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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Bola de Couro

Pobre do Alex.

10/03/2013 20h15
Felipe Rauen

Só pude assistir ao jogo do Coritiba contra o Operário a partir do segundo tempo. Por isso, a apreciação que lanço aqui tem suas limitações ao que vi nos quarenta e oito minutos da segunda etapa.

E dentro do que vi, quero destacar alguns pontos que me pareceram marcantes.

Primeiro, refiro-me ao Alex. É o nosso craque, talvez o único a merecer tal qualificação se aplicarmos com rigor o conceito em contexto nacional e internacional. Fez um belo gol em jogada que contou com a importante participação do Robinho e protagonizou um lance que, se acontecesse em jogo do campeonato brasileiro, seria destaque na mídia. O chapéu que deu no Adoniran com o ombro foi antológico, embora se tratasse de lance isolado. Isso sem contar os tantos passes que fez no decorrer da partida, sendo sem dúvida o melhor do jogo. Terminado a partida, em entrevista ao PFC vi e ouvi um Alex desolado, deixando clara sua insatisfação com o coletivo – ele usou esta expressão – e a falta de atenção do time. Perguntado sobre se entendia como fato marcante a feitura do seu primeiro gol no Couto Pereira depois do seu retorno, respondeu com altivez que, em razão do mau resultado da partida, de pouco importava o tento que marcou. Conduta perfeita, que demonstra atitude de líder consciente. Imagino o que deve o Alex pensar e dizer intramuros, pois certamente quando de entrevistas se contém para não desmerecer seus colegas.
Pobre do Alex.

A segunda observação é no tocante ao RuyDiaz. Mais uma vez entrou em campo e nada produziu. E para mostrar como é grande o contraste em relação ao modo como o Alex trata a bola, recebeu deste um lançamento alto e quando foi matar aquela a chutou contra o próprio rosto! O lance foi à intermediária, perto da lateral, talvez passando despercebido por alguns e não ocasionando prejuízo direto ao time, mas serviu para deixar claras as limitações do peruano. O gol que perdeu talvez se pudesse debitar às circunstâncias do futebol. Mas pelo que nunca jogou o RuyDiaz não tinha o direito de deixar de fazer o gol que perdeu. E joga na seleção peruana?
É pobre esse futebol peruano.

E por fim encerro com o que senti ante a entrada do Júnior Urso, talvez o ponto mais controvertido do jogo. O técnico errou marcantemente ao colocá-lo em campo. Estava o Coritiba ganhando apertado, mas mantinha a posse de bola e de vez em quando atacava, podendo a qualquer momento decidir o jogo com outro gol. Entrou o Júnior Urso e o que inconscientemente muitos dos seus colegas devem ter pensado? Vamos tratar de segurar o jogo. Se o Júnior Urso entrou, é porque devemos nos defender. Deve ser isso que o técnico quer, devem ter pensado alguns. E para não deixar dúvida sobre quem é, logo que entrou tratou o Júnior Urso de perder bisonhamente uma bola na intermediária, obrigando-se a correr desesperadamente atrás do atacante para desarmá-lo dentro da área. Ouvi o Marquinhos Santos louvar esse desarme, se esquecendo de que o indigitado só tratou de corrigir o próprio erro. Se ele vai entrar no time porque tem o melhor preparo físico da equipe, como deu a entender o Marquinhos, então vamos tratar de buscar um triatleta, ou um corredor olímpico ou um grande nadador, que talvez dê no mesmo.
Pobre Urso, pobre do Coritiba.

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Marketing, por si só faz um jogador bom?

08/03/2013 11h50
Felipe Rauen

Nos últimos tempos, ao acessar sítios direcionados ao futebol – jornais online e outros – passei a ficar com um pouco de dúvida sobre quem é o ídolo e a referência no atual time do Coritiba - Alex ou Robinho - assim como estou vacilando sobre se a minha experiência de vida me levou a agora, na maturidade, passar a ter conceitos errôneos sobre o futebol.

Sim, amigos, porque embora saiba o que o Alex já jogou nos últimos quinze anos e tenha segurança de que logo ali voltará ao mesmo futebol que encantou ao mundo, a mídia dá tanto ou mais destaque ao Robinho em matérias nas quais ele parece ser a referência ou o grande jogador ou o porta-voz dos demais atletas do Coritiba, e isso vem constantemente ocorrendo (por exemplo, no dia 27 último ele foi referido em quatro matérias distintas).

É velha a expressão de que a “propaganda é a alma do negócio”. Há que se reconhecer a competência da sua assessoria de imprensa, a qual certa vez não tratei muito bem em coluna, mas tenho que reconsiderar e reconhecer que é eficiente, sabe colocar o assessorado em destaque. Mas em que pese seja assim, devemos lembrar que a assessoria atua em favor do jogador e não do clube, de modo que, a despeito de conseguir que o atleta esteja sempre na vitrine, isso não significa que é o craque que às vezes se tenta afirmar explícita ou implicitamente.

Na verdade, o Robinho não é mau jogador, não se pode dizer isso, de modo algum. Já o vi jogando bem, faça-se justiça, mas nunca o vi bem contra times fortes ou quando o Coritiba como um todo atuou mal. Mas é apenas mediano, não o craque que procuram pintar e o seu nível técnico não está à altura de um time que pretende ultrapassar os limites estaduais e deve - como disse o Alex - pensar grande. E menos ainda a sua qualificação técnica justificaria tanta exposição, não fosse a competente assessoria, o que talvez se explique pela tentativa de que a repetição do conceito possa gerar efeitos em alguns desavisados torcedores (se aparece tanto e muitos a toda hora estão dizendo que ele é um craque, então é porque é mesmo...).

