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COXAnautas

Confabolando

Vice-versa

09/05/2012 11h28
Gibran Mendes

 / Foto:



O Coritiba entrará em campo neste domingo com uma missão simples: vencer por qualquer placar e conquistar o tri-campeonato paranaense. Fato, que embora desdenhado pelos rivais, demonstra claramente a hegemonia alviverde no Paraná nos últimos anos.

Embora seja franco favorito, por jogar em casa, ao lado de sua torcida e ser o único time da Série A no Campeonato Paranaense, é preciso que jogadores e torcedores tomem muito cuidado. Um clima de festa está sendo organizado – naturalmente – pelos torcedores. Mas este clima não pode, de forma alguma, ultrapassar as arquibancadas e invadir as quatro linhas.

Não foram poucos os AtleTibas em que o time favorito perdeu. Reside, justamente nestes cenários, boa parte da graça e da magia do futebol. Tudo é imprevisível e, para um momento tão importante como este, é preciso redobrar as atenções dentro e fora de campo.

No gramado os jogadores deverão redobrar sua atenção, sobretudo no setor defensivo para não levarmos gols bobos como na primeira partida, da mesma forma que evitar faltas próximas a área deve ser palavra de ordem. No ataque esquecer os toques de calcanhar e bolas ao lado, jogando objetivamente em busca do gol.

Nas arquibancadas a torcida deverá ter paciência, empurrando o time para o gol e não pressionando por este objetivo. Basta seguir a linha que marca a torcida e faz com que ela seja reconhecida como uma das que mais apoia seu clube em todo o Brasil.

De resto, é tudo festa. Pois por mais que com regulamentos esdrúxulos, reclamações fora de hora, ameaças e todas as trapalhadas feitas durante o Campeonato Paranaense, AtleTiba é uma das maiores manifestações culturais do nosso recente Estado. Valorizar este jogo é valorizar nossas coisas.

Como teria dito o ex-atacante do Grêmio, Jardel: “Clássico é clássico e vice-versa”.

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O cenário perfeito

18/04/2012 08h26
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



Somos acostumados a idealizar as coisas. Sempre que pensamos em algo, alguém ou um projeto normalmente já imaginamos um cenário perfeito. As meninas, pelo menos na minha época, ainda acreditavam em príncipes encantados e a forma como seria realizado um pedido de casamento. Os meninos, por sua vez, projetavam presentes que poderiam ganhar no Natal, por exemplo.

Pois bem, o AtleTiba de domingo é o cenário perfeito, seja ele idealizado ou não por alguém. Vejamos:

O Coritiba, tido como franco favorito para o título do campeonato paranaense, vai mal das pernas. Muito mal. Se a frieza dos números da tabela de classificação parecem desmentir esta afirmação, ela se mostra verdadeira pelo futebol apresentado dentro de campo e pela insegurança dos torcedores e até de alguns atletas no relvado, como diriam nossos amigos lusitanos.

O clássico de domingo seria o cenário perfeito para uma recuperação. O time jogar bem, ganhar bem e novamente ficar de bem com a torcida. Ganharia fôlego para as finais do Campeonato Paranaense e daria mais tranquilidade para que jogadores, comissão técnica e até diretores dessem sequência ao trabalho pelo menos nas próximas semanas.

Contudo, do outro lado o cenário também é perfeito. O Atlético Paranaense joga este campeonato sem muitas pretensões. O foco do time e de sua torcida é novamente voltar para a Série A do Campeonato Brasileiro enquanto tenta conseguir, a qualquer custo, recursos para reconstruir seu estádio que foi abaixo, contrariando as promessas e avaliações iniciais.

Desta forma, entra no jogo como franco atirador. Sobretudo se confirmado o clássico de torcida única. Pisará no santo gramado do Couto Pereira sem a menor obrigação de vencer, na base do ”o que vier é lucro", pois na pior das hipóteses terá mais dois jogos para definir o título. E na melhor (para eles) será campeão.

Nesta mesma linha a torcida única poderá atrapalhar o time que, com fortes carências técnicas e ainda sem um padrão de jogo organizado, pode sentir-se pressionado por um fato que deveria ser positivo. Mas pode não ser.

