João Luiz Albuquerque
Eu ia escrever esse texto na quarta-feira, após o jogo contra o poderoso Nacional, mas decidi aguardar um pouco mais para analisar o comportamento da torcida, como as redes sociais iriam fervilhar. Decidi postar 24 horas após a partida, torcendo para encontrar o pessoal com a cabeça mais fria.
O “problema” de não haver postado ontem é que meu amigo AdriaNOFX fez um vídeo muito show de bola, apresentando exatamente meu ponto de vista. Deste modo, resta-me apenas fazer coro e dar mais alguns pitacos:
Bom, primeiramente vamos ao link do vídeo:
http://www.coxanautas.com.br/opiniao/drx/
Imagine você, amigo leitor, vencendo um campeonato. Quer que eu acredite que você não vai sair para comemorar? Diga se que você nunca fez isso? Nem quando passou no vestibular ou teve o TCC aprovado? Quando nasceu o filho? Para comemorar um título do Coxa? Até eu já fiz (com refrigerante e água, pois não bebo nada com álcool, mas fiz).
Aí você me diz: “mas eles são atletas profissionais, não podem encher o caveirão de cachaça”.
Primeiro: quem disse que eles encheram o caveirão de cachaça? (o amigo do seu amigo que tem um vizinho que mora em um prédio onde mora um jogador e que o porteiro deu a informação, não vale).
Segundo: o que tem de errado em tomar uma cervejinha para celebrar uma conquista tão importante? Alguém já te contou que atleta profissional também é humano e que possui necessidade de convívio social? Obviamente que isso não pode ser rotina, mas se não tiver jogo ou para comemorar um título pode sim.
Terceiro: ganhar um título e viajar até Manaus para jogar não é fácil, o clima lá é bem complicado e o desgaste derruba mesmo. Para solucionar isso, poderíamos ter colocado o time que jogou na primeira rodada da Copa doBrasil (novamente em coro com AdriaNOFX).
Voltando ao vídeo: eu não entendo essa CBF.
Todos os clubes do Brasil reclamando da quantidade desumana de partidas disputadas durante o ano, e o que eles fazem? Mudam a fórmula da Copa do Brasil para que o time que estava na Libertadores e foi eliminado possa entrar em fases mais avançadas, privilegiando os times da mídia e aumentando o número de partidas disputadas.
Eu sempre gostei da Copa do Brasil, sempre achei a competição mais democrática que tínhamos, pois permitia que um clube com orçamento mais modesto fosse campeão disputando contra os multimilionários, mas a CBF conseguiu acabar com tudo. Tudo em prol da mídia. Maldito jogo de interesses.
A Copa do Brasil de hoje não nos é favorável. Neste momento eu prefiro priorizar o Campeonato Brasileiro.
Tenho certeza que a frase acima vai gerar tumulto, que muita gente vai me xingar, vai dizer que isso é pensar pequeno e que é por isso que só ganhamos os estaduais. Desculpe amigo, respeito sua opinião, mas para disputarmos uma competição assim, fiquemos com o Brasileirão, pois é a mesma coisa, e para vencermos um campeonato deste porte necessitamos estar em igualdade de condições. Isso quer dizer dinheiro, então, primeiramente pague seu plano de sócios. Já faz isso? Ótimo, então ajude a convencer amigos e parentes.
Ano que vem deveremos ter a Copa Sul novamente e esta pode nos dar mais visibilidade e nos ajudar com patrocínios melhores. Estamos sendo vistos, reconhecidos. Vejam a declaração do representante da Caixa justificando a diferença de nosso patrocínio para com o da turma da fumaça rosa.
Em tempo: ao contrário de muitos, eu sou a favor do patrocínio da Caixa, mas isso é prosa para outro dia.
O único time que eu lembro que mesmo com patrocínios mais modestos foi campeão foi o Coritiba em 85 e poderia ter sido novamente em 89. Aquele time ia passar por cima do Vasco como um rolo compressor, mas todo mundo sabe como isso foi resolvido.
Os 4x1
O amigo leitor pode imaginar que estou feliz com a derrota. Não, não estou. Na verdade não gosto de perder nem em par ou ímpar.
Tenho certeza que você logo de manhã foi correndo ler a coluna de um notório torcedor das terras baixas, cuja principal razão de viver é tentar destruir o Coritiba, obviamente porque sabe que o time dele não é nada perto de nós e que a torcida deles é ainda menos quando comparada com a nossa. Pois bem, hoje, depois de muito tempo, resolvi fazer o mesmo, já imaginava o que encontraria, e este senhor, que há alguns anos se aposentou e voltou alguns dias depois, não me decepcionou. Tirou sarro da colocação do Felipão, de nossa atuação, enfim, destilou todo seu pseudo conhecimento futebolístico, porém, esqueceu que somos os tetracampeões (em cima do time dele) e que o time do Paraná acostumado a tomar 4 gols não é o meu.
Em minha opinião, a partida de ontem foi severamente temperada com o azar. Tomamos dois gols em um contra ataque após perdermos o gol e o lance do pênalti ocorreu da mesma maneira. A única coisa que não entendi foi por que o Marquinhos colocou o Robinho marcando e o Urso avançando. Essa explicação eu gostaria de ouvir dele.
HOJE, minha opinião é de que devemos ter calma, meu foco este ano está no Campeonato Brasileiro, mas assim como o futebol é mutante e estável como nitroglicerina, minha opinião pode mudar. Por enquanto, meu tratado de paz com Marquinhos Santos segue, mas o Brasileirão está aí, e é nele que vamos separar os meninos dos homens.
Com relação à notícia divulgada hoje. Presidente Vilson, por favor, resolva isso, confiamos no senhor.
Para finalizar, como eu não respondo e-mail mal educado, gostaria apenas de lembrar que fomos campeões em cima de vocês e que perdemos para o Nacional, não para vocês, ok? Não se esqueçam de que quem vive tomando de 4 do principal rival são vocês. Ah, o Geraldo deve renovar heim! Prevejo mais ganidos e mimimi em 2014.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Um domingo ensolarado em Curitiba, dia das mães para celebrar, e final do Campeonato Paranaense entre as duas equipes com maior torcida do estado.