Peço aos amigos que, se for possível, esperem um pouco e deixem para firmar suas convicções e, se for o caso, me contestar depois que se iniciar o campeonato brasileiro e o Robinho venha a enfrentar grandes times. Se ele se sair bem contra alguns dos melhores times do Brasil – nem digo todos, sei que é impossível para qualquer jogador e qualquer time – e se destacar às vezes, mesmo quando o Coritiba como um todo não atuar bem, vou me convencer de que tudo o que penso e o que aqui escrevi foram equívocos e que os meus conhecimentos e visões do futebol, firmados muito mais no saber da experiência de vida do que em conhecimentos teóricos, necessitam atualização. Então, se assim ocorrer, louvarei o Robinho como ele fizer por merecer, sem nenhum problema.

Aliás, torço muito para que assim seja, pois quem tem a ganhar é só o Coritiba.

Marketing eficiente permite que sejam eleitos políticos medíocres e que alguns artistas se tornem ídolos por algum tempo. Mas em se tratando de futebol, não há como construir imagem de algum jogador sem que ele mostre em campo que a merece. Nesta atividade, a do futebol, o craque e o ídolo se fazem por si sós.

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Serenidade e "Vox Alex".

03/03/2013 20h19
Felipe Rauen

O jogo em Londrina prometia ser tenso, tanto pela qualidade do adversário, como pela estimulação que sua torcida recebeu durante toda a semana, e ainda mais pela incitação prévia dos meios de comunicação locais que tentaram condicionar a arbitragem apontando uma suposta teoria da conspiração, talvez já antecipando justificativas para a derrota.

E tenso começou o jogo, com o Coritiba um pouco nervoso, recebendo dois cartões amarelos, e com cada equipe quase fazendo gol em bolas chutadas contra a trave. Porém, não demorou e o Coritiba conseguiu alcançar a serenidade necessária para segurar o Londrina e cadenciar o jogo, até que na segunda etapa, em lance de inteligência, o Alex mostrou suas armas e fez o gol da vitória.

Não foi uma grande exibição, mas foi a suficiente, necessária e adequada para a ocasião. Ainda esperamos mais do time, pois embora cientes de que nunca há jogo e nem adversário fácil – o jogo “se torna” fácil – necessitamos nos convencer de que a equipe está apta ou pelo menos em crescimento para ser protagonista nos campeonatos nacionais. A propósito, enquanto escrevia ouvi entrevista do Rafinha dizendo que nossa torcida é muito exigente e “muito chata”. Talvez ele tenha razão, embora com um pouco de exagero, mas todos devem entender que as expectativas criadas a partir do retorno à primeira divisão, das chegadas às finais da Copa do Brasil e de parte do elenco que foi montado para este ano são fatores que levam a esperar mais. Isso não significa que se vá desprezar a conquista de hoje. Jamais. Ainda que se mantenha a necessidade de a torcida ter maior convencimento e confiança, o Coritiba fez um bom e suficiente turno e é, sem qualquer dúvida, merecedor da conquista.

Para que não se diga que não falei da arbitragem, a análise dos quatro lances - três reclamados por eles e um por nós - exigiria que ocupasse muito espaço no texto e cansaria os amigos. Só posso dizer, em um apanhado geral, que foram lances controvertidos e que ocorrem em muitos jogos - já aconteceram contra nós - em relação aos quais cada um tem uma convicção, mas quis o azar que acontecessem todos no mesmo jogo. A propósito, cabe destacar a serenidade dos jogadores e comissão técnica do Coritiba que, em face do tumulto criado após o gol, não permitiu que ninguém se envolvesse como muitas vezes ocorre, evitando o risco de uma expulsão compensatória.

Já que hoje não analisei atuações individuais – tenho que ninguém decepcionou, mas também ninguém se destacou e o que importou foi o conjunto – vou me referir a uma atitude do Alex, no microfone do PFC, após o jogo. Disse o Alex que a sua carreira o autoriza a afirmar que temos um técnico bom e que com ele estamos no caminho certo. Partindo de quem tem um histórico muito bem sucedido nas costas e que já esteve sob o comando de técnicos consagrados, tal afirmação é alvissareira. Espero que a “Vox Alex” seja a “ Vox Dei”.

Vamos lá, Coritiba. O caminho para o tetracampeonato está aberto e a equipe tem tudo para conquistá-lo e crescer. Ser campeão estadual é muito bom, ninguém pode desprezar, pois em nível local ampliamos a hegemonia. Todavia, para quem deve pensar grande como queremos e o Alex alertou há poucos dias, embora nos traga muita alegria não será satisfatória neste ano só tal conquista. Vamos com serenidade, de degrau em degrau, de forma gradual e segura, mas em um crescendo de atuações que tragam a todos convencimento e confiança.

Em tempo: quando disse antes que ninguém decepcionou, havia me esquecido do gol perdido pelo Júnior Urso.

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Notas sobre o atleTIBA e a mídia global.

26/02/2013 09h01
Felipe Rauen

Em face da atitude obscurantista da direção dos rubro-negros, não pude assistir ao atleTIBA de domingo, limitando-me a dele saber pelo que ouvi e li. Visualmente, consegui apenas uns rápidos “melhores momentos” da Gazeta do Povo online.

Por isso não vou analisar o jogo, pois se o fizesse seria baseado no que os outros disseram ou escreveram, limitando-me a apenas uma rápida abordagem sobre o que pude ver daquele vídeo. E me manifesto somente agora, pois entendi que os colegas colunistas que assistiram ao jogo deveriam ter precedência nas postagens.

