Gibran Mendes

O Paraná sempre foi considerado um estado conservador politicamente. A predominância de governos de centro-direita sempre foi o principal argumento utilizado para estava avaliação, muito embora a discussão sobre esquerda e direita hoje seja protagonizada por intelectuais que tentam estabelecer a diferença que separa uma da outra, no momento em que a maioria dos homens públicos, salvo as exceções, notabilizam-se por suas posturas de centro.
Contudo, este não é o tema central do texto. Mas sim a forma como o Paraná entra, pelo lado errado, no comunismo. Esta ideologia tinha como objetivo primário uma sociedade igualitária, baseada na propriedade comum, fosse ela um bem de valor monetário ou intelectual. Uma das fases de implantação do Comunismo, a exemplo do que ocorreu em Cuba e na falecida União Soviética, era a expropriação dos bens privados.
Este foi o fato que sempre mais chamou a atenção e deixou de cabelo em pé os grandes latifundiários e agregadores de capital. No Brasil não foi diferente. O medo da força vermelha que vinha de parte da Europa, sob a tutela da União Soviética, levou o País a um dos períodos mais sombrios de sua história, a ditadura miliar.
Hoje, passada a discussão capitalismo x comunismo e no momento em que o Fórum de Davos, berço da vanguarda da economia mundial, discute novas formas do capitalismo superar suas próprias contradições e evoca as principais cabeças pensantes para formular novas fórmulas para o modelo econômico, eis que surge Hélio Cury.
O presidente da Federação Paranaense de Futebol não está em Porto Alegre, no Fórum Social Mundial e tampouco em Davos, mas acaba de inventar um novo modelo econômico. O comunismo individual.
Entenda-se: Ao articular, junto ao presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, a cessão – quase – gratuita do Couto Pereira ao clube da baixada, Hélio Cury tenta a expropriação de uma propriedade privada, sob o pretexto de bem público, quando na verdade trata-se de uma medida para beneficiar apenas uma instituição em prejuízo a tantas outras que submetem-se as esdrúxulas regras criadas pela entidade por ele presidida.
Cury tenta abstrair o direito de propriedade privada, previsto na constituição, para atender interesses que ainda não estão bem claros e definidos, embora circule livremente nos meios de comunicação e em papos de boteco a sua intenção em colocar seu nome a disposição das urnas e dos eleitores, que vão eleger seus representantes municipais pelos próximos quatro anos.
É. Talvez o lugar do Atlético não seja o Couto Pereira. Assim como talvez o lugar de Hélio Cury, o subversivo, não seja a Federação Paranaense de Futebol ou a Câmara Municipal de Vereadores. Talvez o local ideal para a vanguarda do pensamento econômico paranaense seja mesmo a tribuna do Fórum Social Mundial, ou ainda, Davos, onde a tese da expropriação do capital privado para o uso individual possa ser apresentada e entendida, situação que não ocorre aqui na aldeia.
* O título da coluna é Subversivo, em russo.
No próximo texto abordarei motivações e consequências desta contenda jurídica.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

O Coritiba nunca teve interesse em alugar o Couto Pereira ao seu maior rival. A afirmação é do presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. O ex-executivo do HSBC e advogado assumiu a vice-presidência do clube em meio a um turbilhão, com o Coxa vivendo seu pior momento.
Prestes a disputar uma segunda divisão, com dificuldades financeiras devido aos dois anos da primeira gestão de Jair Cirino e cheio de conflitos internos. Para piorar a situação: contava apenas com o apoio de sua torcida e de rarissímos políticos*, ainda sequer sabia onde jogar. Perigrinou pela Vila Capanema, Carangueijão e Arena Joinville.
Passados dois anos, um recorde mundial, três títulos e dois quases, Vilson Ribeiro de Andrade volta a estar no centro de uma polêmica: o aluguel do Couto Pereira ao Atlético Paranaense.
Em entrevista exclusiva ao blog, Vilson garantiu que o Coritiba nunca teve interesse em fazer negócio, avaliou que a Federação extrapolou seus direitos, que a luta do Coxa é até o fim, mas sem loucuras e disse que conta com o apoio de André Macias, vice-presidente da FPF ligado ao clube.
O presidente do Coxa ainda falou sobre o número de sócios, cobrou maior participação da torcida, criticou torcedores de ocasião e deixou um recado claro para quem acha que o todo o imbróglio envolvendo o aluguel do Couto Pereira não passa de um teatro.
Confira a entrevista:

Blog: Qual foi a primeira vez que o Atlético procurou o Coritiba para falar do aluguel do Couto Pereira, mesmo que informalmente? A negativa já foi dada desde o primeiro momento?
