30/08/2010 04h15 - Percy Goralewski - Comente esse post

Edson Bastos, Ângelo (Sandro), Jéci, Pereira e Cleiton; Leandro Donizete, Ramon, Enrico e Dudu (Marcos Aurélio); Rafinha (Fabinho Capixaba) e Betinho - esta foi a escalação do time Coxa Branca na sua melhor apresentação na segunda divisão do campeonato brasileiro. A vitória por 2x1 diante do Sport conquistada no dia 24/07/2010, na Arena Joinville trouxe uma esperança enorme à torcida que imaginava poder contar, finalmente, com um time equilibrado em campo.
Coincidência ou não, Triguinho não jogou aquela partida, Ângelo foi mais uma vez o destaque negativo e pela primeira vez o Coritiba jogou com três zagueiros - Jeci, Pereira e Cleiton.
Sabe-se que o treinador Ney Franco não gosta de posicionar o seu time com três zagueiros. Para azar do Coritiba e 'alegria' dos adversários, a dupla Jeci-Pereira tem na lentidão a sua marca registrada - comprovada no absurdo saldo zero de gols do Coritiba nesta Série B 2010 o que atesta também o desequilíbrio tático da formação teimosamente repetida pelo treinador Alviverde.
A inconstância do Coritiba ao longo da competição é algo latente - mesmo na boa fase, não assistimos uma partida sequer em que o time Alviverde tenha alcançado a vitória com tranquilidade, sem sufoco, sem sustos. Não obtivemos nenhuma goleada e, mesmo nas vitórias, os placares magros nos davam a falsa sensação de que o time iria sobrar na segunda divisão.
Ledo engano. Não gosto do papel da crítica pela crítica e exatamente por isso não me manifestei antes, de forma mais explícita e direta, com relação aos laterais coritibanos - os verdadeiros 'calcanhares de Aquiles' do time do Alto da Glória. Bem medidos e bem pesados, não contamos em nosso elenco com nenhum jogador, seja pela direita ou pela esquerda, que reúna um mínimo de condições físico/técnicas para vestir a camisa do Coritiba ou merecer tantas oportunidades do treinador Alviverde. A dupla Ângelo-Triguinho chega a ser risível - pena que os risos se abrem nos rostos dos torcedores adversários ao ver a facilidade com que seus jogadores passam pelos nossos 'laterais'.
É preciso que fique claro que esta crítica não está se dando com base na última partida, mesmo que o segundo gol do Figueirense tenha saído pelo lado direito da defesa coritibana - quando o atacante catarinense passou com absoluta tranquilidade pela inexistente marcação do lateral direito do Coritiba. Confesso que esta crítica vinha sendo guardada há algumas rodadas e chegou o momento de fazê-las - pelo bem do Coritiba, doa a quem doer.
Tem jogador de futebol que reclama não lhe darem oportunidades para mostrar seu verdadeiro futebol, mas tem outros que podem receber todas as oportunidades do mundo que lhes faltará o essencial para bem desempenhar seu ofício - a falta é de 'bola', mesmo!
Ângelo é um jogador que teve destaque quando jogou no P. Clube, especialmente nas cobranças de bola parada. No Coritiba, além de não ter 'calibrado' o pé, mostra-se ineficiente no apoio/cruzamentos e totalmente incapaz de marcar o atacante adversário que cai pelo seu lado. Triguinho não fica atrás. Um jogador que teve um momento espetacular no São Caetano, no Coritiba não é nem sombra do jogador eficiente que fora. Para piorar, sua condição física é um 'prato cheio' para os adversários, pois numa dividida qualquer, sua fragilidade física é tamanha, que invariavelmente perde a bola e arma a jogada de contra ataque do time adversário.
Sem atacar ou defender com um mínimo de qualidade, tornam-se duas peças NULAS em campo, jogo após jogo. Se fizessem pelo menos uma das duas funções a contento, suas 'cadeiras cativas' no time titular estariam justificadas. O que não consigo entender é o porque de suas reiteradas escalações por parte do treinador Ney Franco - estaria ele regido por uma ilusória esperança de que algo positivo e diferente possa acontecer de forma espontânea, quase milagrosa?
Ney Franco merece todos os elogios pela postura séria e comprometida com o Coritiba - isso é inegável. No entanto, ele ou qualquer jogador não está acima dos interesses da instituição Coritiba Foot Ball Club, não podendo ter o direito, portanto, da teimosia em querer forçar uma situação que reiteradamente se mostra ineficaz.
É preciso que Ney Franco crie um fato novo, como ele mesmo afirmou que faria em Florianópolis. Ney mexeu no time, é verdade, mas no setor mais carente de uma revolução - a defesa, os quatro jogadores menos regulares do time mantiveram-se entre os titulares.
Não sou o técnico do Coritiba e por isso mesmo quero possibilitar-me o direito ao equívoco, mas uma coisa para mim é certa: Ângelo, Jeci, Pereira e Triguinho vão colocar toda a boa campanha do Coritiba a perder, sob a batuta de Ney Franco que resiste à possibilidade de escalar a defesa de forma diferente, como fizera, forçosamente, contra o Sport.
Será que é impossível tentar uma formação com Enrico na ala direita (ele já jogou por ali no campeonato paranaense - indo muito bem, inclusive) e Renatinho na ala esquerda? Com a entrada de Cleiton na zaga e a manutenção de dois volantes, o time ficaria mais encorpado tanto defensiva como ofensivamente - encontrando o equilíbrio entre os setores.
Enrico poderia fazer uma excelente parceria com Rafinha pelo lado direito e Renatinho com Marcos Aurélio pelo lado esquerdo (ou vice-versa, já que os atacantes coritibanos trocam muito bem de posição durante as partidas). Acredito que aí sim, poderíamos ter a convicção final da capacidade técnica de Betinho, pois a bola finalmente começaria a lhe chegar com qualidade.
Não temos dinheiro para contratar, como alegado por um dos integrantes do G9? Ótimo, tentemos as soluções que temos no próprio elenco. O que não dá mais para aceitar é ver a mesmice derrotista imperar na escalação de um sistema tático falido, composto por jogadores defensivos sem a qualidade suficiente para desempenhar suas funções.

Que o treinador e sócio coritibano Ney Franco não demore demais para promover as alterações que, em seu íntimo, sabe necessárias. De nada adianta pagar a mensalidade do clube como forma de ajudá-lo se, na sua principal função, continuar pecando por resistência à ideia de tentar algo diferente e que já deu resultado.
Contra o Figueirense a única coisa que comemorei foi a expulsão de Triguinho aos 44 minutos do segundo tempo - quando a 'viola já estava em caco' novamente. Ao menos assim, temos uma certeza: como consequência do cartão vermelho recebido, o lateral esquerdo ficará em casa, 'reforçando' a torcida para que a vitória contra o Icasa aconteça. Acho que com ele na torcida e não em campo, a chance do sucesso se torna significativamente maior.
Após a derrota em Florianópolis, passei no Couto Pereira, fotografei o placar que marcava o número de dias que faltam para o Coxa voltar ao Couto e coincidentemente me lembrei do atacante adversário deixando o Ângelo no chão para logo depois construir a jogada do segundo gol alvinegro. O número 20 é que estava na fachada do estádio, quase como sendo uma referência ao 'trabalho' do lateral Alviverde, explico: separando os dois algarismos (2 - 0), temos o número da camisa do jogador e a nota que ele mais uma vez mereceu receber pela partida!

