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01/07/2005 - 00h00 - Sebástian Tabajara

O texto abaixo é de inteira responsabilidade do referido colunista e as opiniões aqui emitidas não refletem necessariamente a opinião do site e de seus administradores.

Quem é locador? Quem é locatário?

Parabéns aos rivais pelo feito inédito desta quinta-feira, mas apóio integralmente a decisão do presidente Giovani Gionédis e da diretoria do Coritiba Foot Ball Club de não ceder o Estádio Major Antônio Couto Pereira para a disputa da final da Copa Toyota Libertadores 2005, conforme comunicação à FPF, CBF e Conmebol.

O presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, falou à imprensa que jamais liberaria o Couto a não ser que fosse obrigado por alguma lei, norma ou regulamento. Muitos duvidaram. Outros plantaram falsas notícias de que se o estádio fosse indicado por outro clube, a Conmebol obrigaria o Coritiba a ceder e isto realmente não existe.

Críticos de plantão argumentam que é hora de pensarmos no futebol paranaense e deixar de lado a rivalidade. Esquecem que a rivalidade é que engrandece os clubes de futebol. Ceder os estádios para jogos de portões fechados, é uma coisa. Liberar para uma final de campeonato é bem outra.

Azar do Vasco que permitiu que o Fluminense jogasse a final da Copa do Brasil em São Januário. Tenho certeza que Grêmio e Internacional jamais cederiam seus estádios para seus adversários jogarem uma final de tamanha importância.

A decisão é técnica, mas é motivada não só pela rivalidade natural entre grandes clubes, mas pela arrogância dos rivais demonstrada nos clássicos Atletiba e principalmente na decisão do Campeonato Paranaense 2005, quando a taça de campeão não pôde entrar no estádio, nosso time foi trancado no vestiário no intervalo, água foi cortada após o jogo, nos acusaram de quebrar algo que só eles viram, nossa torcida só teve cota de 1.900 ingressos, jogaram fumaça cor-de-rosa em nossa cara, entre outras gentilezas.

O regulamento da Copa Libertadores 2005 exige para a final estádios com capacidade para 40.000 torcedores. A Arena têm recebido nos jogos da Libertadores carga de 23 mil ingressos, lotando seu estádio e lá não vai ter jogo.

De nada adiantou o pesado marketing iniciado na demolição da antiga Baixada em 1997, na construção da nova em 1998 e na inauguração da Arena em junho de 1999, que neste ano passou a carregar em seu nome a marca de uma multinacional. Aquele que era cantado em prosa e verso como o mais moderno e para muitos torcedores o "melhor do mundo", agora não pode sediar sequer uma decisão continental.

A negociação com vizinhos e locatários de terrenos que fazem divisa com o muro do paredão rubro-negro impediram até hoje a conclusão do estádio. A solução pode sair logo, mas não a tempo da maior decisão dos rivais.

A diretoria rubro-negra deverá pedir à Conmebol a liberação do seu estádio para a final. Sugiro que considerem algumas propostas para alcançar os 40.000 lugares em 6 dias:

1 - Demolição do paredão. Pelo menos 1.900 pessoas poderão assistir aos jogos no setor do visitante sem anteparo que prejudique a visão.

2 - Retirada das arquibancadas do campo penhorado do CT para construção do segundo anel no setor do visitante, com a curva e pedaço da reta com mais 3 mil lugares.

3 - Colocação de espelhos refratários no local onde hoje encontra-se o paredão, projetando a imagem do primeiro anel da arquibancada oposta. Para dar realismo, instalação de um sistema de som com gritos de torcida. Assim a Conmebol nem vai perceber que ali encontra-se uma torcida virtual, onde caberiam mais umas 4 mil pessoas.

4 - Construção emergencial de arquibancadas tubulares e madeira (talvez alguém tenha guardado em algum depósito os restos daquelas instaladas em 1995) para o segundo anel da reta oposta (sobre o paredão), com capacidade para mais 7 mil pessoas.

5 - Colocação de um mezzanino sobre as arquibancadas tubulares, na altura da cobertura do estádio. Ali serão construídos 20 camarotes VIP tubulares de 20 lugares cada, com preços diferenciados e elevadores de obras (aqueles sem parede). Mais 400 lugares.

6 - Instalação de 6 balões gigantes de 100 lugares cada que ficarão amarrados nas três torres de iluminação da lateral do paredão. Já são mais 600 lugares. Ingressos VIP.

7 - Web Cam no Pombal. Com ajuda dos sites parceiros do clube, os primeiros 100 acessos não pagam pay-per-view e ajudam o clube a completar a cota de 40.000 lugares.

Viu como é fácil ter um belo estádio?