Vilson Ribeiro de Andrade - A primeira conversa com o Coritiba foi num encontro informal com o ex-presidente Marcos Malucelli. Ele pediu uma agenda para se falar sobre a possibilidade de o Atlético jogar no Couto, isso foi no início de agosto de 2011. E o Coritiba se colocou à disposição para conversar, mas sem nenhum compromisso formal em cessão. Em nenhum momento, saliento, foi discutida a possibilidade de cessão; foi discutido apenas o compromisso de agenda.
Blog:Por qual motivo o Sr. acredita que a direção do Atlético tenha enviado ofício diretamente à FPF no apagar das luzes do tempo máximo?
VRA - Eu entendo, e até foi dito pelo próprio presidente do Atlético, que ele usou este artifício para não ter o constrangimento de ouvir um não do Coritiba. Entendo que a resposta do presidente do Atlético deve ter sido o motivo de ele não ter enviado diretamente a carta.

Blog:Dada a média de público do Atlético no último ano é plenamente possível que outro estádio, como a Vila Capanema seja utilizada pelo rival. Por qual motivo o Sr. acredita em tamanha insistência para o uso do Couto Pereira, sobretudo após tantas críticas ao estádio?
VRA - Na minha visão, o Couto oferece as melhores condições do estado do Paraná. O conforto, o local para 37/38 mil torcedores autorizados. Então, eu acredito que a insistência do uso do Couto é por todas essas condições que o estádio oferece hoje, já que não há nenhum outro em Curitiba com toda essa infraestrutura.
Blog: O Coritiba anunciou, por meio de nota oficial, que irá até o fim para defender o interesse do clube e de sua torcida. Qual é o limite máximo que o clube está disposto a enfrentar nesta batalha?
VRA - O Coritiba vai buscar todos os meios disponíveis na defesa dos interesses. Evidentemente, o Coritiba não vai fazer nada que coloque em risco o futuro da sua agremiação, contrariando dispositivos legais que possam, inclusive, fazer com que o clube corra o risco de ser desfiliado das disputas em que está inscrito. E bom lembrar também que, neste contexto, temos que seguir o que rege os nossos estatutos.

Blog: Informações extra-oficiais dão conta que desde a final da Copa do Brasil o Coritiba teria perdido cerca de 8 mil sócios, tendência que deve continuar caso o aluguel seja concretizado, uma vez que inúmeros torcedores pretendem deixar seus planos de lado. Que impacto isso teria para o clube? Como evitar que ocorra uma perda maior no quadro associativo?
VRA - Este é um problema muito sério porque o torcedor exige muito, mas não há colaboração de grande parte da torcida. Se analisarmos que hoje temos mais de 1.2 milhão de torcedores, é inaceitável que tenhamos apenas 25/27 mil sócios adimplentes. O torcedor do Coritiba tem que entender que, além do protesto que faz, precisa contribuir com o clube. No meu entender, essa evasão de associados vem desde julho passado, quando atingimos 31 mil filiados; Assim, eu acho que a torcida do Coritiba precisa reavaliar este conceito. Se ela não ajudar o clube, o Coritiba vai continuar na mesmice de sempre. Nunca vamos disputar títulos brasileiros importantes; vamos sempre ser candidatos a não cair. Em resumo, o papel da contribuição dos nossos torcedores, dos nossos aficionados, é de fundamental importância para a sobrevivência e crescimento do Coritiba. Pior que isso é a atitude daqueles que só pagam o plano de sócio em jogos decisivos. Me desculpem os que pagam o plano só para ver um jogo: o Coritiba não precisa deste tipo de sócio.
Blog: O Coritiba teria interesse, em alguma hipótese, alugar o estádio ao rival? Em caso positivo, de que forma um pacote de jogos ou apenas algumas partidas poderiam impactar no orçamento do clube? Este impacto, seria suficiente por exemplo, para dirimir eventuais perdas no quadro associativo e no uso do estádio e aí incluí-se o uso do gramado?
VRA - O Coritiba nunca teve interesse em alugar o seu estádio ao rival. Evidentemente, o futebol é uma mão dupla e os clubes precisam se unir fora de campo. Agora, isso não é analisado racionalmente. A maior parte dos torcedores age de forma passional e vê tudo apenas sobre um ângulo passional. O clube também precisa ver de um ângulo passional – isso faz parte da alma do futebol -, mas com equilíbrio. Evidentemente que, se o Coxa não locar o seu estádio, deixa de ganhar uma fonte considerável de receita. Espero que a torcida do Coritiba compreenda isso e volte a se associar ao clube. Só discurso não basta: se o torcedor não ajudar, o clube ficará refém destas imposições.