Estamos a 18 dias do retorno ao Couto. Se o treinador Coxa Branca não 'baixar a guarda' e realmente fazer algo novo, temo pelo retorno. Se os dirigentes projetam e acreditam que a volta ao lar por si só vai ser o bálsamo para todas as nossas feridas ou a garantia do acesso à Série A, a chance de se equivocarem é bastante grande.
A torcida já está 'comprando a ideia' de voltar para casa. Junto com esta 'ideia' vem de brinde a expectativa de belas apresentações e bons resultados.
Porém, é preciso lembrar que o mesmo Ângelo e o mesmo Triguinho que não jogam nada em Joinville ou em qualquer outro gramado desta segunda divisão é que pisarão no gramado do Couto Pereira.
Será que eles passarão a ser solução? Torço, mas torço mesmo para estar errado, mas acho que não vale a pena correr este risco!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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21/08/2010 20h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

O Coritiba foi ao interior mineiro e voltou com cinco gols 'na sacola'!
Motivo para 'terra arrasada'? Motivo para encarar como 'acidente de percurso'?
Penso que nem uma coisa, nem outra.
É preciso que pensemos a situação da seguinte forma: passaram-se 15 rodadas do campeonato nacional e o Coritiba continua sendo o único clube do futebol brasileiro que não jogou em seus domínios, seja pelas Séries A, B, C ou D da competição nacional e ainda assim encontra-se no 'páreo' frente aos objetivos que almeja.
Na prática, se isso não nos absolve do 'pecado' de ser goleado pelo vice lanterna da competição, de certa forma nos consola por saber que, mesmo diante de tão lamentável infortúnio, ainda estamos liderando a competição que nos servirá como passaporte para a Série A da mais importante disputa do futebol brasileiro.
Penso que dessa derrota, algumas lições precisam ser definitivamente aprendidas, mas sem maiores incêndios, sem maiores alardes - justamente como preconiza a mensagem contida no mais recente Editorial publicado por este portal.
É preciso que se utilize de muito equilíbrio neste momento. Todos sabíamos que, numa hora ou outra, a 'máquina' iria enguiçar e seria neste momento que a parcimônia seria a maior aliada.
Ainda assim, é preciso que se diga: perder de 5 de um time que não aspira nada na competição - senão permanecer na Série B, não é algo de fácil 'digestão' - não o deve ser aos jogadores - como não o é a nós - os torcedores.
Contudo, algumas constatações precisam ser pontuadas:
1ª Marcos Paulo está jogando sob a sombra do jogador que acredita ser! O jovem volante do time coritibano, desde que realizou uma boa participação no campeonato paranaense (de discutível qualidade técnica), fora constantemente elogiado pela imprensa esportiva paranaense, de um modo geral - nada mais justo naquele momento.
O problema se deu a partir do momento em que tal atleta começou a imaginar que joga mais daquilo que realmente é capaz de fazer. É inegável que seu desempenho não é nem sombra daquele das rodadas do campeonato estadual - onde encontrava adversários não tão distantes tecnicamente da vulnerabilidade destes da segunda divisão.
Marcos Paulo precisa tomar um 'chá de humildade' e começar tudo do 'zero' - jogando com o mesmo comprometimento que apresentou no início desta temporada.
2ª A dupla Jeci-Pereira não confere um mínimo de credibilidade ao mais otimista torcedor Coxa Branca. Até quando o treinador Ney Franco preterirá o mais regular defensor do elenco, Cleiton?
Sabe-se que Pereira tem um curriculum mais 'encorpado', afinal, fora um zagueiro do tradicional clube tricolor gaúcho e que Jeci tem uma história de 'amor e ódio' com a torcida Alviverde, mas se formos analisar a questão técnica de quem deve compor o sistema defensivo do clube nesta temporada, os números serão favoráveis ao regular Cleiton.
Acredito que com a goleada desta tarde, o treinador Alviverde se mostre convencido de que a dupla Jeci-Pereira não apresenta o resultado prático mais eficaz dentre as opções que conta no elenco.
3ª O Coritiba conta com Fabinho Capixaba, Ângelo, Triguinho e Dênis (Lucas Mendes) como opções para as laterais, sendo que na verdade, não conta com nenhum lateral que efetivamente se mostre capaz de ser uma solução para as necessidades que estes setores apresentam.
Diretoria e comissão técnica precisam parar de se enganar e verificarem, com honestidade, que com estes atletas, o Coritiba se torna um time sem nenhuma jogada pelos lados do campo - será tão difícil e penoso reconhecer isso?
4ª A preemente necessidade de contratação de atacantes é algo que não se pode contestar! O campeonato é longo (foram-se somente 15 de 38 rodadas) e a torcida Coxa Branca sente, em seu íntimo, a ausência de um jogador realmente definidor - artilheiro.
Ainda estamos em tempo de corrigir estes pequenos percalços - digo isso ainda enquanto estamos liderando a competição, justamente para não levantar a hipótese de ter 'alertado' tarde demais ou de forma 'inconsequente'.
Esse é o momento de se fazer algumas 'loucuras'! Estamos a quatro meses para o final da temporada e todo o esforço financeiro para o reforço do elenco se faz necessário, sob pena de vermos um filme que não queremos recordar.
O momento requer calma, mas não redime a necessidade de se tomar as medidas adequadas para colocar o time no rumo das vitórias, que até então vinham sendo alcançadas.
Nem tudo está errado - diante desta derrota, da mesma forma que ainda há ajustes a serem efetuados.
Agora, que cada qual assuma a sua responsabilidade e faça uma reflexão no sentido de verificar onde pode ser mais eficiente - dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcida...
Ah, sim - a torcida! Que o próximo jogo contra o Duque de Caxias não seja um fiasco em número de torcedores! A derrota foi doída, mas que um grande número de Alviverdes estejam presentes em Joinville na oitava partida de cumprimento da pena imposta pelo stjd.
O horário é ruim (21h50)? Não importa! Vamos buscar a vitória ao lado dos jogadores que pisarem no gramado catarinense.
Contudo, espero que Ney Franco tenha a humildade de reconhecer que Marcos Paulo não vive um bom momento e que a dupla Jéci-Pereira não se 'encaixa' da forma que o time Alviverde necessita.
No mais, continuemos firmes em busca de mais três pontos, afinal, o jogo a jogo é a receita do sucesso nesta longa competição, desde que, é claro, se aprenda com os erros da rodada anterior - o que no caso, foram muitos e expressivos.
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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18/08/2010 00h01 - Percy Goralewski - Comente esse post

