Leonardo Lovo
A choradeira vinda dos lados da baixada após o empate na primeira partida da final ecoou por todos os lados, tendo seu ápice na desvairada declaração do mandatário do time de segunda, que clamava por árbitros de fora do estado, mais uma vez tentando colocar pressão sobre a FPF, a Comissão de Arbitragem e - principalmente - sobre o árbitro que viesse a ser escolhido para apitar a finalíssima.
O árbitro de fora - mais uma vez - não veio, mas a pressão já começou a fazer efeito: conforme divulgado nesta quinta-feira, quem comandará a decisão será Adriano Milczvski, que na foto abaixo aparece em meio à torcida do adversário coritibano de domingo.

A foto deixa claro que Milczvski, no mínimo, já entrará duplamente pressionado em campo. De um lado a insuportável e injustificada pressão daqueles que há anos não saem sorrindo de um clássico diante do Coritiba, e de outro a certeza de que qualquer lance apitado a favor deles evidenciará - ou ao menos sugerirá - um benefício vindo de eventual preferência clubística.
Em resumo: a escolha do árbitro não poderia ter sido mais infeliz.
Como time grande que é, o Coritiba não precisa de ajuda de arbitragem - ao contrário do rival, cujo mandatário já foi punido por compra de árbitros - e por isso tenho certeza de que seus atletas entrarão em campo sem pensar nesta situação, focados apenas em vencer e conquistar o tricampeonato estadual.
Afinal, se a foto indicar que Milczvski é mesmo torcedor do rival, esta não será a primeira vez que o Coritiba enfrentará 12 do lado de lá em decisões. Basta lembrar que em 2004 o declarado torcedor do time de segunda, Marcos Tadeu Mafra, fez de tudo para tentar tirar o título das mãos do Verdão, mas não conseguiu e teve de ver seu time perder o título em casa para o maior rival.
Aliás, no jogo desse domingo o Coritiba ainda estará em situação menos desfavorável que naquela ocasião. Basta lembrar que do lado de cá também serão 12. Ou melhor, serão muito mais que isso.
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Leonardo Lovo
Define a Desciclopedia: "Mimimi é o som feito por pessoas de voz aguda quando reclamam. Usado principalmente por seres desprovidos de inteligência,e retardadas, o 'Mimimi' é um método de pronunciar tudo e mais um pouco a uma pessoa, sem que a mesma entenda uma virgula. Normalmente esta técnica milenar é usada em alguém que está de péssimo humor."
No futebol o clube mais famoso pelo "mimimi" era o Botafogo/RJ, mas desde que o "coronel" das terras baixas reassumiu o time de segunda a choradeira praqueles lados tem ultrapassado todos os limites.
Acostumados a serem derrotados e perderem campeonatos para o Coritiba - inclusive dentro de seus domínios -, a estratégia mais comum de dirigentes e torcedores do time de segunda vem sendo botar pressão na arbitragem dentro e fora de campo, invariavelmente reclamando dela antes, durante e depois de a bola rolar.
Na semana que passou já foi assim, com as manchetes destacando o "mimimi" dos lados da baixada pedindo árbitros de fora, alegando prejuízo na acachapante vitória Coxa por 4x2 no segundo turno. Prejuízo até houve, mas não a eles e sim ao Alviverde, como eu destaquei na ocasião.
Pro jogo deste domingo o "mimimi" não gerou que o árbitro fosse de outro estado, mas acabou colocando o péssimo Evandro Rogério Roman no comando do apito.
Conhecido da torcida coritibana por invariavelmente prejudicar o Verdão nos jogos em que apita, mais uma vez o atual (inacreditavelmente) Secretário Estadual de Esportes teve uma atuação sofrível, deixando de marcar faltas e aplicar cartões para as duas equipes, além de não ter dado dois pênaltis - um para cada lado - quando o Cori perdia por 2x1.
Na raça o Coritiba chegou ao empate, gerando um dos já famosos rompantes de descontrole por parte do mandatário do time de segunda, que saiu postando nas redes sociais que se na grande final o árbitro não for de fora, sua equipe não entrará em campo.
Foi o cúmulo do "mimimi"!
