Fernando Schumak Melo
Foi um jogo intenso ontem em Salvador cheio de oportuidades para ambos os lados. Um jogo em que os times queriam vencer.
Inteligentemente no início dos dois tempos o Coritiba retraía-se e esperava o Vitória abrir suas peças. Na sequência, por ter mais qualidade técnica, impunha seu jogo e oferecia severos riscos à defesa e à meta do goleiro Douglas, que com razão não inspira nenhuma confiança à torcida baiana.
O primeiro tempo foi morno e com poucas chances de gol. A formação da meia cancha Coxa em losango, com Junior Urso à frente da da Zaga, Gil e França pelos lados, Everton Ribeiro ao centro e à frente, criando jogadas, demonstrou-se a mais acertada, firme e eficiente, não dando espaços e ao mesmo tempo coesa e rápida nos contra ataques.
O segundo tempo foi bem mais intenso, com a saída de Neto Coruja e a entrada de Ananias, o Vitória melhorou e foi pra cima do Coxa que suportou bem a pressão. Deixou também mais espaços e, nos contra ataques, perdemos gols que não poderíamos ter perdido, com Everton Ribeiro, Everton Costa e Roberto. Roberto aliás, que esteve muito bem na armação de jogadas, mas foi muito infeliz nas conclusões. Que estes gols perdidos não façam falta quarta-feira que vem.
Do lado rubro-negro, o ataque esbarrou numa muralha alviverde chamada Vanderlei. Quando sozinho e de frente para Neto Baiano, Vanderlei cresceu e impediu que o vitória abrisse o marcador. Em outra jogada, de bola aérea, a defesa mais linda em minha opinião: Dinei, que também entrou e entrou bem no Vitória, cabeçeou para o chão e Vanderlei elasticamente com a ponta dos dedos mandou a bola para escanteio.
E como goleiro bom tem sorte, na única vez em que "falhou" ao rebater bola difícil pra dentro da área, Neto Baiano fez o gol no rebote, mas estava impedido. Aliás, em outro cruzamento Neto Baiano subiu sozinho e também fez o gol, mas estava novamente impedido.
Maior prova de que jogamos bem é que a partida se encerrou no Barradão, com o Coxa trocando passes na ofensiva baiana. Jogamos bem, mas poderia ter sido melhor. Faltou o gol.
Destaque positivo para a estréia de França que se demonstrou um excelente marcador e não me recordo de um erro sequer de passe. Foi substituído, exausto, por Sérgio Manoel.
Destaque negativo para Airton, que pode ter sentido a pressão, e apesar de não ter comprometido, não jogou bem, não acertando um único cruzamento, tendo sido substituído por Djair que entrou e correspondeu.
Agora a bola da vez é o Inter, eliminado da Libertadores, o campeão gaúcho é outro grande desafio que nós temos de superar. Sabemos bem como 3 pontos fazem falta no campeonato brasileiro.
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Fernando Schumak Melo
Não merecíamos sequer o empate tamanha a covardia e a incoerência demonstrada pelo nosso treinador na armação da equipe antes e durante os 90 minutos deste recém acabado Atletiba.
Tanto é verdade que começamos a partida com 3 volantes, se não contarmos Gil, que jogou na lateral, e terminamos sem nenhum, com Everton Ribeiro jogando de segundo volante ao lado de Tcheco.
A tática retranqueira, no intuito de povoar a meia cancha teoricamente frágil do Atlético, que joga no 4-3-3, logo se demonstrou equivocada, permitindo ao “atrétis” dominar a meia cancha e, com seu esquema extremamente ofensivo, propiciar aos torcedores que foram à Vila Capanema praticamente todas as chances de gol do primeiro tempo.
Para Marcelo Oliveira, que claramente foi à sua antiga casa paranista em busca do empate, o Gol de Everton Ribeiro, um acaso do destino, foi mais do que ele desejava. Por alguns instantes pensou ter sido premiado por sua tática extremamente cautelosa.
