por subterfúgios para explicar sua própria incompetência é notória e desrespeitosa a todos aqueles que trabalham por um futebol paranaense mais competitivo.

A regra é clara: Se não gosta da fórmula, não participe.

As sucessivas críticas sofridas pela Federação não foram suficientes para fazer um campeonato sem problemas, no entanto, o respeito às tradições do Coritiba e do Atlético PR devem ser maiores. O respeito à paixão dos torcedores, que pagam os salários desses atletas, especialmente. O vencedor foi aquele que leu, respeitou e seguiu o regulamento, preocupando-se exclusivamente em jogar futebol.

Não adianta espernear, como uma criança mimada, que foi "roubado" pelo "juiz", pela Federação (aliás, a mesma aliada de algumas semanas atrás, que não mediu esforços para impor o uso do estádio particular Major Antônio Pereira pelos esperneadores) ou por quem quer que seja. Ou ainda o tradicional discurso patético: "O parananese nem serve pra nada mesmo, o que importa é ter o melhor estádio e sediar a copa".

Neste esporte, grande é quem entra em campo e joga futebol. Discurso e elevadores modernos no Estádio não valem nada, vale a bola na rede.

E isso, amigos, o Coritiba fez. Melhor aproveitamento no somatório dos dois turnos, melhor ataque, maior média de público e a faixa de tricampeão paranaense no peito.

Se algum atleticano ainda não se curva a atual soberania alviverde e ainda culpa a FPF ou o regulamento, conscientize-se que se fosse outra a fórmula, o campeão ainda seria o Coritiba, com maior número de pontos. Fosse com árbitros de fora, Guerrón ainda assim chutaria Lucas Mendes e erraria o pênalti. Tivesse sido dado pênalti a favor do Atlético, o Coritiba lutaria mais para correr atrás ou pior, Vanderlei defenderia. A história seria diferente para os dois lados. O "SE" nunca ganhou campeonato.

As circunstâncias não se moldam ao campeão e sim o campeão é aquele que melhor se molda ao regulamento e às circunstâncias: foi assim na "era supermando", foi assim agora, é assim na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores...

O "onze" atleticano entrou em campo, jogou futebol com coragem, vontade e valorizou o título, não sendo merecedor destas críticas, apesar das provocações à torcida quando das cobranças de pênalti.

De alma lavada, começamos semana importante, quarta feira enfrentamos o Vitória pela Copa do Brasil.

Parabéns ao elenco, Marcelo Oliveira e, principalmente, nosso presidente Vilson Ribeiro.

P.S. - Lembro todos que ontem foi um atleTiba, de um campeonato Paranaense, com dois clubes de futebol. Hoje a vida continua, os trabalhos, o respeito ao próximo, os costumes e a boa educação.
P.S.2 - É uma pena usar uma coluna, neste momento, para "educar" e criticar o comportamento antidesportivo dos rivais, mas infelizmente acredito necessária.

Grande abraço!
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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AtleTiba "da paz"


19/04/2012 15h45
Alex Meger

A semana começa tensa...

AtleTiba no final de semana com ingredientes apimentados: torcida única e as duas equipes precisando vencer.

Quanto à torcida única:

Mediante relato de colegas do site, comecei a reparar e realmente se criou uma triste realidade pré-clássico:
Na semana que antecede a partida, percebe-se na mídia mais fotos de policiais militares do que de torcedores. Esta é a realidade do futebol paranaense e nacional. E, lamentavelmente, a realidade do nosso país.

Educação e respeito não são o padrão hoje em dia. A ignorância prevalesce. E bater em outro ser humano parece estar na moda.

O futebol que deveria reunir famílias e provocar diversão agora traz medo. A ponto de pessoas evitarem sair na rua em dias de clássico. Há não muito tempo atrás sair na rua com a camisa do seu time em dia de clássico era motivo de orgulho.

Infelizmente o papel das diretorias, das entidades públicas e da nossa Federação só acentuam este panorama. O jogo de torcida única é um grande exemplo. Muito embora os coritibanos não puderam assistir à partida de ida na Vila Capanema, vários confrontos foram relatados pela PM. Outros tantos nem sequer relatados foram...

Embora estas palavras normalmente pouco ecoam na cabeça desses ignorantes (pseudo-torcedores e dirigentes), o movimento pró-paz é SEMPRE válido. Nem que a paz tenha que ser imposta em uma partida de uma torcida só.