Como uma criança mimada, faz exigências e ameaças infundadas que só poderiam se originar de uma mente obtusa e egocentrista. É o desespero batendo, pois sabe que no Couto serão 12 contra seu time, que geralmente tenta equilibrar com o 12º vestindo preto.
Mas o que esperar de um clube de futebol que em seu perfil oficial do twitter publica frases como as seguintes?
"Este será o último estadual que estamos jogando para ganhar, não daremos + "murro em ponta de faca"! Décadas sendo roubados!"
"O tri dos verdes se acontecer eles deverão a arbitragem doméstica, o resto é fantasia! Se marca o penalty, 3x1 acabava o jogo.."
Da minha parte, pode trazer árbitro até de outra galáxia. Não quero favorecimento de arbitragem, só quero que não haja para "eles" também. Agora é esperar que o 12 alviverde conquiste mais este título. A despeito de qualquer "mimimi" ou pressão sobre arbitragem.
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Leonardo Lovo
Eis que o Coritiba está nas quartas-de-final da Copa do Brasil, tendo sido a primeira equipe a atingir tal condição. A primeira vitória fora de casa na competição deste ano garantiu o atual vice-campeão na próxima fase, que já tinha visto a vaga muito próxima com a goleada em casa.
Li e e ouvi muitos comentários politicamente corretos tentando achar qualidades no Paysandu. "É um time rápido", disse um, "é um time técnico", disse outro.
A verdade é que o time do Paysandu foi a equipe mais fraca que pisou no Couto Pereira este ano. Nada contra a instituição - que, aliás, é desonrada com um time tão pífio vestindo sua camisa - mas é impossível ver os dois jogos e não constatar a condição de semiamadorismo dos paraenses.
As duas vitórias e a classificação, portanto, foram naturais, ainda que eu ache que o primeiro jogo poderia (e deveria) ter terminado em 6x0 e o segundo em pelo menos 3x0, não fosse a incompetência de alguns jogadores, como Anderson Aquino, por exemplo.
Não escrevi nada após o primeiro jogo justamente por causa dessa "aura politicamente correta" que cerca o futebol de hoje em dia. Já há algum tempo os jogadores usam de discursos robotizados e pré-fabricados, e agora isso infelizmente atinge até torcedores, que medem as palavras para não soarem como "menosprezo ao adversário".
O Coxa, portanto, fez o mínimo e passou com tranquilidade, mas segue tendo erros que preocupam, tanto na defesa quanto no ataque. Ainda que os dois resultados possam induzir a uma conclusão diferente, caso não se leve em conta a extrema fragilidade do adversário.
Arbitragem
Como costumo ser crítico às más arbitragens, nada mais justo que reconhecer a boa atuação do trio que atuou em Belém.
Apesar do pênalti não marcado, que foi apontado como falta (erro "corrigido" pela batida de Tcheco, que resultou em gol) e um impedimento mal assinalado no segundo tempo, a arbitragem foi bem e não entrou na pressão da torcida bicolor, que inclusive jogou objetos no gramado e deve levar seu time a julgamento.
Transmissão
Assim como é justo o reconhecimento à arbitragem, também devo fazê-lo referente à transmissão do canal SporTV.
Infelizmente não peguei os nomes (caso alguém os tenha, peço que compartilhem nos comentários), mas a narração foi bem coerente e os comentários extremamente pertinentes e inteligentes.
O comentarista conhecia bem as equipes e soube avaliar cada aspecto tático, inclusive das substituições, com precisão.
EDITADO: o internauta sidmor compartilhou nos comentários os nomes dos profissionais do SporTV pro jogo: Narração do Eduardo Moreno e comentários do Rafael Rezende.
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Leonardo Lovo

Após acompanhar os primeiros jogos deste ano, que me permitiram começar a formar uma opinião sobre o time, passei a ser um dos críticos do meia Lincoln, principalmente por considerar suas atuações irregulares e sua postura em campo muito passiva e pouco combativa.