Durante a manhã tudo caminhava como de costume, minha mãe acordou cedo, recebeu o carinho e os presentes do filhos, dos netos, do marido. A família tomou café e assitiu a corrida. Meu pai, como sempre atrasou o almoço, afinal, domingo é dia de churrasco, o tempero é da mãe, mas o assador é ele.
Um domingo que parecia como outro qualquer, se não fosse pela tensão no ar, afinal, era dia de final de campeonato.
Durante a semana, o dono do time adversário ameaçava não entrar em campo caso o árbitro da partida não viesse de fora, mas se calou quando recebeu a notícia de que a partida seria apitada por um profissional que já havia postado em seu perfil social uma foto no meio estádio de Curitiba, feliz da vida bebendo uma cervejinha.
Ânimos exaltados, diferente do que aconteceu nos anos anteriores, o notório “comentarista esportivo” que já se aposentou e resolveu voltar para a máquina de escrever, esse ano se mostrava confiante, já não falava de nossa obrigação de vitória, mas na confiança que tinha em seu elenco.
Na chegada ao estádio, ruas movimentadas, arquibancadas lotadas, a torcida fazendo a festa, confiante em mais um título, nosso tetracampeonato, nosso 37º título estadual.
Sentamos em um Couto Pereira repleto de rostos conhecidos, familíares, amigos, pessoas que comprimentam e dizem: “ei Coxa, você é do COXAnautas, né?”. Um Couto Pereira lotado de torcedores sedentos por empurrar o Coritiba rumo a mais uma conquista, rumo ao primeiro título de Alex com a camisa de seu clube de coração.
Pouco antes do início da partida, a tensão é quase palpável e fica pior quando em uma falha de marcação e de nosso goleiro, o time adversário sai na frente. O Coritiba parecia ansioso em campo, a marcação não encaixava, tudo que se tentava era pelo lado esquerdo e nada dava certo.
Na metade do primeiro tempo, falta para o Coritiba, Alex coloca a bola embaixo do braço como se dissesse: “chega, vamos resolver logo isso”. A falta não deu em nada, mas na jogada seguinte ele enfia para Deivid que perde o domínio, mas consegue devolver para o Menino de Ouro fuzilar cirurgicamente para o gol do adversário e empatar a partida; a partir daquele momento Coritiba era outro; tomou conta de todas as ações, passou a ser o dono do jogo, mostrar que em casa quem manda é ele, o senhor da partida.
O segundo gol foi apenas questão de tempo, novamente Alex, escorando para o gol após uma bela jogada pela direita.
Ao fim do primeiro tempo, o aúdio do treinador adversário vaza e ele se mostra preocupado em tomar mais gols, mas disso ele não tinha como escapar.
O Coritiba volta do mesmo modo que saiu, senhor do jogo, Deivid e Alex poderiam ter marcado mais dois gols cada, mas quiseram os Deuses do Futebol que o carismático angolano Geraldo tivesse novamente a responsabilidade de bater o último prego do caixão rosa e cinza, este representado às dezenas nas arquibancadas.
Final de partida, festa em todo o estádio, em toda a cidade, no Brasil e no mundo. O Coritiba é novamente TETRACAMPEÃO.
O dia chegou, entramos novamente para a história, fizemos história, cada um de nós que esteve no Couto Pereira em alguma partida dessa campanha, que torceu pelo radinho ou pela TV, que bradou seu amor pelo Coritiba, fez parte desta história. Os jogadores que fizeram parte do elenco cravaram seus nomes definitivamente na centenária história do Coritiba, alguns como Vanderlei, Willian, Rafinha e Pereira, sendo Tetracampeões.
O discurso do adversário se tornou opáco, se antes o campeonato não valia nada e depois passou a ser interessante, voltou a não ter importância alguma, e aqui cravo novamente, um título só não tem importância para quem o perde, para nós torcedores, atletas e membros do Coritiba, ele vale, e muito.
Que todos os próximos domingos sejam felizes assim, pois ninguém se cansa de ser campeão, e contra “eles” fica ainda melhor.
Parabéns Coritiba, T37TRACAMPEÃO do Paraná.
Parabéns Nação Alviverde.
Parabéns atletas e comissão técnica.
Que tenhamos um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil ainda mais vitoriosos.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Final dos primeiros noventa minutos da decisão e nada mudou, continuamos jogando por um empate, porém, agora é em nossa casa.
O Coritiba entrou em campo bem escalado. Com a ausência de Victor Ferraz, Marquinhos Santos fez o que eu considero correto e mandou Gil para a lateral direita, mantendo Patric na esquerda e dando uma oportunidade à Sérgio Manoel para auxiliar Willian na marcação. Na defesa, o treinador deu mais uma bola dentro, escalando Chico em detrimento de Escudero e Pereira.
Com um time bem escalado, faltava ver como o time se portaria em campo, afinal, a Nação Alviverde contava com um resultado positivo e completamente diferente da anterior para encaminhar o tetracampeonato.
O gol de Deivid logo no início da partida fez um carnaval na torcida Coxa, mas o time novamente se encolheu, levou um gol contra em uma jogada totalmente despretensiosa e perdeu outras duas chances de voltar à liderança do placar com Alex e Deivid.
Fomos melhores no primeiro tempo, mas eu sentia que nosso meio campo jogava ao ritmo de bossa nova e nosso adversário com rock n’ roll, o que se seguiu por todo o jogo.
Com Alex novamente muito bem marcado por Renan, e Deivid recebendo atenção redobrada, o Coritiba ficou com tantas variações de jogada quanto Lulu Santos em seu repertório, ou seja, nada, sendo assim, sobrou para Rafinha, novamente nosso atacante mais agudo, ser a válvula de escape do ataque, travando praticamente sozinho uma batalha muito boa contra seu marcador e toda a zaga adversária. Rafinha correu, driblou, fez falta, sofreu faltas, fez a zaga sambar, mas infelizmente não conseguiu o gol, algo que talvez pudesse ser alterado se ele tivesse jogado mais do outro lado, onde havia um lateral improvisado e não tão eficiente na marcação.