A primeira observação que tirei do vídeo é no sentido de que o Pereira, em eu pese não o tenha visto durante todo o jogo, mas a conclusão decorre também das suas últimas apresentações, só pode ser mantido na equipe em situações de absoluta impossibilidade de contar com outro. Ele é, assim como foi o Zambiasi, o zagueiro que é um perigo nas duas áreas. Faz importantes gols para o seu time – não tiro seus méritos no aspecto – mas deixa que aconteçam tantos quantos fez ou mais ainda. O drible que levou do menino atleticano mostra que ele não tem condições físicas e técnicas para fazer frente a atacantes velozes e que trabalhem com a bola no chão. Devemos muito a ele pelo que já fez e foi, mas todos devem saber reconhecer suas limitações e definir a hora para começar a parar. No campeonato brasileiro, entendo que o Pereira não poderá jogar, salvo situação emergencial.

E a segunda observação é que estou com medo que o Deivid esteja se conduzindo para ser outro Aristizábal, que a cada dois ou três jogos ficava suspenso por expulsões provocadas por descontrole emocional, que no caso dele sempre suspeitei que fossem propositais, pois tinha um belíssimo salário, recebeu a maior parte por antecipação e estava louco para voltar ao seu país. Mas e o Deivid, que segundo foi noticiado tem um salário fixo e outro conforme o número de partidas das quais participar? Não acredito que seja pouco inteligente a este ponto. Ainda mais que, conforme ele mesmo expôs, seu histórico registra raríssimas expulsões. O que há?

Por fim, quanto ao lance entre o goleiro deles e o Gil, mesmo que limitada minha apreciação ao vídeo, mas o vi repetidas vezes, a conclusão que tiro das imagens é a de que o goleiro adversário foi para a disputa no mínimo com brutal imprudência e o lance foi faltoso e deveria ter resultado em penalidade máxima. Revejam o vídeo e confiram que, ao se aproximar do Gil, o goleiro pula com os dois pés pelo alto em direção ao nosso jogador. Será que, como naquele momento o jogo estava 2 x 0 e tudo parecia encaminhar uma goleada o árbitro sofreu influência inconsciente no sentido de atenuar o massacre que até ali parecia que viria? A propósito, o lance me lembrou de um parecido, embora muito mais grave, que quase tirou a vida do Kruger, quando o goleiro do então Água Verde, cujo nome não lembro (aliás, dos medíocres costumamos não nos lembrar o nome) se lançou também com as duas pernas, só que contra o abdômen do adversário, rompendo as alças intestinais do Flecha Loira de modo a ser necessário leva-lo imediatamente para cirurgia com grande risco de morte. A velha guarda dos COXAnautas deve lembrar bem do drama.

Mas vamos à segunda parte do título da coluna.

A mídia brasileira em geral, que, quando dos acontecimentos do dia 06 de dezembro de 2009 (o dia mais triste da minha vida como torcedor) execrou unanimemente o Coritiba, com alguns falando que a pena que sofremos teria sido pequena, agora se divide com alguns menos lúcidos querendo ser compreensivos com a torcida do Corinthians. “Vejam bem, os milhões de torcedores não podem ser culpados pela ação de uma minoria ou de um”, etc. Ah, é? Mas para nós a ação de alguns poucos contaminava a torcida toda?

É, nada como um dia depois do outro. Interesses comerciais valem mais do que coerência.

A propósito. Que ninguém se deixe enganar pela “apresentação” do tal menor que assume o crime da Bolívia. Isso é prática comum no meio criminoso. Os líderes de gangues “intimam” um menor a assumir o delito, escolhendo algum com quase 18 anos de idade, de modo que, pelo nosso sistema “reeducacional” de menores (não posso dizer repressivo, não o é), se aplicada alguma medida será no máximo a de internação por alguns meses até completar a maioridade. Querem nos fazer de trouxas, Corinthians e Rede Globo?

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De degrau em degrau.

18/02/2013 15h57
Felipe Rauen

Alguém disse certa vez, não lembro quem, que a torcida do Coritiba é muito exigente e que, de exigente para chata, só faltava uma vírgula. Não é bem assim, há evidente exagero, mas que foi uma frase inteligente e instigadora, sem dúvida foi. Nem todos dentre os exigentes são como o amigo que criei em uma de minhas primeiras colunas, o Aderbal, um permanente insatisfeito que, mesmo quando o time dá uma goleada, se preocupa mais em apontar os gols perdidos do que os feitos.

Pois bem, dentre os exigentes, mas que procura ser lúcido e não se precipitar tanto na depressão como na euforia em relação às atuações do Coritiba, penso que me encontro eu. Salvo, é claro, quando de algumas conquistas quando deixo de lado a racionalidade, entregando-me à paixão, assim como o faço quando de um grande fracasso. Afinal, sou torcedor antes de ser colunista. Mas, como o momento não é ainda de conquista e muito menos de fracasso vou procurar ser racional nesta abordagem.

A goleada de ontem, pelo que li nos dezenas de comentários aqui no COXAnautas, deixou a torcida com grande euforia – justificada pelo momento, sem dúvida – mas talvez passando um pouco do ponto. O atleTIBA estaria ganho de goleada, o primeiro turno já seria nosso e o tetra estaria assegurado. Vamos ficar confiantes e entusiasmados. Eu também fiquei eufórico com o resultado de ontem. Pessimismo não leva a conquistas. Mas vamos seguir com os pés no chão, com os olhos bem abertos, pois futebol é um esporte em que uma equipe desponta como a melhor e em tese é a favorita – e o atual Coritiba sem dúvida o é nos limites paranaenses – mas a soberba, o tal do “salto alto” e o sobrenatural do Almeida (personagem do Nélson Rodrigues), às vezes aprontam surpresas negativas. Não nos esqueçamos de que alguns atleTIBAs registraram resultados surpreendentes em favor da equipe menos qualificada no momento. Não precisamos ir longe para, como bem disse antes o Popini em sua coluna, recordar que já perdemos dois atleTIBAs em que figurávamos como favoritos e cujo resultado nos causou dano irreparável. E da mesma forma algumas vezes ganhamos quando eles eram os favoritos. Em clássico jamais há “zebra”.