No AtleTiba, porém, vi este jogador diferente, mais dedicado, ajudando um pouco mais na marcação e um pouco mais vibrante. Vinha sentindo falta desse espírito tão característico dos Coxas-Brancas em Lincoln. Bons números ele até tem, mas pra jogar no Coxa tem que ter raça, voluntariedade e vibração. É o que cativa a torcida.
O que mais me agradou, porém, foi assistir à coletiva dele após o jogo, publicada pela assessoria de imprensa do Coritiba.
Eu já o havia visto falando sobre conceitos como "grupo", "união", destacando não ter vindo para ser estrela, mas sim para ajudar o clube, entretanto essa entrevista me pareceu mais contundente.
Articulado, culto, tranquilo e inteligente, o atleta falou mais do que simplesmente "o que o torcedor quer ouvir" - que é o que os jogadores da atualidade parecem ser instruídos a fazerem - aprofundando detalhes de bastidores muito interessantes, como o contraste entre as pré-temporadas no Brasil e na Europa, conversas dentro de campo e nos vestiários com os colegas e por aí afora.
Chama a atenção a passagem na qual ele fala que não questiona a escolha do treinador quando este opta por deixá-lo no banco. O tom, expressão facial e forma como ele responde a pergunta demonstram sinceridade e compromisso. Espero que este jogo tenha sido o marco para este atleta engrenar e que passe a ser cada vez mais voluntarioso.
Creio ser oportuno destacar que as matérias que saem com declarações baseadas em entrevistas coletivas geralmente ficam descontextualizadas, com os jornalistas geralmente interpretando o que o entrevistado falou para encaixar numa premissa de pauta que nem sempre ilustra a realidade do que foi dito.
Se os leitores me permitem, uma sugestão que eu daria é de sempre assistir ao vídeo da entrevista, invariavelmente disponibilizado pelos bons profissionais do próprio Coritiba. E não é nem uma crítica aos jornalistas em geral, pois até aqui no COXAnautas saiu uma notícia com declarações do Lincoln que podem ter essas mesmas características acima.
Também do AtleTiba recomendo os vídeos com a entrevista do Marcelo Oliveira, os bastidores e a "Câmera Coxa", que sempre contém os principais lances do Coritiba filmados de dentro do gramado por um profissional que presta serviço ao clube.
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Leonardo Lovo
Lendo uma postagem da coritibana Ana Luisa Camargo no grupo de discussões Força Coxa, no facebook, decidi escrever sobre o tema destacado por ela, que achei bastante oportuno.
Eu já havia pensado que, com o título do segundo turno e a melhor campanha garantidos, nada mais justo que a Comissão Técnica dar uma folga aos titulares no jogo diante do já rebaixado Roma na última rodada do Paranaense, mas a ideia contida no post dela - de usar atletas da base - me pareceu ainda mais interessante do que apenas escalar alguns reservas - o que eu havia pensado até então.
O jogo diante do Roma pode ser o momento ideal para "separar os homens dos meninos", com os "piás do Couto" tendo a chance de provar seu valor. Aqueles que se destacaram na Copa Dallas, somados aos que integram o elenco profissional, mas que não receberam muitas (ou quaisquer) chances - casos do zagueiro Luccas Claro, dos laterais Bernardo e Timbó, do volante Arthur e do meia Rafael Silva - poderiam ser observados.
Não assisti aos jogos da Copa Dallas (apenas alguns vídeos) nem acompanho os treinos do profissional e dos juniores para saber se esses jogadores têm tido bom rendimento, mas se fazem parte dos elencos coritibanos, com certeza têm alguma qualidade e aguardam uma oportunidade.
E ela bem que poderia vir nesse jogo de domingo que vem.
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Leonardo Lovo
Mais uma vez a mística da camisa alviverde e a força da torcida Coxa-Branca se sobressaíram e os jogadores coritibanos conseguiram se impor no Couto Pereira, vencendo o time da segunda divisão pelo já clássico placar de 4x2, conquistando o segundo turno e, consequentemente, uma vaga na final contra "eles".
A vitória, porém, não pode esconder alguns fatos: o time do Coritiba ainda carece de qualificação técnica, sobretudo se avaliados os números fora de casa. Mesmo pegando apenas times sofríveis o Coxa já tem mau rendimento fora do Alto da Glória, a exemplo do que foi no Brasileiro do ano passado, mas contrário ao que fez no próprio Paranaense e Copa do Brasil também em 2011. Que fique o alerta.