Blog: A CBF, por meio do porta-voz de Ricardo Teixeira, o Rodrigo Paiva, já disse anteriormente que não estaria envolvida nesta questão e que "o problema era do Atlético". A que o Sr. atribuí esta postura da FPF contrariando a posição da CBF?
VRA - Em relação à posição da CBF e da questão da Copa, eu entendo que a Federação tentou tomar uma posição no sentido de, talvez, resolver o problema para um de seus filiados. Mas a entidade tem que entender que os filiados são Coritiba e Atlético, que nem sempre têm interesses convergentes. A FPF, para cumprir o seu verdadeiro papel, tem que buscar o diálogo e o equilíbrio entre as partes. Por isso é que se tornou evidente que a medida tomada contra o Coritiba, no caso da requisição unilateral do Couto Pereira, foi um ato duro que extrapolou os direitos da Federação.

Blog:O vice-presidente da Federação, André Macias, é ligado ao Coritiba. De que forma ele pode ajudar neste processo e como ele está envolvido nas discussões?
VRA - Eu acredito que o André Macias poderia sim ajudar muito o Coritiba; e eu conto com a ajuda dele.
Blog:O Sr. acredita que há uma diferença no tratamento da direção da Federação - a mesma que o Coritiba apoiou nas últimas eleições quando havia possibilidade da criação de uma liga - em relação ao Coritiba e Paraná Clube quando comparado ao Atlético Paranaense?
VRA - Em relação ao tratamento diferenciado, eu não sei. Isso tem que ver. Eu acredito que a Federação Paranaense (assim como a CBF) tem que agir como magistrado, na defesa do interesse de seus filiados. Como um pai que toma decisão na sua casa, no intuito de conciliar a diferença entre seus filhos. O pai tem que ter o equilíbrio e tem que ser justo; e é isso que eu espero da Federação Paranaense de Futebol e da própria CBF.
Blog:Qual seria o prejuízo (ou lucro) estimado pela direção com o valor fixado pela FPF em R$ 30 mil por jogo?
VRA - R$ 30 mil é um preço fora de cogitação.
Blog: Para finalizar: Nas redes sociais torcedores, sobretudo do rival, fazem galhofa e dizem que este processo trata-se de um teatro para não desgastar a direção do Coritiba. Que resposta o Sr. daria a esta tipo de comentário?
VRA - Vamos analisar o que foi feito juridicamente. A prática. Eles acham que é teatro a petição com a qual o clube obteve a liminar junto ao Superior Tribunal da Justiça Desportiva!? Me poupem! Teatro é exatamente esse tipo de atitude. Para nós, isso é coisa muito séria. O Coritiba é um clube sério. E tem uma Diretoria que leva isso como princípio de ação.
*Os nomes dos três políticos que defenderam o Coxa não foram citados por um motivo: o autor do blog quer evitar qualquer politização do espaço, contudo lembra muito bem o nome dos três.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Juca e Bruno eram vizinhos. Juca, o mais velho, desde pequeno mostrou ser determinado. Seu pai, mecânico, trabalhava duro na oficina para colocar comida na mesa. Mas mesmo assim, juntando algumas peças e comprando outras, foi aos poucos juntando o material necessário para fazer um carro para quando seu filho completasse 18 anos.
Enquanto isso, Bruno, o mais novo, com uma ponta de arrogância tirava sarro do esforço do Seu Almeida para montar um carro para o vizinho. Dizia que aquilo tudo era besteira, fazia pouco caso e até tentava tirar sarro de Juca junto aos outros vizinhos, que ameaçavam uma ou outra risada, mas no fundo gostariam de ter um pai não apenas preocupado, mas que demonstrasse a eles mesmos o quanto é necessário esforço para conseguir o que é seu.
Quando chegaram a adolescência a febre por carros cresceu. A turma toda tinha entre 15 e 18 anos. Juca, quase chegando à maioridade penal, já podia dar algumas voltas no bairro com o seu carro. Era a alegria da rapaziada do bairro. Todos davam voltas e ele, generoso, volta e meia emprestava para os amigos darem uma “banda”.
O único que recusava os convites para o Juca Móvel, como os amigos carinhosamente chamavam o veículo do vizinho, era Bruno. Ironizava a forma como o carro foi feito, ignorando os anos de luta, disciplina e doação do pai do vizinho. Não se sabe ao certo o motivo, mas fato é que fazia pouco caso. Ao ver o possante passando costumava dizer: “Lá vai o Juca e seu Pinga-óleo”.