De acordo com a tabela da Série B 2010, estamos há exatos 30 dias do retorno definitivo para a nossa casa, o estádio Couto Pereira. A partida contra a Portuguesa está programada para o dia 18 de setembro - um sábado que promete muitas emoções aos torcedores coritibanos. Ouvi rumores de que esta partida poderia ser remanejada pela CBF, mas confesso que não acredito nesta hipótese. Acredito, sim, na possibilidade de presenciar um dos momentos mais felizes da minha vida de torcedor Coxa Branca.
Após a tormenta gerada pela onda de vandalismo do dia 06/12/2009, com perda de mandos de jogos, com tantos desmandos por parte de CBF, STJD, Rede Globo e afins, enfim, com tantas amarguras que ainda presenciamos, tendo que nos deslocar até a bela Joinville para acompanhar nosso time do coração, como se fôssemos os 'bandidos' da história, o retorno triunfante ao Couto Pereira marcará muito mais do que um simples retorno ao lar - será um acontecimento que merecerá entrar para a história do futebol brasileiro.
O Coritiba Foot Ball Club é, sem dúvida, o primeiro clube do futebol brasileiro que paga por seus pecados. Infelizmente, alguns vândalos travestidos de torcedores cometeram a barbárie e ajudaram a condenar o clube à pena de exílio.
Contudo, quando todos imaginavam ser este o 'início do fim', eis que o clube se organiza, após um ano em que a desorganização foi a palavra de ordem, e mostra para seus algozes - vândalos, procurador e auditores do STJD e a tendenciosa mídia nacional -, a força que carrega sob seu dístico.
Contando com um grupo de jogadores verdadeiramente comprometidos com o projeto de resgate institucional, com uma comissão técnica que objetiva fazer história no clube, com funcionários que dedicam com afinco suas energias em prol da instituição e com dirigentes que demonstram ter o pulso necessário para por a casa em ordem, o Coritiba foi campeão estadual de forma inquestionável, lidera a divisão de acesso do campeonato brasileiro e cumpre com honradez a sua dívida com a sociedade, como bem salientado pelo treinador Ney Franco.
Voltaremos à nossa casa de cabeça erguida. Não é possível afirmar que daqui a um mês o Coritiba ainda esteja na liderança da Série B, mas isso não importa - particularmente acredito que voltaremos para casa como líderes da competição. O que não tenho dúvida é de que ninguém - nunca - poderá nos acusar de nada. Não precisamos de conchavos, de maracutaias ou de negociatas para voltarmos ao nosso devido lugar. Enquanto jogadores flagrados em exames antidoping já estão de volta à ativa, o Coritiba ainda continua fora de casa - mas não há de ser nada.
Agora é hora de fazer os últimos arremates na arrumação de nossa casa. O clube trabalha na manutenção do gramado, na troca das torres de iluminação e nas demais obras necessárias no estádio, mas é preciso ainda mais.
Acredito que o mês que antecede o momento triunfal da volta ao Couto Pereira deva ser de muito trabalho ao departamento de Marketing do clube. Ações promocionais precisam ser a tônica destes 30 dias, buscando explorar (no bom sentido) a carga emocional que envolverá a partida contra a Portuguesa.
É hora de alavancar o plano de sócios e para tanto, sugiro que o clube trabalhe incansavelmente em busca da fidelização daqueles que ainda não se mobilizaram para tal fim. De nada adiantará ficar preso às justificativas de que as promoções feitas até aqui não foram suficientes para tirar estes tocedores da inércia. O momento requer ainda mais empenho e muito trabalho.
Acredito que duas ações poderiam ser desde já implantadas: o aumento do número de atendentes no espaço de relacionamento com o torcedor - anexo ao estádio Couto Pereira e a descentralização dos pontos onde os torcedores possam se dirigir para tornarem-se sócios do clube. A primeira medida certamente evitará a formação de longas filas naquele espaço, enquanto que a segunda ação facilitaria a 'vida' do torcedor - que poderá se tornar sócios do clube sem a necessidade de se deslocar até o Couto Pereira - quando esta alternativa não se apresenta a mais viável.
O momento é de apostar na adesão maciça dos torcedores aos planos de sócios, afinal, a contagem regressiva para o retorno à Curitiba apenas começou!

Que saudades do Couto! Com chuva, frio ou o clima que for, dia 18/09 eu estarei lá, como sócio que sou!
E você torcedor, o que está esperando para ajudar o clube neste momento em que estaremos voltando para casa e precisamos nos unir para cobrir as despesas de todos estes jogos longe do Couto Pereira? Cobremos dos dirigentes, mas façamos a nossa parte. Com equilíbrio e ações de parte a parte, nosso retorno será o marco do nosso ressurgimento.
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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03/08/2010 01h20 - Percy Goralewski - Comente esse post
2005:
2006:





2007:



2008:

2009:



2010:










"Para bom entendedor, um pingo é letra"!
Basta olhar para trás, lembrar por tudo o que passamos para termos uma certeza: se não está tudo tão perfeito como gostaríamos, poderíamos estar sem rumo, sem identidade, sem alma!
Não ganhamos nada ainda, o campeonato é longo e muita coisa pode mudar. Contudo, faço questão de deixar registrado o meu muito obrigado para este grupo de jogadores que honram as calças que vestem (a cada partida realizada em 2010), ao técnico Ney Franco que tem na palavra compromisso um ideal de vida e aos dirigentes e funcionários do Coritiba que dia a dia estão reconstruindo a imagem vitoriosa do clube, mesmo diante de inúmeras dificuldades.
Cabe lembrar que, se em 2006, mas especialmente em 2007 era a torcida que carregava o time 'no colo' - em busca das vitórias, nesta temporada o grupo de jogadores está sendo forte o suficiente para inverter esta equação: longe de casa, ainda sofrendo as consequências das punições que o clube sofreu, este grupo unido - comandado por um treinador de caráter, é que está levando a torcida 'no colo', aguardando o momento certo para devolvê-la ao Couto Pereira.
Como se isto só não fosse o suficiente para que o apoio ao clube seja irrestrito, não custa nada pedir:
Torcedor Alviverde, faça a sua parte - TORÇA pelo bem do CORITIBA, SEMPRE!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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21/07/2010 20h30 - Percy Goralewski - Comente esse post
Amigos, exatos trinta e sete dias após ter escrito minha última coluna, muitas coisas que envolveram direta ou indiretamente o Coritiba aconteceram. A começar pela pergunta que lancei e até agora não foi respondida. Confesso que nem mais quero uma resposta. Estou farto de gente que não honra 'as calças' que veste, pessoas como o 'rói corda' Ariel Nahuelpan. Deixo para a vida lhe ensinar que a palavra de um homem de verdade deve ser cumprida sempre. Deste assunto, a única coisa que realmente me interessa é que o Coritiba, por intermédio de seu departamento jurídico, busque incessantemente resguardar seus direitos, demore o tempo que demorar, em busca de seu ressarcimento financeiro pelo contrato 'rasgado' e 'jogado fora' pelo oportunista jogador.
Feito o 'link' com a última coluna aqui postada, gostaria de manifestar minha satisfação por estar escrevendo estas novas linhas, agora como o novo editor chefe do site. A responsabilidade vai ao infinito, tendo em vista que 'capitanear' um timaço como este, composto por cada um dos guerreiros que trabalham diariamente e voluntariamente em prol de uma mesma causa - o Coritiba, é uma tarefa bastante árdua.
A responsabilidade aumenta ainda mais, quando, olhando para trás, vejo quem foram os antecessores na função: Julio Malhadas Neto, Luiz Carlos Betenheuser Jr, Leonardo Lovo e Gibran Mendes. Os nomes falam por si e dispensam qualquer comentário acerca de conceitos como comprometimento, talento, esforço e competência. Quem dera eu conseguir atingir a metade da qualidade dispensada por todos eles nestes quase 14 anos da história do portal COXAnautas.
O desafio está sendo enorme, mas muito recompensante. Falar, defender, escrever sobre o Coritiba é algo indescritível que, agora, com a ajuda de todos os integrantes da equipe COXAnautas, ganha ainda mais contornos de satisfação. Desde já pedirei que os leitores dispensem cordialmente sua paciência tanto quanto à escassez das colunas, como aos equívocos encontrados nas matérias em geral, eles, sem dúvida, fruto da inexperiência no 'cargo'.
Aproveito também para pedir a compreensão dos leitores pela impossibilidade de estar totalmente voltado à condução deste portal, haja vista que os afazeres profissionais nem sempre permitem estar na 'parte de trás' destas páginas, produzindo as matérias que levarão as informações aos leitores. O que posso fazer é me comprometer em fazer o meu melhor.
Ainda, deixo aqui um contato direto com a editoria (redacao@coxanautas.com.br), para que os amigos possam manifestar suas críticas, sugerir pautas, apontar erros e inconsistências nas notícias, enfim, ter um canal direto de interação equipe/leitores.
Feitas estas considerações, passo a comentar sobre dois 'exemplos' que intitulam esta coluna, mesmo que não haja nenhuma relação de grandeza dos feitos praticados por ambos.