Outro fato que deve ser ressaltado é que ontem o rival conseguiu começar o jogo equilibrado em número com o Coxa, que contava com 11 jogadores e sua torcida, que compareceu em bom público e, na maior parte do jogo, cantou e incentivou, tentando pressionar os 12 adversários: o árbitro e os 11 do time "deles".
Choram os torcedores do time de segunda que o árbitro expulsou-lhes um atacante e não deu um impedimento no segundo gol Coxa. Com a expulsão, o jogo passou a ter 12 contra 11.
Não fosse o bandeira, porém, o juiz não teria expulso (corretamente) o descontrolado Guerrón. O mesmo bandeira, porém, de fato errou ao não assinalar impedimento de Lincoln, mas o lance foi tão rápido e o coritibano estava tão pouco a frente que sequer o time deles reclamou. Basta ver o vídeo.
Ressalvado este lance do impedimento - que cabia ao bandeira, e não ao camisa 12 do rival - a arbitragem em nada prejudicou o time de segunda. Muito pelo contrário, a atuação de Antonio Denival de Morais foi vergonhosa e tendenciosa, prejudicando e irritando o time (e a torcida) do Coritiba.
A falta de critérios na marcação de faltas e aplicação de cartões foi o que mais caracterizou a influência negativa do árbitro no jogo. Muitos outros jogadores do time de segunda mereciam ter sido expulsos, principalmente na confusão após o primeiro cartão vermelho, mas foram poupados pelo "amigo" Denival.
Sobre o jogo gostei das atuações de Emerson, Everton Ribeiro, Lincoln, Lucas Mendes e Djair. Tcheco, Rafinha, Roberto, Jonas, Renan Oliveira e Aquino ficaram devendo. Junior Urso e Demerson, por sua vez, ficaram bastante aquém dos demais.
Nota do autor - atualização às 16h48 Vi a foto abaixo no facebook e notei que nem do impedimento podem reclamar. Que vão chorar na cama, que é lugar quente.

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Leonardo Lovo

É assim que quero ver: fechada
Clássico valendo o returno e praticamente definindo se haverá ou não finais neste estadual, o que pode possibilitar ou impedir o tricampeonato do Coritiba, e o debate começa. Durante esta semana tudo que se verá, lerá e respirará será AtleTiba.
Um dos temas em evidência é a questão do acesso ou não da torcida rival ao Couto Pereira, que receberá a partida no domingo às 16h.
Não vi nada na mídia oficial sobre o tema, à exceção do que se falou na época do clássico do primeiro turno, quando a Vila Capanema foi o palco do fraco empate sem gols entre as equipes. Reflexo da frieza dos poucos torcedores nas arquibancadas do acanhado estádio paranista.
Lamentável e inexplicavelmente (que não se diga que as desculpas do mandatário do time de segunda valem como explicação) o jogo foi realizado sem a presença da torcida do maior do Estado, o que inclusive contribuiu para o patético público pagante (5.397 "torcedores").
Realmente é algo que se deveria lutar para nunca mais se repetir.
À exceção do jogo deste domingo.
Podem chamar como quiser, usar as metáforas que acharem melhor: isonomia, igualdade, justiça, "pau que bate em Chico, bate em Francisco" e por aí afora.
Eu não quero nem saber se o Estatuto do Torcedor isso ou o Código de Defesa do Consumidor aquilo. Não quero saber de gritar segunda divisão pra "eles" (até porque terei chance disso na final, caso vençamos). Não quero saber se o time está sob pressão da nossa torcida. E não vou nem entrar no campo jurídico, pois há sim fundamentos legais e fáticos para garantirem a torcida única.
Valeu lá, vale cá, e está acabada a história. Foi combinado com o mandatário do time de segunda, o Ministério Público, a Federação Paranaense de Futebol e a Polícia Militar, que não só sabiam mas também endossaram.