Com o cenário exposto acima, Robinho teve que assumir a armação, “algo que não é a dele”, mas acabou por cumprir com perfeição o que sabe fazer bem, ser o garçom, e assim como no cruzamento que deu para Deivid, Robinho encontrou Geraldo correndo pela esquerda e meteu uma bola preciosa para o angolano iluminado bater de bico e decretar o empate e a manutenção de nossa vantagem.
Na próxima partida, o time do meio canil seguirá como franco atirador, sabendo que aquela pode ser a partida da vida deles, cabe ao Coritiba, finalmente mostrar que é mais time, comandar as ações e ficar com o caneco e fazer explodir uma grande festa em verde e branco pela capital e pelo mundo todo.
A impressão que tenho é que nos dois últimos atleTIBAs, o time lá de baixo entrou e se portou de maneira exatamente igual, se o que eu percebi foi correto, cabe então ao nosso treinador armar o Coxa de modo a neutralizar as ações e principais atletas do rival, bem como encontrar uma maneira de nos fazer jogar mais solto.
Esperamos que no fim da última e derradeira partida do Paranaense 2013, a música que embale o campeão, seja o Hino do Glorioso, gritada a plenos pulmões pela MAIOR TORCIDA DO PARANÁ, especialmente na parte onde diz: “Oh Glorioso como é bom te ver campeão de novo”.
Nessa semana, nós torcedores devemos esquecer as insatisfações com alguns atletas e com o treinador, quem as tiver obviamente. Vamos focar nosso pensamento em motivar e passar confiança à nossos guerreiros para que no domingo possamos comemorar um campeonato que vai entrar para nossa história.
Faltam 90 minutos para entrarmos novamente na história, 90 minutos para estes jogadores escreverem seus nomes na história centenária do Coritiba, 90 minutos para Alex ganhar seu primeiro título com a camisa do Coxa, clube que o revelou e pelo qual torce.
Nos vemos no domingo, em um estádio de verdade, com condições de receber uma final de campeonato.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
O comportamento de Rafinha desde o final da partida contra o Londrina tem me preocupado um pouco. Constantemente procurado pela imprensa, o meia-atacante do Coritiba e uma de nossas maiores estrelas, em momento algum se furtou em dizer que preferia enfrentar o arqui-rival na final, se mostrando muito incomodado com acontecimentos da última partida, os quais, segundo o próprio atleta, ficaram dentro de campo.
Se ficaram dentro de campo, não deveriam fomentar raiva, ódio, nem sentimentos de revanche ou vingança; passado é passado e fica no passado, o que deveríamos sim guardar, é uma lição de humildade e de entrar com mais raça e mais respeito pela camisa centenária do Coritiba.
Entenda amigo leitor que em momento algum, estou dizendo que faltou raça ou vontade ao Rafinha, muito pelo contrário, esse ano ele tem sido um de nossos maiores destaques e em minha opinião, vem tendo sua melhor temporada.
Estou muito preocupado em como as declarações do 7 Coxa Branca estão repercutindo nas terras baixas. Lembre-se Rafinha que mesmo atuando com uma equipe mais jovem, no banco de reservas existem homens bem experientes, como o próprio treinador e Antônio Lopes, esse sim, um especialista em catimba e malandragem.
Te peço Rafinha para que mantenha a cabeça fria, faça diferente do que costumava fazer quando chegou no Coritiba, quando por muitos vezes foi expulso por reclamação e brigas, não entre na guerra de nervos que certamente te será imposta, não caia na provocação que vão armar para você, e pode esperar porque vão fazer. Pode ter certeza que Crislan estará muito bem instruído para fazer de tudo para te "tirar do sério", te obrigar a agredi-lo ou ainda, simplesmente, para tentar tirar sua concentração na partida.
Lembre-se que teremos duas partidas muito difíceis e importantes, temos 180 minutos nos separando de uma marca histórica, duas partidas que podem colocar seu nome na história do Coritiba, e acredite, isso é para poucos. Faltam 180 minutos para que você se sagre TETRACAMPEÂO pelo Coritiba.
Serão duas partidas, e precisamos de você nas duas.
Cabeça fria, fé em Deus, confiança, raça, vontade e alegria, é tudo o que você precisa para colocar seu nome na história.
Vamos para o jogo.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Devido a compromissos profissionais, tive que viajar ao Uruguay por 10 dias, mas obviamente isso não me afastou do Coritiba, o qual pude continuar a acompanhar de perto graças a essa maravilhosa invenção chamada internet.
Desnecessário explicar minha raiva com relação a derrota no poodleTIBA e já tratei isso no meu texto anterior, mas gostaria de dividir com o amigo leitor duas frases que realmente me chamaram muito a atenção nos últimos dias.
“vergonhoso para o futebol brasileiro”, um “desrespeito às regras internacionais da FIFA e um problema que traz insegurança e instabilidade a todo o campeonato”.
Paulo Schmitt, Procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, indignado com a ação do CSP, que conseguiu uma liminar na 15ª Vara Cível de João Pessoa suspendendo a partida entre Sousa e Coritiba pela Copa do Brasil de 2013.
As frases acima realmente me chocaram. Seria normal se viessem de qualquer ser vivente, mas desse senhor não, a menos é claro que o torcedor do time do terras baixas, que denunciou e trabalhou forte para a crucificação do Coxa tenha sido abduzido, e um ET, com um pouco mais de massa cinzenta entre a orelhas esteja falando por ele.
É impressionante como as coisas mudam, então, aquilo que ele fez com o Coritiba não foi uma vergonha?
“Essa 'surra' tem mais significado para nós do que o 5 a 1 [a favor do Coritiba, em 1995, quando assumiu o clube]. Desta vez ganhamos com os meninos e em estádio 'neutro'. E paramos, se não seria mais humilhante”,
PETralha, coronel do meio canil.