Isso não significa, de modo algum, que não deva ser enaltecido o marcante crescimento da equipe desde a má exibição contra o Arapongas, passando por um excelente primeiro tempo contra o Toledo e chegando à apresentação de gala de ontem.

A equipe, no tocante ao conjunto teve uma atuação perfeita, com variações táticas evidentes conforme o transcurso do jogo, todas com sucesso. Méritos, sem dúvida, do nosso treinador.

E muitas atuações individuais foram de merecer aplausos. Patrick, reforçando a boa impressão que causara na primeira etapa do jogo contra o Toledo, foi espetacular, o melhor do jogo. Será que mais uma vez encontramos a solução para a lateral – ou ala como queiram – esquerda através de um destro? Lembremo-nos que o campeoníssimo Nilo e o campeão brasileiro Dida, que foram os melhores laterais ou alas esquerdos dos últimos tempos afora o Adriano, eram destros. Rafinha, desde o jogo contra o Toledo mostrou que voltou a ser o craque a que estávamos acostumados. Gil, além de eficiente e taticamente perfeito, tem sido um bravo, um leão em campo. E o Leandro Almeida, o que dizer senão que dá uma confiança que se solidificará quando ele puder atuar em conjunto com o Emerson? Até o Robinho se apresentou bem, embora ainda espere dele uma boa atuação contra um time forte. Na verdade, afora umas pequenas atrapalhadas do Pereira, ninguém jogou mal. Aliás, tantas foram as boas atuações individuais, que o Alex se deu ao luxo de só coordenar a equipe, sem precisar se desgastar em um gramado que poderia apresentar risco em face da forte chuva. (Aqui um parêntese: cabe louvar o “flair play” do time do Rio Branco que, massacrado e humilhado, jamais usou de violência como meio para conter o adversário).

Enfim, amigos, o caminho está aberto para a conquista do estadual e para o crescimento de modo a que sejamos protagonistas nas disputas nacionais, não apenas para fazer boa campanha, mas para disputar, e melhor ainda, conquistar um título. Mas, talvez por mais velho do que por sabido, relembro o que disse em parágrafo anterior. Nada de euforia desmedida, de desprezo aos adversários ou de contar com a conquista antes que ela aconteça. Estamos em fase de crescimento, mas ninguém sobe ao topo de uma escada se não o fizer degrau por degrau.

Parece uma redundância, o que vou dizer para finalizar, mas não é. Somos os melhores, mas temos que ser os melhores.

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É isso o que temos?

10/02/2013 18h26
Felipe Rauen

Amigos, como quase todos dei um prazo de carência para esperar a evolução do Coritiba no fraquíssimo campeonato estadual. Afinal, diziam que o time ainda não estava fisicamente no ponto, que logo adiante haveria entrosamento e que o técnico estava em fase de experiências sobre como formar a equipe e como ela deveria jogar taticamente. Além disso, alguns jogadores necessitavam se revezar, pois são mais “maduros” e não poderiam enfrentar uma maratona de dois jogos por semana.

Pois bem, mas até quando esperaremos? Já havia ficado preocupado com a equipe quando da segunda etapa do jogo contra o Nacional. Assim também ficara vendo o nível dos times do nosso Estado quando do insonso jogo contra o Paraná Clube. E agora, a apresentação do Coritiba contra o Arapongas foi deprimente, desanimadora. Vamos continuar a esperar? O campeonato paranaense é apenas laboratório ou queremos o título? Com os nomes que temos é possível aceitar que o Coritiba esteja se nivelando aos demais times do Estado? Ou estaria certo o arquirrival que foi fazer suas experiências longe de casa deixando aqui um time de segunda linha?

Um time que apresenta o que o Coritiba apresentou sábado é suficiente, no máximo – e os números do momento estão mostrando que nem para isso – para tentar o campeonato estadual. Sem boas atuações individuais, sem conjunto, sem jogadas preparadas de antemão que não os cruzamentos do Alex para a área, só podemos ficar com um pé atrás e com esperança em aberto.

Sei que posso estar sendo precipitado e quem sabe logo adiante seja desmentido pelos fatos. Que bom que venha a ser assim, se possível quero só escrever colunas elogiando o time durante todo o ano.

Mas que estou preocupado, eu estou. Claro, temos perspectivas de passar a contar com uma nova e promissora dupla de zaga, Emerson e Leandro Almeida, que o Alex e o Deivid entrem logo em forma e que o Rafinha, o Sérgio Manoel, o Victor Ferraz e o Denis se recuperem – estes dois pelo menos enquanto não tivermos alguém melhor - o que certamente melhorará o time. Mas não custa lembrar que nem sempre poderemos contar com todos ao mesmo tempo e que individualidades só prevalecem quando todos são craques e independem do técnico (Alguém acredita que o Flamengo foi campeão do mundo, mesmo com o técnico sendo o Carpeggiani? Claro que não, o foi porque era composto só por excelentes jogadores). Nosso técnico também tem que mostrar se tem qualidade e competência, definindo de uma vez como a equipe deve jogar quanto ao sentido tático. Ainda confio que o Marquinhos poderá ser um daqueles técnicos que, de iniciantes desconhecidos, passaram ao rol dos grandes nomes, como foi o caso do Mano Menezes e do Tite. Mas só depende dele e ainda não mostrou ao que veio.