Keirrison
O jovem artilheiro Coxa Branca está de volta ao Brasil, vai jogar no badalado time santista. O atleta revelado nas categorias de base do Coritiba, desde muito jovem provou que tinha faro de gol - marcando muitos deles na Copa São Paulo de Futebol Juniores, para logo depois também fazê-lo no time profissional. De simples promessa, o atacante foi decisivo no retorno do Coritiba à primeira divisão em 2007, no campeonato paranaense do ano seguinte, atingindo o ápice de sua trajetória no Alto da Glória no campeonato brasileiro da Série A em 2008 - quando foi o artilheiro da competição.
O sucesso repentino aliado à cobiça e falta de ética de Vanderlei Luxemburgo e à pressa de ganhar muito dinheiro em tão pouco tempo, fizeram que sua história no Coritiba fosse abreviada, transferindo-se para o Palmeiras/SP, onde, após um bom início, começou a cair em 'desgraça'. Desprestigiado no time alviverde paulista, a solução encontrada por seus empresários (algo muito mais interessante a estes, sem dúvida) foi a venda de seus direitos federativos ao poderoso Barcelona.
Com dinheiro no bolso, mas ainda com a inexperiência para atuar no disputado campeonato espanhol, Keirrison fora emprestado pelo clube catalão ao Benfica para ganhar 'corpo' para quem sabe, posteriormente vir a vestir a camisa azul e grená. O martírio profissional do jogador começou a ganhar novos contornos. Seu futebol não foi 'aprovado' em terras lusitanas, sendo emprestado à modesta Fiorentina para um novo round na árdua tarefa de se ambientar ao futebol europeu.
Como havia acontecido em Portugal, Keirrison não se sentiu à vontade na Itália e seu talento mais uma vez fora questionado. A opção que lhe surgiu como a mais adequada foi o retorno ao Brasil para começar tudo novamente. Dinheiro talvez já não seja mais tanto o problema, mas o prestígio e o bom futebol é que são os bens a serem reconquistados.
Retomar uma carreira que parecia ser meteórica não será fácil e prova duas coisas: o dinheiro não é tudo na vida de um jogador de futebol (como não é na vida de qualquer outro profissional) e a 'pressa é inimiga da perfeição', especialmente para os 'atletas da bola'.
Não tenho dúvida de que se Keirrison (e seus empresários) tivessem agido com mais cautela, sem que se alvoroçassem tanto quanto à possibilidade de rápido ganho financeiro, mantendo o jogador no próprio Coritiba para consolidar-se como um grande finalizador, sua convocação para a Copa da África do Sul poderia não ter sido somente um sonho.
Fica o exemplo para os jovens atletas da base Alviverde, especialmente os garotos da equipe Sub20. Ajam com prudência, não tenham pressa. Construam suas carreiras sempre com amor ao que fazem e não somente à fama e dinheiro que serão consequências naturais de um trabalho bem feito.

Elias Feder e Aryon Cornelsen
Aryon Cornelsen
No vértice totalmente oposto ao exemplo acima citado, está a figura do inesquecível Aryon Cornelsen. Um homem que dedicou sua vida pelo Coritiba Foot Ball Club. Sem sombra de dúvida, este baluarte da história Coxa Branca soma-se à Antonio Couto Pereira, Evangelino da Costa Neves e Dirceu Krüger como os mais destacados personagens dos cem primeiros anos do clube do Alto da Glória.
Aryon representou a personificação da palavra empreendedorismo. Era um homem à frente do seu tempo, um visionário. Enquanto os outros pensavam, ele executava. Enquanto os outros planejavam, ele construía - foi assim que a coletividade coritibana pode, finalmente, bater no peito e com orgulho afirmar que o Coritiba era (é) o detentor do maior e melhor estádio do futebol paranaense.
De atleta à dirigente do Coritiba, Aryon Cornelsen deixou um legado muito maior do que o Estádio Couto Pereira. Provou que com perseverança, amor a uma causa, honradez e sapiência grandes feitos podem ser alcançados, mesmo que no 'modesto' (para alguns jovens atletas) Coritiba Foot Ball Club.
Tive o privilégio de sentar ao seu lado num jantar em que o assunto não poderia ser outro, senão o Coritiba. Além da sua agradável companhia, tive uma verdadeira aula de entrega ao clube que tanto amamos. Naquela oportunidade pude ouvir as mais incríveis histórias que desembocaram numa agradável dúvida: como aquele homem franzino podia apresentar tantas ideias gigantescas para resolver os problemas do clube? Os Bingões, o famoso Bolo Esportivo, entre tantos outros assuntos, levaram-me a constatar o quanto nós ainda temos muito a fazer para chegar à sombra deste homem de valor.
Ao final do jantar, Aryon antes de se despedir, disse: "Eu ainda tenho muitos projetos para o Coxa! Está tudo aqui na minha mente - eu sei como fazer"!
Não deu tempo! Sua inteligência precisava estar ao dispor do Criador, nas obras necessárias lá no céu!
Como torcedor Coxa Branca, gostaria de registrar meus agradecimentos à Família Cornelsen por terem sempre estado ao lado de Aryon nos momentos que ele procurava engrandecer o Coritiba Foot Ball Club, apoiando-o, confortando-o nos momentos de insucessos e incertezas e comemorando os grandes feitos.
Deixo minha sincera homenagem a Aryon Cornelsen, reproduzindo aqui o vídeo editado pelo produtor e editor audiovusual Fernando André. O vídeo é uma pequena mostra da grandiosidade deste homem e sua visualização indispensável.
Que Deus o receba em júbilo e estenda aos familiares o conforto pelo descanso eterno - merecido após tanto esforço.
Fica o exemplo maior - o qual todos nós precisamos seguir!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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14/06/2010 22h00 - Percy Goralewski - Comente esse post