Pois é, olha o que a apresentação ridícula de nossos atletas nos obriga a ouvir. Pela primeira vez em sei lá quantos anos, os netinhos do manda-chuva da Sapolândia puderam sorrir, tirar aquela camisetinha que ganharam do vovô e ir para a escola com ela, na mão é claro, porque com certeza não servem mais.
Óbvio que a declaração acima é fruto da mente megalomaniaca do mandatário lá de baixo, o qual tenta de todas as maneiras nos desmerecer e provar para a torcida do time DELE que a decisão de guardar os jogadores em uma caixinha e só usar no Brasileirão foi acertada, e assim, acalmar os que estavam ganido de raiva. Espero que essa declaração tenha chego ao vestiário do Coritiba e que os jogadores sintam vergonha de terem de ler isso.
Finalmente chegamos às finais, alguns atletas já haviam declarado que preferiam o clássico nas finais, pois bem, aí o tem, espero que tenham aprendido a lição e que dessa vez cumpram com o quem disseram após a derrota passada.
Espero que realmente tenha sido um acidente, que vocês, agora que vale o título entrem com sangue nos olhos e vontade de serem campeões. Espero que tenham vergonha na cara e que honrem o manto que vestem.
Tenho que confessar que achei injusta a eliminação do Londrina. Um time que sempre jogou prá frente e teve a melhor campanha merecia sorte melhor. Gostaria de deixar meus cumprimentos ao treinador Cláudio Tencati que sempre armou seu time de maneira ofensiva e buscando a vitória, futebol ofensivo daqueles que dá gosto de assitir.
Marquinhos Santos parece que entendeu quão importante é esse tetra campeonato, e com isso vai mandar um time reserva para cumprir a partida da Copa do Brasil, preservando o elenco principal para a primeira partida da final. Partida essa onde devemos lavar nossa honra e dar o primeiro passo para a conquista do título.
Sei que já disse isso antes, mas não custa frisar: o tetracampeonato é OBRIGAÇÃO.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Final de partida, filhotinhos 3x1 no time titular do Coritiba. Não , não foi no Playstation, foi no campo e na bola. O detalhe é que ninguém, ou melhor, quase ninguém viu, afinal, não houve televisionamento, sendo assim, quem não foi ao estádio teve que ficar no radinho mesmo.
O problema de não haver televisionamento é que deste jeito, ninguém pôde ver que o bandeirinha inventou três impedimentos de Rafinha contra o Coritiba, ninguém pôde ver que o Mxyzptlk (sim, aquele que tem uma foto lá no meio estádio, feliz da vida) não deu um pênalti claro em cima do mesmo Rafinha, mas principalmente, e infelizmente para nós, torcedores do Coritiba, ninguém pôde ver que Escudero novamente jogou muito mal e entregou o terceiro gol para o time sub-23 do governador, ninguém pôde ver que Marquinhos Santos levou um nó tático que vai entrar para a história, ou melhor, seria um nó tático se o Coritiba tivesse algum esquema tático, porque segundo as rádios que ouvi, Alex chegou a jogar de costas para o gol e a bola novamente não chegou no ataque. Ninguém vai ficar sabendo que o time lá de baixo se montou para jogar no contra-ataque, marcando forte e atacando em cima de Patric e Escudero e que Marquinhos Santos não conseguiu enxergar isso e fez exatamente o que o adversário queria.
Pois é amigo torcedor, levamos um banho de bola e saimos com um chocolate, pelo jeito, somente Marquinhos Santos não enxerga que Escudero não está bem e que Chico (quem diria que um dia eu escreveria isso) deveria ter sido titular em seu lugar e somente a diretoria Alviverde não enxerga que Marquinhos Santos não é técnico para o Coritiba. Não tem jeito, o cara fez um monte de experiências e até agora não conseguiu acerta a zaga, montar um meio de campo criativo, mesmo tendo Alex no time, e com isso fazer a bola chegar no ataque para Deivid. Um ataque que hoje vive dos avanços de Rafinha, que tem sido o melhor jogador do time, e da genialidade e qualidade individual de Alex, que no fim das contas tem que resolver quase tudo sozinho, além é claro de trabalhar como escudo para o treinador.
Eu, ao contrário de muitos outros torcedores, prego sim que o Coritiba tinha que ganhar esse título com o pé nas costas, ainda mais, tendo como adversário principal um time que vem com seu tíme júnior.
Tenho plena certeza de que Marquinhos é trabalhador, que tem liderança, mas em minha opinião, não tem comando nem a experiência necessária para comandar um time do tamanho do Coritiba, fato comprovado com o que aconteceu cada vez que pegou um time minimamente organizado, e digo minimamente mesmo, vide sub-23, time dos palhacinhos, Londrina, Paranavaí, Operário etc.
Muitos vão novamente dizer que sou pessimista, me chamar de arauto do apocalipse, aceito tudo isso, mas em minha opinião, o Tetracampeonato está sim em risco e perder esse título seria um desastre. Não esquecendo ainda que ainda temos a Copa do Brasil e principalmente o Campeonato Brasileiro, o qual jogando desse jeito vai ser bem complicado.
Pergunto novamente para você Marquinhos Santos: quem está escalando o Coritiba?
Pergunto para você Presidente: é com essa comissão técnica e com esse time que vamos para o Brasileirão?
Pergunto para você torcedor: quão confiante você está com este time para o Paranaense e para o Brasileiro?
Recado para você Escudero, algo que aprendi com meu irmão mais novo, que por acaso é mais novo que o atual treinador do Coritiba e que também já treinou times de base: zagueiro não vira o jogo na frente de atacante e nem tenta driblar atacante, mas isso eu vi ele explicar para um atleta de 9 anos, pois chama-se fundamento.
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Quem acompanha meus textos sabe do drama que minha família passou no início deste ano com a passagem de minha irmã, vocês não tem idéia de como foi importante cada mensagem de apoio e consolo recebida, cada oração por minha família, cada pensamento positivo.
