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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

De Torcedor pra Torcedor

Forte mentalmente

20/05/2013 12h00
Percy Goralewski

 / Foto:


"Ufa, enfim, o Tetra"...

Esse é o sentimento que marcou boa parte da torcida Coxa-Branca ao apito final do clássico atleTIBA. Ao invés de somente comemorarmos um feito que entra para a história, é quase natural que o sentimento de alívio tenha sido o último experimentado neste campeonato estadual.

Não há dúvida que este alívio veio em decorrência de um fato: o Coritiba detinha a "obrigação" de conquistar esta competição. Qualquer outro resultado nesta temporada seria desastroso.

Se havia alguma equipe que entrava em campo sempre pressionada em busca desta conquista, muito mais do que os três pontos a cada partida, esta equipe era o Coritiba.

E foi o que se viu. Em diversas ocasiões o time Alviverde se mostrou abaixo da crítica, realçando ainda mais as desconfianças que recaem sobre vários jogadores do elenco e também na jovem comissão técnica.

Na prática, essa "obrigação" de conquista fez mais mal do que bem ao Verdão. Quando se esperava que a maturidade da equipe se originaria justamente com ela, o que se viu foram poucos jogadores se destacando individualmente, enquanto outros simplesmente "sumiram".

Dia desses o capitão Coxa-Branca concedeu uma entrevista a uma rádio da capital paranaense, na qual revelou, ao menos na minha opinião, o principal motivo que ainda prende este elenco ao chão: a "fraqueza mental".

Antes que se diga que a "fraqueza" é mental, é evidente que se verifiquem as carências que o elenco Alviverde possui no âmbito técnico e que sejam suprimidas diante das contratações que se mostram necessárias.

O que é importante frisar é que, por se tratar de um esporte coletivo, se a equipe estiver disposta a superar as limitações individuais em busca de um objetivo comum, o caminho para a conquista se tornará sempre mais abreviado.

Citarei dois exemplos de equipes Coritibanas que alcançaram seus objetivos justamente por serem "fortes mentalmente": os times de 1985 e de 1999.

A equipe campeã brasileira, comandada pelo grande Ênio Andrade, não contava com nenhum destaque individual. O ponto forte que a levou à glória máxima do clube foi a força, a entrega e a confiança de cada jogador de que o sonho era possível.

Não foram poucas as ocasiões que, conversando com Heraldo, Rafael e Tobi ouvi relatos de que aquele time até podia perder, mas deixava a alma dentro de campo. Quando um atleta esmorecia, os demais corriam por ele - o que lhe renovavam as forças e o ânimo.

Nada estava perdido para o time que calou o Mineirão e o Maracanã. Quando todos pensavam que o time Coxa ficaria pelo caminho, a garra, a vontade de vencer sempre eram recompensadas.

Por seu turno, a equipe liderada pelo polêmico atacante Cleber Arado, em 1999, é outro bom exemplo. O Coritiba estava prestes a completar uma fila de 10 anos e tinha pela frente uma forte equipe que invariavelmente lhe impunha as derrotas naquela fatídica década, o Paraná Clube.

Assim como o time de 1985, o Coxa não apresentava jogadores que se destacassem, mas contava com uma equipe aguerrida, disposta a pôr fim àquele jejum.

Após vencer a primeira partida no Estádio Couto Pereira, o time verde e branco enfrentou duas batalhas históricas contra a equipe que detinha a hegemonia paranaense. Após sair duas vezes atrás do marcador com placar de 2x0, buscou o empate em ambos os confrontos e ficou com o cobiçado trofeu.

O ponto em comum entre as duas equipes e que se mostrou o diferencial para as conquistas foi justamente essa "força mental", esse querer a qualquer custo, esse nunca se entregar, esse lutar até o fim.

É o que falta a alguns atletas do atual elenco. Durante os momentos de dificuldade dentro ou fora das partidas é preciso que haja obstinação, confiança, atitude e o que se tem visto é justamente o contrário.

A conquista de 2013, diferente das duas mencionadas, se deu sim pela melhor qualidade técnica de determinados atletas. Na hora H esta qualidade apareceu e fez a diferença.

Se hoje o time Coxa-Branca conta com a destacada qualidade técnica de Leandro Almeida, Emerson, Alex, Rafinha, Bottinelli, Deivid e Keirrison, entre outros, que tal somá-la ao componente de "força mental" que marcava aquelas outras duas equipes?

Imagino ter sido esse o pensamento do capitão Alviverde ao conceder a entrevista. Ao expor essa necessidade de atingir a "força mental", creio que entenda ser esse o ingrediente que falta à equipe para dar o passo adiante neste constante processo de fortalecimento.

A chance para o time Alviverde começar a demonstrar uma mudança de atitude no quesito "força mental" se dará na próxima quinta-feira, diante do Nacional/AM.

Quem sabe o destino reservou a necessidade de fazer 3 ou mais gols de diferença justamente para conceder a este grupo de jogadores a oportunidade de mostrar que muito mais do que a bola no pé, o sucesso no futebol começa com uma equipe "forte mentalmente".

Abro e fecho um parêntese para registrar que as competições que se avizinham deflagram a inequívoca necessidade de reforçar, além da mente, a qualidade técnica de alguns setores da equipe - missão para a diretoria cumprir.



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski
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Não quero saber...

07/05/2013 17h00
Percy Goralewski

 / Foto: Julia Abdul-Hak


Não quero saber se o Coritiba já atuou mais de 2.070 minutos neste campeonato paranaense.

Não quero saber se em nenhum deles correspondeu totalmente as expectativas criadas em torno de um super time, recheado de atletas consagrados como Alex, Deivid, Leandro Almeida, Lincoln, Emerson, Bottinelli, Keirrison e Cia.

Não quero saber se as duas derrotas foram para os rivais sempre ávidos em alcançar o MAIOR clube do Estado.

Não quero saber se o Vanderlei se ajoelhou ao invés de saltar na bola do último gol tomado; se o Alex não apareceu no jogo, perdendo um gol feito cara a cara com o goleiro; se o Escudero entrou na pilha da piazada adversária e quase foi expulso, sendo contido por seus companheiros dentro de campo; se; se; se...

Não quero saber se o treinador Marquinhos Santos tem ou não experiência para comandar o time Coxa-Branca neste momento; se algumas contratações para esta temporada não corresponderam dentro de campo; se haverá a necessidade de reforçar o time para as competições nacionais.