Contudo, o carro que seu pai tinha e lhe propôs emprestar vez ou outra não servia. Faltava uma porta e outro pedaço era remandado. “Não está completo”, dizia Bruno. Este fato, por exemplo, impedia de grandes deslocamentos com o carro. O mercadinho do Bairro era o limite, afinal de contas, para ir mais longe era preciso ter um carro completo, inteiro, acabado.
Nâo que fosse falta dinheiro, afinal, a família de Bruno dizia ser muito abastada para as redondezas. Mandou, por exemplo, importar casacos uruguaios e roupas do Equador. Elas deveriam ser utilizadas sempre na segunda-feira, tradição familiar.
Mas ao esbanjar, faltava dinheiro para finalizar o carro que continuava encostado e servindo apenas para translados curtos, sempre guiados pelo pai, uma vez que Bruno continuava com vergonha e até receio de dirigir seu automóvel, mas sem abrir mão das gozações contra Juca.
Os anos se passaram e a novela seguiu exatamente da mesma forma. Um gastando dinheiro e outro poupando. O carro de Juca já era o maior e melhor do bairro. De longe. Mas mesmo assim Bruno continuava com a galhofa. Mas ao perceber que seus argumentos esgotavam-se, pediu para que seu pai, funcionário público, abrisse um crédito para terminarem finalmente o carro da família.
Ocorre, que enquanto o financiamento do funcionário público era avaliado, Bruno teve proposta para fazer alguns trabalhos em outra cidade. O negócio parecia ser bom, contudo, ele precisaria de um carro e não existia outra opção de transporte rápida e ágil o suficiente. Precisava para já.
Esperou a chegada do seu pai em casa e comentou com ele tudo o que aconteceu. Também falou sobre a forma como ficou pensando, várias vezes, em engolir o seu orgulho e pedir emprestado, para Juca, o carro por dois dias. Para que pudesse ir até a cidade vizinha e fazer seus negócios. Seu pai, servidor público, ouviu tudo atentamente e com olhar resiliente falou para o filho:
“Bruno, durante anos você tirou sarro do Juca, mesmo ele tendo algo que você não tinha. Não lhe parecia óbvio que isso aconteceria? Quantos anos tua mãe lhe disse que a língua era o chicote da bunda? Agora, filho, a única coisa que você pode fazer é não pedir emprestado. Tenha dignidade. Vou lhe ajudar a ter o seu carro completo, com o financiamento, mas mostre coerência”.
Bruno, entendeu o recado. Teria a ajuda do pai para ter seu carro completo.
Mas sentindo a vergonha percorrer os vasos sanguíneos do seu rosto, ruborizado de constrangimento, concordou com o pai e foi dormir. Sem carro e sem negócios.
Hoje, 3 de janeiro, é um dia especial para mim. O real motivo de ser Coxa-Branca e também existir completa 61 anos. Aniversário do meu pai. Feliz Aniversário Mendelau. O homem que me ensinou a ser jornalista, torcedor do Coritiba e, sobretudo, noções rígidas de caráter.
Do teu filho, que cheio de orgulho do pai que tem, te ama muito.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece. Ainda indignado com a apresentação do Coritiba no clássico de domingo leio a entrevista do futuro presidente, de fato e de direito, Vilson Ribeiro de Andrade ao jornal Gazeta do Povo.
O Manda-Chuva Coxa-Branca disse com todas as letras que estampam um dos destaques do periódico paranaense: "Parece que o Coritiba se entregou". Sério mesmo? Realmente essa foi a impressão que o nosso vice, e agora futuro presidente, teve? Pois foi a praticamente a mesma impressão que os mais de 2 mil torcedores que aceitaram correr risco de enfrentar filas, chuva, polícia, torcida adversária, entre outros revezes tiveram. Isso sem contar o restante da nação que acompanhou o jogo pela televisão e emissoras de rádio.
A grande diferença, neste caso, é que nós torcedores comuns nada podemos fazer a não ser reclamar. Mas nosso dirigente, baseado em uma administração profissional e de vanguarda, pode usar sua caneta cheia. E o que ele fará com base nesta avaliação? Quais medidas corretivas serão tomadas para que em 2012 o time não pipoque? Para que o Coritiba não se entregue?
Aliás, o (vice) presidente também disse na mesma entrevista que o time teve uma excelente semana, cheia de reuniões e com um grupo todo motivado. Então fica outra dúvida: Qual foi o momento em que o Coritiba se entregou? Teria sido no primeiro gol do Cruzeiro? No segundo? No terceiro? No quarto? No quinto? Ou ainda no sexto? Ah, não mesmo. O Coritiba não dependia de nenhum resultado, apenas de si mesmo. Então por qual motivo o time se entregou?