Apesar do momento indescritivelmente triste, ela nos deixou dois pedacinhos, dois meninos gêmeos recém nascidos, Eduardo e Leonardo, os quais eu carinhosamente chamo de Tostão e Chicão.
Os apelidos vieram em uma situação pouco típica, minha irmã estava perto dos 8 meses e as crianças ainda não tinham nome, como eu gostaria de chamar eles de algo que não fosse B1 e B2, olhei para ela e disse: “ok, vou chamar de Tostão e Chicão”, ela riu e o apelido, pelo menos para mim ficou.
O que eu não esperava é que em tão pouco tempo teria uma nova surpresa em minha vida, minha esposa anunciou que estava grávida, sim, vem mais um, ou melhor, mais UMA Coxinha para reforçar a família e a imensa Nação Alviverde. Desnecessário dizer que esta gravidez também foi motivo de muita alegria para todos, eu desde o princípio já fiquei ancioso com o dia em que poderia levar ao Couto Pereira, o bebê, que eu ainda não sabia o sexo. Lembro de uma conversa sobre isso com minha esposa, onde eu falava de minha ansiedade, meu desejo de colocar uma camisa de meu time do coração, do clube que amo, em meu filho e levar para o estádio, assim como meu pai fez comigo a muitos anos atrás. Lembro de minha mulher me perguntar: “tudo bem, mas e se for uma menina?” Minha resposta foi a mais simples possível: “Não vejo a hora de colocar a camisa do Coritiba nela, jogar ela nos meus ombros e ir para o estádio”.
Hoje, já com quase seis meses de gravidez fico pensando em como vai ser a vida deste pequenos Coxinhas. Eles realmente serão torcedores? Vão ao menos gostar de futebol?
Imagine amigo leitor a minha situação, a qual com certeza se repete com milhares de Coxas Brancas ao redor do mundo: moro em Santos, quase toda a cidade torce obviamente para times paulistas, e ainda por cima existe o fator Neymar, que por mais feio que seja, encanta o coração das meninas e crianças.
Tenho aqui em Santos um casal de amigos formados por um Palmeirista e uma Coringuenta (sim, chamamos desta maneira, uma brincadeira entre amigos), o qual possui uma filha de 12 anos. Adivinha amigo leitor o time que a menina foi escolher; sim, o Santos, ou melhor, o Calopsita F.C.
O amigo leitor, assim como os pais da criança, podem dizer: “Ah, mas daqui a pouco ele vai para a Europa e isso vai passar”. Concordo, pode acontecer sim, mas, e se não acontecer? Meu avô era Paranista doente (sem trocadilhos por favor, mas sim, uma raridade), tentou de todas as maneiras para que eu e meus irmão vestíssemos a roupa de palhacinho com ele, mas não teve jeito, já estávamos apaixonados, meu pai já nos tinha levado ao estádio, já havíamos sentado na arquibancada, comido pipoca, nos divertido vendo os quero-queros, escutado a bateria e sentido o Gigante de Concreto Armado tremer.
Minha pergunta para este texto é? O que faremos para atrair e manter os torcedores mirins?
Existe sim um programa Coxa Kids, com carteirinha de sócio, entrada em campo com os jogadores, os famosos mascotinhos, o dia das crianças no estádio, o qual coincide com a festa de aniversário do clube, mas devemos lembrar que criança é extremamente influenciavel, se ela vai para a escola e o amiginho torce para o J. Malluceli e o Jotinha está bem no campeonato, ganhando títulos, com jogadores fazendo comerciais de TV, sendo convocados para a seleção da CBF, etc, a chance deste torcedorzinho pular o muro do CT da Graciosa e ir direto para o vizinho é considerável.
Aqui falamos apenas de futebol paranaense, mas e no meu caso por exemplo, qual é a probabilidade de haver um outro Coxinha na sala da escolinha da minha filha? Por mais que eu leia o “Meu Pequeno Coxa Branca” para a Maria Luiza, todas as noites, do dia do nascimento até ela completar 10 anos, ainda sim existe a chance dela colocar uma faca em meu Coração Verde e Branco, ignorar a tatuagem que tenho nas costas e dizer: “Papai, hoje não vou ver o jogo do Coritiba pela TV contigo porque vou com minha amiginha e a família dela na Vila Belmiro”.
Mas, o que fazer para reverter, ou ao menos, minimizar a chance de tudo o que foi escrito acima ocorrer? Ganhar títulos, mas títulos de expressão, troféus de respeito. Não adianta ficar apenas no Paranaense, aqui em SP ninguém sabe quem ganhou o campeonato regional de outro estado, mas ninguém esquece da Copa do Brasil, Libertadores etc.
Obviamente grandes conquistas não são fáceis, ainda mais quando disputamos contra adversários extremamente melhor remunerados, mas vejo o Coritiba trilhando um caminho correto para ao menos tentar diminuir este impacto. Vejo a diretoria buscando por bons jogadores (se mandarem embora as tranqueiras fica melhor ainda), trabalhando para terminar o terceiro anel, com dinheiro próprio é claro, encabeçando o projeto de retorno da Taça Sul-Minas, TORCEDORES SE ASSOCIANDO etc. Ainda estamos muito longe do que sonhamos, mas estamos caminhando na direção certa, e isso é importante.
Apesar de toda a dificuldade, das influências externas, das pressões, da mídia, minha parte eu farei. Respeitando a individualidade de cada novo torcedorzinho, mas na esperança de muito em breve poder levar os três pequenos Coxas Brancas ao Couto Pereira, devidamente uniformizados é claro. Me salta à retina a imagem daquele pai Coxa Branca que chorava copiosamente pelo rebaixamento do Coritiba, com sua filha, ainda um bebê no colo. Meu coração se enche de orgulho em lembra que esse mesmo pai Coxa Branca, alguns anos depois estava novamente em nossa casa, o Couto Pereira, celembrando com sua filhinha, ainda no colo, nosso retorno à Série A.