Não quero saber se o adversário não tem nada a perder, conta com uma molecada que chegou até aqui sem a mesma experiência e qualidade técnica que marcam o elenco Alviverde e que tenham buscado se tornar um adversário difícil de ser batido pela voluntariedade que, na maioria das vezes, faltou ao próprio Coritiba.

Não quero saber se o presidente rival busca criar sempre um clima ruim ao transferir para a arbitragem a incapacidade de seus times, seja titular, reserva, fraldinha ou quem quer que seja ganharem do Coritiba na bola, no campo.

Não quero saber se este mesmo presidente cai no ridículo de ameaçar não mandar seu time disputar os 90 minutos derradeiros do campeonato, numa atitude autoritária, desrespeitosa, antidesportista e patética.

Os problemas do Coritiba, que o Coritiba resolva a partir de segunda-feira.

Os problemas dos rivais que se estendam até a eternidade.

O que quero saber é que o Coritiba entrará em campo como TETRAcampeão paranaense e assim dele deverá sair.

É dia de erguer taça - a quarta seguida, feito alcançado somente uma vez em nossa história centenária.

Serão 90 minutos para confirmar a "lógica" decantada em verso e prosa antes do início da competição.

Para isso, que os jogadores Alviverdes encarnem a condição de favoritos mas de forma positiva. Não como um fardo como se viu até aqui. Um fardo que não permitiu o time se soltar, jogar rápido, com alegria.

É hora de se impor técnica e emocionalmente. Não entrar na correria da piazada, não cair nas provocações, nem tampouco aceitá-las - especialmente quando os cotovelos adversários insistirem em procurar os rostos dos donos da casa...

Ganhar na bola, como deve ser.

Aconteça o que acontecer, seja o que quer que já tenha acontecido, o momento é de alegria.

Agora é em casa, ao lado do torcedor Coxa-Branca. É contra o "sub qualquer coisa" (não é problema nosso), poderia ser contra o Barcelona (ou o Bayern de Munique - a nova sensação do futebol mundial).

Jogadores e torcedores "jogando junto" serão difíceis de serem superados.

Só sei que estarei presente e a minha parte eu farei.



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270 minutos

22/04/2013 01h00
Percy Goralewski

 / Foto: sxu.hu/Steve Woods


O início de 2013 abriu um sorriso reluzente no rosto de todos os Coxas-Brancas. As perspectivas de "passar por cima" de todo e qualquer time que "ousasse" enfrentar a equipe Alviverde formada por Leandro Almeida, Willian, Alex, Rafinha, Deivid e tantos outros jogadores renomados eram as mais empolgantes.

Passados quase cinco meses o que se vê é um sorriso de canto, amarelo, envergonhado e sem graça.

Não bastasse cumprir um primeiro turno irregular no campeonato paranaense, conquistando-o sem a "folga" que parecia ser senso comum, a equipe Coxa-Branca conseguiu verdadeiras proezas na segunda etapa da competição.

Empatar em casa com o Operário, perder também em casa (depois de 17 anos) para o combalido Paraná Clube, mostrar-se indolente nos empates contra Nacional e Paranavaí (ambos fora de casa) e (a cereja do bolo) perder para um time apenas esforçado vestido com a camisa de seu mais tradicional rival, convenhamos, descrevem um enredo capaz de enervar até mesmo o mais paciente e otimista torcedor.

Inevitável que a desconfiança surja de forma avassaladora e com ela algumas perguntas.

O que está acontecendo? De quem é a culpa? O que fazer para colocar a casa em ordem?

Creio que alguns pontos precisam ser abordados, especialmente ao que se refere à responsabilidade.

Responsabilidade da diretoria:

Inegável que a presença de atletas como Leandro Almeida, Emerson, Bottinelli, Alex, Lincoln, Rafinha, Deivid e Keirrison (citando os maiores expoentes) é um marco positivo na montagem do elenco. Em caminho oposto, as presenças de Patric, Chico, Escudero, Eltinho, Junior Urso, Arthur, Julio César (elencados por amostragem) deflagram uma equivocada sucessão de investimentos, se analisada a fria equação custo x benefício.

Se de um lado o elenco não é tão brilhante como se imaginou no papel, evidente que algumas peças se mostraram com prazo de validade vencido, carecendo de imediata reposição (se o objetivo no campeonato brasileiro for diverso da simples fuga frente ao fantasma do rebaixamento).

Em suma, entre acertos e equívocos ainda é preciso buscar um maior equilíbrio.

Responsabilidade da comissão técnica:

Depois de ser decisivo na campanha que salvou o Coritiba da degola 2012, o treinador Marquinhos Santos se depara com o momento de maior instabilidade e desaprovação. Ônus e bônus naturais do cargo que ocupa num clube com a exigência que o Coritiba comporta.

O torcedor vendo de fora enxerga um time sem padrão de jogo, "perdido", desmotivado em vários momentos e confuso. Informações vindas de dentro do elenco garantem o oposto. Sob a ótica desta visão interna, trata-se de um treinador, embora jovem, extremamente estudioso, estrategista e responsável por várias alternativas táticas apresentadas aos seus jogadores.

No quesito comando as referências são igualmente positivas. Pessoa de diálogo claro, que guarda excelente relação de respeito e subordinação entre seus atletas.

Entre o "achismo" próprio que marca o pensamento do torcedor e as impressões mais próximas da realidade - oriundas de informações internas, prefiro acreditar (neste momento) que sua presença é muito mais positiva do que o contrário. Mesmo assim, é chegada a hora de afinar o discurso, fazer-se entender e exigir o respaldo dos atletas.

Se há "incompreensão" entre o que passa e o que os atletas entendem, que o discurso seja imediatamente afinado, sem mais margem para "dúvidas".

Responsabilidade dos jogadores:

Creio ser este o principal ponto a ser cobrado.

A impressão que se tem desde o amistoso contra o Colón é que basta ligar o "piloto automático" para o time jogar, encantar e vencer - justamente como as expectativas previam.

Até o presente momento não foi possível verificar um completo engajamento de todos os atletas nas partidas até aqui disputadas. O que se viu foi um time burocrático, auto suficiente, quase sem "tesão" na busca por uma vitória convincente.

Se o torcedor cobra deste elenco um melhor rendimento é porque acredita que os atletas que o compõem são capazes de mostrar muito mais. Pra piorar, muitos resultados negativos foram possibilitados por uma entrega maior dos adversários dentro das quatro linhas. As derrotas para os rivais da capital são exemplos perfeitos de que equipes inferiores tecnicamente foram capazes de suplantar a equipe favorita na base da voluntariedade.