Enganou-se.
Logo em seguida, também por acaso, a bola sobrou para Bruno Mineiro, que fez o Gol e empatou o jogo. Daí por diante, fomos engolidos pelo clube da segunda divisão, que no início do segundo tempo, após falha feia de Vanderlei, virou o jogo com Liguera. Por mais que me doa dizer isto, àquela altura os poodles mereciam a vitória, ante a covardia com a qual jogava o Coritiba.
Como o regulamento das finais do nosso estadual é simplesmente ridículo - tanto faz perder de 2 ou de 10, a covardia de Marcelo Oliveira, logo deu lugar a incoerência. Tomado de um espírito corajoso e aventureiro - o qual poderia e deveria ter tido desde o início - tirou os volantes Djair, Urso e o meia Lincoln, inútil até então, pra colocar Marcel, R. Oliveira e Anderson Aquino.
Ficamos sem esquema tático, mas deu resultado. Após receber passe de Emerson, que se aventurava ao ataque (até porque estava valendo tudo àquela altura do jogo) Anderson Aquino pôs a bola no canto esquerdo de Vinícius e empatou o jogo.
Empatamos um jogo horrível. E que não perdemos de mais porque eram os poodles, frágeis e dóceis, nos atacando. Fosse o São Paulo, o Santos, o Fluminense, o Inter, qualquer time decente enfim, provavelmente voltaríamos com uma sacola de gols na bagagem. E este risco não podemos correr no Brasileirão, sob pena de sermos novamente um time caseiro. Um saco de pancadas fora do Couto Pereira.
Esta postura medíocre não pode se repetir na Copa do Brasil, onde levar os gols que levamos hoje significa desclassificação.
O empate no fim das contas, pelas circunstancias do jogo, não foi um mal resultado. Foi até bom para a conquista do título paranaense que será decidido agora em nossa casa. Mas pode ter sido ruim para o futuro do Coxa em outras competições, por fazer brotar no treinador motivação ainda maior para montar um time, um dia, só com volantes e meias:
Vanderlei, Gil, Chico, Urso e Sergio Manoel. Tcheco, Djair, França e William. Lima(?) e Renan Oliveira. O time dos sonhos de Marcelo.
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Fernando Schumak Melo
Apesar de ainda existirem dúvidas sobre a escalação Coxa, ante a lesão de Rafinha, Rafael Silva, e a ausência de Lincoln, acredito que da volância pra frente, Marcelo Oliveira vá de: Junior Urso, Tcheco, Sérgio manoel (a quem nosso treinador já se referiu como meia) e Everton Ribeiro; Roberto e A. Aquino. Atrás: Vanderlei, Gil, que jogará pela direita no lugar de Jonas, ao lado de Demerson, Emerson e Lucas Mendes.
Parece-me bom time para um jogo no qual o Coxa deve se portar como uma aranha armadeira: defensivamente firme e coeso, porém, pronto para dar rapidamente o bote certeiro e final.
Além da postura tática, a preleção será muito importante para sairmos de Belém com a vaga na bagagem, pois, algumas características psicológicas não poderão faltar à equipe durante os 90 minutos:
Respeito. Ao clube que é um dos maiores do Norte do país, e que, justamente por estar mal posicionado no cenário do futebol brasileiro, apostará todas as suas fichas neste jogo. Seus jogadores, alguns realmente bons, como Picaxú e Thiago Potiguar (que deve jogar mais adiantado, segundo o site oficial do Paysandú) ante a transmissão televisiva, farão de tudo para honrar a camisa e sua torcida que certamente se fará presente no Mangueirão.
Seriedade e Atenção. Jogos da Copa do Brasil, para não fugir do chavão, dividem-se em dois tempos de 90 minutos. Para não sermos surpreendidos, devemos entrar atentos, firmes e seguros desde o início da partida. Não levar gol e agüentar a provável pressão durante os 15 primeiros minutos é fundamental.