Para finalizar, gostaria de deixar os comentários de minha esposa, a primeira a ler este texto, o qual sinceramente, estava um pouco inseguro quanto a publicar:
"A ideia é muito legal, porque fala da necessidade de buscar vitórias mais importantes para manter acesa a chama do coração dos novos coxas. No entanto, acho que vc tá preocupado à toa. Sabe porque o seu vovô não conseguiu te convencer? Porque era no Couto Pereira que vc passava um tempo com o seu pai. Para a Maria Luíza isso também será o mais importante e significativo de tudo. Não esqueça que vc será o ídolo dela e tudo o que ela fará será na tentativa de te agradar, te deixar feliz. Eu faço isso até hoje em relação ao meu pai.
P.S. Não quero te desanimar, mas acabei de ver no jornal que o Neymar virou personagem do Maurício de Souza.
Te amo."
Saudações Sempre Alviverdes.
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João Luiz Albuquerque
Um primeiro tempo e parte do segundo, jogado com a cara do Coritiba das últimas partidas: medíocre, bisonho e horrível, fruto de um time, a meu ver, montado de maneira completamente equivocada e principalmente covarde. No segundo tempo, uma mudança tática óbvia e uma apresentação magistral de José Rafael Vivian, camisa 37, para mim o nome do jogo, salvaram o Coxa de mais uma derrota vexatória dentro do Couto Pereira.
Na primeira hora de amanhã, na reapresentação do elenco, alguém tem que chamar os jogadores do Coritiba e explicar que futebol é um esporte COLETIVO, ou seja, a não ser que você seja o Messi, ou o Neymar, você não vai driblar o time todo do adversário e marcar o gol, fique claro que aqui não estou falando de jogos de vídeo game.
O Coritiba entrou em campo sem 5 jogadores, não considerando os que estão no estaleiro a muito tempo, mas isso não é desculpa para entrar em ir à campo com Chico e Júnior Urso no meio de campo. Vamos destrinchar um pouco isso aqui:
Eu parei de pegar no pé do Chico, tirei ele da minha lista de antas, porque está muito bem na zaga, mas não rende a mesma coisa como lateral esquerdo e nem de volante. Então porque essa teimosia?
Escudero não vem bem faz tempo, então porque não manteve o Chico na zaga? Ah, mas quem eu colocaria no meio? Vou te ajudar: Sérgio Manoel, ah, mas ele voltou agora de lesão, não está 100% ainda, ok, então temos Guaraci, Emerson Santos, Primão e o próprio José Rafael, que já tinha destruído na partida contra o Toledo, até porque alguém tem que ajudar o Alex na armação. Entrando em campo com um time onde apenas Alex criava no meio de campo, Marquinhos Santos igualou o Coritiba ao time do Arapongas. Parece que trainador, devido a pouca experiência, e devido a pressão que vem sofrendo, até por este torcedor que vos escreve, se perdeu, e busca em Alex o seu norte, da mesma maneira que um marinheiro busca uma bússola ou o cruzeiro do sul.
Me responda Marquinhos Santos: se você chegou a categoria de base da Seleção Brasileira, se foi contratado devido à seus excelentes resultados na base do Coritiba e do time das terras baixas, então porque você não usa a NOSSA BASE? São ordens? Quem afinal escala o time do Coxa?
Admito que o elenco não é dos melhores, temos sim bons valores, mas o que tem de tralha no elenco do Coxa é de assustar. Júnior Urso, Patric, Rafael Silva, que ainda não decidiu se quer jogar futebol ou não, Everton Costa, Geraldo, que hoje até que não foi tão mal, Artur e Júlio César são apenas alguns exemplos. Entendo um pouquinho do trabalho de diretoria de futebol, sei que ninguém contrata um atleta para ele dar errado, mas infelizmente alguns não se adaptam.
Já citei isso outras vezes, mas vou repetir, Tcheco só se saiu bem no Brasil, no Coxa e no Grêmio, nos outros times, não jogou absolutamente nada, mas apostar em Urso, Júlio César, Everton Costa, Robinho e Lincoln me parece muito descuido. Quanto isso custa para os cofres do Glorioso?
Não sou nenhum iludido, conheço perfeitamente a situação financeira do time, infelizmente não podemos ter dois Alex, um Cristiano Ronaldo ou um Messi, mas algumas contratações me parecem muito infantis. Será que ninguém olhou para a base antes de ir ao mercado?
Vou dar mais um exemplo: estamos sofrendo com um problema crônico no ataque, Deivid para mim é um dos melhores do Brasil, mas em minha opinião está mal municiado, fora ele, não temos nada, pois Artur é Júlio César estão muito mal, mas será que alguém pegou as informações da Dallas Cup, vencida por nós no ano passado e da qual fomos eliminados na primeira fase este ano? Será que alguém viu quem marcou a maioria dos gols do Coxa? Alguém lembra do Bartola, contratado se não me engano junto ao Paysandu? Será que ele não merece uma chance?
Até quando vamos depender do Alex para resolver nossa vida?
O melhor time do Coritiba que eu vi jogar, foi o de 1989. Naquele timaço tinha um cara chamado Osvaldo que jogava demais, o “problema” é que no mesmo time tínhamos Tostão, Chicão, Carlos Albert, Serginho etc. e para que Tostão (principalmente) e o resto do time pudessem brilhar, Osvaldo carregava o piano, sim Osvaldo fazia “das tripas coração” na meiúca para que Tostão pudesse fazer o que fazia de melhor, ser gênio, resolver, ou seja, Osvaldo trabalhava, para o Tostão poder ser o Tostão e assim, tínhamos um time que para mim tinha um meio de campo melhor do que da Seleção Brasileira da época.
No Coritiba de hoje não temos um Osvaldo jogando para que Alex possa ser Alex. O time quer resolver na base da individualidade, Alex vem iniciando as partidas como armador e terminando como terceiro atacante, será realmente que alguém está olhando o esquema de jogo? Porque somos tão facilmente marcados? Será que ninguém está ouvindo as entrevistas dos treinadores dos times adversários, sempre dizendo: “conseguimos encaixar a marcação”? Porque somos tão facilmente marcados? Porque não temos opções táticas? Até quando Alex será o salvador da pátria do Coritiba e do treinador? Até quando o capitão vai se colocar na linha de tiro por seu comandante? Até quando esse escudo vai aguentar? A paciência da torcida já era, o turno já era e o tetracampeonato está em risco, bem como nossa campanha no Campeonato Brasileiro.