A avaliação deverá ser criteriosa e profissional para que estes problemas não voltem a ocorrer. Afinal de contas, como sócios, temos o direito de cobrar o que nos foi prometido. Uma vaga na libertadores escapou pelo meio dos dedos de todos nós, jogando com um time rebaixado e infinitamente mais desqualificado. Situação ainda pior se avaliarmos que o Coritiba perdeu cinco pontos dos seis disputados para o Atlético.
Isso passa pela definição do elenco, de quem será renovado, da manutenção de ícones e ídolos do time como Leandro Donizete, revelação das categorias de bases que devem subir à equipe principal, assim como a contratação de reforços que cheguem para resolver os problemas que durante todo este ano enfrentamos. Um bom exemplo disso foi a ausência de atacantes.
Agora, com o final do campeonato e após os cabeças do Coritiba já terem lamentado a queda do rival pelo bem do futebol paranaense é chegada a hora de pensar no Coxa e só no Coxa. Quem fica? Quem vai? O que será feito para que o Coritiba não se entregue mais?
Todas estas perguntas devem e podem ser respondida pelos profissionais do clube. A torcida tem o direito de saber, ainda mais em uma administração transparente e voltada ao seu associado. Ou estou errado?
Com a palavra Vilson Ribeiro de Andrade e Felipe Ximenes.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Um time que joga contra outro rebaixado precisando da vitória...
Um time que joga um clássico no estádio do rival com a torcida adversária com clarões e clarões sem presença nas arquibancadas...
Um time que precisando de uma vitória cria apenas uma chance de gol, com um lateral, no final do jogo...
Um time que tem como grande surpresa na escalação Everton Costa...
Um time que tem Leonardo como principal atacante de referência....
Um time que leva um gol na jogada mais manjada do adversário...
Um time que teve pouca, para não dizer nenhuma, atitude no momento mais decisivo do campeonato...
Um time que é dominado durante todo o primeiro tempo por um time que já estava rebaixado pelos outros resultados...
Um time que deixa um tabu cair quando isso menos podia acontecer...
Um time que tem um técnico que todos já sabem o tom da entrevista coletiva após mais uma derrota fora de casa...
Um time que para ir à Libertadores precisava de apenas um gol e nem perto disso chega....
Um time que durante todo um semestre viveu apenas de um recorde e deixou de olhar para as próximas oportunidades...
Um time que venceu apenas três partidas fora de casa e o técnico continua insistindo que não há nada de errado....
Um time que tem um técnico que inventa em jogos decisivos...
Um time que teve duas oportunidades para ir para a Libertadores e não aproveita nenhuma...
É um time que não mereceu ir para a Libertadores.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Se o futebol é maravilhoso, também é cruel. Durante 37 rodadas dois times diferentes traçaram seu caminho que agora, de forma inédita, decidirá de formas opostas, mas na mesma intensidade, o futuro de cada uma.
O Coxa, contrariando a maioria, inclusive eu, está mais vivo do que nunca na briga pela Libertadores e nunca esteve tão perto neste campeonato. Jogará contra um time abatido, segundo relatos dos setoristas do clube após a partida contra o Coelho. Tem a defesa de um tabu que já vai para quatro anos e, novamente, tem a chance de fazer na casa do rival a festa, de novo.
Mas nem por isso o jogo será fácil. Além da remota chance matemática, o time da Baixada tentará buscar um último suspiro e, quem sabe, um prêmio de consolação ao tirar o Coritiba da Copa Libertadores da América em 2012. Neste caso, o resultado poderia ser desastroso e colocar em xeque toda a bela temporada de 2012. Esta equipe do Coritiba poderia - talvez até injustamente - ficar tachado de time do quase.
Contudo, um resultado positivo colocaria a torcida em um grande estado de sintonia para a próxima temporada. Mostraria que o Cori é de fato um time de chegada e pela rivalidade, é claro, traria motivos de festa para a torcida por novamente fazer a festa na arena da baixada.
Aconteça o que acontecer, ficará marcado. Embora o roteiro ainda esteja sendo escrito, o que acontecer está destinado à literatura esportiva e conversas de boteco para sempre. A história, quem contará, serão os próprios jogadores dentro de campo e os dirigentes e comissão técnica que fora dele ajudam na redação e edição final.
Alea jacta est.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Embora não seja novidade, o futebol brasileiro tem registrado um fato interessante. Uma nova leva de ídolos, não se sabe por quanto tempo, está sendo criada. Não são atacantes cujo menino grita o nome ao marcar um gol na pelada, nem os meias criativos que decidem um jogo. Nem Neymar e tampouco Lucas. São os dirigentes ídolos.