Inteligência. O tempo é nosso aliado, saibamos usá-lo até que a ansiedade e o desespero tomem conta do time deles. Tocar a bola com sabedoria, sair com rapidez nos contra-ataques, evitando discussões desnecessárias com a arbitragem e com o time adversário. O nervosismo deve estar do lado bicolor e jamais do nosso.
Competência e Tranquilidade. Para aproveitar os espaços e os contra-ataques aos quais certamente estará exposta a defesa do Paysandú. Um Gol na hora certa pode definir este jogo que é 50% psicológico. Se uma única oportunidade surgir, ela deverá ser bem aproveitada.
Não será tarefa fácil, mas se levarmos a efeito todos estes fatores, certamente sairemos de Belém classificados e ainda vitoriosos!
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Fernando Schumak Melo
Foi-se o tempo em que o cidadão ía ao estádio, sentava em qualquer local, pedia um saco de amendoim com casca e pedia uma gelada.
Foi-se o tempo em que em cima da Mauá o carrinho vendia, além da “maldita” cerveja, o pão com bife, que tantas vezes comi com meu pai.
Foi-se este tempo.
O álcool saiu das ruas, o que é ótimo. Saiu mesmo? E saiu também dos estádios. Saiu mesmo?
Quando saímos do estádio, ali já na porta, quase dentro do Couto, tem um cidadão gritando, do lado do policial que deveria retirá-lo dali: “cervejinha aqui é 3, duas por 5!’’.
Incrustado no próprio estádio tem um bar. Do outro lado da rua, 2 bares, vendendo cerveja. Nas cercanias, quantos outros ambulantes continuam vendendo álcool. E quantos outros seres do bem e do mal continuam consumindo moderada e imoderadamente álcool para depois adentrarem ao estádio.
Não senhores, o álcool não saiu do estádio, a diferença é que agora ele chega já dentro do corpo e do cérebro do cidadão, e ainda fica esperando ele lá fora.
Aliás, alguém já teve acesso a alguma pesquisa comprobatória da diminuição da violência após a proibição do álcool nos estádios?
Mas a onda do “politicamente correto” não tem volta. Até porque, qual dirigente ou político teria coragem de bradar contra a lei que proíbe o álcool nos estádios? Nenhum! Para pôr em risco os votos dos carolas e dos conservadores? Deixa quieto...
Assim, a onda avançou, forte, molhando e apagando os cigarros, que também foram banidos de lugares fechados e públicos. Agora por último, o cidadão que no intervalo do jogo, nervoso, sedento por tabaco, em lugar afastado dos outros, já acossado pela lei anti-fumo, pega seu isqueiro e pensa em dar um trago, é logo admoestado pelos auto-falantes: “torcedor não fume, pena: interdição do estádio”.
Opa, mas fumante também é gente, onde estão os fumódromos deste lugar?! Grita ele perplexo, irritado, pisando, rasgando e apagando o cigarro no meio. Fumantes menos desesperados e irritados diriam: Mas o Couto é aberto meu Deus! O que é que tem demais?
Os que não fumam adoram, e de fato, até um fumante se incomoda com a fumaça do cigarro alheio.
Mas a questão é outra: qual será o próximo alvo do tsunami da moralidade e da legislação em prol da família brasileira? A proibição da venda de comidas gordurosas em estádios para proteção da saúde e defesa da economia pública e seus gastos com o SUS? Os dependentes de gordura “trans” e esfomeados de plantão iriam à loucura, ainda mais com jogos às 19h30 e outros às 22h.
A proibição de venda de bebidas que não tenham alto teor protéico e nutritivo como refrigerantes e sodas? Seria o fim da geração coca-cola.