Responsabilidade dos torcedores:

Sim, nós também temos nossa parcela de responsabilidade. Mesmo que involuntárias, nossas expectativas nos levaram a acreditar num super time que, em verdade, não saiu do campo teórico. Essa crença nos alçou à condição de a tudo questionar e a tudo criticar desde o primeiro passe errado até os gols perdidos ou tomados.

Mesmo que em escala menor àquela dose que precisa ser assumida pelos jogadores, algumas pitadas de "pés no chão" não farão nada mal neste momento de turbulência.

Aquele time sensacional jamais sairá do papel se o conjunto da obra não trabalhar com a conjugação de humildade/comprometimento/apoio.

Não é vergonha alguma reconhecer que até aqui o time sequer foi a sombra de si mesmo. No entanto, estamos diante dos 270 minutos mais importantes deste primeiro semestre: a reta de chegada na disputa pelo almejado tetracampeonato e a necessidade de descoberta de uma forma consiste para as atuações na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Que cada um assuma a sua responsabilidade. A diretoria que corrija os equívocos no planejamento traçado; a comissão técnica que afine seu discurso e se imponha na busca de se fazer entender; que os torcedores ajudem a transpor as dificuldades, redobrando o apoio neste momento crucial (note-se que não se está propondo isenção de crítica, registre-se) e fundamentalmente que os atletas enxerguem que precisarão fazer por onde para suplantar seus adversários, sejam quais forem.

Se o excesso de confiança, autossuficiência, falta de total entrega ou seja lá o que quer que explique esta quantidade de resultados pífios, os trouxeram até este momento de incertezas, cabe a vocês, atletas, desarmarem a bomba que deixaram cair em seus colos.

O desafio de jogar no Coritiba é assim e é diuturno. Se não forem capazes de bater no peito e "resolver a parada" no campeonato estadual, dificilmente no Brasileiro é que encontrarão tempo para fazê-lo.

Agora é com vocês.



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Copa Sul ou Copa Sul-Minas?

12/04/2013 12h00
Percy Goralewski

 / Foto: facebook/pracimadelescoxa


O campeonato paranaense atinge em 2013 a sua 99ª edição e com ela um evidente desgaste promocional.

Foi-se a aguerrida disputa contra tradicionais clubes do interior do Estado, como Mastubara (Cambará); Comercial (Cornélio Procópio); União Bandeirantes (Bandeirantes); Cascavel (cidade do mesmo nome); Grêmio Maringá (idem) e até mesmo o "velho" Londrina (idem). As exceções são os tradicionais Operário (Ponta Grossa) e Rio Branco (Paranaguá).

Já não há também o mesmo glamour nas disputas entres os clubes da capital. Não existem Ferroviário, Colorado, Pinheiros - todos deram origem ao Paraná Clube e o Clube Atlético Paranaense sofre nas mãos de um dirigente que se sente seu proprietário.

O Coritiba, maior detentor de títulos da competição, vive uma dualidade: sente a necessidade de montar equipes mais competitivas, que requerem maior investimento financeiro para as disputas de competições nacionais não mais na condição de mero coadjuvante, ao mesmo tempo que acaba por sofrer as consequências de levar a campo seu time titular para as disputas do estadual, expondo-se à cobranças, lesões e frustrações que podem vir a comprometer a própria temporada, se não forem bem administradas.

Diante deste quadro, e nas mais diversas conversas sobre o tema, surge a pergunta: É preciso acabar com o Campeonato Paranaense?

Numa dessas conversas, com o amigo rubronegro Kleber Assunção (o Binho), cada qual defendendo sua opinião - ele a de que o estadual deva ser esquecido, eu entendendo o contrário, eis que o alteticano expôs uma idéia muito interessante: o retorno da Copa Sul.

Não que seja algo original, mas vi como um caminho bastante viável a fórmula que propôs: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul indicariam, cada qual, 15 clubes para as disputas da competição.

Haveria três divisões da Copa Sul, cada uma delas composta por 15 clubes.

No primeiro ano, para adequar o preenchimento das vagas nas Séries A, B e C utilizaria-se os rankings locais, por exemplo: A Série A seria composta por Coritiba, Clube Atlético Paranaense, Paraná Clube, Operário (e um quinto clube a ser definido pelo ranking); Avaí, Figueirense, Joinville, Criciúma (e um quinto clube a ser definido pelo ranking); Internacional, Grêmio, Juventude, Caxias (e um quinto clube a ser definido pelo ranking). As Séries B e C teriam seus participantes definidos da mesma forma.

Haveria descenso e acesso de três clubes entre as Séries e o acesso para a Série C viria dos campeonatos estaduais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Seria, então, o "fim" dos estaduais? Pelo contrário, haveria uma reformulação e suas disputas aconteceriam paralelamente à Copa Sul.

Os estaduais aconteceriam em duas fases: a primeira, composta pelo 16º clube e seguintes, serviria para escolher o integrante da Série C da Copa Sul do ano seguinte - um objetivo bastante interessante em se tratando de uma classificação para uma competição interestadual. A segunda etapa reuniria os clubes que ocupassem a Série A da Copa Sul para um rápido torneio para eleger o campeão estadual da temporada.

Por exemplo, se em 2014 iniciasse a Copa Sul: o clube "X", vencedor do torneio estadual classificatório, integraria a Série C da Copa Sul em 2015 e se integraria a Coritiba, Clube Atlético Paranaense, Paraná Clube, Operário e o quinto clube a ser definido pelo ranking, para a disputa de um hexagonal visando erguer o troféu de Campeão Paranaense da próxima temporada.

Neste formato o que se discutiria seria a participação ou não dos clubes mineiros, criando, então, a Copa Sul ou Copa Sul-Minas.

Particularmente sou contra a integração entre o Sul e Minas Gerais, nada contra os mineiros, mas não vejo razão alguma para inchar a competição, até porque não há motivo histórico, cultural ou regional que liguem os clubes do Sul àqueles de Minas Gerais.

Entendo que o modelo hipotético sugerido pelo amigo, com alguns pitacos próprios, necessite de melhorias, tanto na forma, como especialmente no aspecto técnico e financeiro para sua viabilidade, se mostre como uma alternativa viável para a solução da "crise de identidade" que os campeonatos estaduais vêm enfrentando.

Ainda sobre o tema, o amigo Alviverde Ricardo Fernandes expõe outro modelo que contempla a volta da Copa Sul, clique aqui e confira.



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Reta Final

09/04/2013 14h50
Percy Goralewski

 / Foto: Luiz Carlos Betenheuser Júnior


Nove pontos em disputa, cinco de desvantagem para seu mais tradicional rival.