Não se questiona o mérito daquele ou de outro dirigente. É preciso ter muitos acertos para transformar em elogios o que normalmente são críticas, principalmente quando falamos de torcedores.
No Santos, Luís Álvaro, fez o não ocorria desde a década de 70, quando o mesmo Peixe segurou Pelé das investidas estrangeiras. O bom momento econômico brasileiro ajuda, é verdade, mas a ousadia do Santos foi certeira e agradou não apenas o torcedor santista, mas também quem gosta do bom futebol.
Ainda temos no Vasco o ídolo dentro de campo e agora fora dele, Roberto Dinamite. O ex-atacante assumiu o comando de um Vasco da Gama combalido, rumo à segunda divisão. Muito embora pesem denúncias contra sua administração, hoje o time é a sensação do País. Campeão da Copa do Brasil e faz brilhante campanha na Série A. Recentemente Fernando Carvalho no Inter e Mário Celso Petraglia, no rival.
Agora chegou a vez do Coritiba. Presidente de fato e agora também de direito, Vilson Ribeiro de Andrade foi alçado a um status que há muito tempo não se via no Coritiba. O principal dirigente do clube, hoje, talvez seja o maior ídolo de sua torcida.
São dois lados distintos. O primeiro, que isso pode ser maravilhoso. Pois mostra um trabalho de recuperação fantástico de um clube que praticamente estava condenado ao ostracismo durante anos, culpa de uma péssima administração da qual Vilson também não pode se dissociar totalmente. Mas fato é que o clube está em recuperação.
Contudo, também há um risco muito grande. Para todos estes dirigentes, inclusive para Vilson. A relação de torcedores com seus ídolos, e a recíproca costuma ser verdadeira, é volátil. É preciso lembrar que todos eles são passíveis de erros, pois são homens comuns, embora as vezes possam posar de super-heróis.
O nosso, por exemplo, peca na falta de transparência em coisas básicas, como a ausência de uma prestação de contas sistemática ou resposta aos sócios em questões simples, como a venda de ingressos para o AtleTiba, que extra-oficialmente, ficou conhecido como a farra dos conselheiros. Alguns deles cantavam em verso e prosa como conseguiram seus bilhetes, de forma adiantada para si e alguns dos seus familiares. Isso tudo na fila com quem ainda tinha uma madrugada inteira pela frente.
O perigo, também mora, no fato de que o dirigente em questão passe a julgar-se maior que o clube. Fruto de tantas e reiteradas homenagens, apelos, elogios e ratificações.
Hoje, Vilson é sem dúvida um ícone do Coritiba. É a cara da atual gestão que tirou o clube de um futuro desconhecido e temerário para encher de esperança os corações alviverdes. Este é o cenário do clube que ostenta a maior série de vitórias consecutivas do mundo conquistada por um time que pode ficar marcado, também, por ser o time do quase...
Mas para todos estes cenários temos, no mínimo mais dois anos pela frente. Vilson decidirá o futuro do Coritiba e de seus milhares de seguidores. Assim como escreverá seu nome no clube, como fizeram Evangelino e Jair Cirino, cada um ao seu jeito. Mas escreveram e nunca mais será apagado
O ano do Coritiba está terminando, mas 2012 já está começando. O fim de uma temporada do quase, poderá ser quase apagado com duas hipóteses. A primeira é a conquista da Libertadores da América, que também passa por última fatídica, e possível, histórica partida. Desta forma o ânimo da torcida para o próximo ano também poderá ser desenhado por apenas um jogo. Muito injusto. Mas o futebol as coisas são assim. O último jogo do campeonato brasileiro será decisivo para como esse time será lembrado e como será o início da primeira gestão de Vilson Ribeiro de Andrade como presidente do Coritiba, de fato e de direito.
Identificação + raça + comprometimento = reconhecimento.
Essa é a fórmula matemática de Tcheco em seu retorno ao Coritiba. Tanto é assim que o grande Coxa-Branca Jonny Berica iniciou uma campanha no Facebook pedindo a renovação do meia para a próxima temporada. Para conhecer o movimento, que já conta com mais de 1.600 adeptos, clique aqui.
Assino contigo, Johny.
Me despeço deste texto deixando alguns abraços. Vão para o Fernando e Ricardo Guerra, empresários pato-branquenses, que além de investirem no Coxa transmitem todos os jogos que podem em sua emissora de rádio no sudoeste. Coisa incomum para um local que se hoje começa a ter mais torcedores de times do Paraná, vivera durante bom tempos da rivalidade grenal. Ricardo, inclusive, é dono da maior coleção de camisas do Coritiba. Coisa linda de se ver, praticamente um memorial Coxa-Branca.