Talvez estes sejam os próximos passos. E, daqui a alguns anos, quem sabe, com todas estas medidas, um jogo de futebol se torne tão civilizado e seguro quanto um chá das 17h no Clube das Senhoras. Sem cigarro, sem cerveja, sinalizadores, fogos de artifício, com torcida única, enfim, uma festa.
Pra que perder tempo com projetos de conscientização ou segurança? Povo se educa é com proibição.
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Fernando Schumak Melo
Não, não foi um jogo fácil. Aliás estava bem difícil, com o ASA incomodando, e nós não criando muito, até Roberto cair para que o juiz anotasse penalti a nosso favor.
Quem cobraria? Tcheco, que dúvida? O Parabéns cantado no início da partida pela torcida era sinal claro de sorte para Tcheco, mas também, para um jogador de nervos fracos, poderia significar uma pressão ainda maior. Não significou. Bateu bem e converteu.
Com 1x0 no placar as coisas se acalmaram. Pudemos continuar tocando a bola, atrair o ASA, até que, num contra-ataque mortal puxado por Rafinha, Roberto cruza na área e Anderson Aquino está onde o matador deve estar, na cara do Gol. 2x0.
Como disse ontem, o jogo precisava e foi resolvido no primeiro tempo, mas ainda era preciso suportar ou ampliar este placar pelos 45 minutos restantes.
E aí sim se iniciou o baile, comandado pelo aniversariante Tcheco, que além de irritar os adversários com sua paciência e cadência, se adonou da meia cancha, tocando a bola, limpando jogadas, desarmando adversários, e dando passes precisos. Lá pelas tantas, mais ou menos aos 37 do segundo tempo, estava dando piques na lateral direita, como um garoto. Consciente de que o dono da festa é sempre quem trabalha mais, não pode descuidar um segundo pra que nada dê errado, serve a todos e é o último a sair, exausto.
Rafinha também destacou-se, indo pra cima, e deixando "avexados" seus marcadores. Emerson, como sempre, seguro e perigoso no ataque. Lincoln, singelo. Jonas, improvisado de volante, também. Eltinho e Gil, com algumas ressalvas foram bem nas laterais. Demerson e Vanderlei, apesar de alguns sustos nas saídas de bola, também não comprometeram.
Até Marcelo Oliveira, foi presenteado pelas boas entradas de Junior Urso e do contestadíssimo Everton Ribeiro, que em tabela rápida na entrada da área bateu de esquerda, fez o terceiro, e acabou de vez com o sonho do ASA que virou tulipinha.
Daí em diante, com toques de bola rápidos ao som de gritos de "olé", amorcegamos o jogo até o apito derradeiro.
Baile nas arquibancadas. Torcida alegre, cantante, empolgante como desde 2011 não se via. Que seja assim em todo o jogo daqui pra frente. Na noite do reencontro do Coritiba com o bom futebol e com sua torcida verdadeira, aquela que nunca abandona, o aniversariante do jogo era Tcheco, mas o presente foi nosso.
Que venha o Paysandu!!
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Fernando Schumak Melo
O que fazer num jogo em que precisamos da vitória, mas também não podemos levar nenhum gol?
Qual o segredo para atacar, transformar estes ataques em gritos eufóricos de Gol, sem por em risco nossa defesa?
Equilíbrio? Certamente. Porém esta palavra tem sido muito usada pelo nosso treinador e nem sempre posta em prática em campo, o que tem deixado o time por diversas vezes sem criatividade e lento demais.
Ousadia? Óbviamente. Certo é que não podemos entrar em campo temendo o pior, pois se assim for, jamais atingiremos o melhor fim esperado. Temos que entrar em campo atacando desde logo, nos impondo. Não adianta, após os 15 minutos do segundo tempo, com o placar adverso ou insuficiente irmos desesperadamente ao ataque. Este é um jogo para se resolver no primeiro tempo.
