Alex Meger

"A estrutura do Coritiba é muito boa, o elenco é bem equilibrado, aí tem que estabelecer os objetivos, para trabalhar intensamene com o prazer e alegria. E é isso que está acontecendo no dia a dia. O Coritiba está com um ambiente muito bom. Essa é uma base para se trabalhar, é em conjunto, da comissão, da diretoria, de todos, que proporciona isso, de o jogador está feliz e trabalhando com prazer" - Marcelo Oliveira. Fonte: Terra.
Pois é mesmo esta a imagem que a gestão do Coritiba transparece neste início de campeonato.
Se o final do brasileirão de 2011, ficou uma gota de desapontamento com a colocação final da equipe, 2012 começou enchendo a torcida de orgulho e esperança.
Mesmo longe do preparo e do entrosamento ideal, o Coritiba já está sobrando no campeonato que, apesar de medíocre tecnicamente, é uma preparação para os campeonatos nacionais e internacionais que estão por vir no decorrer do ano.
O equilíbrio do Coritiba se percebe na integração do elenco: Davi saiu, Renan Oliveira entrou, a equipe manteve e até melhorou o ritmo. Tcheco deu mais qualidade na saída de bola, muito embora Junior Urso, em dois jogos, já se mostrou talvez o melhor desarmador do elenco.
Jackson brigará com Jonas constantemente pela posição, torço para que o segundo não saia. Assim como a dupla Leonardo e Marcel. Quando este adquirir ritmo de jogo, o que não deve acontecer em um ou dois jogos, o ataque do Coritiba ficará muito forte. Espero também que Caio Vinicius possa ser testado nessa equipe, pois, em poucos minutos, mostrou que tem potencial.
As jogadas aéreas da equipe já mostram resultado. Em 3 jogos, 9 gols, 4 deles de rebotes de bolas cruzadas na área e 2 gols de cabeça. Em resumo, 67% dos gols derivaram de bolas cruzadas da linha de fundo. Uma fórmula mágica para suprir a falta de entrosamento da equipe, que está dando certo e está sendo executada com primor.
O equilíbrio nas contratações me surpreendeu positivamente. Há muito tempo não via um conjunto de contratações se encaixar tão bem em um elenco. Parece que eram peças que faltavam em um quebra-cabeça.
Quem merece os parabéns também são Rafinha e Lucas Mendes. O primeiro incansável e de uma qualidade que, não sei por quê, ainda surpreende. O segundo mostrando que melhorou muito sua qualidade defensiva e ofensivamente, participando ativamente de jogadas no ataque e sendo constantemente acionado. Estou certo que, a continuar desta maneira, Lucas Mendes nunca sentirá falta de ser zagueiro.
Nesta ótica, para mim, a palavra que descreve o início de campeonato do Coritiba em 2012 é equilíbrio.
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Alex Meger
Um professor de direito que tive citou um exemplo que me lembro ao me deparar com esta aberração jurídica da Federação Paranaense de Futebol.
"No direito, em alguns casos, não é o cachorro que abana o rabo e sim o rabo que abana o cachorro".

Sempre esboço um sorriso ao imaginar a cena, de tão grotesca que seria.
Tal qual a frase acima é o posicionamento da FPF na novela Couto Pereira.
No Blog Bola de Couro, Felipe Rauen explicou juridicamente com maestria o que está acontecendo no campo jurídico, sugiro que leiam e façam esforço para entender, porque a minha opinião vai ao encontro da dele: É uma questão de interpretação jurídica.
Fato
Um dispositivo do Estatuto da FPF cita o seguinte "São obrigações das entidades de práticas desportivas - Ceder gratuitamente à Federação e às entidades superiores quando regularmente requisitados ou convocados, seus atletas e suas praças de desporto". Se está lá, deve ser cumprido.
No entanto, a FPF se agarrou neste fio de esperança, nesta possível brecha legal para expor todo seu despreparo e falta de impessoalidade e razoabilidade nas decisões.
A FPF se fixou "no rabo do cachorro" sem se preocupar com o restante do "corpo" que, em tese, seria mais importante.
Nós interpretamos que o dispositivo é restrito à cedência à FEDERAÇÃO e "eles" entendem que a palavra Federação teria interpretação ampla.