Domingo estarei no Couto Pereira. E sorrirei se, ao olhar à minha direita, vir o espaço dos visitantes vazio ou repleto de verde e branco, regozijando-me por não ter a horrenda e deprimente visão das cores do rival.
Nota do autor: texto escrito antes da definição oficial de que o clássico será realizado realmente só com a torcida do Coritiba.
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Leonardo Lovo
Ainda ontem comentei no perfil do blog no Facebook a notícia que dava conta da invasão de campo por parte de dirigentes do Vasco da Gama, inclusive do Presidente do clube, Roberto Dinamite, que caluniou abertamente o árbitro com todo o tipo de insinuação. Chamou-o de "ladrão" pra baixo.
Dizia a reportagem do Globoesporte.com que na súmula da partida o árbitro consignara a expulsão de cinco atletas do clube carioca com o jogo já encerrado, por conta de ofensas e agressões, tendo sido citados também o comportamento e ofensas do mandatário alvinegro.
No meu comentário do Facebook indaguei: "E agora? O Vasco vai ser punido exemplarmente pela invasão de campo por parte do presidente e outros dirigentes? Pelas agressões ao árbitro? Será que o Dinamite vai ser punido também pelas declarações? Vamos ver se essa porcaria desse STJD é sério ou se as punições exemplares continuarão recaindo sempre apenas sobre o Coritiba, o maior bode expiatório do futebol mundial."
Eis que apenas um dia depois da polêmica, a vergonha começa a se desenhar: as expulsões simplesmente foram apagadas da súmula, conforme nova notícia do supracitado portal. Como num passe de mágica os atletas vascaínos não teriam mais sido expulsos e estariam isentos de cumprir suspensão, conforme declaração de Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem da FERJ.
Enquanto o Coritiba foi punido de forma absurda, exagerada, antijurídica e imoral por atos de vândalos que sequer tinham ligação institucional com o clube, funcionários e representantes do Vasco invadem, ofendem, agridem e podem ter a situação amenizada, abrandada ou mesmo abafada por uma vergonhosa obliteração feita a base de corretivo escolar!
É este o exemplo que o país que sediará a Copa do Mundo de 2014 quer dar? Impunidade e subserviência aos cariocas em contraste com a pesada caneta sobre os paranaenses? Uma total falta de critérios e imparcialidade, com atos obscuros que lembram os tempos da ditadura? A situação lembra um velho ditado: "para os amigos tudo, para os inimigos, a lei". E não há dúvida que o Vasco está "entre amigos".
Quero aguardar os desdobramentos do caso, mas imagino que no TJD/RJ invariavelmente dever-se-á aplicar o velho "jeitinho carioca" (e não brasileiro) para "aliviarr pruix brotheirrx". Veremos se a procuradoria do TJD/RJ terá coragem de recorrer e fazer o caso efetivamente chegar ao STJD. E, por fim, se isso acontecer, quero ver se seus auditores punirão o Vasco e seus prepostos como puniram o Coritiba: "exemplarmente".
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Leonardo Lovo

Foto de arquivo
Essa segunda-feira, 10 de abril de 2011, marcará a torcida coritibana pelo anúncio do fim do vitorioso ciclo de um grande ícone da história recente do Coritiba.
Através da imprensa o meio-campista Tcheco anunciou que se aposentará dos gramados no meio deste ano, ao fim de seu contrato, que prorrogara em dezembro por mais seis meses.
Em seu retorno, ao contrário de Marcel, provou que era capaz de mostrar a mesma qualidade e o comprometimento que marcaram sua primeira passagem, quando, aos 27 anos, foi efetivamente revelado ao futebol nacional, defendendo honrosamente o manto alviverde.
Saiu para o mundo árabe fazendo juras de amor ao clube e dizendo-se um Coxa-Branca. Em sua passagem pelo Grêmio, contudo, criou fortes raízes naquele clube e me decepcionou enormemente ao comemorar um gol de Marcel, após assistência sua, como se tivesse sido o gol de um título mundial, em pleno Couto Pereira.
Por conta disso fiquei muito receoso quando de seu retorno, mas com o tempo e as boas atuações, bem como sua vibração e entrega durante os jogos, Tcheco reconquistou minha confiança e a de outros eventuais desconfiados torcedores.