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A Páscoa

10/04/2012 10h23
Gibran Mendes

 / Foto: Luiz Carlos Bettenheuser Jr



A Páscoa costuma ser um feriado diferente. As pessoas, a exemplo do Natal, passam a refletir um pouco sobre suas vidas e, como reflexo, desejam ser pessoas melhores. O exemplo, de Jesus Cristo, seja de qual religião formos, é emblemático no sentido do perdão, do amor e também do renascimento.

Neste domingo de Páscoa um personagem importante – mas não tão conhecido – da história do Coritiba pode ter renascido. Edson Fink, um dos fundadores do Movimento Unido Coritibano (MUC), está passando por um tratamento médico e recebeu do Coritiba Foot Ball Club o retorno do carinho que cultivou durante tantos anos pelo clube.

Este carinho rendeu muitas histórias, algumas publicáveis, outras nem tanto. Edson foi um dos responsáveis pela pintura dos novos ônibus vermelhos que começaram a surgir em Curitiba. Bem verdade que depois, assim como seus pares, teve que lavá-los e pintá-los novamente. Participava da promoção de grandes festas do time. O objetivo era incendiar a torcida e criar um ar de proteção aos jogadores que entravam em campo.

Em 2003, quando o Coritiba venceu o Criciúma e classificou-se à Copa Libertadores da América, Edson Fink encontrou o Eterno Presidente Evangelino da Costa Neves. Ambos emocionados com tudo o que viam, eis que Fink disse a Evangelino: "Parabéns, Presidente". Até hoje ele se lembra emocionado da resposta do Chinês. "Parabéns você. A torcida fazer esta festa tem participação direta sua".

Este é Edson Fink, o homem, que nos bastidores sempre esteve ao lado do Coritiba. Deixou sua vida de lado durante anos e anos para acompanhar, vivenciar, amar e, ao seu modo, dar suporte ao Coritiba. Edson Fink é um destes personagens que fazem a história do Coritiba, como seus dirigentes, jogadores e outros torcedores.

A faixa do clube com a frase "Força Edson Fink, o Coritiba torce por você" traduz tudo.

Além do Coritiba, os torcedores também estão. Todos nós estamos.

Força Edson.

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A voz do adversário

07/04/2012 16h09
Gibran Mendes

 / Foto: http://www.panhala.net/




Figura não muito querida pela torcida do Coxa, Augusto Mafuz sem dúvida é um dos melhores cronistas do futebol paranaense. Calma lá, largue algumas das pedras da mão e leia pelo menos alguns dos próximos paragráfos querido leitor.

Com algumas análises certeiras, informações em primeira mão e muitas provocações e polêmicas, o advogado tem boas fontes nos times da capital e, aqui na terrinha, é a máxima do falem bem, falem mal, mas falem de mim. Não a toa é um dos mais lidos aqui do Paraná.

Ao se deixar de lado o seu prazer para provocar torcedores do Coxa e do Paraná, a leitura fluí para outro lado no qual é possível abstrair conhecimento e informação. Mas, repito, para isso é preciso retirar as provocações voluntárias, os involuntários (?) ranços pessoais e os recados direcionados.

Tudo isso para dizer que foi do colunista atleticano a melhor avaliação sobre a situação de Marcelo Oliveira.

“Não há no futebol brasileiro nenhum treinador tão compreendido por uma torcida, como Marcelo Oliveira.

O Coritiba perdeu a decisão da Copa do Brasil para o Vasco, no Couto Pereira. Atribui-se como causa erro de escalação. Depois, bastava ganhar do Atlético já rebaixado para jogar a Libertadores. O Coritiba perdeu, atribuindo como causa o esquema cauteloso.

No Estadual, há dificuldades até para explicar as vitórias. Se já está dificil para a diretoria e para Marcelo Oliveira explicar uma vitória, imagine para o torcedor perder para o ASA, de Arapicara.“


A dificuldade em ver outro nome cujo custo benefício seja próximo ao de Marcelo Oliveira - no qual eu me incluo - facilita esta situação. Contudo, se este cálculo começar a ficar cada vez mais desequilibrado pelo simples receio do prejuízo futuro, então, tanto o técnico quanto nosso Presidente, Vilson Ribeiro de Andrade, podem começar a ficar preocupados.