Pode o Coritiba ceder o Estádio à Federação e ela a terceiros? Não há nenhum dispositivo que preveja isto. Mas daí a se apegar ao dispositivo "os casos omissos serão resolvidos pela FPF" é ignorar qualquer bom-senso e boa-fé. Até porque outros princípios jurídicos têm que ser colocados na balança, quais sejam: direito à propriedade, razoabilidade, segurança jurídica, entre tantos outros.
A posição do atlético é confortabilíssima. Seu novo presidente entrou em conflito com o rival nos primeiros dias de gestão para ganhar popularidade, criou uma indisposição do Coritiba com a FPF e não tem absolutamente nada a perder. Afinal, o "Não" eles já têm...
O que mais me impressiona/decepciona é o teor da "requisição" da FPF ao seu principal afiliado, o único presente na elite do futebol Brasileiro. Mesmo tentando "ficar em cima do muro", é possível perceber raiva nas palavras proferidas, um script do que uma federação NÃO deve fazer. A necessidade de tentar se impor na força-bruta, ignorando princípios elementares do direito, beira ao ridículo.
Não precisa entender de direito para saber que uma entidade que representa direitos alheios deve demonstrar impessoalidade e buscar o interesse GERAL. Ou alguém acha que a população da cidade de Curitiba é beneficiada com o empréstimo do Couto Pereira? Seremos possivelmente beneficiados com a Copa, mas onde o atlético vai jogar, extrapola nossa esfera de decisões, e é um problema particular do clube atletico paranaense.
Os moradores do Alto da Glória poderão passear a pé com suas camisas do Coritiba em dias de jogos do atlético? Evidente que não. Não há benefício para a população de Curitiba nesta discussão.
Todos saem prejudicados, o Coritiba e seus torcedores, a cidade e a FPF, mas esta já provou que a imagem, no que cerne à moralidade, não é prioridade em suas decisões.
Entendo que o Coritiba se posicionou como deveria, porém, já sabemos que as decisões do TJD extrapolam a juridicidade e também envolvem questões políticas e clubísticas.
Só nos resta aguardar e torcer para que haja razoabilidade nas decisões de tamanha relevância proferidas pelas pessoas envolvidas no caso.
Outro destaque que entendo que merece ser feito é até que ponto os interesses pessoais transcendem a razoabilidade.
Dia-a-dia nos deparamos com cenas de corrupção e usurpação do interesse público em prol dos interesses privados e particulares no Congresso, nas Assembleias Legislativas e na Administração Pública. Por que não citar o famigerado uso do dinheiro público na arrumação da Baixada?
Porém dia-a-dia a vida também nos coloca em conflito entre o caminho correto e o nosso interesse pessoal.
Exemplo disso foi o #valeuFPF que os atleticanos colocaram entre os tópicos mais citados no Twitter. A busca pelo interesse pessoal dos atleticanos é digna? Fosse o caso às avessas, eles nos cederiam a baixada?
Estas são as mesmas pessoas que estarão criticando os políticos por nepotismo ou corrupção. Apoiar o lado que atropela os direitos garantidos em prol de um interesse pessoal não é mais ou menos errado do que o exemplo político.
Tomadas as devidas proporções, é uma reflexão a ser feita: até que ponto é correto os interesses pessoais transcenderem a razoabilidade?
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger
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Alex Meger
Contratações
O Coritiba apresentou uma leva de contratações nos últimos dias, dos quais, confesso, só conheço alguns de nome. Confio plenamente no trabalho da diretoria e creio que estes jogadores podem e devem corresponder em campo à confiança que lhes foi dada.
Lincoln chegou com o discurso de que acreditou muito no planejamento da equipe de futebol do Coritiba que deve colher resultados extraordinários em breve. Este planejamento tem tudo para acontecer, esperemos que, como ele, possamos vivenciar um momento novo na história do Coritiba. É interessante ressaltar que quanto mais claro o objetivo está para todos os participantes, maior a probabilidade de ele será atingido.