O fim do ciclo pode ser considerado natural em se tratando de um jogador de 36 anos. Mas quando vejo que Tcheco segue sendo titular na grande maioria dos jogos, correndo, entregando-se, dando assistências e sendo decisivo, pergunto-me por que ele decidiu confirmar o fim da carreira agora, em vez de renovar pelo menos até o fim do ano.
Analisando suas declarações ao longo das últimas semanas, culminando com a do anúncio em questão, concluí que Tcheco cansou, mas não (só) fisicamente. Cansou-se, sim, de jogar ao lado de companheiros tão descompromissados e/ou sem qualidade.
Que perspectiva teria ele ao ter a seu lado no meio-campo jogadores como Júnior Urso, Lincoln, Renan Oliveira? Ao olhar para frente e ter de tentar enfiar bolas para atacantes que sequer conseguem dominá-la?
Infelizmente ele está certo ao parar, deve fazê-lo enquanto tem a admiração e o respeito da torcida. E se aceitar o cargo que Felipe Ximenes lhe oferece (seja ele qual for), esperamos que consiga acertar de fora do campo aquilo que acabou não conseguindo fazer dentro dele, enquanto em pé de igualdade com seus atuais pares.
Obrigado Tcheco e boa sorte a você e ao Coritiba, que precisará muito dela agora que não mais o terá em campo.
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Leonardo Lovo
Desde pequeno aprendi em família que devemos defender os nossos com unhas e dentes. Dizia meu tio Evandro que "no meu irmão só bato eu", deixando claro que defendia os seus, ainda que por vezes brigasse com eles.
Esta frase me veio à cabeça quando tive de assistir ao jogo do Coritiba contra o Cianorte pela televisão, em vez de ir ao Couto Pereira, como costumo fazer.
A péssima narração de Felipe Lestar e os lamentáveis comentários de Edson Militão mostraram tudo que uma transmissão esportiva não deve ter. A total falta de isenção e profissionalismo de ambos seria capaz de ruborizar um estudante de jornalismo, que somente poderia usar a situação como um exemplo do que não fazer.
Com críticas ácidas à equipe Coxa-Branca, cheias de superlativos, adjetivos, ironias descabidas e uma tentativa de produzir um "humor" que, na verdade, faria uma hiena silenciar, a supracitada dupla me fez até lembrar uma coluna que escrevi há muitos anos aqui no site, entitulada "Jogo na TV é uma provação".
Uma coisa é ver preocupados torcedores do Coritiba criticarem contratações, atuações, jogadores, treinador, diretoria - sempre respeitando todos os profissionais e com um intuito construtivo, é claro - e outra é ver pretensos "profissionais" da crônica esportiva ridicularizando o clube em rede nacional.
Ora, o nosso time quem pode criticar somos nós, que sabemos das falhas e queremos resolvê-las para crescermos. Nós, que vamos ao estádio, torcemos, vibramos, gritamos, nos associamos, compramos produtos oficiais/licenciados, vamos aos jogos e efetivamente somos parte desta instituição que é o Coritiba.
Lestar e Militão são apenas mais duas amostras da patética realidade da crônica esportiva paranaense, tão medíocre e ridícula quanto a federação de futebol local. Raras exceções salvam a dignidade dos profissionais da mídia esportiva, sendo esta composta por uma enorme gama de pessoas incompetentes e parciais.
Enquanto torcedores conscientes visam apenas o bem do clube ao alertarem, cobrarem e pressionarem por mudanças positivas, diversos "cronistas" se aproveitam de qualquer brecha (ou às vezes as criam) com o intuito de denegrirem, gerarem discórdia e polemizarem, afinal, é isto que vende.
Da minha parte seguirei criticando e elogiando de acordo com a minha consciência e com a realidade do clube. Mas quando for necessário criticar, prefiro fazê-lo eu mesmo, esperando que os "cronistas" mantenham a isenção e guardem os adjetivos e superlativos para eles.
Afinal, assim como cada um cuida de seu irmão, a nós torcedores coritibanos cabe cuidar do nosso Coritiba.
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