Essa é a distância matemática que separa o Coritiba da conquista do segundo tetracampeonato estadual de sua história, sem que precise sair da capital paranaense até o final do turno, também sem precisar disputar as duas partidas finais.

Mais do que números, a desvantagem Alviverde reflete um momento de instabilidade que requer uma profunda reflexão quanto à impressão de que o elenco montado para a temporada 2013 é realmente o melhor dos últimos anos.

Quando da chegada do craque Alex, as contratações de Leandro Almeida e Bottinelli (especialmente), a expectativa do retorno ao time titular do lateral direito Victor Ferraz, do zagueiro Emerson e posteriormente do atacante Keirrison, somado aos fatos de que Paraná Clube recém voltava a integrar a Série Ouro do campeonato paranaense e o Clube Atlético Paranaense, sem casa, recém promovido à elite do futebol brasileiro, inegável e natural a condição de favoritismo que o Coritiba passou a ocupar.

Contudo, sem ainda ter se encontrado na temporada, a equipe verde e branca conquistou o primeiro turno da competição sem ter empolgado seu torcedor. No segundo turno depara-se com essa diferença de pontuação, aumentando ainda mais as desconfianças quanto à qualidade do elenco.

Penso que uma série de fatores tenham construído essa imagem de desconfiança.

Lesões e suspensões, demora da recuperação dos jogadores que se imagina serem titulares absolutos, busca da melhor formação tática por parte do treinador, mas, sobretudo, a falta de qualidade técnica e/ou comprometimento de alguns atletas.

E é este último fator que preocupa - nem tanto para a fase decisiva do campeonato estadual, mas para os difíceis desafios que estão prestes a começar.

Imprescindível que a diretoria Alviverde avalie com muito critério como será montado o elenco para a Copa do Brasil e Brasileirão.

Para o nível destas competições é evidente que a qualidade técnica de vários atletas não será suficiente para que as disputas não ganhem ares de pressão e porque não dizer desespero.

Inúmeros equívocos saltaram aos olhos neste estadual, alguns deles: Chico (com contrato elastecido) não é melhor do que Bonfim; Pereira não é mais rápido que Luccas Claro; Eltinho chega a ser menos consistente que o também limitado Patric quando este joga improvisado na lateral esquerda; Robinho e Lincoln não se apresentaram melhor do que o pouco tempo concedido a Zé Rafael, assim como Arthur e Julio César não estão à frente do lépido Luizinho.

Analisando sob um contexto geral é possível perceber que dentro das quatro linhas os garotos formados em casa não ficaram atrás das contratações que deveriam ser consideradas como reforços.

É aqui onde começará a ser desatado o nó Coxa-Branca na temporada.

Esta reta final do campeonato paranaense deverá servir como um teste de fogo para estes jovens atletas. Ao lado dos experientes Leandro Almeida, Alex e Deivid, terão a oportunidade de deixar claro ao treinador e dirigentes que as "soluções" estavam em casa.

Acredito que o treinador Marquinhos Santos tenha identificado os atletas que potencialmente possam preencher suas expectativas dentro do sistema planejado, então, que tenha o apoio e firmeza pra continuar apostando nestes jovens talentos sem se importar com a "estrada" ou com quem gerencia este ou aquele jogador.

São nove pontos absolutamente possíveis de serem conquistados.

Mais do que isso: é o encontro do equilíbrio que a combinação "experiência & juventude" pode proporcionar ao time verde e branco para o restante da temporada.

Ao final do estadual, com uma base mais consistente formada, que se inicie a "sintonia fina" deste grupo de jogadores.



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Nike vs Kanxa

26/03/2013 13h00
Percy Goralewski

 / Foto:


Quase tudo o que penso sobre o jogo (não é clássico) contra o Paraná Clube já foi escrito ou falado. Uma derrota que não estava nos planos, mas que pode ser classificada como sintomática.

Muito se fala da inexperiência de Marquinhos Santos, tanto quanto de sua suposta incapacidade de montar uma equipe competitiva com as peças que tem nas mãos.

Tais desconfianças, iniciadas pela falta de uma apresentação verdadeiramente convincente, encontraram seu ápice na derrota para um adversário que no ano passado encontrava-se na segunda divisão estadual.

Antes de ajudar a jogá-lo na fogueira, creio que uma análise mais global precisa ser feita.

É de conhecimento público que, diante das dificuldades enfrentadas nas competições nacionais, uma tendência que sempre foi defendida é de que os clubes da capital deveriam fazer do estadual um laboratório. Não concordo com a generalização do termo, quando passa a impressão de um certo desdém diante da possibilidade de conquista, contudo, entendo que esta competição serve justamente para que se possa verificar quem tem ou não condições de encarar desafios maiores.

É o que o treinador Alviverde vem fazendo. O evidente não encaixe da equipe é fruto destas variações.

Engana-se porém, quem imagina ser este o único componente das preocupações Alviverdes.

Após uma expectativa muito grande para a temporada 2013, iniciada com o anúncio do retorno do craque Alex ainda no ano passado, era quase senso comum que o Coritiba passaria por cima de todos no campeonato estadual. Digo isso porque, como torcedor, foi impossível pensar diferente.

Esse o primeiro fator que, do lado de fora das quatro linhas, gerou uma grande decepção até o momento em meio aos torcedores.

Internamente, as persistentes lesões de atletas nos quais a torcida deposita suas fichas, como Vitor Ferraz, Emerson, Bottinelli, os desfalques de jogadores considerados titulares para a temporada, como Rafinha e Deivid e a reposição deficitária destes mesmos titulares mostram-se como um panorama altamente preocupante.

Soma-se a isto a presença de atletas de questionável qualidade técnica, como Patric, Eltinho, Chico, Junior Urso, Robinho, Arthur e o inconstante Júlio César. Estes, mesmo com dificuldades, até se compatibilizam ao nível técnico do campeonato estadual, mas o que esperar para as competições nacionais que se avizinham?

Ainda mais complicado que a (in)capacidade técnica de determinados atletas, é a falta de vibração que marcou praticamente todas as partidas da equipe em 2013. E que não se confunda vontade com vibração.

Ao final do jogo de domingo várias foram as cenas de jogadores adversários ajoelhados, se abraçando, comemorando efusivamente a conquista dos três pontos, sobretudo a vitória contra o Coritiba em seus domínios.

A vibração que sobrou para os atletas adversários, faltou para boa parte dos jogadores Alviverdes, mesmo que estes, a cada trinta dias, têm muitos mais motivos para sorrir e se motivar.