Jonas ficou de ir, não foi, acabou "fondo" como diz a gíria. Me surpreendeu também a forma pela qual Dr. Vilson lidou com a situação: como um time grande deve lidar. É assim que se negocia. E só assim vamos conseguir o respeito destas equipes ditas "maiores" do futebol brasileiro. Parabéns, Dr. Vilson. Quanto à permanência deste jogador, penso ele e Maranhão possuem o mesmo nível técnico, sendo o primeiro melhor no setor defensivo, o segundo no setor ofensivo. Mas o fato é que Jonas está bastante valorizado, sendo procurado, pelo menos através de boatos na mídia, por diversos clubes.
Ainda sobre Jonas, ele me parece um jogador centrado e muito sério. Acredito que não vai se deixar levar pelas especulações e vai jogar seu futebol buscando melhorar sempre. Em breve, não tenho dúvidas de que terá um belo futuro e trará retorno também ao clube que está lhe mostrando para o mundo.
As saídas de Leandro Donizete, Léo Gago, Marcos Aurélio e Jéci entendo que serão muito sentidas. A ideia de se manter 80% do plantel não se concretizou. William dá conta do recado? Talvez, mas Donizete era soberano na posição, indiscutivelmente. Sem Leo Gago a saída de bola fica prejudicada, embora Junior Urso tenha boas referências. Para mim, Leo era uma das peças chave da engrenagem do Coritiba. Quando jogava mal, a equipe inteira sentia.
Por outro lado, as renovações de Rafinha e Davi dão a esperança de que o time poderá manter o ataque superpositivo como em 2011. Entendo que os dois são primordiais no esquema de jogo do Coritiba, a contar pela dificuldade em manter bons resultados após a saída de Davi.
Tcheco, nosso guerreiro, acredito que deve jogar até o fim do ano, sendo uma importante alternativa para a equipe na armação de jogadas e qualidade de passe, sempre ajudando na marcação.
Copa SP
Os meninos do Coritiba foram simplesmente os melhores da competição na primeira fase.
Dos 96 clubes da primeira fase, nenhum marcou tantos gols quanto o Coritiba.
A esperança se redobra de que no ano de 2012 possamos lutar pelo título desta competição.
Há de se lembrar que não estamos nem nas oitavas de final ainda, mas com a consciência de que temos potêncial para chegarmos lá.
Parabéns e força aos meninos e a todos os responsáveis por este trabalho muito bem efetuado até o momento.
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Alex Meger
E o ano terminou com aquela frustração de que podíamos mais...
Por duas oportunidades estivemos com a libertadores muito próxima das nossas mãos, mas, por incompetência nossa, não conseguimos.
Por um gol na Copa do Brasil e por dois gols na última partida do Brasileiro...
O fato é que no futuro ninguém se lembrará do "time do quase". Se lembrarão sim que foi o Inter de Porto Alegre quem disputou a Libertadores de 2012.
Acredito realmente que não foi raça que faltou aos jogadores. Todos ali sabem o quanto se valorizariam classificando uma equipe sem "prestígio da grande mídia nacional" para o maior torneio das Américas.
Porém, se não faltou raça, penso que, entre tantas coisas, o que mais faltou foi obstinação pela vitória.
O Coritiba, quando obstinado e com confiança, é um time muito competitivo. Ao contrário disso, o time entrou em campo encolhido, esperando o adversário. Estratégia que se mostrou ineficaz o campeonato inteiro, porém, nosso técnico e nossos jogadores insistiram em segui-la a risca na partida mais importante do ano.
Errar uma, duas ou três vezes pode ser humano. Errar em todos os jogos fora de casa é.... Bem... deixemos para lá.
Passado isso, quero destacar outros pontos que acredito serem importantes:
1 - A falta de Davi.
Davi pode não ser um jogador estupendo, mas quando está em campo, parece que o time se porta de forma diferente. Acho que ele realmente "encaixa" no meio de campo com Rafinha e Marcos Aurélio. Penso que ele dá objetividade à equipe, coisa que Rafinha não consegue.
Prova disso:
Davi - 16 jogos - 0,94 finalizações por jogo - 0,19 gols marcados por jogo
Rafinha - 28 jogos - 1,86 finalizações por jogo - 0,14 gols marcados por jogo
É uma pena que Davi esteja de saída (conforme especulações da mídia).
Precisamos de um titular a altura ou melhor para a meia-cancha.