Diante de tudo o que já escrevi sobre o imbróglio existente entre a decisão de Ariel Nahuelpan em cumprir ou não com sua palavra, especialmente no que se refere ao chamado Princípio da Boa fé existente nos contratos, e tendo como base a clara intenção do jogador de 'roer a corda' - como se diz no mundo do futebol, gostaria de deixar uma, somente uma, pergunta para que o jogador argentino ou seu procurador Augusto Mafuz respondam - caso tenham hombridade suficiente para fazê-lo:
Acaso fosse o clube que estivesse neste instante dispensando o atleta, mesmo antes do término do contrato originário de cinco anos, você Ariel ou você Mafuz acionariam o Coritiba cobrando a multa rescisória por descumprimento contratual? (Aliás, sugiro que esta pergunta seja feita pelos advogados do Coritiba, perante a juíza, na Audiência de Instrução e Julgamento a ser realizada no dia 21/06).
Confesso que gostaria de saber qual seria a postura que tomariam!
Caso pretendam se manifestar, o e-mail para contato é detorcedorpratorcedor@coxanautas.com.br
Acredito que assim como eu, a torcida Coxa Branca tem direito a uma resposta, especialmente vinda de você Ariel.
Acaso tenham um mínimo de respeito para com os torcedores, sócios e dirigentes Alviverdes, deixo o espaço à disposição para a publicação da resposta que porventura venha a receber.
Mais uma e pela última vez pergunto: E aí, Ariel?!
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Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
Os comentários deste conteúdo estarão concorrendo a um dos 100 prêmios da promoção COXAnautas e Coxamania devido ao novo layout do Portal CXn. Para saber mais clique aqui.
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11/06/2010 14h50 - Percy Goralewski - Comente esse post

31 de julho de 1985. Estádio Maracanã/RJ. Final do Campeonato Brasileiro. Bangu x Coritiba. Empate no tempo regulamentar em 1x1 e 6x5 para o Coritiba nos pênaltis. Após o erro de Ado na cobrança da penalidade máxima (chutou para fora), o capitão Gomes converteu o arremate e fez do Coritiba o primeiro 'Campeão da Nova República'.
10 de junho de 2010. Estádio Farião, Divinópolis/MG. Final da Taça BH de juniores - a mais importante competição nacional da categoria. Coritiba x A. Paranaense. Empate no tempo regulamentar em 1x1 e 5x4 para o Coritiba nos pênaltis. Após o erro de Tomas na cobrança da penalidade máxima (chutou para fora), o atacante Dudu converteu o arremate e fez do Coritiba o Campeão Brasileiro de 2010.

Trago esta lembrança ao amigo leitor por duas coincidências existentes em ambos os títulos: para alcançá-los raça e honra não faltaram e por terem sido conquistados nas cobranças de penalidades máximas.
Desde quando o Coritiba saiu do Maracanã com a estrela dourada no peito, os atleticanos insistiram em querer desmerecer a conquista, alegando que ela 'só' ocorrera pela sorte na 'loteria dos pênaltis' e pelo fato do adversário da final não ser um dos 'grandes' do futebol brasileiro.
Quis o destino que 25 anos depois, esse argumento fosse empurrado 'goela abaixo' dos rivais, mesmo que estejamos falando da categoria que antecede os profissionais.
Pela primeira vez na história, Coritiba e A. Paranaense estiveram frente a frente numa decisão de competição nacional. E mais uma vez, a mística da camisa 'jogadeira', a raça e honra com a qual os jogadores Alviverdes disputaram toda a competição, deixando pelo caminho grandes equipes do futebol brasileiro (como os profissionais fizeram em 1985), o clube do Alto da Glória chegou à final da competição contra um clube de expressão nacional, digamos, 'questionável'!
Tal qual ocorrera em 1985 com o Bangu, havia um consenso antes da bola rolar: o A. Paranaense já podia encomendar a faixa, haja vista ter conquistado esta mesma competição em duas oportunidades, o que o credenciava, segundo a mídia, no principal candidato ao título.
Seria a comemoração do tri-campeonato atleticano! SERIA! Assim como colocou 'água no chope' do time carioca em 85, a 'piazada Coxa Branca' fez os 'entendidos' queimarem a língua, impedindo mais uma vez que o inédito grito de tri-campeão atleticano saísse da garganta.
Já escrevi e repito: estamos vivenciando o Ano do Centenário (que findará em 12 de outubro de 2010 - quando completaremos 101 anos).
Fomos campeões estaduais (de profissionais) em cima dos rubro-negros, numa campanha absolutamente irrepreensível; estamos há mais de dois anos invictos em atleTIBAS - sejam aqueles disputados na baixada ou no Couto Pereira (lembrando que na última derrota, por 2x1 na baixada, erguemos a taça de campeão paranaense de 2008) e agora, em pleno ano do centenário, fomos campeões brasileiros de juniores contra 'eles'.
Sim, estamos na segunda divisão. Caímos por nossa própria incompetência, jamais por qualquer 'ajuda' que os rivais pudessem ter dado para nos colocar novamente neste martírio, afinal, no empate em 1x1 na baixada e na vitória Coxa Branca no Couto Pereira por 3x2 pelo campeonato brasileiro de 2009, a única alegria que lhes sobrou foi ver o Coritiba ser rebaixado de divisão - nada que o tempo não recoloque as coisas nos seus devidos lugares.
Como não poderia ser diferente diante da grandeza desta conquista, registro, por fim, meus cumprimentos pelo excelente e incansável trabalho desenvolvido por alguns abnegados coritibanos, especialmente no tocante às categorias de base do Coritiba.
Pierre Boulos, Arthur Klas, Mazzuco (entre tantos outros dirigentes verdadeiramente comprometidos em fazer do Coritiba um clube campeão e formador de talentos), estão de parabéns ao lado de toda a diretoria do clube, do competentíssimo Marquinhos Santos e dos jovens atletas campeões do Brasil.
Estas belas 'pratas da casa' precisam, agora, de ainda mais cuidado, seja na carreira, seja no aspecto contratual para que continuem possibilitando ao Coritiba os títulos dentro de campo e os dividendos nos cofres.
Cabeça no lugar, seriedade, profissionalismo e comprometimento farão com que cada um dos campeões fique eternizado na história centenária do clube mais tradicional do Paraná.
Rivalidade à parte (e rivalidade não pode ser confundida nunca com auto fagismo), o futebol paranaense está de parabéns. Como mencionado, esta foi a primeira vez em que dois clubes da Terra das Araucárias decidiram uma competição nacional, mesmo que das categorias de base (quem dera se esta fosse a primeira de muitas pelo fortalecimento do futebol do nosso Estado).
Parabéns ao belo time da baixada que fez uma campanha irrepreensível, conquistando o vice-campeonato.
Ao Coritiba, a glória digna do campeão. A história contará que nesta decisão, mais uma vez a mística camisa verde e branca manteve sua supremacia contra a camisa rubro negra e conferiu ao clube do Alto da Glória outro título nacional.
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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08/06/2010 11h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, a palavra 'política' significa: "arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Nos regimes democráticos,a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância".
Etimologicamente, tal palavra exprime o conjunto de ações relacionadas à organização de um determinado número de indivíduos quanto ao fim de administrar e gerir um bem comum.
Infelizmente, com o passar dos tempos, este conceito perdeu força, transfigurando-se num meio corroído pela ganância e poder.
Salvo raríssimas exceções, o meio político se transformou num palco onde se cultua a desfaçatez, o jogo de interesses, os conchavos, as propinas, as falcatruas. É assim no mundo todo, especialmente no Brasil.