Pois a partir deste momento a torcida passa pedir a mudança pela mudança, avaliando que o prejuízo possível será muito maior do que qualquer outra situação. Neste momento, a pressão passará a outro patamar e os personagens passarão por fortes apuros. Passaremos a atender pela máxima do Tiririca, pior que está não fica.

A insistência, do momento, com Marcelo Oliveira é curiosa e pode passar por uma análise crítica, mas desconhecida de nossos torcedores. O principal problema do futebol, seja ele qual for, já estaria diagnosticado e não teria origem em nosso técnico. Esta é uma probabilidade, mas que da beira do campo não temos instrumentos para avaliar.

Fato é, que muito se fala em nossa torcida, mas nenhum técnico teve tanto apoio de uma torcida, como Marcelo Oliveira no Coritiba.

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União

30/03/2012 16h19
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



Contundente. A coluna do amigo Léo Lovo pode ser descrita com este adjetivo, traço característico dos seus textos e opiniões que sempre geram discussões nos comentários dos leitores do site.

Concordar, discordar, tudo isso faz parte. Não só é um direito, como um dever, coisa de cidadania, expor sua opinião e mostrar seus argumentos contrários na tentativa de demover a opinião do autor ou dos demais comentaristas e leitores.

Contudo, não deixa de ser irônica a cobrança de união, não apenas neste caso, mas em diversos momentos e com os mais variados atores dentro do cenário do nosso Coxa.

Muitas vezes a palavra união divide a mesma linha com o adjetivo incendiário. Profeta do apocalipse ocupa o mesmo espaço que a palavra tolerância. Vilsetes, Gigizetes ou outro adjetivos pejorativos perfilam-se ao lado da palavra respeito.

Olhar para o próprio umbigo, muitas vezes, é muito mais salutar ao Coritiba do que simplesmente atirar em outro torcedor que tem uma opinião diferente da nossa.

De nada adianta cobrar união e mais sócios se não conseguimos olhar para nós mesmos e ver quais atitudes tomamos, de forma concreta, para promover a tolerância, respeito e união entre nós mesmos.

Mais doce que açúcar, neste momento, seria união e tolerância dentro do Coritiba. Uma utopia que começa em nossa cabeça mas termina já no umbigo.




Em tempo: Antes que algum desavisado pergunte minha opinião sobre a coluna do Léo Lovo: O direito à informação só não vem antes que a segurança de Estado. Exceto neste caso, e tão somente nesta situação, a informação é um direito de qualquer cidadão.

Muito bem fez o presidente Vilson Ribeiro de Andrade em externar esta situação, assim como o Léo fez muito bem em alertar para o fato que pode ter passado despercebido. O direito de sua análise é livre e muito me surpreende a veemência como seu texto foi criticado.

Repito: concordar ou não concordar faz parte. Mas a ausência de respeito não.

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O Circo

27/03/2012 14h41
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



Quando eu era criança em Pato Branco, lá na década de 80, um dos grandes eventos da infância era a chegada do Circo. Normalmente a maioria deles, ficava em um terreno próximo à minha casa. Pronto. Durante uma semana já tínhamos programa.

Isso não se resumia a assistir ao espetáculo uma, duas, três, quatro e até cinco vezes. As tardes de brincadeiras também eram todas em volta da estrutura montada. Chegávamos perto dos bichos, conversávamos com os palhaços e demais artistas. Era mágico, sobretudo pelo fato de que naquela época sequer se pensava em internet. Televisão era muito limitada e a diversão se revezava entre o mega drive e as partidas de futebol.

Quem diria que décadas depois essas atividades se misturariam com minha rotina? O circo ficou cada vez mais distante. Não apenas da minha realidade, mas da brasileira como um todo.

A indústria do entretenimento cresceu vertiginosamente e acabou abocanhando outros setores – até o esporte, vejam só – e com isso o circo foi perdendo sua magia, seu encanto. Mágicos tornaram-se manjados, palhaços encontrados em qualquer canto e os animais – com toda a justiça do mundo – foram sendo banidos dos espetáculos. De Orlando Orfei ao Circo Spacial de Marcos Frota, todos foram perdendo seu encanto.