Entendo que Tcheco deva ser nosso reserva. Um reserva de Luxo, assumindo a titularidade em alguns momentos.
Lincoln penso ser uma boa contratação, espero que supra a falta que esse jogador fará.
2 - Léo Gago
Léo Gago é um dos principais jogadores da equipe do Coritiba.
O maior finalizador da equipe, junto com Marcos Aurélio.
Até não vejo isso com grande vantagem, dada a baixa produtividade nos chutes deste jogador.
Finalizações x Gols
Léo Gago - 93 finalizações x 3 gols marcados
Marcos Aurélio - 93 finalizações x 9 gols marcados
Mas é bastante visível o quanto Léo Gago faz a diferença no time do Coritiba em um dia de inspiração.
Levanto outros dados comparativos entre ele e o Leandro Donizete.
Média de passes errados por partida:
Donizete - 2,05
Léo Gago - 3,71
Média de faltas cometidas por partida:
Donizete - 2,45
Léo Gago - 2,35
Média de Roubadas de bola por partida:
Donizete - 2,60
Léo Gago - 1,94
A saída de Donizete será muito sentida. William já mostrou que pode substitui-lo a altura, porém precisa de mais experiência.
3 - Eficiência dos laterais
Defensivamente podemos acreditar que nossos laterais se portaram bem.
Em comparação com os melhores laterais do campeonato, podemos ter referências fáticas:
Roubadas de Bola por partida em que participou
Jonas - 0,94
Lucas Mendes - 1,33
Fagner - 2,06
Cicinho - 1,97
Passes Errados
Jonas - 2,55
Lucas Mendes - 3,04
Fagner - 4,37
Cicinho - 3,9
Faltas cometidas
Jonas - 2,15
Lucas Mendes - 1,92
Fagner - 2
Cicinho - 2,53
Assistências
Jonas - 0,03
Lucas Mendes - 0
Fagner - 0,14
Cicinho - 0,13
Finalizações por partida x Gols Marcados
Jonas - 0,94 x 0,03
Lucas Mendes - 0,33 x 0
Fagner - 0,77 x 0,11
Cicinho - 0,9 x 0,03
Entendo que nenhum dos dois laterais teve um desempenho excelente. Apesar de não terem sido ruins, também não foram excepcionais como parte da mídia parece acreditar.
Lucas Mendes é um zagueiro e desarma muito menos que Cicinho e Fagner. Jonas foi regular tanto defensivamente quanto ofensivamente, mas falhou em vários lances cruciais, especialmente contra o Fluminense e Fred, no segundo turno.
A análise dos números pode trazer uma ideia interessante sobre o desempenho de cada jogador do Coritiba. Nos próximos posts pretendo analisar nosso setor defensivo e ofensivo.
Pretendo levantar outros dados importantes referentes a este campeonato brasileiro para analisarmos estatisticamente o que aconteceu nesse campeonato brasileiro e, se não for muita ousadia, auxiliar nossa diretoria a tomar as melhores decisões na renovação dos atletas.
Aguardo a opinião de vocês sobre as situações expostas.
Grande abraço
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger
Fonte: globoesporte.com
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Alex Meger
Como mágica, todos os resultados importantes da postagem passada se concretizaram.
Agora, podemos tirar a interrogação do título e afirmar que, pelas nossas pernas,
+ 3 pontos = Libertadores!
Todas as contas da postagem anterior não precisam mais ser feitas, pois agora só dependemos de nossa competência para chegarmos ao nosso objetivo nesse campeonato.
Parabéns aos guerreiros que vestiram a camisa do Coritiba nesse ano e saibam que contamos com vocês para a última vitória do ano para nos devolver a vaga na libertadores que nos foi roubada na final da Copa do Brasil.
Vocês já fizeram história no Coritiba esse ano e estaremos juntos para conseguirmos que o façam mais uma vez.
Alex Meger de Amorim
Twitter: @AlexMeger
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Alex Meger

Após a última incontestável vitória contra o Santos no Couto, a minha cabeça e a de todos os torcedores se voltam para a máquina calculadora.
A equação que não quer calar é 3 pontos + 3 pontos = Libertadores?
Essa análise requer visualizar a classificação do Brasileirão assim como a próxima sequência de jogos de algumas equipes. Aí vai...