Isto é inconcebível. O Coritiba não ganhará jogando no piloto automático ou somente na excepcional qualidade técnica de Alex.

A derrota para os tricolores foi sintomática, como dito. Houve lances que, além de vibração e disposição, não se viu atitude, pelo contrário: a omissão se fez presente ou por falta de capacidade técnica ou por falta de coragem. Refiro-me, como exemplo, ao lateral Patric que, em mais de uma oportunidade, tinha uma avenida pela frente, mas, por omissão, tocava de lado ou para trás, numa clara demonstração de insegurança.

Aí é o seguinte: pra vestir a camisa do Coritiba, além de uma mínima capacidade técnica, é preciso ter coragem.

E o que dizer da atitude absolutamente irracional do zagueiro Pereira? Um jogador tão experiente quanto ele não pode ser líder somente nas palavras ou nos bastidores. Essencialmente dentro das quatro linhas é que sua experiência tem que falar mais alto, mormente nos momentos de maior dificuldade.

Ao empatar o jogo, Alex trouxe o estádio novamente para o lado Alviverde. A virada era questão de tempo. Eis que o zagueirão tratou de facilitar a vida do adversário, uma atitude lamentável e que deve ser fortemente cobrada pela diretoria.

Nesta dinâmica, como computar somente a Marquinhos Santos o resultado desfavorável?

Seu erro foi a não recomposição da zaga. Audácia não pode ser confundida com desnecessária vulnerabilidade, muito embora o erro que originou o terceiro gol rival foi de responsabilidade individual de Willian.

Erros e acertos fazem parte do jogo e as lições ficam, no entanto, é preciso que se verifique o porquê o treinador não recompôs seu sistema defensivo. Entenderei se foi por sua convicção. Se atendeu ao pedido dos atletas passou a caminhar por trilha tortuosa.

Marquinhos Santos tem todas as boas referências de um atleta consagrado como Alex. Penso que no trabalho da semana, suas conversas com os jogadores mais experientes do elenco ajudem na escolha da melhor formação e estratégia. Esta flexibilização, aliás, é digna de aplausos, visto que foge daquela postura autoritária que marca a profissão, mas no dia do jogo, no momento de tomada de decisões é a convicção do treinador que deve imperar – é o ônus do cargo e dele não pode se afastar.

Analisar o todo depois do resultado é fácil. Conjecturas mil surgem ao lado das explicações para este indigesto fracasso.

O que fica de aprendizado é que importa. É preciso que Marquinhos Santos comece a montar a equipe com a formação que entende mais adequada para o momento, preparando terreno para os reforços que lhes serão entregues pelo departamento médico; que os jogadores entendam de uma vez por todas que só com a expectativa criada, com a força da camisa ou no talento do Alex não chegarão a lugar algum (talvez sirva para alcançar o tetracampeonato, mas não servirá para as competições que estão para começar); que o departamento de futebol reavalie seus critérios de contratação e/ou dilação de contratos e que, num contexto geral, esta derrota sirva como um chacoalhão generalizado, ligando toda a máquina Alviverde em 380 Volts.

Como reflexão do quanto é indigesta a derrota em casa para o Paraná Clube é bom que se perceba que até agora a Nike não ganhou da Kanxa...

O tamanho de cada um pode ser aferido com uma comparação tão simplista como essa.



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A Hidra de Lerna

21/02/2013 15h00
Percy Goralewski

 / Foto: monstrosmagiaemisterio.blogspot.com


Um dos seres mitológicos mais temíveis era a Hidra de Lerna. Conta a lenda que, toda vez confrontada e uma de suas cabeças decepadas, outra surgia em seu lugar fazendo com que fosse vista como uma criatura imortal.

Coube à Héracles identificar o ponto fraco e descobrir qual das diversas cabeças deveria cortar para, enfim, derrotar o monstro.

Da mitologia aos dias atuais, pode-se dizer que este ser lendário encontra na violência a sua cabeça mortal.

A intolerância, o desapego à vida, a degradação moral, a busca por qualquer tipo de vantagem às custas alheias, enfim, compõem, ao lado da violência, as cabeças da Hidra da atualidade.

Dia após dia convivemos com notícias que nos fazem pensar se vale a pena continuar amando o esporte, em especial o futebol. Tragédias como a morte do garoto boliviano simplesmente destroem a vontade de fazer parte de tudo isso.

Mesmo indignados, uma pergunta precisa ser respondida antes que todos resolvam pelo definitivo afastamento do mundo esportivo: Tais mortes estúpidas acontecem somente nestes tipos de eventos?

Certamente as cabeças da intolerância e da degradação moral estão cada vez mais presentes no futebol. Já não é possível, por exemplo, ver um semelhante vestido com as cores rivais - algo que soa como uma afronta tão grande que o castigo merecido é a agressão moral, quando não for possível a física.

Lendo atentamente a retrospectiva produzida pelo amigo Marcus Popini, reconheço que o esporte que amamos já faz muito mais mal do que bem. Mas não seria o próprio futebol mais uma vítima da principal cabeça da Hidra - a violência?

Cobra-se dos clubes a incumbência de 'educar' seus torcedores, tal qual um pai deve fazer com seu filho.

Não caiamos na armadilha que este fugaz argumento carrega em si.

Não é razoável exigir que uma instituição ensine algo a alguém que não quer aprender simplesmente por ser de má índole. Se dentro de casa, num universo tão menor, tantos e tantos pais não conseguem impor limites aos seus filhos, vendo-os promover a barbárie sozinhos ou em grupos, como conceber que um clube se responsabilize por atos praticados por seus supostos seguidores?

Não há lógica nesta premissa por uma simples razão: qualquer punição ao clube não atinge de nenhuma forma o agressor, o delinquente.

Recentemente o Coritiba foi vítima desta realidade. Por atos não por ele praticados foi julgado e punido. Cumpriu sua pena mas está verdadeiramente livre de que hora ou outra veja tais acontecimentos se repetirem? Qual a consequência lógica, eficaz e definitiva que a barbárie intrínseca aos delinquentes esteja definitivamente banida por ter sido o clube apenado?

A bola da vez é o Corinthians e seus "torcedores assassinos".

Evidente que, por vivermos num mundo hipócrita e desigual, o tratamento dispensado às manchetes que retratam a lamentável morte do menino boliviano é diferente daquele direcionado ao fatídico dia 06/12/2009. Naquela oportunidade era preciso ´'dar o exemplo para o país da próxima Copa', agora vê-se que é preciso ter cautela, identificar o culpado, puni-lo e entender que o clube nada poderia ter feito para evitar o absurdo...