Eis que chega 2012 e minhas lembranças de infância são alçadas ao setor consciente do meu cérebro por um impulso do id. Tudo parece se repetir para reavivar as memórias de quando Thiago, André, Polaco, Fabrício e eu dividíamos as tardes com o maravilhoso cheiro da serragem, tão característica daquela época.

Acompanhar o futebol neste início de ano é voltar ao tempo de Orlando Orfei, sem a mesma classe, é claro. Lembro-me da zebra, aquele cavalo de pijama, que circulava pelo espaço apertado do picadeiro. Impossível não fazer uma ligação com o Coritiba, invicto há 49 partidas no Campeonato Paranaense, campeão invicto do ano passado, único time da Série A do torneio estadual e com chances remotas de chegar à final da competição.

Também há o Leão. Aquele animal que ruge, faz cara feia, mas já está tanto tempo dentro do cativeiro que perdeu a sua essência. Seus barulhos e caras feias assustavam poucas crianças, quiçá adultos. Nem as chicotadas estaladas do treinador, aquelas de mentira, surtiam muito efeito. Aqui na terrinha, um antigo leão, voltou rugindo. Mas é nos bastidores que tem demonstrado sua maior força.

As tortadas dos palhaços, ou seja, a comédia pastelão fica por conta da organização do Campeonato Paranaense. Na figura do seu presidente já fez e desfez o regulamento, tentou criar o comunismo individual, desapropriação para terceiros, voltou atrás, fez mágica ao arrumar dinheiro para pagamento da dívida que evitou o leilão do Pinheirão, virou as costas para seus filiados em detrimento de apenas um por motivos ainda desconhecidos do admirável público.

Agora, a corte de equilibristas, ou seja, o Tribunal de Justiça Desportiva recebe denúncia contra Coritiba e Atlético Paranaense pelo fato de o primeiro clássico ter contado apenas com uma torcida. Algo já abordado por mim, quando falei sobre a falência da segurança pública, uma vez que a admitida incapacidade – mesmo que momentânea – em administrar um clássico na Vila Capanema demonstra-se a ausência de ações concretas para conter a violência.

Agora, o Coritiba, que foi prejudicado pela medida, é denunciado no tribunal. Fato justo? Sim. Justíssimo. Era público e notório que a decisão feria, de morte, o Estatuto do Torcedor. Se há uma lei, ela precisa ser cumprida. Mas dirá você: “e que culpa tem o Coritiba?” Toda, respondo eu.

O Coritiba foi o clube, que inicialmente, manteve e deu poder ao presidente Hélio Cury quando Joel Malucelli tentou criar uma liga de clubes para medir forças com a Federação Paranaense. Seu então Presidente Jair Cirino foi a figura simbólica desta ação que culminou com a indicação do Coxa-Branca André Macias à vice-presidência da entidade.

Tem culpa também a partir do momento em que foi passivo com relação ao descumprimento do Estatuto. Tivesse apresentado uma denúncia ao próprio Tribunal ficaria, ao meu ver, livre de qualquer ônus pela decisão, já que teria alertado os órgãos competentes do atentado aos direitos – tão raros – do torcedor.

Mas Gibran, pergunta o leitor, você queria que o clássico tivesse ocorrido mesmo colocando a segurança dos torcedores em risco? Não, Pedro Bó, respondo eu. O responsável pelo problema era a própria Federação Paranaense que marcou o único jogo de interesse do primeiro turno do campeonato para uma quarta-feira de cinzas. Tivesse outro responsável, seria o Atlético Paranaense, mandante do jogo.

O papel do Coritiba nesta comédia pastelão, com mistura de drama e terror em seu enredo, seria apenas defender próprio clube e os interesses do seu torcedor. Mais: deveria já pensar no jogo da volta, uma vez que todos sabiam da pressão existente para que o que valeu para um, não valeria pelo outro. Afinal de contas, este filme, com estes artistas, já é um remake de antigas produções.

O resultado está aí, neste começo de 2012 que me lembra o cheiro da serragem dos circos de Pato Branco. Triste que a zebra negativa seja nosso time, os leões rugem do lado de lá e os palhaços, desta vez, somos nós.