Com pressa? Não. Velocidade. Se estas duas não se confundirem durante os 90 minutos, principalmente quando a equipe do ASA tentar frear o jogo, e tentar irritar nossos atletas, é certo que sairemos classificados. Temos mais time, mais história. Temos o Couto.
E por falar em Couto, hoje seremos, nós torcedores, fundamentais. Com o nosso apoio, nosso grito, mas principalmente com o nosso silêncio, no erro de passe, ou na perda de um Gol. Tudo devemos fazer para não piorar os nervos que certamente já estarão à flor da pele. Na dúvida do que fazer ou dizer? Grite Coxa!
Acredito que a escalação do Coxa será: Vanderley, Eltinho, Emerson, Demerson e Jonas. William, J. urso, Linclon e Rafinha. Anderson Aquino e Roberto. Se não for, que quem entrar honre esta camisa e dê conta do recado.
No mais, que seja um excelente Jogo, e que no fim o ASA encerre honrosamente sua participação na Copa do Brasil.
Até a noite! Saudações Alviverdes!
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Fernando Schumak Melo
Não posso expressar em reais exatamente quanto vale a teimosia, pois não sei quanto Marcelo Oliveira recebe. Posso, contudo, dizer que certamente ela vale um turno de campeonato, pois, este preço já pagamos.
Jamais crucifiquei exclusivamente nosso treinador pelos últimos tropeços, ou, pela perda de qualidade de nosso time. Porém, sempre o critiquei, assim como todos, que, à quase unanimidade, apontavam mudanças necessárias a serem feitas, e que não eram, sem explicação plausível.
Pois bem, neste domingo mudanças vieram: Eltinho em lugar de Lucas Mendes, Demerson em lugar de Pereira, e Geraldo como titular.
Já no início da partida foi possível claramente visualizar que com Geraldo preocupando o lado esquerdo da defesa do Rio Branco, Eltinho, extremamente mais eficiente no ataque do que Lucas Mendes, teria a liberdade necessária para dar mais volume de jogo e apoio ao ataque do Coritiba.
Demerson, além de algumas arrancadas e do Gol, foi mais veloz e provou ser par melhor à Emerson, de quem falar bem é chover no molhado.
Com mais volume, qualidade e velocidade, e com o Rio Branco muito recuado é verdade, o Coritiba marcou a saída de bola do Rio Branco, e foi onipresente no campo de ataque, algo que há muito tempo não se via. Os chutões foram raros, bizarrices que infelizmente neste início de ano nos acostumamos a ver.
William, guerreiro, foi o componente raça. Tcheco, inoxidável, a consciência, e assim tivemos uma sólida e porque não dizer criativa “volância”.
"Volância" que ao ser formada por três homens (William, Tcheco e Gil), deveria dar o suporte para a subida dos laterais. Como Jonas não fez isso, foi substituído.
E por falar em substituições, Everton Ribeiro realmente não parece ser jogador de coturno suficiente para jogar no Coxa. Entrou, como tem entrado sempre: mal. Ao contrário de Emerson Santos e Rafael Silva, principalmente este último que por pouco não fez um golaço e merece ser observado com muito carinho pelo “professor”.
Destaque negativo para Aquino, inoperante no ataque, e para Lincoln, que às vezes parece meio arrogante. Deixa de se esforçar e se entregar, confiando que seus 90 minutos a qualquer momento se farão valer por conta de um mísero passe, ou belo chute que possa vir a dar. Quando estes lances não ocorrem, faz partida medíocre.
Se não foi um primor de jogo, porque ainda existem defeitos, as mudanças devem ser comemoradas e muito. E o mais importante: devem ser mantidas. Se não fossem os erros de cruzamento de Eltinho, e as perdas de gols de Rafael Silva e Everton Ribeiro numa saída errada do goleiro do Rio Branco, o placar poderia ter sido bem mais elástico.
Quando Rafinha voltar, oxalá contra o ASA, mantendo esse time de domingo, talvez fosse a hora de oferecer à Lincoln um banco pedagógico.