Tratamentos diversos à parte, que se admita que o problema encontra sua origem em terreno diverso das quatro linhas. Não adianta cortar as cabeças erradas da Hidro.

É preciso que todos os véus sejam retirados e enxerguemos que não há diferentes formas de violência. Não existe diferença entre a violência que se vê dentro dos estádios, daquela que se vê nas ruas, dentro de casa ou até mesmo nas escolas. O conceito é único, sendo instrumentalizado pelas mais variadas formas.

Não é combatendo a 'violência do futebol' que os problemas serão resolvidos. Não é acabando com o futebol que a cura será encontrada.

Nos estarrecemos diuturnamente com as notícias que nos chegam: estupros, roubos, homicídios, torturas, mortes em estádios... fatos que encontram na violência a sua gênese.

Sabe-se que o Direito Penal preocupa-se em verificar se há ou não dolo (intenção) nas condutas dos agentes que praticam atos contrários à lei. Para aferir com mais precisão o grau de reprovabilidade das condutas, aplicando penas com mais proporcionalidade, busca criar um mecanismo que estanque a natureza violenta dos delinquentes.

Este é o ponto. É preciso identificar quem é quem na sociedade como um todo. É preciso saber diferir um cidadão de um criminoso; um torcedor de um delinquente; um bom pai/marido de um covarde.

Acompanhamos com um misto de pesar e indignação a notícia da morte de um neurocirurgião infantil em Curitiba.

Utilizando dos preceitos da legislação penal, como apontar alguma diferença entre a intenção de um agente que dispara uma arma de fogo contra o peito de um cidadão rendido e amarrado em sua própria casa e outro que resolve atirar um artefato pirotécnico contra outrem?

A crueldade, o desapego à vida, a falência moral marcam as duas ações e ambas encontram na violência a cabeça mortal da Hidro.

Para acabar com os discursos vazios, com as soluções paliativas (como responsabilizar um clube ou eleger um esporte como causador da violência, por exemplo) é preciso que saiamos todos desta medíocre zona de conforto para exigir daqueles verdadeiros responsáveis por este estado insuportável de insegurança as atitudes que deveriam há tempo terem tomado para viabilizar a educação, a segurança pública, a descentralização de riquezas - estes sim, os verdadeiros ingredientes que fazem a violência explodir aqui e ali.

O Estado, na figura de seus representantes políticos, detém os meios para resolver o problema que ele mesmo resolveu dar de ombros enquanto se preocupava com os conchavos para benefícios pessoais de seus agentes.

Querem encontrar um culpado para a violência? Ótimo, mas não sejam simplistas.

Temos duas opções: cortar a cabeça do futebol - esse 'malfeitor' da sociedade, vendo novas surgindo em seu lugar - os deliquentes certamente encontrarão outros habitats para promover a desordem - ou exigir que o Estado pare de enganar a todos combatendo e cortando a única cabeça verdadeiramente mortal do monstro que enfrentamos no dia a dia, em cada semáforo: a violência.

É só escolher!

União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski
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Sai a pressão, entra a alegria

13/02/2013 13h35
Percy Goralewski

 / Foto: pedagogiadoser.blogspot.com


Enquanto montava seu elenco para os desafios desta temporada, o Coritiba passou a gerar uma grande expectativa em meio à imprensa, torcedores e porque não dizer em seus adversários.

Desde a chegada de Alex, a manutenção de jogadores importantes como Emerson, Willian, Rafinha, Deivid e as contratações de Leandro Almeida, Bottinelli, Julio César, entre outros, o clube do Alto da Glória cada vez mais foi assumindo a “obrigação” de faturar o tetracampeonato estadual de “ponta a ponta”.

É inegável que até mesmo o mais reticente comentarista, o mais contido torcedor e o mais desconfiado adversário reconheceriam no elenco Coxa-Branca um grupo de jogadores que, uma vez que estivessem todos ao dispor de seu treinador, dificilmente seria superado.

Esta expectativa, como não poderia ser diferente, veio cercada de muita pressão. O Coritiba, mesmo sem estas contratações entraria na temporada 2013 com a responsabilidade de ratificar a sua hegemonia estadual – ponto de partida para que os demais desafios fossem enfrentados com equilíbrio e certa tranquilidade.

Sete rodadas se passaram e até o presente momento não se viu uma partida verdadeiramente convincente da equipe Alviverde. A última, aliás, principalmente em seu primeiro tempo foi sofrível.

Evidente que toda e qualquer equipe que for enfrentar Alex & Cia vai querer mostrar serviço, afinal, a única atração do combalido campeonato estadual é a presença de jogadores deste quilate vestindo a camisa verde e branca.

Some-se a isto o fato do apertado calendário praticado no futebol brasileiro não permitir um tempo no mínimo de preparação para a sequência de partidas que as equipes de ponta enfrentam ao longo do ano.

É incontestável que o time Coxa ainda não “soltou a perna”, como se diz na linguagem dos boleiros.

Pra piorar, a enorme quantidade de jogadores lesionados (como exemplo, aqueles que ocupam a lateral esquerda – o setor mais carente da equipe – estarem contundidos simultaneamente), a pubalgia que acometeu o lateral direito Vitor Ferraz justamente no momento que vinha numa crescente de desempenho e confiança, a longa recuperação de Emerson, a lamentável contusão de Sérgio Manoel (e seu respectivo longo período de recuperação), a imprudente jogada em que o meia Lincoln fraturou o tornozelo de Bottinelli justamente da véspera de sua estreia, a expectativa frustrada de ver o garoto Keirrison correndo novamente pelo gramado do estádio Couto Pereira. A lista é grande, enfim.

Todos estes fatores, somados a alguns outros, dificultaram sobremaneira o trabalho de construção do time titular do treinador Marquinhos Santos. Aliás, após ter assumido um verdadeiro “rabo de foguete” no campeonato brasileiro do ano passado, o jovem treinador já passou a ser alvo de desconfianças por parte de alguns torcedores, que não acreditam que será capaz de "dar conta" de tantos jogadores experientes.

Diante deste quadro, onde de um lado se tem a esperança de um ano verdadeiramente marcante, contando com a presença de jogadores com reconhecido talento individual e de outro um momento conturbado em que o time não demonstrou ter encaixado, o que falta para a equipe Coxa-Branca desencantar?

ALEGRIA.