Quanto à partida:

O Coritiba tem se mostrado mais agressivo e focado nas últimas partidas. Contra o Asa e o Operário, a equipe buscou o ataque o jogo inteiro. Entendo que o resultado contra o Operário foi uma injustiça do destino pelo quanto o Coritiba criou e pela forma que foram os gols do Operário.

Percebo uma considerável evolução nas últimas rodadas. A volta de Rafinha e a saída de Lincoln entendo que foram fatores primordiais para isso acontecer.

Rafinha faz uma diferença tremenda no time, em termos de qualidade, criatividade e velocidade. Já Lincoln, continua em má fase. Porém o que assusta é a aparente falta de vontade desse jogador de voltar a apresentar seu melhor futebol. Simplesmente parece conformado com a situação. Pelos poucos jogos que atuou muito bem, já se sabe que Lincoln tem lugar na equipe titular do Coritiba, mas precisa mostrar bem mais dedicação e doação à equipe, além de mais capricho e menos displicência nos toques de bola e chutes a gol.

O ataque continua sendo a dor de cabeça à torcida coritibana. Contra o Operário, Aquino foi o campeão de perder gols. Perdeu gols de tudo que era jeito. Claro que se sabe que este jogador não "quis" perder os gols. Porém um pouco mais de concentração, humildade e tranquilidade não lhe fariam mal. Roberto também teve chances e não concretizou, assim como Eltinho, Rafinha e o próprio Everton Ribeiro.

Este último, por sinal, apresentou uma evolução considerável nas últimas partidas. Que continue assim!

Outro que melhorou e merece destaque positivo é Eltinho. Contra o Operário, na minha opinião, fez sua melhor partida no ano. Entendo que a torcida tem prevenção contra o seu futebol. Mas, no atual momento, é um jogador importante para o esquema tático de Marcelo Oliveira. Hoje, o lateral é uma referência no ataque, sempre aparecendo como opção, ainda que as vezes seja só para atrair a marcação e abrir espaço para outros chegarem. Com Lucas Mendes, o Coritiba foi muito tempo órfão de ataque pela lateral esquerda e este problema parece próximo de uma evolução.

Para o campeonato brasileiro, contudo, o elenco do Coritiba ainda se apresenta muito limitado. Mais 3 ou 4 jogadores para serem titulares são essenciais no plantel, especialmente com a quantidade exorbitante de contusões que estão acontecendo neste início de ano.

Grande abraço e bom AtleTiba "da paz" a todos!
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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Marcelo Oliveira - Um homem de convicção


15/03/2012 14h54
Alex Meger

Na história, podemos levantar inúmeros exemplos de homens de convicção. Eles acreditam nos seus trabalhos, nas suas ideias e a elas se agarram ferrenhamente. Tão ferrenhamente que muitas vezes não conseguem enxergar que o rumo mais correto a se tomar é simplesmente adaptar suas convicções.

Estou falando de homens que fizeram história por suas convicções: Hitler, Napoleão Bonaparte, Bill Gates, entre tantos outros.

 / Foto: noticiafc.com


Marcelo Oliveira é um destes homens de convicção forte.

Não importa se a torcida inteira do Coritiba, a diretoria, a mídia, qualquer pessoa que enxergue futebol perceba que seu conservadorismo é fortemente prejudicial, Marcelo se agarra a isto como se fosse o único caminho possível em seu destino.

No entanto, Oliveira tem créditos e argumentos fortíssimos para defender sua maneira de pensar: a invencibilidade que rendeu um lugar no Guiness ao Coritiba, o vice na Copa do Brasil, a quase-classificação à Libertadores pelo Campeonato Brasileiro, as goleadas em grandes times nacionais (Palmeiras, Botafogo) e o reconhecimento mundial pelo seu trabalho que o fez ser eleito o 14° melhor treinador do mundo.

O que procuro novamente tentar fazer entender é que Oliveira não precisa rever todo o seu rumo, não precisa ir para a esquerda em vez de continuar pela direita. Precisa sim alinhar sua bússola no sentido de tornar o Coritiba de 2012 uma equipe competitiva em âmbito nacional, coisa que hoje não somos.

Marcelo, o 14° melhor treinador do mundo, precisa entender que suas convicções são primordiais para o seu futuro como treinador de renome e para o futuro do Coritiba como almejante a glórias nacionais.

Por outro lado, nosso técnico precisa constatar que há uma tênue diferença entre convicção e teimosia. Boa parte da torcida já detectou isso.

Jogar com 2 zagueiros, Lucas Mendes (um quase-zagueiro, quase-lateral), Junior Urso, Djair e Gil é jogar com 60% dos jogadores de linha defendendo. Não é de se estranhar o baixo rendimento do time ofensivamente. O argumento de ser o melhor ataque do campeonato também é falacioso pois grande parte dos gols vieram dos defensores em jogadas de bolas paradas.