Gostaria apenas de lembrar uma coisa: hoje estamos disputando o Campeonato Paranaense, será que se a partida fosse válida pelo Campeonato Brasileiro, teríamos ganho, ou ao menos empatado? Minha opinião é de que não. Não vejo um esquema tático, um time titular, ou uma luz para reverter essas questões. Eu não vou deixar essa vitória nublar minha opinião.
O abraço de Alex em Marquinhos Santos após o gol, mostra que ele apoia um cara, que segundo ele, trabalha e se dedica, tudo bem, ele está no dia a dia, sabe o que está falando, até porque Rafinha, que por duas vezes, fritou Marcelo Oliveira nos microfones, também defendeu o treinador após a partida, então vou partir do pressuposto que existe liderança, mas liderança e comando são coisas distintas e fora isso, não vejo padrão de jogo e nem ao menos uma base de time para o Coritiba, isso me lembra até o Mano Menezes na época da seleção da CBF. Já na entrevista coletiva, Alex destacou a qualidade e personalidade de José Rafael, elevando com muita justiça o jovem atleta ao status de maior responsável por nossa vitória. Tenho certeza que esse "vai dar jogador" e nos dar muitas alegrias. Quem sabe muito em breve não veremos o camisa 37 dividindo as responsabilidades do meio campo com nosso capitão e maior ídolo. Isso claro, se tiver mais chances no time principal e obviamente continuar correspondendo.
Gostaria de aproveitar e desejar ao amigos leitores uma feliz Páscoa, que o verdadeiro espírito da ressurreição abençoe suas famílias.
Saudações Sempre Alviverdes.
P.S. Dorival Júnior saiu do Flamídia e Ney Franco está balançando.
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João Luiz Albuquerque
Ridículo, medíocre, bisonho, não consigo encontrar um adjetivo positivo para o Coritiba da partida contra o Nacional.
Ao contrário de alguns amigos Coxas, eu fiquei muito decepcionado com a derrota para o Paraná, não por ter perdido, mas pelo modo que foi. O Coritiba foi dominado quase que por todo o jogo, marcou dois gols devido ao talento de Alex e falhou nos 3 gols do time da roupa de palhacinho. Não consigo parar de me perguntar como um time que joga com 3 zagueiros, dois volantes e dois laterais que praticamente não passam do meio de campo, toma dois gols como os dois primeiros do paranito.
Já contra o Nacional, por mais que a gente não tenha um banco com a qualidade (duvidosa) do time titular, o que se viu foi um amontoado em campo. Chegamos a estar com 3 laterais. No desespero ninguém guardava posição, Eltinho e Victor Ferraz viraram volantes, Rafael Silva jogou de lateral esquerdo,ou seja, parecia o “futebol do time da firma”, eu estava esperando o Vanderlei trocar de camisa com o Júlio Cesar. Em minha opinião, Marquinhos nesta partida atuou como o Rei Midas, porém, tudo que ele tocava não virava ouro, mas sim outra coisa (seja criativo)...
Tivemos problemas? Sim, inteligentemente poupamos Alex, Deivid cumpre suspensão e se recupera de lesão, Robinho se contundiu, Lincoln, que ao contrário da partida contra o J Malucelli, não jogou nada, também se machucou, mas tomar a surra que a gente tomou do LANTERNA do campeonato é inadmissível.
Algumas coisas para mim estão muito claras:
1) Nosso elenco é fraco, temos bons talentos, mas no geral é fraco, não temos banco, e desse jeito não passaremos do meio da tabela no Campeonato Brasileiro, isso se chegarmos a esta posição;
2) Não temos treinador, por mais que eu tenha ouvido umas 10 vezes o lindo discurso do capitão Alex na partida contra o Paraná, não me sai da cabeça o fato do técnico não ter colocado outro zagueiro quando Pereira foi expulso. Caramba, não fazer a substituição porque o Lincoln disse que o time dava conta? Ok, os jogadores é que estão dentro do campo, eles sentem a partida, mas amigo, se você começa a obedecer o comandado, por mais que este seja uma liderança, então o comandante é ele, é o poste fazendo xixi no cachorro;
a. Não temos esquema tático, Marquinhos Santos, quer jogar no 4-4-2, mas entra no 3-5-2 porque sabe que dá, ou melhor, dava melhores resultados, mas não percebe que isso só ocorria porque o Patric estava na ESQUERDA e não na direita, pois em sua suposta posição de origem ele é tão útil quanto o Júlio César no ataque;
b. Somos dependentes de Alex, a partida contra o J. Malucelli foi uma excessão, sem nosso capitão o time não anda, não troca 3 passes, ficando tocando bola lateralmente, ou seja, nosso meio campo é estéril. Quer uma prova? Quantos chutes à gol demos contra o Nacional? 1 no primeiro tempo e 5 no segundo tempo, sendo que apenas um deles foi de algum perigo, exatamente o do lance do gol.
3) William é bom jogador, mas não está bem e para mim Sérgio Manoel joga mais que ele e tem melhor qualidade na saída de bola. Se Sergio Manoel voltar bem, podemos jogar com William mais recuado e Gil na lateral, mas se entre esses três eu tivesse apenas duas vagas, para mim, neste momento, Willian seria banco;
4) A arbitragem ou está mal intencionada, ou está pressionada pela imprensa, acredito que devido àquela palhaçada de Londrina, onde segundo os programas esportivos aqui de SP, o único pênalti não marcado ocorreu a nosso favor, pois de lá para cá, já tivemos pênalti em Leandro Almeida em uma partida passada e outro contra o Nacional em Eltinho, ambos não marcados. MAS ISSO NÃO É DESCULPA, com o elenco que temos, tínhamos que passar por cima de todos os times do Paranaense, repito, TODOS.