E o resto da equipe? Os retornos do Ermérson Costa e do Eltinho nada somarão, esta opinião é quase uma unanimidade. Botinelli levará três meses só para ficar curado, ou seja, jogador para o segundo semestre. Rafael Lucas, Primão e Bonfim ainda são incógnitas, enquanto Rafael Silva já é uma certeza – não serve.

E sobre os considerados titulares que vêm jogando, ou aqueles que o serão em definitivo depois do período que está sendo tido como de adaptação, tenho algumas convicções. A primeira é a de que Vanderlei é um bom goleiro, mas não é ótimo ou excelente, e não tem liderança, não é o grande goleiro pelo qual começa todo o grande time. Willian é um bravo, torcedor do Coritiba, mas está muitos metros atrás do que foi o Leandro Donizete em 2011. Sabe desarmar, mas passar a bola não é seu negócio, embora neste quesito seja melhor do que o Júnior Urso. E no meio de campo de armação, na verdade só contamos com o Alex, e ainda assim em perspectiva de crescimento, pois também está jogando pouco. Lincoln só joga quando quer, parece que não gosta mais da profissão, está aos poucos se aposentando. Robinho sem dúvida não é jogador para um time que pretende conquistas nacionais, o seu nível é outro. Na parte da marcação na meia cancha talvez a coisa melhore com o retorno do Sérgio Manoel, que quando se lesionou vinha jogando muito bem. Mas quem poderá ser o companheiro do Alex na armação quando este voltar a jogar o que sabe? Ele não veio como milagreiro e nem o “salvador da pátria” (com o perdão por usar este lugar-comum já desgastado), precisa de acompanhantes que saibam jogar afinados e sob a sua influência técnica.

A propósito, parece-me, salvo melhor observação dos amigos, que o Alex não está muito à vontade. Quando se dirige à bola para cobrar uma falta ou escanteio, ou quando a perde e volta sem ela, o faz olhando para o chão, com expressão que me parece de desânimo, detalhe que pode parecer insignificante, mas que para mim indica alguma falta de motivação. Ou ele já era assim quando jogava aqui e quando jogou no Palmeiras e no Cruzeiro e eu não recordo? Não estou, longe disso, querendo colocar o Alex no mesmo balaio do restante da maioria da equipe. Ele é e pode ser diferenciado, mas penso que deve assumir a sua condição de craque e mostrar mais empolgação. Ou quem sabe as atuações em palcos menores e menos qualificados do que aqueles a que estava acostumado o estejam inibindo?

Por fim, outra preocupação. Se o Alex e o Deivid, dente outros, estão sendo poupados, pois jogar duas vezes por semana seria demais para eles, como será a partir do começo da Copa do Brasil e do campeonato nacional? Não repetiremos escalações, mesmo que estejam elas tendo sucesso? Pouparemos alguns jogadores quando se sabe que todos os jogos de tais campeonatos são decisivos e as derrotas são irrecuperáveis?

Ainda espero um 2013 promissor e que nosso Coritiba chegue de uma vez ao patamar que tanto almejamos, deixando de ser um time médio e periférico para se afirmar no cenário nacional. Mas com o que tenho visto a esperança não parece ser muito forte. Tomara que logo ali os fatos me desmintam, para, como já disse, eu possa escrever quase todas as colunas elogiando o nosso time.

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A lei Pelé e os novos encargos financeiros dos clubes de futebol.

09/02/2013 15h10
Felipe Rauen

Quando da edição da Lei nº 9.615/98, popularmente conhecida como a “Lei Pelé”, personalidades ligadas ao governo, inclusive o “Rei”, disseram em alto e bom som que uma das finalidades do novo diploma legal seria a de libertar os atletas do jugo dos clubes, dos quais seriam “escravos”, uma vez que àqueles pertenciam os “passes” e poderiam ser “vendidos”. Seria uma nova Lei Áurea, no exagero político da ocasião.

Demagogia barata, cujos resultados nefastos estão sendo vistos agora. Em lugar de ter o seu “passe” vinculado ao clube que o descobriu ou o lançou para o mundo do futebol, os jogadores passaram, agora sim, a serem escravos de empresários e outros que a eles se agregam. Mudaram, e para pior, somente os “donos” dos jogadores.

Antes alguns atletas eram formados pelos clubes – que arcavam com diversas despesas, tais como em relação à saúde, moradia, alimentação, etc. – ou por aqueles eram descobertos em clubes de menor expressão ou até na várzea, assumindo então a entidade esportiva direitos exclusivos sobre o jogador, os quais poderiam negociar de modo a receber valores às vezes altos (corrijam-me se a memória falha ou faço confusão: ao que lembro com a venda do passe do Dirceu grande parte do Couto foi erguida). Valores estes que eram destinados ao clube, jamais a terceiros. E o atleta nunca tinha o seu passe “vendido” se estivesse contrariado quanto a ir para o clube pretendente e se com ele não acertava os salários e as tradicionais “luvas”, figura de pagamento que vigorava.

Hoje, os clubes médios no cenário nacional (da dupla atleTIBA para baixo), tornaram-se reféns de empresários/investidores. Servem os clubes médios em parte para tentativas de promover algum atleta que pareça ter futuro, e os pequenos como “barriga de aluguel”, sendo conhecidos times inteiros de futebol cujos jogadores estão nas mãos dos tais empresários/investidores, refinadamente chamados de “agentes da FIFA”. Na primeira oportunidade que aparece um bom negócio o empresário trata de retirar ou iniciar a retirada do seu contratado, tornando as equipes instáveis e artificiais (Ipatinga, Iraty e logo ali o Londrina), em prejuízo do clube.