Seis clubes disputam duas vagas para a Libertadores:
- Internacional
- Figueirense
- Flamengo
- São Paulo
- Botafogo
- Coritiba
Para nossa conta fechar, precisamos partir de uma premissa, que é a mais difícil de todas:
- O Coritiba é o único clube dentre estes 6 que pode ganhar as duas partidas que ainda restam. Se algum outro vencer duas partidas, nosso sonho fica impossibilitado.
As partidas desses nossos adversários são:
Penúltima rodada

Última rodada

Da tabela, depreende-se o seguinte:
- O Coritiba é a única equipe que ainda enfrenta equipes na zona de rebaixamento. O Avaí, já rebaixado, e o A. Parananse, que lutará com todas as suas forças para se salvar.
- Flamengo e Inter se enfrentam. Logo, verifica-se que pelo menos uma destas equipes já não conseguirá vencer as duas partidas que restam. Precisamos torcer para que haja um vencedor nessa partida, o empate é o pior resultado possível. A vitória do Flamengo me parece mais interessante, pois ainda enfrenta o Vasco na pressão pelo título na última rodada.
- De nossos adversários diretos, haverá três confrontos contra as três equipes que ainda lutam pelo título.
Vamos aos resultados que nos interessam:
- Ganhando as duas partidas, o Coritiba chegará a 60 pontos e ficará na frente de qualquer um de nossos adversários nos critérios de desempate.
- Inter, Flamengo e Figueirense precisam perder uma das partidas que restam.
- Para São Paulo e Botafogo, basta não ganharem as duas partidas e não nos incomodarão.
Penso que temos que torcer na próxima rodada para os seguintes resultados:
- Flamengo vencer o Inter
- Corinthians vencer Figueirense
- Botafogo não vencer o Atlético MG
- São Paulo não vencer o Palmeiras
- América MG vencer o A. Paranaense. (Bem, esse não nos afeta diretamente, mas já que estamos torcendo, né...)
Se estes resultados se concretizarem, só dependemos da nossa vitória na última rodada para chegarmos à Libertadores. E, se o Flamengo perdesse para o Vasco na última rodada, poderíamos ainda terminar o campeonato em quarto.
Simulando os resultados com 0x0 para as partidas que não nos interessam e 1x0 as vitórias que nos interessam, o campeonato iria para a última rodada assim:

Coritiba, vamos fazer nossa parte e o resultado virá!
Grande abraço.
Alex Meger de Amorim
@AlexMeger
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Alex Meger
Prezados, primeiramente peço desculpas por minha coluna ter entrado no ar e uma hora depois ter saído. Infelizmente tivemos um problema técnico aqui no site e perdi todo o texto.
Tive que refazer o texto abaixo, mas a opinião é a mesma.
Obrigado pela compreensão.
Nesta quinta feira, o Coritiba foi a Sete Lagoas/MG enfrentar o Atlético MG e voltou com mais uma derrota na bagagem. A derrota é a décima do time de Marcelo Oliveira fora de casa.
A causa da derrota não foi a grande qualidade técnica do adversário, que apesar de apresentar muita vontade frente a sua torcida, mostrou muitas carências e deu espaços. Contudo, o Coritiba tropeçou em suas próprias pernas e não conseguiu desenvolver seu futebol.
No setor defensivo, Jonas, Jéci e Eltinho foram muito mal, dando espaços e falhando demais no posicionamento. No começo da partida, a zaga já dava sinais de que não demoraria muito até o Coritiba tomar o primeiro gol.
Por três vezes, Neto Berola explorou o setor esquerdo da defesa alviverde, nas costas de Eltinho, e foi por este lado que saiu o gol. Na falha de marcação do lateral esquerdo Coxa, Neto Berola dominou com muito espaço, cortou para o lado e finalizou para as redes. Eltinho mais uma vez teve chance como titular e desperdiçou, na minha opinião, o pior em campo.
Para quem esperava que o Coritiba reagisse após o gol, mais uma decepção. A equipe manteve seu ritmo de jogo, sem poder de ataque e sem criar chances.
A exceção foi a bola perdida pelo apático Everton Costa na pequena área sem goleiro. Tivesse essa bola entrado, o roteiro da partida poderia ser diferente.