No Paraná, desde que o futebol foi inventado até hoje, o maior estádio sempre foi e continua sendo o Couto Pereira e o único em que a Conmebol toleraria que fosse jogada a final. Quem passa em frente à curva da Rua Amâncio Môro ou pela esquina da Rua Mauá, observa a imponência do gigante que é o nosso estádio, agora todo pintado de verde e branco por dentro e por fora. Na fachada, um letreiro verde com o nome CORITIBA FOOT BALL CLUB e mais adiante o nome sagrado do ESTÁDIO MAJOR ANTÔNIO COUTO PEREIRA, bem ao lado do escudo alvi-verde sob uma estrela amarela, ambos iluminados à noite por holofotes da Alfaluz, empresa curitibana e paranaense cujo dono é torcedor Coxa-Branca. Lá no Alto de tantas Glórias, bem em frente à secretaria, o imponente pendão da bandeira Coxa-Branca, que vive sempre a tremular. Sob ela, a placa que homenageia o doador do mastro de ferro doado pela família Schinzel em 1932. E atrás das sociais, a galeria dos troféus conquistados na gloriosa história do nosso querido Coritiba.

Este invejável patrimônio não pode ser cedido de graça a outros clubes. A diretoria alviverde lembrou em nota que a rivalidade das torcidas, a promoção do jogo no Couto poderá trazer danos irreparáveis ao patrimônio do Coritiba Foot Ball Club.

O Estádio Couto Pereira já recebeu 65.493 torcedores em 1983. Com a instalação do fosso, em 1989, sua capacidade foi reduzida para 56.793 lugares. Com a instalação de novas cadeiras em 2003 e 2004 e as reformas que foram de dezembro de 2004 a maio de 2005, o Couto foi revitalizado para atendimento das regras estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, CBF e FIFA no sentido da colocação de cadeiras e numeração de lugares, reduzindo sua capacidade para 35.759 pessoas sentadas. Portanto, no momento, ali não tem jogo deles. Só Coritiba x Paysandu, pelo Brasileirão 2005, que aliás terá casa cheia novamente, para variar.

Em nota, a diretoria do Coritiba comunica que "estão previstas obras até meados do ano de 2006, para elevar a capacidade do Estádio Major Antonio Couto Pereira para 41.000 (quarenta e um mil) torcedores" numa clara alusão às obras de conclusão do terceiro anel da Rua Mauá, sonho da Nação Coxa.

Neste momento, gostaria de fazer algumas sugestões de um torcedor coxa-branca à diretoria do Coritiba. Se alguém quiser jogar no Couto Pereira, o Coritiba deve exigir, no mínimo, com contrato assinado, registrado em cartório, FPF, CBF e Conmebol:

1 - Cobrança de aluguel do Estádio Couto Pereira em 50% do valor da renda bruta da partida, que será auditada por bilheteiros e funcionários do Coritiba Foot Ball Club e dos 50% restantes é que o locatário (inquilino) deve pagar as taxas, impostos, arbitragem e todas as despesas da partida.

2 - Pagamento de um seguro por parte do locatário (inquilino) cobrindo todos os riscos do patrimônio do CFC.

3 - Pagamento dos custos de manutenção interna e externa do Estádio Couto Pereira, tais como água, iluminação, IPTU, limpeza, pintura e colocação de cadeiras, até o final do corrente ano, em 31/12/2005.

4 - Divisão de torcidas em meio a meio (50%) nos jogos disputados pelo Coritiba no campo do ora locatário (inquilino) por dez anos, a iniciar-se já no próximo clássico do dia 10 de julho de 2005 estendendo-se a todos os clássicos que forem disputados em todas as competições nas quais se enfrentarem até 30 de junho de 2.015.
4.1 - Nos clássicos disputados com mando do Coritiba, permanecerá a cota de 10% de ingressos ao visitante, ora locatário, que só será aumentada por mera liberdade decisória do Coritiba Foot Ball Club quando assim este julgar conveniente.

Quem é o locador?
Quem é o locatário?

Aplausos para Gionédis. E eles que joguem bem longe daqui. Afinal, a volta olímpica vai ser mesmo no Morumbi.

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Classificação

1 Fluminense 77
2 Atlético-MG 72
3 Grêmio 71
4 São Paulo 66
5 Vasco 58
6 Corinthians 57
7 Botafogo 55
8 Santos 53
9 Cruzeiro 52
10 Internacional 52
11 Flamengo 50
12 Náutico 49
13 Coritiba 48
14 Ponte Preta 48
15 Bahia 47
16 Portuguesa 45
17 Sport 41
18 Palmeiras 34
19 Atlético-GO 30
20 Figueirense 30

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