São estes os novos feitores e senhores de engenho. Agora sim os atletas se tornaram realmente escravos, talvez com jugo ainda maior, uma vez que, se medianos passam de clube em clube, não conseguindo nem estabelecer vínculos com as cidades onde moram ou, se despontam como craques e são cobiçados por alguns clubes, os empresários os instruem para não renovar o contrato nos últimos seis meses de vigência, de modo a poderem negociar diretamente, às vezes à socapa, ganhando ele, investidor, enquanto o clube formador ou que destacou o jogador fica com as mãos abanando.

Enfim, nesta síntese apertada em razão do espaço, não tenho dúvida de que a Lei Pelé veio a trazer mais danos do que benefícios ao futebol brasileiro, tornando as equipes instáveis, os clubes com menor arrecadação e propiciando lucros a particulares que não se evolvem na paixão do futebol. A alegria de ter um jogador por muitos anos no clube e o benefício de ambos quando alienado o “passe” desapareceram.

Quero também dedicar algumas linhas a outro ingrediente que se agregou ao futebol de alguns tempos para cá, encarecendo-o, quais sejam as assessorias de imprensa de atletas. Elas podem servir para o bem – como prontamente agiram no caso Lincoln e Botinelli, atenuando a imagem daquele perante o público – ou para o mal quando divulgam notícias sobre méritos dos seus contratados, méritos esses não tão evidentes, mas que fazem com que alguns pensem que, se os meios de comunicação estão assim dizendo, ”então deve ser verdade e eu não entendo tanto de futebol como pensava”. Em outro enfoque, vêm para o bem quando ajudam o atleta se expressar corretamente e sobre o que é conveniente dizer ou não. Mas vêm para o mal quando tiram a espontaneidade e quando fazem uma verdadeira assepsia nas comunicações, de modo a que o futebol a cada dia vai perdendo o seu encanto, pois vai ficando cada vez mais “oficialista”, sem o romantismo que sempre o caracterizou. Não é bem a hipótese, mas veja-se a mordaça que o Atlético está impondo aos meios de comunicação. Colocando-me no lugar de um torcedor rubro – calma, pessoal, é só para efeito de argumentação, nada mais – imagino como devem estar desestimulados os torcedores rubros por só poderem saber do seu clube o que este quer que seja dito.

Mas e o que teriam a ver as assessorias de imprensa com tudo o que foi escrito antes? Diretamente nada. Mas indiretamente também têm muito a ver com o encarecimento do futebol, já que são remuneradas pelos atletas. Assim, quando do acerto sobre os salários, o jogador pensa – ou é instruído – que, se deverá reservar uma parte para o seu “agente da FIFA” e outra para a assessoria de imprensa, então deve pedir mais do que o que realmente lhe satisfaz. (Tenho medo que logo, se é que já não exista, se crie a figura do assessor de imagem e vestuário, para instruir o atleta sobre como deve se vestir, que penteado ou corte de cabelo usar, se deve ou não usar brincos, etc., e então a pretensão salarial deverá ser maior...).

E quem paga tudo isso? É o clube, sim, mas tal como ocorre quanto aos impostos indiretos, ao fim e ao cabo quem pagamos somos nós, sócios que honramos as mensalidades, torcedores que vão ao estádio e pagam ingressos, os que contratam canal de TV para poder assistir ao seu time, ou aqueles que compram os produtos do clube do coração.

Pois é assim. A realidade é que nós estamos pagando terceiros e não só ao nosso clube do coração. Gostaríamos de ajudar somente a este último, mas infelizmente parte do nosso dinheiro vai para aqueles, enquanto nosso clube faz “das tripas coração” para manter as finanças equilibradas.

Tal quadro, mesmo não querendo ser pessimista, indica que futebol está indo para um mau caminho no Brasil. Os estádios não enchem, salvo raríssimas exceções, os torcedores não firmam afeto pelos atletas do seu clube e nem estes por aqueles, pois nem tempo para isso podem ter e os chamados “grandes” cada vez mais se distanciam dos médios em face das verbas de patrocínio muito maiores. Enfim, o futebol brasileiro passou a ter alguns donos, em torno dos quais giramos e aos quais pagamos.

Algo deve ser feito. O legislador já deve ter percebido o que está ocorrendo. Os clubes já devem ter mostrado a insatisfação com o quadro que vivem. O futebol é uma instituição mundial, com muito mais ênfase no Brasil, onde faz parte da cultura do seu povo. Mudanças na lei são imprescindíveis para que os verdadeiros protagonistas do futebol sejam o clube, os jogadores e os torcedores e não os estranhos ao esporte e que o estão enfraquecendo a cada dia.

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“Não estou jogando nada”.

04/02/2013 15h52
Felipe Rauen

Encerrado meu período sabático, retorno ao convívio dos amigos.

E retorno encontrando o nosso Coritiba em fase igual à que viveu muitas vezes no início de muitas temporadas, em algumas sendo levado a um crescimento gradual e seguro, e em outras mostrando que o time é e será aquele mesmo do início do ano, deixando-se enganar pelo fraco campeonato estadual.

Lembro que em 2011 o time começou sem entusiasmar a torcida e até o jogo contra o Ypiranga de Erexim, aqui no RGS, pouco mostrou. Porém, logo a seguir entrou em fase crescente, ganhando o campeonato estadual de forma invicta, conquistando a maior série de vitórias entre todos os clubes do mundo, sendo vice-campeão da Copa do Brasil - que perdeu apenas por detalhes sobre os quais eu e outros aqui já muito falamos – e chegando perto de classificação para a Copa Libertadores da América, conquista desperdiçada em face de uma até hoje inexplicável apatia da equipe no último jogo.