Abraços também aos advogados Paulo Cesar Aguiar Beraldo Filho e Marina Kalluf, grandes Coxas e que tem que aguentar um colega atleticano, que apesar de gente boa, é chato pra caramba.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Desde a dita união de marretas em 2009 para a demolição do atual Couto Pereira que o novo estádio do Coritiba passou a ser tratado com cuidado e parcimônia e já não era tempo. Não podemos lamentar este episódio ter sido engavetado, sobretudo pelas notícias de dificuldades financeiras que envolvem a antiga parceira, a WTorre, bem como os problemas enfrentados pelo Palmeiras na reconstrução do seu Palestra Itália.
O tema parecia esquecido, tão irreal quanto a maquete do arquiteto Tomas Taveira, até o vazamento da informação de que o clube, ao lado de investidores e da empreiteira OAS, negociava para a construção de um novo estádio onde hoje está localizado o Pinheirão.
De elefante branco, o estádio passou a ser a noiva do ano, como gosta de dizer o presidente de fato, Vilson Ribeiro de Andrade. Apesar de abandonar o Alto da Glória, que mora nos corações da torcida e ir para um local decrépito, o Pinheirão, a torcida comprou a briga devido a credibilidade que Vilson conquistou relançando no cenário nacional após a tragédia diretiva de 2009.
Pois bem. Hoje a Gazeta do Povo traz a notícia de que as negociações com a Federação Paranaense de Futebol endureceram. Outros interessados na área passaram a negociar diretamente com Hélio Cury e dificultaram uma negociação que era dada como certa, pelo menos por parte da imprensa e do conselho Alviverde.
Mas a negociação do Pinheirão, cheio de imbróglios jurídicos e além de trazer apenas uma mísera boa lembrança para a torcida Alviverde é boa para quem? Para o Coritiba? Sim, possivelmente. Dada as condições do negócio, que circulam pelos bastidores, seria um acordo extremamente rentável e com grandes vantagens para o Coxa.
Então deve, o Coritiba e seus parceiros, lutar com unhas e dentes para cravar seu endereço no Tarumã? Definitivamente não. As vantagens deste negócio não se resumem apenas ao Coritiba, muito pelo contrário. Um enorme e gigantesco penino seria descascado com a solução, como já relatado muito bem em diversas matérias veiculadas em nossos periódicos do Estado, bem como em blogs de jornalistas esportivos.
Tudo isso para falar o óbvio: se o Coritiba e seus parceiros têm condição de buscar outras alternativas para o novo estádio Alviverde, deve sem dúvida fazê-lo. Outros locais, como o próprio Campo Comprido, onde há terrenos grandes disponíveis e trata-se de uma área em franco crescimento em nossa cidade, além da facilidade de acesso, podem começar a ser avaliadas como alternativas para o novo lar Coxa-Branca.
Muito embora eu tenha grande resistência pela saída do Alto da Glória, é inegável que nas condições postas o Coritiba poderia sim dar um grande salto de crescimento. Contudo, isso não pode ser a qualquer preço e muito menos entrar em uma jogada de valorização que teve início, supostamente, pelo vazamento do interesse na área cujo interesse de compra anterior à divulgação do projeto era tão grande quanto pela aquisição do Cristo Redentor por um turista na baía de Guanabara.
Se o Coritiba pode ter um novo estádio, moderno, com fácil acesso e que trará ganhos de rendimentos, além de imagem para o clube, aliando conforto aos seus torcedores, ótimo. Se este estádio puder não ser onde hoje é o Pinheirão, melhor ainda. Por isso, diante da nova novela que parece se instaurar a pergunta que deve ser feita é: A negociação do Pinheirão é boa para quem?
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

Setores da torcida Coxa-Branca têm por mania, até intrínseca, reclamar de tudo e de todos. Desde a pintura da rua Mauá, passando pelo estádio e pela voz de qualquer narrador, terminando em qualquer ação administrativa. Não que não devamos ser críticos, mas há que tomar o cuidado para não reclamar sem antes olhar para o próprio umbigo. Mas, sem dúvida, boa parte das críticas recai sobre a imprensa e os veículos de comunicação.
Sempre fui combativo com relação a esta prática. Os jornalistas, em sua maioria, nada mais transmitem que os fatos. Se algo é notícia, não há como reclamar. Foi assim com o Eternamente 75% Coxa, com a queda e a sequências de desastres que a sucedeu e agora com a cobertura do aniversário do clube.
Quando tinha pouco mais de 7 anos meu pai, também jornalista, já dava-me a primeira lição, a básica das básicas: “Se o cachorro morde um homem, isso não é notícia. Mas se o homem morde o cachorro, aí sim, isso é notícia”.