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Os passionais

01/03/2012 21h35
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



Imaginem a cena: a mulher chega em casa, abre a porta e a primeira coisa que ela vê é o marido, professor universitário, ajoelhado no chão. Com uma das mãos estendidas ao céu ele grita, enquanto o outro braço passa pelos lados da TV como quem abraça alguém que ama muito. De sua boca, totalmente aberta, sai o som que corre pela garganta com as veias saltadas pelo pescoço de tanto esforço: "Goooooooooollllll".

A cena é hipotética, é claro. Mas facilmente aproximada de nossas realidades. Quem nunca fez algo semelhante ou viu uma situação parecida quando falamos de futebol? Amor em sua mais intransigente e intensa forma. Assim é a relação dos torcedores com seu time do coração.

Mas, agora, tente imaginar a mesma esposa, na sequência da cena, indo em direção ao seu marido, colocando as duas mãos em sua cabeça e em um movimento suave abaixa-se até beijar levemente sua testa e dizer: "Ah, meu amor. Sempre tão racional...". Este é um fato que certamente jamais presenciaremos, muito embora alguma vezes esta observação seja comum no futebol.

Não precisa muito, talvez algumas poucas derrotas ou resultados insatisfatórios, para algum profissional da bola dizer: "O torcedor é passional". A desculpa, mais do que esfarrapada, esbarra com toda a força na terceira lei de Newton e no senso comum. Ora, cidadão, é claro que torcedor é passional. Estamos falando de amor incondicional, e caso os torcedores não fossem passionais, ao menos no Brasil, certamente não existiria mais futebol.

Quem em sã consciência daria um forte e afetuoso abraço em sua tv ao ver um gol do seu time? Quem é que choraria de alegria ao ver seu time campeão? Quem faria promessas esdrúxulas sem vergonha alguma se não fosse pelo bem do seu time? É claro que o torcedor é passional.

Tão passional que continua amando seu time e acompanhando futebol quando tem no comando da Confederação Brasileira de Futebol alguém como Ricado Teixeira. Não deixa de lado mesmo que ano após ano pipoquem denúncias de irregularidades na arbitragem. Mesmo que não exista a mínima transparência no comando dos clubes de futebol ou ainda a menor segurança, seja dentro do estádio, fora dele ou ainda numa fila para a compra de ingressos. Até mesmo quando golpes são aplicados, no caso de clássicos com torcida única ou ausência da entrega de um troféu.

Mesmo assim o torcedor continua acompanhando o futebol e, por consquência, mantendo-o vivo no Brasil. O que faz com que os profissionais da bola possam alcançar salários inimigináveis, que dirigentes tenham poder e popularidade que jamais imaginaram e que gente possa aproveitar-se de um esporte - que desejam transformar em entretenimento - até o fim.

Mais curioso ainda é que normalmente estes são os personagens que reclamam do fato de o torcedor ser muitopassional.

É, pensando bem, às vezes nem deveria ser tanto.




Em tempo: Embora seja atitude muito infantil, Marcel tem todo o direito de não comemorar seus gols pelo Coritiba. O que queremos dele não é comemoração, mas sim gols e boas atuações. No primeiro caso são raros, no segundo inexistentes. Mas caso não esteja feliz com o clube, contrato ou torcida, acredito que pode sim pedir para sair numa boa conversando com a diretoria. O próprio Tcheco, em entrevista na saída do gramado, disse que o Coritiba pareceu um time de várzea. Coisa de quem é experiente, sincero e não tapa o Sol com a peneira. O gol no final mudou o resultado, mas não a atuação do time que precisa melhorar muito para o campeonato brasileiro. O Coxa precisa de mais Tchecos e menos Marcels.

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Impossível não lembrar

24/02/2012 12h16
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



São situações diferentes na sua essência, mas podem guardar mórbidas semelhanças. Ao ver este início de Campeonato Paranaense do Coritiba é impossível não se lembrar de 2005. O então presidente, Giovani Gionédis, fazia um trabalho de recuperação do Coritiba.

O clube havia retornado à Libertadores, tinha bons valores em campo e a autoestima do torcedor estava voltando com tudo. Gionédis, na época, era considerado por uma parcela muito grande da torcida como o salvador, o divisor de águas que faria o clube dar um grande salto de qualidade.