Da mesma forma, sem entusiasmar foi o início de 2012, quando perdemos o primeiro turno do fraco campeonato paranaense, embora o conquistássemos ao final, mas dessa vez não houve crescimento e a equipe esteve longe de ser aquela que em 2011 que despertava confiança no torcedor. Perdemos o título de uma Copa do Brasil das mais fáceis da história (o campeão em seguida foi rebaixado), parte por causa de uma arbitragem dolosa e parte por falta de imposição nossa, e fizemos péssima campanha no campeonato nacional, escapando do rebaixamento por pouco.

E este ano, em que começamos novamente sem entusiasmar em face do futebol até agora apresentado, repetiremos 2012 ou teremos um 2011 melhorado?

Aposto na segunda hipótese, desde que haja um pouco de paciência e uma leitura correta do que a equipe vem apresentando e da qualidade – ou falta de - de alguns dos seus integrantes. Contratamos bem, dentro de nossas possibilidades, ainda temos dois excelentes zagueiros por entrar no time – Emerson e Leandro – e um meia que talvez aqui mostre o que não mostrou no Flamengo (o que em princípio não o deprecia, pois muitos craques não conseguem se dar bem no rubro-negro legítimo). Temos jogadores que ainda poderão crescer, alguns da base vêm aparecendo bem, enfim, o elenco, para o padrão financeiro do Coritiba está bem montado, embora a limitação evidente de alguns atletas (abrir aqui uma relação poderia levar a um interminável debate, o que fica para outra vez, já que neste aspecto as opiniões são díspares).

E temos o Alex. Seu retorno, quando ainda podendo logo recuperar as condições físicas para jogar bem, foi uma grande conquista do clube.

Mas, amigos, embora toda a bola que o Alex tem, ele não é milagreiro e uma andorinha só não faz o verão. Sem boas companhias dificilmente terá sucesso. Não será ao lado do Robinho, que acredita piamente que é melhor do que é, ou do Lincoln que parece está enjoado de jogar futebol e só de vez em quando o faz com prazer, que o Alex despontará. Espero que a comissão técnica esteja vendo isso e não se impressione com o “marketing” ou “nome” de alguns, tratando de encontrar no elenco quem efetivamente possa ajudar o Alex a armar o jogo.

Aliás, por falar do cotejo entre as qualidades do Robinho e do Lincoln com as do Alex, o noticiário de hoje mostra outra marcante diferença entre eles. Enquanto os dois primeiros, quando jogam mal – o que não é raro – culpam o estado do gramado, a chuva, o calor, ou seja lá o que for, o Alex declarou “Não estou jogando nada” (ParanáOnline) ou “Ainda não joguei nada do que posso” (Gazeta do Povo online). Conhecer a si mesmo, ter a exata dimensão do que está fazendo e do que pode fazer, manter humildade quando não está bem e não tentar transferir a responsabilidade a outros ou a fatos alheios, é sinal de hombridade, e rendo minhas homenagens ao Alex pela postura.

Para finalizar, mudando de assunto, se puder chegar aos olhos ou ouvidos do Deivid, gostaria de dar a ele um conselho: Não volte para “buscar” o jogo, não é a tua especialidade, pelo contrário. Trate de ficar rondando a área do adversário que uma ou outra hora a bola chegará para que faça o gol. O Alex está aí para colocar a bola para você. Enfim, fique na tua que terá sucesso.

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Inaceitável.

17/11/2012 23h01
Felipe Rauen

O Coritiba fez, contra o Vasco, uma de suas piores partidas dos últimos tempos no que se refere às individualidades. Começou parecendo que iria fazer um primor de jogo e derrotar o adversário com boa diferença de gols, mas a partir dos vinte minutos da primeira etapa começaram todos a jogar mal, tal como se cada um tivesse um botão “power” que foi desligado. Uma incalculável soma de passes errados e não menos incalculável soma de bolas perdidas em disputas individuais, parecendo que era uma equipe cujos integrantes jogavam juntos pela primeira vez, tamanho foi o desencontro. Sei que poderão dizer que nem todos se apresentaram tão mal assim. Concordo, um e outro não se apresentou “tão“ mal assim, mas a maioria se saiu “muito” mal e a soma geral foi de uma péssima apresentação da qual seria injusto destacar positivamente alguém a partir daquele momento do desligar do botão (antes alguns estavam bem).

Foi um dos jogos onde o menor culpado foi o técnico, ainda que insista em deixar o time com um jogador a menos quando faz entrar o Marcel. A entrada do Henrique foi lastimável, mas imagino que o Marquinhos jamais pensaria que pudesse se sair tão mal o lateral que, pelo que mostrou hoje, está anos-luz atrás do Denis. Se o seu futebol é esse que apresentou contra o Vasco, foi um desperdício a sua contratação. Ficou devendo muito.

E perdemos para um time de segunda linha, todo desfalcado e com jogadores jovens, alguns pela primeira vez na vida disputando uma partida profissional. E um time que está com o moral baixo em decorrência de uma incrível sequência de mais resultados. E um time com os salários atrasados há dois meses! (E o Coritiba, ao que consta paga religiosamente em dia). Embora o placar da derrota contra o Corinthians tenha sido humilhante, tenho que saímos mais humilhados desta vez em face da baixa qualificação e adversidades que o Vasco trouxe para Curitiba. Em tese seria uma presa fácil, mas quem o foi fomos nós.