O Coritiba de 2011 encantou o Brasil com seu poder ofensivo, com meias criativos e atacantes eficientes. Mas é inegável que o esquema 4x5x1 vai contra todas estas convicções, especialmente da forma que está sendo executado. Mesmo com 5 meias, o Coritiba não consegue criar jogadas e tampouco segurar a marcação no meio-campo.

Em 2012, o elenco e as circunstâncias são outras e o rumo a ser tomado precisa ser realinhado. Ou alguém ainda tem alguma dúvida disso?

Repito, por que não um 4x4x2? Dois volantes, dois zagueiros, dois meias e dois atacantes. O be-a-bá do futebol, mas que parece se adequar às nossas circunstâncias.

Marcelo, siga tuas convicções que elas ainda podem nos levar muito longe, porém não seja tão agarrado a elas a ponto delas te levarem para trás. O equilibrio é o que deve mover nossas decisões. Perceba quando você deve seguir em frente e quando deve mudar de direção.

Alex Meger de Amorim
Twitter: @AlexMeger

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Buscando uma nova visão


08/03/2012 17h06
Alex Meger

Pessoal, depois de umas férias e ficando um pouco ausente das notícias e até das partidas do nosso Verdão, volto procurando buscar uma nova visão do que está acontecendo.

Primeiramente, depois de dois anos de vitórias e poucos percalços nos campeonatos que participamos, vejo a torcida bastante agoniada (as vezes em exagero) em virtude da dificuldade que a equipe tem enfrentado no começo de 2012.

Não há dúvidas que o time ainda não se encontrou, embora tenha aplicado já algumas goleadas neste ano.

Nos últimos dois anos, o elenco foi mantido, com contratações pontuais. Em 2012, diferente do discurso de fim de ano, o elenco foi desmantelado. Ao contrário de muitos, não vejo isso somente com maus olhos. Entendo que conforme a situação se apresentava, Bill, Davi, Marcos Aurélio e Leo Gago já não estavam mais correspondendo às expectativas da torcida no final do ano.

Jéci nunca foi unanimidade, embora impusesse um padrão de jogo de alto nível no setor defensivo.

Portanto, por esta ótica, individualmente, estas negociações foram bastante coerentes, sim. No entanto, o que aconteceu foi que a saída destas peças comprometeu significativamente a organização tática da equipe.

Entendo que os jogadores que vieram possuem nível técnico em conformidade com os que saíram. Renan Oliveira, Marcel e Lincoln por exemplo.

Dada esta premissa, interpreto que o problema atual do Coritiba é a organização tática.

É aqui que entendo que devemos buscar uma nova visão.

Muito embora o sistema tático de Marcelo Oliveira tenha funcionado a contento no último ano, agora as peças são diferentes. É como as diferentes situações de uma partida de xadrez quando o jogador se encontra com dois cavalos ou com dois bispos. A estratégia sempre será diferente.

Vejo excessos de comparações de Urso com Leo Gago, Marcel com Bill, Lincoln com Marcos Aurélio...

E é em virtude disso que devemos buscar uma nova visão.

O elenco alviverde não deve ter que se adequar ao sistema de jogo de 2011, e sim o sistema de jogo de 2012 que deve se adequar as peças que temos. Não podemos dirigir numa rodovia olhando somente pelo retrovisor, precisamos olhar para frente.

Se há unanimidade que Urso não possui qualidade de passe compatível ao Gago, pois então que se monte um esquema de jogo em que não se exija dele assistências e lançamentos longos. Se Lincoln não possui a habilidade de driblar de Marcos Aurélio, que ele esteja posicionado da melhor maneira a dar assistências e finalizar em gol de fora da área. E, por fim, se Marcel não se adequou a ser o atacante sozinho na área, que se encontre uma nova armação ofensiva em que ele não fique tão isolado.

As contratações foram realizadas de forma a se completar o quebra-cabeça de 2011 com as peças que saíram. No entanto, as novas peças possuem formas, cores, tamanhos diferentes e nunca conseguirão completar o quebra-cabeça de 2011. Devem sim, estar dispostas harmoniosamente a fim de que possam formar uma nova figura em 2012.

Por que não um 4x4x2? Ou um 3x5x2?

Enfim, novas formas de montar um time que, mesmo com qualidade individual, não se adequou ao conservadorismo que insiste em tentar encaixar as peças a um molde pré-existente.

Alex Meger de Amorim
@alexmeger

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