Contudo, infelizmente, chegou 2005. Depois das boas campanhas em 2003 e 2004, o Coritiba desfez-se de toda a sua base montada para pagar dívidas, que de fato, precisavam ser quitadas. O resultado foi que, numa sucessão de erros estratégicos no futebol Alviverde, o Coxa foi rebaixado para a segunda divisão.

Agora, apesar de a situação não ser a mesma, temos um presidente, Vilson Ribeiro de Andrade, com uma gestão que alcançou resultados que nem o mais otimista Coxa-Branca poderia imaginar. Apesar dos “quases”, o time quebrou recordes e ainda passeou no Campeonato Paranaense do ano passado, sem contar a boa campanha também em 2010. Vilson hoje representa a esperança dos torcedores em um futuro mais próspero.

Entretanto, no início deste ano, o Coritiba começa a desfazer sua base. Pelo menos meio time saiu, entre eles, peças-chave do elenco, como o volante Leandro Donizete, que além de simbolizar a raça Coxa-Branca servia como um elo entre todos os setores do campo. Léo Gago, que tinha a péssima mania de sumir principalmente em jogos decisivos, também vem fazendo falta. Aliás, até Bill está fazendo falta.

Marcel, não custa lembrar, em praticamente 10 anos de carreira teve uma boa temporada, que foi justamente no Coritiba em 2003. De lá para cá não conseguiu firmar-se em nenhum time. No banco, nenhum outro jogador de área, problema que tanto nos afligiu no ano passado. Esperar que Caio Vinícius possa resolver este problema seria ou ingenuidade ou excesso de otimismo.

Como cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça, é preciso começar a acertar todos os pontos. Se não há necessidade de contratações, é preciso que os mesmos profissionais que são pagos, estudam e qualificam-se para exercer esta atividade verifiquem onde esta o ponto falho.

Não vejo este time do Coritiba como uma equipe competitiva para a Série A, e estar virtualmente eliminado do primeiro turno do PR 12, cujo único time de primeira divisão é o próprio Coritiba, demonstra que há algo errado no time, elenco, ou seja lá onde for.

Sabedores que somos de que o Coritiba de Marcelo Oliveira costuma ter dificuldades em jogos decisivos, iremos para o segundo turno precisando vencer praticamente todas as partidas para participarmos da decisão do estadual ,que observado apenas do ponto de vista técnico, é obrigação para o time Alviverde, o único representante do Paraná na elite do futebol brasileiro.

De resto, fica o parabéns ao Cianorte, que mostrou ser possível, com um orçamento inferior, deixar para trás as grandes potências do futebol. Quem sabe o grande proveito deste primeiro turno de Campeonato Paranaense seja este exemplo de que sim, é possível, com orçamento menor levar a melhor sobre as grandes potências financeiras.




Atribuo metade à deselegância e os outros 50% à correria. Mas agora não tem mais jeito. Com o retorno do Leo Lovo e seu blog, ganham os leitores e ganha o site. Não há dúvida que irá agregar demais com conteúdos sempre pontuais e análises picantes. Concorde, ou discorde. Mas dificilmente sairás indiferente. Sem contar que é um Coxa-Branca de marca maior, que como poucos abdicou de sua vida e tempo livre pelo Coxa. Seja bem-vindo novamente, nós agradecemos!

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#forateixeira ?

11/02/2012 21h27
Gibran Mendes

 / Foto: divulgação



A semana promete ser de grande expectativa para quem, de fato, ama o futebol e as suas coisas. Uma das maiores ditaduras do mundo pode estar prestas a cair: a de Ricardo Teixeira na Confederação Brasileira de Futebol.

Jornalistas como Juca Kfouri e Cosme Rimoli colocaram em pauta os buchichos oriundos do Rio de Janeiro que dão conta que o presidente da CBF já está nos Estados Unidos com parte de sua família. A decisão já estaria tomada. Teria desfeito-se de sua fábrica de latícinios e gente graúda do comando da CBF estaria sendo demitida, entre elas o seu tio, Marco Antonio Texeira. Fato, que na verdade, seria para que pudesse apanhar a sua indenização. Juca Kfouri ainda revela que novamente Ricardo Teixeira tentou audiência com a presidente Dilma. Em vão, durante dois dias, ficou em Brasília com este objetivo.