Mais que a liderança, que devolve ao maior, seu posto de direito, devemos recuperar a confiança e o bom futebol. Talvez o primeiro e pequeno passo tenha sido dado hoje em Paranaguá.
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Fernando Schumak Melo
Assim como a imensa maioria da torcida Coxa Branca, não estou contente com o time dentro de campo.
Mas me agradaram as declarações do nosso presidente, que se demonstrou claramente sabedor de que a resposta da equipe está abaixo da expectativa. Prometeu reforços, e valorizou o projeto. Sem amadorismo, sem render-se às paixões, pressões, confirmou sua equipe, e manteve a firmeza de um experiente dirigente empresário que ora presta serviços ao nosso futebol.
Antes que comecem as críticas, digo que os elogios não são mera ovação, e tento justificá-los questionando: Quando a produção de uma empresa cai num mês, o chefe demite todos os funcionários? Quando a empregada da casa, não limpa por uma ou duas vezes a contento determinado local, ou deixa quebrar uma louça, ela é sumariamente demitida? Ou ainda, você gostaria de ser mandado embora, por conta de desempenhos ruins de toda uma equipe? Pra depois ser recontratado novamente pela mesma empresa, ou por outra onde ocorresse a mesma coisa e assim sucessivamente?
Pois é esta a política do futebol brasileiro: Transferir ao técnico toda a responsabilidade de um Clube composto por diversos setores e pessoas. Na maioria das vezes é por pura covardia que o dirigente demite o treinador, para não ter que admitir que ele é incompetente, que os jogadores do seu time são fracos, ou que seu torcedor não comparece ao estádio para engordar os cofres do clube como ele gostaria.
É muito mais simples demitir o técnico. Muitas respostas não precisam ser dadas. Com apenas uma demonstração de "poder", satifaz-se a sede de cabeças dos torcedores e da imprensa que anseiam por mudança e por notícia, por pior que ela seja. Os jogadores dão uma melhoradinha (enganosa) apenas por medo de perderem suas titularidades, e dali a pouco, o processo se repete.
Foi-se o projeto.
E é contra este ciclo vicioso, modestamente, em minha opinião, que creio Vilson Riberiro de Andrade se remeta ao dizer ser um homem de projeto. É esta política do pão e circo do futebol brasileiro, que ele, aparentemente, quer tentar mudar. Sem contar que demissão de treinador implica em pagamento de multas rescisórias e mais prejuizo financeiro ao clube. Se vai conseguir manter esta nova atitude, é outra história, mas a tentativa é louvável.
Me torno por estas palavras amante incondicional do trabalho de Marcelo Oliveira, do time e do nosso presidente?
Não!
Concordo que o treinador vem errando sucessivamente na montagem do esquema tático do time, mas também concordo que precisamos de reforços, tendo em conta o desmanche pelo qual passou o nosso time, e que o próprio time está desmotivado. E aproveitando o gancho, novamente pergunto: O Seu chefe seria demitido pelo chefe dele se você estivesse desmotivado? Não, mas você provavelmente sim.
E sigo perguntando, passando para a segunda parte das declarações do presidente, e até porque o título do post é uma pergunta, esta fase difícil e de transição pela qual passamos, é motivo para a debandada de mais de 8 mil sócios? Isso é motivo para o esvaziamento das arquibancadas?
Quem tiver oportunidade, peço que veja o campeonato inglês da segunda divisão, ou assista jogos de times classe D do campeonato alemão, por exemplo. Não interessa a posição que o time se encontra, o estádio está sempre lotado. E estes miilhares de assíduos, certamente não começam a xingar os atletas no primeiro passe errado, como fazem muitos colegas meus de Mauá. E até mesmo eu às vezes. Assumo.