Perdoem-me se estou sendo muito radical, mas não aguento mais tantas idas e vindas do Coritiba. Por alguns jogos parece que está nos trilhos, que o time é bom e que “agora vai” e trato de elogiar. Mas em seguida nos leva à depressão com “apresentações” como a de hoje e a do jogo contra o Corinthians, não havendo porque poupar a equipe. Futebol é momento, diz o batido jargão, e depois do jogo contra o Corinthians afirmei que o time do Coritiba não poderia ser “aquilo” que mostrara em São Paulo, supondo “o time não é ruim, está ruim”. Mas e o que dizer agora?

Espero que em um dos dois próximos jogos que restam consigamos o ponto que nos salvará do descenso e que o ano de 2012 termine de uma vez, entrando em 2013 com afastamento dos erros e encontro de soluções que levem a montar um time confiável e com postura para disputar títulos de envergadura. Não vou me entregar, mas quero que o Coritiba me ajude, faça a sua parte.

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A derrota de ontem e o retorno do Robinho.

11/11/2012 17h09
Felipe Rauen

A goleada que sofremos perante o Corinthians foi em um daqueles jogos em que tudo deu errado e não haveria o que consertasse.

Começou com um pênalti inexistente – onde nem sequer falta houve e se ocorreu foi fora da área – aliás, justificado pelo narrador do PFC “na dúvida o árbitro entendeu de marcar”. Pensei que já tinha ouvido de tudo no futebol...

Continuou com a sequência da cobrança de uma falta que não aconteceu e o rebote apanhado em cheio pelo jogador corintiano batendo em Escudero e desviando do Vanderlei. E assim se repetiu em seguida, quando uma bola despretensiosa lançada para a área foi tocada com a mão pelo mesmo Escudero para dentro do gol.

Daí em diante foi um “Deus nos acuda”, com o time todo jogando mal tática e individualmente. Marquinhos errou na ousadia de querer enfrentar o homogêneo time do Corinthians, na ponta dos cascos para o mundial, com formação muito ofensiva. Não errou na substituição do Everton Ribeiro, que teve uma de suas piores partidas no Coritiba, mas se equivocou no subsequente desmanche de posicionamento da defesa de modo a colocar o Escudero, jogador sabidamente sem a velocidade exigida para a posição, na ala esquerda. E o “Deus nos acuda” foi tanto que no final do jogo houve um momento em que o Escudero estava na lateral direito e o Victor Ferraz na esquerda.

No final, sofremos um humilhante “olé”, com os jogadores do Corinthians mantendo a posse de bola como na prática conhecida como “bobinho” e nossos jogadores na roda.

A certa altura, eu mais olhava para o relógio do que para a tela da TV.

Mas não dá para afastar que outro aspecto influi na derrota: a atuação do sobrenatural. Dois gols com a bola batendo no zagueiro e desviando para dentro em um só jogo só tem explicação sobrenatural. Não sou supersticioso – tenho um amuleto que afasta qualquer superstição, como disse LF Veríssimo – mas no futebol duvido que alguém, por mais lúcido ou cético que seja não tem a sua. Ontem nada deu certo, se um raio caísse durante o jogo provavelmente seria no nosso banco de reservas. Não argumento, de modo algum, só com o azar para justificar a pífia apresentação de ontem, mas que o azar deu uma ajudinha, sem dúvida deu. Qual será o elemento sobrenatural que às vezes nos leva a jogos como o de ontem? Eu tenho o meu palite. Façam as apostas.

Enfim, talvez a humilhação tenha servido para que se vejam quais os reais limites da equipe e onde deve ser reforçada para 2013. Se servir para isso, já é um consolo, até porque não acredito que nos três jogos que nos faltam se repita tamanha má jornada, pois a equipe, ainda que insuficiente para voos mais altos, não é “aquilo” que se apresentou no Pacaembú.

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Recebi email assinado por Artur Virgílio - AV-Assessoria, empresa que indica sua página como sendo www.assessoriadeimprensa.com.br através da qual se apura que é estabelecida em Florianópolis e que tem como finalidade dar “suporte midiático a profissionais do esporte”.

No texto, a para mim até agora desconhecida “assessoria”, com a manchete “Robinho completa 25 anos e quer comemorar o aniversário diante do Vasco” anuncia que o atleta pretende jogar contra o clube cruzmaltino, que somente não foi relacionado por Marquinhos Santos para o jogo contra o Corinthians por precaução e que por isso adiou a sua “festa” para o próximo jogo.

Trata-se, o Robinho de um dos marcantes fracassos – tal como Júnior Urso e Evérton Costa - na atual temporada do Coritiba, titular que foi na pior fase que enfrentamos durante o campeonato. É muito irregular, e por isso não digam que eu errei se ele ainda vier a jogar bem, pois de vez em quando, desde que o time todo esteja bem, ele aparenta qualidade. Desde que o time todo esteja bem, repito.

Mas e a “assessoria” já combinou com Marquinhos Santos o retorno ao time titular do atleta cujos direitos não nos pertencem e está de passagem pelo Coritiba? Será que o Marquinhos Santos terá personalidade ou se submeterá a imposições de assessorias de imprensa e empresários para colocar o atleta na vitrine? Ou, pelo contrário, poderá aproveitar uma oportunidade de ouro para mostrar pulso firme e que o comando técnico do time é dele e não de empresários, marqueteiros ou assessores?

Se o Robinho quer comemorar o seu aniversário na data do jogo contra o Vasco, que o faça no vestiário, com um bolo de velas e os colegas e funcionários cantando. Mas que fique por lá porque se pensa que com ele em campo a torcida que estará presente no Couto Pereira cantará “Parabéns a você”, ficará muito decepcionado.

Feliz aniversário Robinho, congratulações por ter se curado. Você deve ser uma boa pessoa e tem o direito de ser feliz. Mas termine o seu contrato com o Coritiba – enquanto isso não precisa jogar - e vá tentar ser feliz em outro clube.

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