Me desculpem Marquinhos Santos e Alex, mas minha paciência acabou. Entendo sua posição capitão, precisamos dar tranquilidade ao time, mas temos muitas cobras criadas no elenco e nosso atual treinador parece que está sendo engolido por elas.
Tenho plena certeza de que Marquinhos pode se tornar um dos melhores treinadores do Brasil, mas não quero pagar para ver e perder o Tetra Campeonato Paranaense mais fácil que eu já presenciei, ainda mais gastando o que estamos gastando. Nesse momento precisamos de alguém com um pouquinho mais de pulso, alguém que faça o time do Coritiba, novamente jogar futebol e não apenas chutar bola, além de reforços, é claro.
Saudações Sempre Alviverdes.
P.S. Ney Franco está no mercado.
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João Luiz Albuquerque
“Passamos o primeiro turno ajustando a defesa. Fizemos no primeiro turno um futebol burocrático, frio e calculista. Agora o Coritiba tem a obrigação de jogar mais”.
“É o último estágio de preparação da parte tática. Nós estamos começando a encaixar sistemas e peças. Na parte de preparação da parte ofensiva está sendo feita. Eu falei que isso ia durar até a segunda rodada do returno, que nós faríamos esses ajustes. Tudo está sendo feito dentro do planejamento. A partir daí, nós já começamos a formatar a equipe considerada titular, com padrão e continuidade para a estreia na Copa do Brasil”.
Nem preciso dizer que as frases acima foram ditas por Marquinhos Santos, técnico do Coritiba, mas ao fim da segunda rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense, não consigo parar de afirmar que eu estava certo e que o treinador estaria fazendo bobagem.
No primeiro turno iniciamos no famoso 4-4-2 e após apresentar um futebol medíocre por várias rodadas, Marquinhos Santos tomou coragem e mudou, resolveu adotar o 3-5-2, o que deu mais segurança defensiva ao Coritiba, sendo que com este esquema tático segurou o ataque do Londrina no norte do estado, e nos tornou um time mais agudo, mais criativo, pois bem, bastaria manter o estilo de jogo e levantar o segundo turno, e por consequência o tetracampeonato, simples assim, ou melhor, quase.
Inexplicavelmente, nosso treinador resolveu testar uma frase de Einstein, a célebre: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.
Os dois últimos jogos mostram que MS jogou no lixo tudo o que fez até agora. Se tinha acertado a zaga, porque resolveu mudar? Simplesmente porque todo mundo joga no 4-4-2? Não adianta avançar o Alex e dizer que era um falso 4-4-2 misturado com 4-3-3, porque se o Alex não arma, a bola não chega no ataque, e atletas como Lincoln, Ruidiaz, Urso e Geraldo não vão resolver nosso problema, aliás, poderiam diminuir nossa folha de pagamento se fossem negociados, pois utilidade técnica já provaram que não possuem nenhuma.
Me lembro de uma entrevista de Ney Franco, quando este ainda comandava o Coritiba e foi questionado sobre o esquema tático a ser utilizado. Ele respondeu que isso deve ser escolhido baseado nas características dos atletas que se tem no elenco. Será que esta ambição cega por uma sopa de numerosinhos, por uma moda é realmente válida? Vejamos:
Todo mundo já percebeu que Patric na direita é um a menos, então porque não deixa ele na esquerda? Coloca um ponta na direita e vamos para cima.
Voltemos à partida contra o Operário; Eltinho e Patric não passavam do meio de campo, contra um time que se mantinha inteiro atrás do meio campo, obrigando novamente Deivid a sair da área para buscar jogo e em diversas vezes tabelar com William e Alex. Claro que o cara está devendo, a bola não chega. Pode pegar o nome dele e mandar para o SPC, porque com esse estilo de jogo ele não vai deslanchar nunca.
Se em 2012 tínhamos Everton Ribeiro para carregar a bola, este ano, não temos a peça para dividir as ações do meio de campo com Alex e fazer nosso time chegar ao gol adversário, talvez esse atleta seja o Bottinelli, mas ele só volta depois do meio do ano, porém, um meio de campo com Alex, Lincoln e Robinho não vai fazer o time andar, isso vai ficar muito lento, será que precisa testar em uma partida oficial para enxergar isso? Além de cortar a concentração foram cortados os treinos táticos também?
Não em interessa o volume de jogo, para falar a verdade, devo estar vendo outro jogo, porque sempre assisto o Coritiba ser agredido por equipes semi-amadoras e para piorar tenho que ouvir que a partida contra o Operário foi nossa melhor partida em termos de volume, isso é absurdo.
Se Marquinhos Santos quer mesmo colocar o Coritiba no 4-4-2, pelo menos que espere Gil e Victor Ferraz retornarem de suas lesões, definitivamente, não tem como jogar com este esquema com os atletas que tem a disposição.
Outra coisa que Marquinhos deve repensar é com relação as substituições. Tanto contra o Operário, quanto contra o Paranavaí, o treinador mexeu muito mal no time, e a entrada de Geraldo na última partida me pareceu mais desespero do que a tentativa de corrigir algo, até porque, para mim, naquele momento a vaca já tinha ido para o brejo.
Se ridiculamente empatamos estas duas últimas partidas, isso se deve à genialidade de Alex, porque se dependesse do resto, a salvar algumas exceções, teríamos sofrido duas derrotas.
Para mim não ganhamos dois pontos, e sim, perdemos 4, e estes pontos EU coloco na conta do treinador, não a torcida do Coxa, não o COXAnautas, EU.
Não vou chorar o gol anulado de Patric e o pênalti não marcado em Leandro Almeida, temos muito mais time e teríamos que ter atropelado os dois últimos adversários de maneira exemplar.
Marquinhos, abra o olho, senão você vai para o saco, não se esqueça que teu antecessor perdeu a cabeça exatamente por essas teimosias.
Em minha opinião, o segundo turno já era, mas o TETRACAMPEONATO É OBRIGAÇÃO.
Saudações Sempre Alviverdes.
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