É nítido que os jogadores, cientes da grande responsabilidade que carregam no campeonato estadual, entram em campo tensos por saberem que todas as dificuldades neste momento lhes acompanham. É a dificuldade natural do início da preparação física, é o ímpeto de adversários que enxergam no próprio Coritiba a equipe a ser batida, é a cobrança até involuntária (e compreensível) dos torcedores.

É hora de trocar a pressão pela alegria e o melhor momento para isso é esta partida diante do Toledo. Respeitando o adversário – como o esporte exige –, a equipe Coritibana precisa atuar de forma leve, alegre, de toques rápidos em direção ao gol, buscando alcançar uma vitória com uma expressiva diferença de gols.

Vendo a possível escalação do time Coxa-Branca para o jogo desta noite, penso ser esta a melhor formação/escalação disponível no momento. Aliás, creio que o 3x5x2 poderá render bons frutos para o Coritiba nesta temporada. A começar pelo setor defensivo que ganha muito poderio aéreo para rechaçar as investidas adversárias, sobretudo nos momentos em que o maestro Alex “erguer a bola com as mãos” nas jogadas ofensivas.

Num exercício de “futurologia”, se todos os jogadores hoje estivessem à disposição do treinador Marquinhos Santos, minha equipe ideal jogaria com Vanderlei; Leandro Almeida, Pereira e Emerson; Vitor Ferraz, Willian, Bottinelli, Alex e Dênis; Rafinha e Deivid – uma equipe muito próxima desta que entrará em campo contra o Toledo.

Neste momento de ajustes, de desconfianças, de cobranças e de busca por um melhor desempenho a receita é simples: jogar com alegria. Uma hora ou outra o bom futebol que todos esperam ver da equipe Coxa-Branca virá à tona e com correções pontuais que a trajetória certamente nos mostrará necessárias, o ano de 2013 será marcado pelo sucesso.

União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

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Pelo 'bem do futebol paranaense'!

25/01/2013 11h45
Percy Goralewski

 / Foto:


Esta é uma das frases mais utilizadas nas machetes esportivas da Terra dos Pinheirais!

Cômico, se não fosse patético.

Além dela, o mais novo mantra é de que o Coritiba é o clube "intransigente" do futebol paranaense, isto porque "ousou" não abrir mão de algumas de SUAS condições para ceder o SEU patrimônio aos pobres coirmãos desamparados (aqui, em verdade, o Paraná Clube não tem alguma responsabilidade).

Que palhaçada é essa?!

Já não bastam todas as benesses obtidas junto ao Poder Público?

Querem mais o quê?! Que todos se dobrem aos caprichos do dirigente que insiste em se fazer de mártir em prol do "bem do futebol paranaense"?!

Tenho 35 anos de idade. Já fui a alguns clássicos no Estádio Couto Pereira com público dividido e sei o quanto isso é sensacional. Sinto saudades daquele tempo.

Olho para trás e vejo o quanto involuímos, mas não me venham com essa de que o Coritiba é o vilão da história por não ceder nas negociações para o uso de SUA casa.

O rival, numa nota oficial patética, tem a petulância de deixar subentendido que o Coritiba não atendeu ao pedido da Federação Paranaense de Futebol ao criar "entraves" para o acordo.

Espera aí! Em sã consciência, acreditam mesmo na "pouca inteligência" de seres pensantes a ponto de sonhar que este desatino "cole"? Ou apostam na memória curta do povão?!

Quem não se lembra da atitude sórdida que acompanhamos em 2012, quando o presidente da FPF tentou impor goela abaixo do Coritiba a acomodação de seu clubinho preferido, chegando às raias do absurdo ao acionar a "justiça" desportiva para cumprir seu desiderato?!

Uma vez que aquela artimanha não tenha encontrado êxito, mudou-se a estratégia em 2013.

Utilizando-se da técnica "patada de gato" (quando se usa a unha para ferir e em seguida a camuflar), eis que a FPF, por intermédio de seu presidente, se faz de ordeira e equilibrada para "buscar o diálogo" pelo "bem do futebol paranaense"!

Comédia!

Não há como haver o "bem do futebol paranaense" diante do conjunto da obra.

Quisessem-no REALMENTE, buscariam uma forma de aproveitar o evento Copa do Mundo para extirpar o elefante branco do Pinheirão e construir um estádio para TODOS!

Não! Agiram nos bastidores em busca da brasa para a sardinha do clube preferido de todos os ocupantes dos cargos políticos do Estado naquela ocasião!

Sem ao menos se envergonharem da "engenharia financeira" que criaram, utilizaram-se de outro ridículo mantra: o da "Copa mais barata do país" (como se a utilização de recursos públicos de "pequena" monta fosse um fator que autorizasse toda essa balbúrdia).

Há ainda o mantra do "legado da obra"...

Risível!

A questão é simples: não subestimem a inteligência alheia!

A Copa do Mundo no Brasil, e por consequência aqui em Curitiba, é a prova cristalina na máxima: "os fins justificam os meios"! É um verdadeiro acinte aos mais básicos princípios de razoabilidade.

E como tem gente para bater palmas!

Querem colocar em prática esta sordidez? Pois bem, vão em frente, só não venham inverter mais uma vez os conceitos de certo e errado e dirigir ao Coritiba a alcunha de ser contrário ao "bem do futebol paranaense"!

Justamente por não se dobrar a todo esse sistema fétido, registro meu total e irrestrito apoio à conduta e decisão da diretoria Alviverde quanto à utilização do patrimônio PRIVADO do Coritiba Foot Ball Club, seus associados e torcedores.

Se até mesmo o Poder Público se prestou a servir ao projeto megalomaníaco, a coletividade Coxa-Branca, além de repudiar, não cederá um milímetro.

Quando e se algum dia a desfaçatez se dissipar e o equilíbrio voltar a dar as caras em solo esportivo paranaense, quem sabe se possa voltar à mesa de negociações e aí sim discutir o "bem do futebol paranaense"!

Até lá tudo não passa de balela e conversa pra boi dormir!

União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

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A demora em aproveitar o 'Efeito Alex'

17/01/2013 16h00
Percy Goralewski

 / Foto: Divulgação


Há exatos 91 dias o estádio Couto Pereira foi palco de um momento aguardado por 15 anos pela grande torcida Coxa-Branca. Na tarde ensolarada de 18 de outubro de 2012, um helicóptero pousou no centro do gramado. Dentro dele, o craque Alex.

Ao descer da aeronave e ser saudado por mais de 10.000 torcedores, o 'garoto de ouro' mostrou ao Brasil e ao mundo que as milionárias cifras que lhe foram ofertadas por clubes mais abastados não o seduziram, nem tampouco o afastaram do definitivo retorno à sua verdadeira casa.