Ricardo Teixeira, finalmente, deve renunciar ao comando do futebol brasileiro. O homem que quando recém-chegado - e com caneta cheia - quis mostrar todo o poder de sua tinta e mudou a história do Coritiba. Serviu de lição e mostrava o que viria. Ele que tornou a seleção brasileira de futebol algo distante do seu povo, levando o time para amistosos escabrosos em países sabe se lá por qual motivo além das polpudas bolsas, mas que nunca chegavam as pobres federações que o reelegiam sucessivamente. Ele, que veja você, fez com que a casa da seleção brasileira fosse Londres...

O responsável por uma gestão que volta e meia via-se em problemas com escândalos na arbitragem, mas que nunca deu retorno concreto a sociedade que consome, mantém, vive e o mais importante, ama o futebol. Ele que fez questão de reiterar que a entidade é privada, portanto, não há motivos para ninguém encher o saco.

O homem, que assim como seu sogro e mentor, era processado na Suiça por propina e que, por um acordo, não teria sido divulgado na íntegra após João Havelange deixar seu cargo no Cômite Olímpíco Internacional. Situação bem semelhante a saída francesa que se programa do que é responsabilizado como o motivo de tamanha rejeição popular à Copa do Mundo no Brasil.

O futebol brasileiro tem novamente, em suas mãos, a faca e o queijo. Tudo para modificar seu rumo, implantar o profissionalismo e poder voltar a figurar como melhor futebol do mundo. Não deixar prosperar a gestão de, vejam vocês, José Maria Marin, o vice-presidente da entidade. Aquele que foi flagrado, durante a final da Taça São Paulo de Futebol Juniores, no momento em que pegava uma singela lembrança: uma medalha, que teria faltado ao goleiro do Corinthians.

Enquanto isso, nós meros torcedores, ficamos na expectativa do dia 16 de fevereiro, data que se confirmada pode ser o início de uma importante mudança. Mas para isso é preciso agir. Torcedores, clubes e federações. Caso contrário, cairemos na mão de outro ditador e passaremos mais algumas décadas lamentando o tempo perdido e lembrando do século passado.

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Faz aí, piá!

06/02/2012 22h57
Gibran Mendes

 / Foto: Divulgação



Dia desses jogava uma partida de FIFA 12 pela xbox live, rede para jogos online. Com o Coxa enfrentei um torcedor do São Paulo, que constrangido com a sonora goleada aplicada pelo Verdão, mandou a seguinte mensagem após a partida. "Aí paranaense, quem pia é galinha˜. Como se aquilo pudesse me atingir, chegou até a ser engraçado. Mas o fato me lembrou de outra frase bem interessante, quem bota ovo e não pia não é galinha, é pato!

Pois bem, o Coritiba viveu um final de semana atípico. Não só o Coxa, mas o futebol paranaense. Pela primeira vez na história dos nossos clubes de futebol um campanha de marketing foi tão bem articulada como o lançamento da camisa do Coritiba da Nike. Diversos materiais de divulgação, presença do clube no hall dos clubes representados pela empresa e o lançamento ao lado da camisa da seleção da CBF.

Mas mais do que isso, todo o material utilizado para a campanha faz referências e utiliza-se de coisas próprias do Coritiba, não apenas destacando as qualidades já existentes no clube e em sua torcida, como criando e fortalecendo a identidade entre clube, torcida e o fornecedor de material esportivo.

A campanha, com um texto belissímo, resume o espírito Alviverde. Um layout de camisa jamais poderá agradar a todos. Isso é simplesmente impossível. Mas é impossível negar o envolvimento, empenho, dedicação e identificação no primeiro contato do Coritiba e sua torcida com a sua nova fornecedora de material esportivo.

Posso dizer, que sem dúvida ,estou surpreso. Estar no hall do seleto time de equipes que tem parceria com a Nike, sem dúvida, era algo que ajudaria a divulgar ainda mais o Coritiba e elevaria a outro patamar nossa visibilidade. Mas nem de longe esperava tanta dedicação e identificação no trabalho realizado.

Parabéns para a direção do Coritiba. Parabéns para a Nike e toda a sua equipe. Parabéns a torcida do Coritiba, que hoje, além de ser do clube mais vitorioso do mundo, conta com uma equipe de craques também fora de campo.

O resto agora é conosco.

Faz aí, piá!

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