Os exemplos são diversos. No Paraná, vivemos uma grave crise moral na Assembleia Legislativa. Denúncias dão conta de irregularidades que montam (até o presente momento) R$ 100.000.000,00 e muito mais grave do que o prejuízo econômico que causaram ou continuam causando, é o prejuízo moral de uma instituição que deveria primar pela transparência.
Objetivando demonstrar a indignação do cidadão comum - que eleição após eleição acredita num constante recomeçar ideológico, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Paraná levantou uma bandeira, denominada: O PARANÁ QUE QUEREMOS.
A campanha, que já conta com a adesão maciça da população paranaense e demais entidades, encontra seu ápice no dia de hoje. Por diversas cidades do Estado, a população da Terra das Araucárias terá a oportunidade de exercer seu sagrado direito de cidadania, ao demonstrar sua desaprovação a todo e qualquer agente 'político' que deturpa os desígnios de seu mandato.
Em Curitiba, o movimento ocorrerá a partir das 18:00h, na famosa Boca Maldita, no centro da cidade. Como cidadão curitibano, conclamo todos os meus compatriotas a participar deste ato cívico pela moralidade na "Casa de Leis" do nosso Estado. Que por todas as cidades paranaenses, o povo possa demonstrar uma resposta pacífica e ordeira de civilidade.
Basta de corrupção! Chega de sermos omissos quando o assunto é o combate aos atos contrários à dignidade, à honestidade, ao bom caráter! O pensamento individual e imprório do 'eu não faço a diferença' precisa ser arrancado de nossas mentes, pois é o que nos entorpece e permite que os fascínoras nos oprimam pelos desmandos.
Convido os leitores a assistirem um vídeo que contém um discurso que merece reflexão. Trata-se de uma manifestação da deputada estadual carioca Cidinha Campos (PDT-RJ) que se insurgiu contra a candidatura de um de seus colegas ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas fluminense. Se o discurso realmente é reflexo de uma postura ética e séria por ela praticada, não posso afirmar com precisão, esperando, inclusive, que não tenha sido somente mais um ato absolutamente teatral promovido por nossos representantes. De todo modo, vale a pena acompanhá-lo:
Desde que assisti este vídeo pela primeira vez, uma frase não mais saiu de minha cabeça: "A corrupção está no DNA das pessoas"! É verdade! Infelizmente não há outra premissa tão verdadeira quanto esta no meio em que vivemos. No universo político, então, ganha contorno de verdadeiro dogma.
Justamente para começar uma contra ofensiva ao caos moral instalado neste país, é que a participação popular no movimento de logo mais no Paraná precisa ganhar força.

O orgulho de ser brasileiro vai muito além do que enfeitar os carros ou as casas nos dias que antecedem uma Copa do Mundo. Aliás, muito mais eficaz, para a nação como um todo, é que cada cidadão paranaense que inicialmente ocuparia seu tempo hoje, por volta das 18:00h, adquirindo bandeirinhas verde e amarela para colocar em seu automóvel para festejar a Copa do Mundo que se avizinha, é estar presente nas ruas por onde esta manifestação passar.
Aliás, por falar em futebol, até mesmo no esporte que tanto amamos e cultuamos, a sórdida política está cada vez mais arraigada.
Citarei um exemplo muito próximo, mesmo sendo repetitivo. Escrevi neste espaço um questionamento para o qual até agora não obtive resposta: Cidadão Honorário. POR QUE?!
Não consigo vislumbrar qualquer demonstração mais contundente de que, pela 'política' (talvez a da boa vizinhança), o povo curitibano tenha que ter se dobrado à ricardo teixeira.
Uma figura absolutamente intragável que, no universo Coxa Branca, só nos fez retroceder em virtude de sua prepotência e arrogância.

Mesmo assim, recebeu 'as chaves' da nossa querida cidade, por pura hipocrisia de nossos representantes na Câmara Municipal e os cumprimentos de nossos dirigentes numa clara demonstração de submissão ao poder concentrado nas mãos deste intragável sujeito.
O velho ditado popular mais uma vez se fez presente: 'se não pode vencê-lo, junte-se a ele'! O problema no caso do Coritiba é que de nada adianta cortejar o presidente da cbf - isto já está mais do que provado ao longo de quase 21 anos.
Menos mal que o sentimento de escárnio que cada torcedor Coxa Branca sente por este sujeito restou demonstrado pelo coritibano Rafael Zimmermann, a quem, em pé, aplaudo.
É por essas e outras que, ao invés de colorir as janelas da minha casa de verde e amarelo, fazendo a contagem regressiva para a Copa juntamente com a rede globo, prefiro vestir minha camisa Alviverde e ir para a Boca Maldita.
Sonho com o instante em que os princípios da justiça, honestidade e vergonha na cara voltem à ordem do dia e deixem de ser, como hoje são considerados, demodés!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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26/05/2010 19h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

'Navegando' pelo site oficial do Coritiba, procurei me atentar à página que menciona os atletas que compõem o elenco profissional. Segundo as informações lá obtidas, o atual plantel Coxa Branca é composto por:
Goleiros: Edson Bastos, Vanderlei, Wanderson e Rafael;
Zagueiros: Jeci, Dirceu, Lucas Mendes, Pereira, Cleiton e Demerson;
Laterais: Luiz Paulo, Ângelo, Denis, Luciano Amaral, Fabinho Souza, Fabinho Capixaba e Triguinho;
Volantes: Leandro Donizete, Willian, Rodrigo Pontes, Daniel, Marcos Paulo e Andrade;
Meias: Renatinho, Tiago Real, Ramon, Lelê, Enrico, Rafinha, Geraldo, Jefferson e Dudu;
Atacantes: Ariel Nahuelpan, Marcos Aurélio e Bill.
Numa primeira análise, dos trinta e cinco nomes, conclui-se pela presença de jogadores que não têm tido muito espaço no time, caso dos dois últimos goleiros (por questões óbvias); de Cleiton (que retornou do empréstimo ao futebol paulista); dos laterais Luiz Paulo, Luciano Amaral e Fabinho Souza; dos volantes Rodrigo Pontes e Daniel e dos meias Ramon e Lelê.
Tais 'baixas' reduzem ainda mais o escasso número de atletas à disposição de Ney Franco para a disputa da longa Série B, afinal, são apenas vinte e cinco jogadores que, se não gozam da titularidade, são ao menos chamados para compor a delegação que se concentra e viaja.
Analisando cada compartimento do elenco, pode-se concluir o seguinte:
No gol não temos problema! Edson Bastos e Vanderlei (citarei os dois principais goleiros, tão somente, tendo em vista que ambos é que estão sendo aproveitados no momento) além de dois excelentes arqueiros, mostram-se atletas de grande noção de grupo, respeitando-se mutuamente.
Na 'zaga' começam nossos problemas, haja vista a constante tentativa de 'casamento' entre os defensores e a quantidade de gols tomados, tomando como base estas quatro primeiras partidas da Série B. Acredito que neste setor o que está faltando é o encontro dos atletas que se complementem entre si - fortalecendo um setor que é bastante exigido, especialmente nas partidas longe do Couto Pereira. Penso que o trio Jeci, Demerson e Cleiton poderia ser testado, mostrando-se, quem sabe, ser a solução para os problemas defensivos.
Nas laterais salta aos olhos a carência de uma melhor qualidade técnica. Dos atletas utilizados por Ney Franco (Ângelo, Denis, Fabinho Capixaba e Triguinho) nenhum deles passa a total confiança à torcida coritibana. Os altos e baixos de suas atuações se destacam mais pelos 'baixos' do que, pelo menos, uma regularidade.