Não há dúvida que Alex é o principal nome dentre aqueles reforços vindos do exterior. Se o seu regresso tivesse como destino um clube de maior exposição midiática, certamente o cravariam como o principal reforço para a temporada 2013.

Por ser um clube ainda periférico, o Coritiba não chamou a atenção dos holofotes que por certo brilhariam sobre aqueles integrantes do grande eixo do futebol.

Mas não dá para ficar se lamentando. O Verdão tem em suas mãos a oportunidade de extrair o máximo de proveito de mídia, reconhecimento e parcerias comerciais advindas do outro extremo do planeta, a Turquia.

Tão logo fora anunciado como o clube de destino do craque Alex, milhares de torcedores do Fenerbahce passaram a navegar incessantemente na internet em busca de informações acerca do mais tradicional clube do futebol paranaense.

Estima-se que o clube turco conta com cerca de 25 milhões de torcedores - palavras do próprio Alex, quando de sua apresentação no Alto da Glória.

Não foram poucos os turcos que praticamente atravessaram o planeta para conhecer a nova (para eles) casa do destacado jogador. Entre eles Murat Kapki (foto) (@mkapki no Twitter).

 / Foto: Alexsandro de Souza


Em conversa que tive com Alex na tarde desta quinta-feira, via celular, soube que Murat é um de seus melhores amigos turcos, a ponto de ter sido por ele convidado para passar o Réveillon ao lado de sua família, aqui do Paraná.

Em Curitiba, Murat visitou o estádio Couto Pereira e adquiriu nada mais, nada menos que 80 camisas oficiais do Coritiba para levar para a Turquia. "Levou 80 porque não tinha mais espaço. Das 80 camisas, uma foi para o primeiro ministro [da Turquia]... isso é muito pesado", revelou Alex antes de completar: "Mas ele quer voltar no Carnaval e levar mais"!

O craque Coxa-Branca é prova viva do amor incondicional dos torcedores turcos, tendo sido imortalizado numa estátua em frente ao estádio por onde jogou por quase uma década, pouco antes de seu regresso ao Coxa.

Ao falar do que sua imagem representa no país Euro-asiático, revelou a iminência do lançamento de um programa na televisão turca, estilo reality show, no qual o prêmio seria uma estada em Curitiba: "Tem um programa como se fosse o 'No Limite' turco. Sabe o Prêmio? Um milhão de Euros e uma semana em Curitiba me visitando e indo às dependências do clube... As pessoas não têm noção"!

Este é o perfil do potencial público consumidor dos produtos Coritibanos impulsionados pelo 'Efeito Alex'.

A imagem do jogador precisa urgentemente ser melhor e incisivamente explorada naquele mercado ansioso por manter o vínculo com seu grande ídolo, afinal, não são poucos os torcedores capazes de tatuar o rosto do jogador, numa prova inequívoca de adoração:

 / Foto: Divulgação


Ao acessar o site oficial do Coritiba, percebe-se em seu canto superior direito a existência de uma pequena bandeira do Brasil. Ao clicar, o internauta encontra outras opções de idiomas para acessá-lo. Inglês, espanhol, italiano, alemão e francês são as opções [aliás, estas versões requerem imediata correção de acessibilidade, eis que tais páginas acusam erro em suas configurações].

Entre as opções, contudo, não consta a versão turca - um erro estratégico absolutamente inaceitável diante do grande número dos potenciais consumidores já mencionados.

Passados mais de noventa dias desde a chegada de Alex ao Coritiba, já não é sem tempo que o site oficial do clube disponibilize uma versão naquele idioma. Esta questão não pode ser tratada como 'paralela', mas como absolutamente prioritária, afinal, a cada dia que passa, milhares de Euros/Reais deixam de entrar nos cofres do clube - seja pela facilidade que encontrariam para a aquisição de camisas oficiais e demais objetos com a marca Coritiba Foot Ball Club, seja até mesmo pela facilidade de admissão de novos associados à distância.

Ademais, não é só o 'Efeito Alex' que serve de atrativo ao público daquele país. É preciso lembrar que o centroavante Deivid também vestiu as cores do Fenerbahce, nutrindo de grande admiração por parte daqueles torcedores.

Há, ainda, outros jogadores que atuaram em solo turco e que agora vestem a camisa Coxa-Branca. O meio campo Lincoln, que atuou pelo rival Galatasaray na temporada 2007/2008 e o atacante, recém contratado, Júlio César que jogou pelo Gaziantepspor na temporada 2009/2010.

Nada mais, nada menos que quatro atletas aparecem como elo àquele grande mercado consumidor. A matemática é simples: o Fenerbahce de Alex e Deivid conta com uma estimativa de 25 milhões de torcedores. O Galatasaray, de Lincoln, duplica esta marca. Júlio César carrega a simpatia da cidade de Gaziantep, com seus mais de 1 milhão de habitantes.

Neste universo de mais de 50 milhões de torcedores, se apenas 10/20% destes possam ser considerados potenciais consumidores da marca Coxa-Branca, estamos falando de mais de 5/10 milhões de torcedores ávidos em poder estabelecer um canal de proximidade com o clube paranaense - motivo mais do que suficiente para que haja uma imediata tomada de ações, não mais de procrastinações.

Penso que até mesmo para a Nike seja um bom negócio - caso fomente a confecção e disponibilidade de camisas Coritibanas voltadas àquele mercado. É preciso lembrar que o Fenerbahce é patrocinado por sua principal concorrente, a Adidas - uma boa forma de fortalecer sua marca que já é estampada pelo clube rival, o Galatasaray.

Bom para o Coritiba e para a Nike, portanto.




O aproveitamento do 'Efeito Alex' não pode ser cobrado somente do clube.

A torcida Coxa-Branca também cumpre papel e responsabilidade preponderantes no sucesso de todo esse processo de fortalecimento da instituição.

Comprar camisas do craque Alviverde não é 'tarefa' somente dos turcos.

Associar-se ao clube - quando se tem até mesmo uma modalidade de módicos R$ 9,90 mensais - é quase uma 'obrigação'.

Estima-se que o atual quadro associativo do clube verde e branco possui 30.000 associados.

Com a chegada de Alex - esse fato por si só - já deveria ter elevado à marca de 40.000.

Ainda está em tempo, afinal:

 / Foto: Divulgação



Eis a convocação do craque:



Você não vai atender este pedido, torcedor?



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