Com média de 26 mil torcedores, (95% da capacidade do estádio), como tem o Stoke City da Inglaterra,(você conhece o Stoke City?) e tantos outros tido como pequenos, fica fácil administrar um clube, comprar bons jogadores, construir um novo estádio. Aliás, novo estádio como e pra quê? Pra abrigar os 11 mil de sempre como estiveram lá contra o Nacional-AM? Pra receber mais de 30 mil apenas contra Flamengo e Corinthians?
Ainda tem gente que briga quando anuncia-se que o novo estádio teria apenas 40 mil lugares. Poderia ter 25 mil se estivesse sempre cheio.
E isso não é só no Coxa não, é em todo o Brasil. Ressalvadas as devidas proporções, creio que a torcida brasileira é como o povo brasleiro, xinga o governo sem dar às vezes sua devida retribuição. Começo a pensar até, vejam vocês, que brasileiro não gosta de futebol, nem do seu time, gosta apenas de vitória. É só ver quantos vão aos jogos espetaculares e quantos aparecem pra prestigiar os "joguinhos". Torcer é igual casar: na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, no paranaense ou na LIBERTADORES!
Temos que reclamar do que está errado? Sim. Mas temos também que começar a reclamar de nós mesmos. Vangloriar e parabenizar os 11 mil que sempre vão? Sim! Mas principalmente chorar o dobro de lugares vazios numa partida de Copa Nacional que é tida como sonho de consumo.
Para dar um útlimo exemplo: Woflsburg, cidade alemã, assim como Curitiba tem um time que leva seu nome. Esta cidade tem pouco mais de 121 mil habitantes. O estádio do wolfsburg, que nem de longe é um dos grandes da Bundesliga, tem capacidade para 30 mil pessoas e está sempre cheio, ou seja, quando o time joga, quase 25% da cidade vai ao estádio.
Quando um time com milhares de torcedores como o nosso, talvez milhões, conseguir colocar em todo e qualquer jogo pelo menos 30 mil torcedores, aí sim teremos condições de brigar por grandes títulos e conquistas.
Que me perdoem os sócios, a Império Alviverde, Povão, Mancha e todas as outras organizadas. Torcedores sem nome, assíduos frequentadores do Couto Pereira, este texto não é pra vocês.
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Fernando Schumak Melo
A Copa
Vai começar para o Coritiba e para a Nação Alviverde o percurso mais curto até a tão sonhada participação na Copa Libertadores da América. Mais curto, porém da mesma forma árduo, penoso e suado.
Sempre fui defensor do campeonato por pontos corridos, por considerar o melhor e mais justo sistema de disputa. Mas, de fato, não existe nada igual à emoção de um bom mata-mata.
A discussão sobre as vantagens adquiridas, gols em casa, gols fora. Bom, o que dizer de uma taça na qual uma derrota fora de casa por 2x1 representa praticamente o mesmo do que um empate por 0x0?
A nossa ansiedade e expectativa, por conta da façanha do exercício anterior, nunca foram tão grandes. A cada tropeço, a cada má atuação de nosso plantel no capenga estadual, colocamos em cheque todo o planejamento estabelecido para o ano de 2012. E estas cobranças, às vezes até mais exaltadas, são cabíveis e perfeitamente naturais. Torcedor de futebol é ingrato: sempre quer mais. Quanto mais o time lhe oferece, mais ele vai exigir.
Por isso, todo time grande e que almeja coisas grandiosas como o Coxa, deve estar preparado para lidar com pressão. Da imprensa, interna, mas principalmente dos torcedores, sua razão maior de ser.
E pressão é o que não falta neste campeonato instituído em 1989, que talvez seja o único legado benéfico do ex-presidente da CBF.
Como torcedor e sócio, farei minha parte. Exigindo, “apenas”, o seguinte de jogadores e comissão técnica: Aproveitem as chances. Evitem os jogos de volta. Avancem as fases, vençam, e de goleada se possível. Cheguem à final mais uma vez, e vençam! Nos deixem cada vez mais mal acostumados!