O setor ofensivo alviverde abusou de errar passes. Os principais erros vieram de Rafinha, Davi e Jonas, com 6 cada um.
A volta do intervalo foi nova decepção. Se a equipe não voltou igual, voltou pior. Excesso de desatenção e erros de passe foram cruciais para o fracasso do ataque alviverde.
Marcelo Oliveira bem que tentou realizando três alterações ofensivas, porém, os jogadores, sem inspiração, não corresponderam em campo.
O segundo gol mineiro foi num contra-ataque, o chute de fora da área desviou na zaga e enganou o goleiro Vanderlei, que nada pode fazer.
No final da partida, Bill ainda descontou, mas foi pouco para manter o Coritiba na briga por uma vaga na Copa libertadores.
Ao longo do campeonato esta foi a tônica, a instabilidade da equipe e a incapacidade de manter a qualidade de seu futebol nas partidas longe do Couto Pereira. Inevitavelmente, isso desencadeou em um final de campeonato sem maiores aspirações para a equipe do Coritiba.
Alex Meger de Amorim
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Alex Meger

Que baile aplicamos no Palmeiras mais uma vez nesse ano...
Se no primeiro turno o acaso tirou nossa vitória (um balão na área de um dos poucos jogadores conscientes do time paulista, Marcos Assunção), dessa vez o destino nos presenteou com uma linda vitória.
Mesmo com maior volume de jogo no segundo tempo, a equipe da casa não conseguiu chegar ao gol de Vanderlei que praticou poucas, mas importantes defesas.
O setor defensivo - com Léo Gago, Willian, Emerson, Jéci e Jonas - foi muito preciso na marcação, mesmo com o excesso de faltas próximas a área, o que se deve também à atuação no mínimo tendenciosa do sr. Alício Pena Junior.
Aqui, gostaria de fazer uma ressalva... Penso que Jonas tem sobrado muito frequentemente no homem-a-homem. Já aconteceu três vezes com Fred, na partida contra o Fluminense, e algumas vezes com Luan nessa partida também. Entendo que um ajuste nesta marcação se faz necessário, para que não corramos riscos desnecessários.
O principal destaque ficou para a belíssima atuação de Everton Costa, que lutou, marcou, driblou, disputou e fez duas assistências perfeitas (uma se concretizou em gol, a outra na trave). Na minha opinião, a melhor atuação deste jogador com a camisa do Coritiba.
Não fossem os dois "quases" de Everton Ribeiro e Anderson Aquino, e o pênalti não marcado sobre Jonas, o Coritiba sairia com uma larga vitória sobre o time paulista em Barueri.
Gostaria de chamar atenção também para a partida de Leonardo. Se jogar assim todas as partidas, deve se estabelecer como titular no lugar de Bill. Enquanto aquele buscou as jogadas, correu muito, atrapalhou a saída de bola palmeirense e marcou um belíssimo gol, esse tem se limitado a jogar de costas para a zaga, cavar faltas e perder boas chances de marcar.
Por fim, outro que merece elogios é Marcelo Oliveira.
Postou o time para frente, com confiança e obstinação pela vitória a todo o momento. Também substituiu bem com Leandro Donizete, Everton Ribeiro e Aquino.
O fato que ressalto hoje é que o Coritiba é o time mais faltoso da competição. Com 668 faltas cometidas, está a 6 faltas do segundo colocado, o lanterna América MG.
Este é um sinal de problemas na marcação. Entendo que deriva principalmente do blecaute defensivo da equipe em alguns jogos do campeonato, quando Léo Gago não estava bem e Donizete estava machucado. Ontem, o maior número de faltas ocorreu devido aos critérios do sr. Alício Pena Junior, que foram bastante diferentes de um time para outro, especialmente próximo à área.
De qualquer forma, o alerta fica ligado.
A vitória nos dá confiança para enfrentarmos o "poderoso" Flamengo domingo às 17h no Couto Pereira e mostrarmos que ainda merecemos algo a mais nessa competição.
Um abraço,
Alex Meger de Amorim
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Alex Meger
Olá pessoal..
É com grande satisfação que volto a escrever para o COXAnautas, agora com um blog específico.