Para Fabinho Capixaba o sinal vermelho acendeu faz tempo - uma pena, pois no Coritiba seu futebol não apareceu e insistir na sua escalação é 'queimar' ainda mais o jogador, irritar a torcida e nada de construtivo proporcionar ao clube.

Tomando como base a partida contra o Brasiliense, acende uma luz de esperança para a torcida Coxa. Digamos que Ângelo e Triguinho estejam sob a luz amarela do 'semáforo Coxa Branca', com boas perspectivas de verem a luz verde lhes iluminar daqui por diante.
Mesmo assim, a contratação de atletas para este setor é a primeira necessidade do clube, pois, mesmo que Ângelo e Triguinho 'vinguem' nas laterais, não teriam reservas à altura.
Os volantes coritibanos, tal qual ocorre com os goleiros, mostram que podem 'dar conta do recado'. Destaque para a dupla Leandro Donizete e Marcos Paulo - que se 'adonaram' da posição.
No meio campo outro setor que carece de qualificação técnica. Contando mais assiduamente com Renatinho, Tiago Real, Enrico, Rafinha, Geraldo, Jefferson e Dudu, nota-se claramente a ausência de um jogador que articule melhor as jogadas, que faça a preparação dos lances para os atacantes. Não há um só jogador com a característica de cadenciar o jogo, 'acalmar' a jogada, fazer a bola rolar! Os jogadores coritibanos, mesmo que hábeis, notabilizam-se pelo individualismo, pelo drible, pela velocidade. Entendo haver a necessidade da contratação de pelo menos um meio campo experiente para ajudar esta 'piazada' na difícil tarefa de furar os bloqueios impostos pelas equipes da Série B.
No ataque nosso principal motivo da 'perda de sono'! Bill acabou de sofrer uma intervenção cirúrgica, Marcos Aurélio segue tratando uma pubalgia e Ariel Nahuelpan continua com a irritante novela do 'vai ou não vai ficar', ou seja, no atual momento, não contamos com nenhum atacante de ofício para a próxima partida diante do Asa de Arapiraca.
Absolutamente desnecessário dizer que a diretoria deveria ter saído 'ontem' ao mercado em busca de novos atacantes. Esperar o fim da Copa do Mundo pode ser tarde demais, pois as rodadas vão se seguindo, os possíveis novos contratados não encontrarão um padrão competitivo nos primeiros jogos e o prejuízo vai ficando cada vez maior.
Diante deste quadro, importa questionar: com quem Ney Franco pode contar para tirar o Coritiba do atoleiro?
Faço essa pergunta especialmente dirigida ao setor ofensivo - aquele de maior carência. Bill e Marcos Aurélio, por questões clínicas, ficarão de fora por um bom tempo.
Já o fiz e volto a questionar: E aí, Ariel?!

Tenho visto manifestações dando conta de que o jogador afirma querer ficar. No entanto, pra falar claramente, por que não 'sai da moita', se dirige até o departamento de futebol e assina o novo contrato (em verdade, honra o compromisso que há dois anos assumiu)?
Pare de se enganar, Ariel. Essa sua inércia e até certa desfaçatez de falar uma coisa e não agir de modo prático ainda vai levá-lo à ruína. Você tem apenas vinte e dois anos. Era um atleta desconhecido que está aí 'para o mundo ver' graças ao Coritiba. Por que insistir numa saída tão conturbada?
Por que as coisas precisam ser decididas por um magistrado? Sua palavra dada ao clube, há dois anos, de nada vale?
Pare e pense: cumprindo o contrato original que prevê um vínculo de cinco anos, você sairá do Coritiba (se realmente este for o seu desejo) de cabeça erguida - pelo portão da frente do Couto Pereira, aquele mesmo portão em que você foi recebido.
Recorde-se daquele momento e perceba que o Coritiba parecia-lhe um 'sonho' - uma oportunidade verdadeira de aparecer para o mundo do futebol.
Por que no passado sua humildade fez reconhecer ser um bom negócio assinar com o clube do Alto da Glória por cinco anos? O que mudou de lá para cá, Ariel?
Crie juízo, honre sua palavra, mande seu empresário e advogado 'passearem' e decida por si só como quer ficar conhecido no mundo da bola - se um atleta esforçado, raçudo e comprometido ou como o famoso atleta que 'rói a corda'!
Lembre-se: o mundo dá muitas, muitas voltas!
Acaso seu desejo seja realmente o de sair do Coritiba, é simples: deposite o valor da multa rescisória e seja feliz!
Sendo uma ou outra situação, como torcedor peço: assuma uma postura de profissional, de homem de honra e venha a público dizer o que quer da vida. Os dirigentes e torcedores do Coritiba Foot Ball Club têm o direito de saber se você estará até o final do projeto de retorno à Série A.

Aos dirigentes um pedido: mesmo com todas as dificuldades financeiras que esta famigerada temporada traz ao clube, façam um esforço e contratem de imediato dois laterais, um meio campo para cadenciar e liderar a 'piazada do Alto da Glória' e dois atacantes (de referência, principalmente).
Aproveitemos a parada para a Copa para padronizar e treinar o time com os reforços que venham qualificar o elenco.
Todo o esforço do mundo terá que ser feito nesta temporada. O Coritiba não pode 'se dar ao luxo' de permanecer outra temporada no segundo escalão do futebol brasileiro.
Finalmente, faço um pedido aos torcedores que estão indo à Joinville para acompanhar as partidas na bela cidade catarinense: respeitem os torcedores locais. Não foi nem uma, nem duas vezes que soube da ocorrência de insanas hostilidades para com os torcedores do Joinville que, em claro sinal de apoio à coletividade Coxa Branca, adentram à Arena daquela simpática cidade para apoiar o Coritiba.
Já não bastassem terem nos acolhido tão bem, 'emprestando sua casa' para nos abrigarmos enquanto perdurar nosso 'castigo', agora precisam ir ao estádio sem as cores do seu time do coração, justamente pela absurda perseguição à cor proibida!
Tal perseguição pode até fazer algum 'sentido' aqui em Curitiba, mas na casa alheia dança-se a música que se está ouvindo!