O Rei
Depois de 23 anos, derrubou-se ontem o Muamar Kadafi do futebol brasileiro, Sr. Reicardo Teixeira.
O “imperador”! O “fenômeno”!
De todos os apelidos possíveis, o único que realmente não lhe serve é “Mané”. Sorte de Garrincha.
Mudam-se as moscas, mas o tumor é o mesmo. Pelo estatuto da CBF, assume o mais velho de seus vices, Sr João Maria Marin, um ex-presidente da Federação paulista de Futebol de 79 anos. Outro Carcamano.
Não é preciso ser um expert do futebol para perceber que logo se desencadeará uma disputa pelo poder na instituição. Travada pelas federações de diversos Estados brasileiros.
Por isso dirigentes paranaenses, não fiquem prostrados em suas cadeiras, esperando a indicação dos novos dirigentes vindos do “Eixo” com quem os senhores simplesmente farão seus acordos, e de quem os senhores receberam migalhas.
Aproveitem a oportunidade para fazer nossa Federação ter um papel, que se não de destaque, pelo menos de respeito no cenário do futebol nacional.
Clubes, tomem partido nesta briga! Somente assim será possível o surgimento de uma nova ordem no futebol brasileiro, na qual as instituições esportivas serão tratadas dignamente, seus estádios, seus torcedores. Uma nova ordem na qual a CBF cuidará do futebol como um todo e não apenas da venda de jogos chatos da Seleção, com atletas senis, sanguessugas de seus clubes, em locais remotos e contra selecionados ignóbeis.
Amém.
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Fernando Schumak Melo
Não, hoje não falarei do Ximenes, nem do Marcelo Oliveira, nem dos nossos jogadores. Não falarei de nossas preocupantes atuações, nem das sensíveis melhoras que temos que fazer para não fazermos feio nas competições nacionais, principalmente quando nos comparamos com elencos de times que realmente entram pra brigar pelo título nacional como Santos, Fluminense, São Paulo. Infelizmente, os times de sempre.
Mas hoje não falarei disso. Que seja uma semana de paz na Graciosa, para que seu fim nos reserve uma surpresa agradável.
E por falar em coisas agradáveis é sobre isso que vou falar. Futebol. E sobre o quão agradável pode e deve ser o futebol. E como sabe fazer isso bem o Barcelona e mais especificamente sua maior estrela: Messi.
O que este gênio do futebol fez ontem contra o nem de longe fraco time do Leverkusen foi simplesmente absurdo. Parecem tão simples os passes, as arrancadas, as finalizações “cavadinhas”, as conclusões certeiras e colocadas de fora da área, que até dão a impressão de que todos podem fazê-lo. Bem pelo contrário.
De fato, o time todo do Barcelona ajuda, tanto que quanto veste a camisa da seleção Messi nem sempre repete suas atuações, mas nem isto ofusca seu brilho.
E o que mais impressiona, é que, salvo engano, aos 24 anos, com fama, fortuna, glória, títulos continentais, nacionais, várias vezes intitulado o melhor do mundo, o argentino segue sério, fazendo gols. Driblando e encantando, sim, mas sempre objetivo, sem desmerecer seus adversários, sem gracejos desnecessários.
A polêmica cresce: Seria Messi melhor que Pelé? Melhor que Maradona? Não sei. Não tive a oportunidade de ver estes dois outros craques jogarem. Que certamente foram os melhores de seu tempo. Talvez seja até injusto querer estabelecer um craque absoluto, atravessador de eras. Injusto com os passados, pelo que já fizeram, mas principalmente com os presentes e futuros, pois, nada do que estes façam jamais superará os mitos.
O que sei é: Messi é o melhor jogador que eu já vi jogar. E se ele conservar seu ápice por mais alguns anos, certamente qualquer outro craque do futuro terá que responder a inevitável pergunta: será que ele é melhor que Pelé, Maradona e Messi?
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