Há dois anos, eu escrevia as avaliações pós-jogo aqui no site, mas o tempo ficou curto para continuar.
Agora com muita alegria volto para expor mais opinião e discussão em prol de um site melhor e um Coritiba mais forte.
É grande minha responsabilidade e honra de dividir este espaço com pensadores do Coritiba como o Honório, Percy, Popini, Algauer, Tony, Gibran, entre outros, e prometo fazer meu melhor.
Pretendo utilizar este blog para analisar informações sobre o futebol do Coritiba, colher dados crus e tentar extrair informações a partir deles, sempre com o intuito de discutir as opiniões dos colegas leitores, afinal, no Brasil e em Curitiba, somos milhões de treinadores espalhados.
É isso, pessoal. Espero que gostem.

É incrível como ainda me surpreendo com as pequenas coisas que acontecem no esporte. No Panamericano que aconteceu em Guadalajara, temos alguns exemplos: o salto que Daiane dos Santos novamente não conseguiu completar, a seleção de futebol que voltou sem sequer uma vitória. Todo esse esforço despendido para, na hora H, a execução não sair conforme o esperado por detalhes...
No Campeonato Brasileiro de pontos corridos, no decorrer destes anos, pudemos aprender a duras pedradas o quanto os pequenos detalhes fizeram a diferença. Nos dois anos que caímos, a diferença de dois e de um ponto determinaram nosso destino. Quantos erros de arbitragem não foram responsáveis por esse pontinho precioso?
Esse ano não foi diferente!
A diferença não foi de um ponto, mas foi nos detalhes, mínimos detalhes...
Saliento alguns que traçaram nosso rumo nesse Brasileirão:
- Falha do Édson Bastos nos gols do Palmeiras e do A. Paranaense no Couto Pereira. Com quatro pontos a mais no campeonato me pergunto se a motivação seria a mesma. Será que, disputando de perto uma vaga na Libertadores, o desempenho e o resultado da partida contra o Bahia em casa, por exemplo, seria o mesmo?
É irreal pensarmos que o time está com a mesma motivação hoje do que estava na final da Copa do Brasil. É evidente que não! Nosso time, quando obstinado pela vitória, no Couto Pereira, é quase imbatível.
- Se conseguíssemos um golzinho contra o Bahia em Pituaçu, quando dominamos 100% do tempo a partida e a bola insistiu em não entrar. Poderia ter sido naquele impedimento que o auxiliar assinalou incorretamente em que Bill sairia cara-a-cara com o goleiro Marcelo Lomba.
Interpreto que foram estas três (ou quatro) partidas que nos tiraram definitivamente de uma briga por uma vaga na
Libertadores. Por mais pífio que seja nosso desempenho fora de casa, duas dessas partidas deixamos de vencer em nossos domínios. Hoje o Coritiba com 6 pontos a mais na tabela de classificação estaria com objetivos muito melhores traçados.
Por que não citar também a derrota em casa com o time titular para o Atlético Goianiense na primeira partida do primeiro turno? Não aprendemos ainda que o primeiro jogo tem exatamente o mesmo peso que o último?
São essas pequenas lições que diferenciam os profissionais dos amadores.
Não há que se discutir que estas falhas ocorrem e são comuns, mas é possível perceber o quanto pequenos detalhes podem influenciar o destino de uma equipe.
Por que não deixar de citar o "detalhe" da escalação de Marcos Paulo na final da Copa do Brasil?
Por detalhes como esse, Popini perfeitamente descreveu o time do Coritiba como time do "quase".
Existe uma regra na Administração que se chama Regra do 95/5. Segundo essa regra, você pode apresentar 95% de um serviço com maestria e precisão, porém, os 5% finais são cruciais para determinar a impressão de um cliente. Caso os 5% finais apresentem uma falha grotesca, a visão integral do usuário será comprometida.
Por essa ótica, na opinião desse que vos fala: Faltou pouco!
Faltou caprichar nos 5% finais: no detalhe da finalização, na atenção a mais na cobrança de falta, na substituição no momento certo... E isso comprometeu nossa visão emocional, de torcedor, sobre os 95% do trabalho executado com maestria.
É possível? É! Mas pelo que mostramos nesse brasileirão, está difícil acreditar.
Alex Meger de Amorim
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