Como forma de respeito e agradecimento ao acolhedor povo de Joinville, deixo um grande abraço ao Sr. Nelson e ao Sr. Edilson que tão bem me receberam, bem como aos meus amigos Niltinho, Samir, Fernandes e Camilo quando lá estivemos na estreia do Coxa, diante do América-MG.
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Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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21/05/2010 15h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

O futebol é um esporte realmente dinâmico - não tanto por seus lances imponderáveis, pelas jogadas improvisadas ou pelos seus mais notáveis praticantes.
Refiro-me aos aspectos invisíveis que circundam este que é, sem dúvida, um dos mais rentáveis negócios do mundo.
É de conhecimento público e notório que o cidadão ricardo teixeira (e vou grafar SEMPRE este nome em minúsculo) fez do futebol o meio pelo qual construiu um verdadeiro império.
Dia desses, assisti num canal de televisão, e perdoe-me o leitor por não recordar qual, uma reportagem que trazia alguns números do faturamento anual da CBF, notadamente ao que se referia ao vultoso incremento de receitas que este dirigente trouxe para a referida entidade desportiva.
A reportagem mencionava os patrocínios que a CBF conseguia 'as duras penas' em gestões anteriores, quando ainda se vivenciava a 'época romântica' do futebol brasileiro, época em que os jogadores eram marginalizados na nossa sociedade (algo praticamente impensável nos dias atuais).
Com a eleição de ricardo teixeira tudo mudou. As cifras que passaram a circular pela casa maior do futebol brasileiro foram às alturas e, é claro, elevou este novo presidente a um status nunca antes por ele sonhado.
Não há dúvida que ricardo teixeira é um dos homens mais influentes do Brasil. E o é pela incomensurável importância que o futebol exerce na vida da maioria dos brasileiros.
Seu poder transcende a esfera desportiva, chegando facilmente aos meios políticos - onde, aliás, sente-se muito bem, pois é o típico sujeito que gosta de ter seu ego massageado!
Pior que gostar de ter o ego massageado é saber que existe uma legião de puxas-saco ávidos por fazer média com o todo poderoso 'dono do futebol brasileiro'.
Abro um pequeno parênteses: o futebol para o brasileiro é muito mais que a 'paixão nacional' - isto fica ainda mais claro justamente nesta época que antecede uma Copa do Mundo. Diria mais: para o brasileiro, o futebol é quase como uma 'instituição sagrada', pela qual, inclusive, chega-se às raias da loucura de se presenciar semelhantes se matando por vestirem cores rivais. Diante desta inexplicável importância, deste caráter quase que institucional que o futebol representa para o brasileiro, entendo que deveria haver uma constante fiscalização por parte do Ministério Público nas coisas que envolvem a CBF. Não proponho uma intervenção, por óbvio, mas que o interesse público (dos torcedores de um modo geral) fosse guarnecido pelos agentes fiscalizadores da legalidade, mormente ao que concerne aos contratos assinados, sejam de patrocínios, sejam de direitos de transmissão, sejam de negociações de atletas que necessitam da chancela da CBF. Sem dúvida, seria um passo muito grande em direção à moralização do futebol brasileiro. Fecho o parênteses.
Voltando aos puxas-saco de plantão, eis que um vereador de Curitiba resolveu estender o tapete vermelho e conferir a mais alta honraria de nossa terra ao 'dono do futebol brasileiro', como se este sujeito em algum momento na história tivesse feito algo de positivo para o nosso Estado ou nossa cidade.
Até onde tenho conhecimento, o título de cidadão honorário é uma condecoração que deve ser estendida a pessoas que efetivamente tenham contribuído para o avanço, para o engrandecimento dos interesses da coletividade de um determinado território, e aí questiono o vereador Mario Celso Cunha: O que ricardo teixeira proporcionou de positivo para o futebol paranaense? O que fez ou estaria na iminência de fazer pelo bem de nossa cidade?
Se tal honraria se consubstanciar no possível anúncio da confirmação da sede de Curitiba para o Mundial de 2014, nada restará de dúvida quanto à articulação política desenvolvida para favorecer o C. A. Paranaense, sob a pretensa desculpa de que a Copa em Curitiba trará benefícios para o Coritiba, para o P. Clube e demais agremiações.
Chega a ser ridícula a desfaçatez dos dirigentes e políticos rubro negros quando afirmam que os Coxas Brancas e os paranistas terão metrô para se deslocar... 'esquecem' que com esta afirmação tentam justificar o incremento patrimonial de uma única agremiação - em total descompasso com o princípio da isonomia, caso seja injetado dinheiro público nesta obra privada.
Mais ridículo ainda é a inércia dos dirigentes e políticos Alviverdes que parecem engessados diante das articulações promovidas por todos os vereadores, demais políticos e até pelo atual governador do Estado que diuturnamente tenta encontrar 'brechas' na legislação para poder derramar dinheiro público na meia arena da baixada - seria cômico, se não fosse trágico.
Mas para quem já foi fazer uma visitinha para o mais novo cidadão honorário de Curitiba, isso não é nada!

Fico me questionando: por que as vozes verde e branca estão absolutamente caladas? O que há por detrás de tudo isto?
A cerimônia que conferirá a ricardo teixeira o título de cidadão honorário de Curitiba, ocorrerá na próxima terça-feira, dia 25, às 19:00h.
Convido todos os cidadãos curitibanos e coritibanos que vivenciaram a famosa canetada de 1989 - promovida por ricardo teixeira a comparecer ao plenário para ‘bater palmas’ e ‘agradecer’ in locu pela grande contribuição que ele deu ao clube do Alto da Glória, tirando-lhe de um caminho evolutivo nos últimos 21 anos.
Estendo o convite aos mais jovens também, afinal, estão sentindo na pele as consequências das articulações promovidas por ricardo teixeira, quando escolheu o Coritiba Foot Ball Club como o 'exemplo' a ser dado para o mundo quando o assunto é a punição à desordem!
Realmente, duas grandes contribuições para o povo curitibano!
Uma 'dúvida' que ainda paira: quais são as cores defendidas pelo vereador Mario Celso Cunha (autor da proposição desta homenagem)?
Ah, tá... a homenagem será 'justa' e 'compreensível'!
Por fim, gostaria de transcrever um trecho da coluna que aqui postei em 09/04/2010 acerca da polêmica 'paradinha' no momento da cobrança da penalidade máxima:
"Paradinha
Gosto do futebol por ser um esporte de inúmeras variáveis. Contudo, uma situação precisa ser revista pela International Board, a meu ver: a questão da paradinha na cobrança de pênalti.
Não afirmo isto, tendo como base a perda absurda das três últimas penalidades marcadas a favor do Coritiba, nem tampouco pela forma com a qual o jogador Alan Bahia do time vice líder do campeonato costuma cobrar os lances capitais.
Sob um contexto geral, numa cobrança normal de penalidade máxima, o batedor tem (se pudéssemos auferir com precisão) cerca de 95%, 98% de chances de converter em gol o chute desferido. Ao goleiro, então, caberia uma ínfima parcela percentual de chances de executar a defesa.
Pois bem, ao permitir o tipo de 'paradinha' em cima da bola - para deslocar o goleiro,ludibriando-o com um chute em falso, diminui-se a zero a oportunidade de defesa, sendo desnecessário, portanto, a presença do goleiro no lance.
Se for para ser assim, que nem se coloque cobrador e goleiro frente a frente - que se marque a penalidade e confira um gol de vantagem no placar ao time que teria direito à cobrança.
O 'engraçado' é que quando o goleiro se adianta na cobrança do pênalti, o lance é anulado e a cobrança é feita mais uma vez!
Lembro que até certo tempo atrás, a tal da 'paradinha' (à qual sou totalmente contra) acontecia no trajeto entre os primeiros passos do cobrador em direção à bola, jamais quando o mesmo estivesse em cima desta - o que, como dito, só serve para ludibriar o goleiro adversário - tirando toda a 'graça' de uma possível e consagradora defesa."
Por sorte, o bom senso realmente não parece ser um instituto prescrito, afinal, a famigerada 'paradinha' (que se transformou no 'paradão') está com os dias contados. Bom para a graça do esporte!
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Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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