Pois bem, depois deste pequeno prólogo, trago estatísticas interessantes que li no blog Teoria dos Jogos, de Vinícius Paiva, hospedado no globoesporte.com. Trata-se do número de transmissões e o total de horas de exposição que os clubes tiveram, sem contar a Série A, envolvendo diversas redes de televisão.
Com 38 transmissões Santos e Vasco ficaram empatados em primeiro lugar. O terceiro do ranking, pasmem, foi o Coritiba com 26 jogos seguido por Flamengo e São Paulo com 24 e Palmeiras com 23. A lista, quantitativa, leva em conta somente as transmissões, sejam elas nacionais ou locais.
O número é impressionante e demonstra com clareza que o Coritiba e sua torcida não podem ficar choramingando o fato de não terem o retorno de mídia ou a cobertura da imprensa que julgariam ideal. Embora, sim, já tenha sido prejudicado inclusive pela hoje aliada CBF, o Coxa não pode ficar reclamando eternamente. Até mesmo, porque ao culpar os outros por tudo e todos, não percebe os próprios e erros e desta forma não há como evoluir.
Meu sogro diz que não existe mau funcionário, mas sim mau chefe. O mesmo vale nesta situação. Seremos reflexo nos veículos de comunicação de nossas próprias atitudes.
Portanto, o Coxa deve é buscar um processo de evolução contínua e constante, para que de coadjuvantes, possamos passar a atores do primeiro escalão nas novelas do futebol nacional. Com bons resultados dentro de campo a cobertura e o reconhecimento serão apenas consequência. Sem mistérios, simples assim.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Gibran Mendes

O empate do Coxa com o Figueirense em Florianópolis, não apenas pelo resultado em si, mas pela apresentação do time acabou jogando um balde de água fria nas pretensões do time na Série A deste ano. Com a libertadores muito distante, a meta da direção para este ano só será alcançada diante do improvável, que seria o título vascaíno também na Taça Sul Americana.
Contudo, vejo que ainda é cedo para este relaxamento, principalmente por parte dos jogadores, comissão técnica e diretoria. O Coxa, diante de um grande desastre matemático e futebolístico, teria condições de entrar na zona de rebaixamento, uma vez que apenas 10 pontos nos separam da fatídica parte da tabela de classificação. A chance é remotíssima, mas é bom garantir para não dar chance ao azar.
Mas, enquanto isso, a pauta das eleições do clube surge precocemente no noticiário esportivo. Trazido, desta vez não pela oposição, até porque de fato ela não existe. Mas pela situação. As metas diretivas para o próximo ano, um novo estádio para o Coritiba e quem deverá ser o presidente da chapa de situação tomam as páginas esportivas enquanto o Campeonato Brasileiro já parece ter chego ao seu apito final, mas não chegou.
Embora respeite e até entenda os motivos que podem levar os diretores a tomar este tipo de postura pública, acredito que um pouco mais de cautela e concentração na bola seria importante. Até pelo fato de que o Coritiba passa longe de ser um grande coadjuvante neste campeonato brasileiro, onde desfila mais como figurante.
As eleições já parecem estar definidas e é natural que seja assim, sobretudo pela recuperação do time dentro e fora de campo. Fato que poucos acreditavam que fosse ocorrer da forma como ocorreu. Embora eu ainda tenho uma dúvida, no que diz respeito a situação financeira do clube uma vez que os balanços não são divulgados como faz nosso rival, acredito que a recondução é mais do que justa. Isso pelo que consigo ver como torcedor comum.
Mas este assunto poderia esperar mais umas quatro rodadas para ser tratado publicamente. Até que o Coxa garanta seu lugar no que vem de onde nunca deveria ter saído sequer uma vez, a Série A. Depois disso, reformulações no elenco, contratação de atacantes, laterais, meio-campos e a eleição naturalmente devem surgir. Mas até lá é preciso cautela e evitar a antecipação prematura de temas que em nada vão ajudar o clube.
Se há o momento certo para determinados assuntos, sobretudo quando se fala em critícas de torcedores, este cuidado deve ser redobrado quando falamos em dirigentes. Afinal, eles são os responsáveis diretos pela condução do clube e devem dar o exemplo para os demais em qualquer situação e não apenas quando são beneficiados diretamente com isso.
Cautela e canja de galinha não fazem mal para ninguém. A minha sem Coxa desossada, por favor.
Ou entre em contato com este blog através do e-mail confabolando@coxanautas.com.br.
Mostrando de 1 a 10. Mostrar posts por página.
Página anterior | Página 1 | Próxima página
1996-2012 © coxanautas.com.br - Todos os direitos reservados. - Política de privacidade