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COXAnautas

Fatos e Argumentos

Soberano no futebol paranaense

14/05/2012 16h00
Alex Meger

Embora tenha infinitas palavras para descrever os sentimentos que afloraram na final do Campeonato mais importante no âmbito Estadual, vou me utilizar das palavras dos competentes colunistas que temos no Paraná, que, com a precisão de uma bola que bate na trave antes de tocar as redes no último pênalti que decide um campeonato, conseguem expressar minhas percepções sobre a partida, o campeonato, a antidesportividade do adversário e a competência no trabalho do maior clube do Paraná.

"Nervos à flor da pele não é virtude. Ao contrário da tranquilidade, madrinha das decisões vitoriosas. No geral do campeonato, o Coritiba foi quem mais pontuou. Sempre dirigido com equilíbrio, respeitando os adversários e em nenhum instante zombando do valente rival, entrou no gramado molhado por novas lágrimas do sentimento humano, sofreu com a torcida e, depois do gol de Éverton Ribeiro, aliviou a aflição detonando a explosão de contentamento da grande e fiel torcida.

O tricampeão não foi beneficiado pela arbitragem e respondeu no cenário adequado a carta aberta que a diretoria do Atlético acolheu no site oficial do clube, instrumento usado para pôr em xeque a honradez e a capacidade do juiz, além de provocar acintosamente o adversário da decisão. A atitude da diretoria do Atlético comandada por MCP não se coaduna com a história cravejada de brilhantes do Clube Atlético Paranaense. Tricampeão pela segunda vez em sua história de maior conquistador de títulos estaduais, o Alviverde mostrou ao idolatrado público que respeito não se compra em prateleira de boteco. Respeito é ganho da educação familiar e da trajetória de vida." Airton Cordeiro.

"O Coritiba segue soberano no futebol paranaense." Carneiro Neto.

"Após o jogo, os jogadores do Atlético deixaram o campo e não retornaram para receber as medalhas de vice-campeões. Apenas o técnico Juan Carrasco falou com a imprensa." Coluna Intervalo.

"Depois da carta, das atitudes do Atlético, esse presidente se sente à vontade para dizer não [sobre a possibilidade de cessão do estádio ao Rubro-Negro]" Vilson Ribeiro, presidente do Coritiba.

O fato negativo pesa, como rotineiramente, para o Clube Atlético Paranaense. Desde o começo do campeonato, NÃO foi um adversário leal. A busca incansável por subterfúgios para explicar sua própria incompetência é notória e desrespeitosa a todos aqueles que trabalham por um futebol paranaense mais competitivo.

A regra é clara: Se não gosta da fórmula, não participe.

As sucessivas críticas sofridas pela Federação não foram suficientes para fazer um campeonato sem problemas, no entanto, o respeito às tradições do Coritiba e do Atlético PR devem ser maiores. O respeito à paixão dos torcedores, que pagam os salários desses atletas, especialmente. O vencedor foi aquele que leu, respeitou e seguiu o regulamento, preocupando-se exclusivamente em jogar futebol.

Não adianta espernear, como uma criança mimada, que foi "roubado" pelo "juiz", pela Federação (aliás, a mesma aliada de algumas semanas atrás, que não mediu esforços para impor o uso do estádio particular Major Antônio Pereira pelos esperneadores) ou por quem quer que seja. Ou ainda o tradicional discurso patético: "O parananese nem serve pra nada mesmo, o que importa é ter o melhor estádio e sediar a copa".

Neste esporte, grande é quem entra em campo e joga futebol. Discurso e elevadores modernos no Estádio não valem nada, vale a bola na rede.

E isso, amigos, o Coritiba fez. Melhor aproveitamento no somatório dos dois turnos, melhor ataque, maior média de público e a faixa de tricampeão paranaense no peito.

Se algum atleticano ainda não se curva a atual soberania alviverde e ainda culpa a FPF ou o regulamento, conscientize-se que se fosse outra a fórmula, o campeão ainda seria o Coritiba, com maior número de pontos. Fosse com árbitros de fora, Guerrón ainda assim chutaria Lucas Mendes e erraria o pênalti. Tivesse sido dado pênalti a favor do Atlético, o Coritiba lutaria mais para correr atrás ou pior, Vanderlei defenderia. A história seria diferente para os dois lados. O "SE" nunca ganhou campeonato.

As circunstâncias não se moldam ao campeão e sim o campeão é aquele que melhor se molda ao regulamento e às circunstâncias: foi assim na "era supermando", foi assim agora, é assim na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores...

O "onze" atleticano entrou em campo, jogou futebol com coragem, vontade e valorizou o título, não sendo merecedor destas críticas, apesar das provocações à torcida quando das cobranças de pênalti.

De alma lavada, começamos semana importante, quarta feira enfrentamos o Vitória pela Copa do Brasil.

Parabéns ao elenco, Marcelo Oliveira e, principalmente, nosso presidente Vilson Ribeiro.

P.S. - Lembro todos que ontem foi um atleTiba, de um campeonato Paranaense, com dois clubes de futebol. Hoje a vida continua, os trabalhos, o respeito ao próximo, os costumes e a boa educação.
P.S.2 - É uma pena usar uma coluna, neste momento, para "educar" e criticar o comportamento antidesportivo dos rivais, mas infelizmente acredito necessária.

Grande abraço!
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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AtleTiba "da paz"

19/04/2012 15h45
Alex Meger

A semana começa tensa...

AtleTiba no final de semana com ingredientes apimentados: torcida única e as duas equipes precisando vencer.

Quanto à torcida única:

Mediante relato de colegas do site, comecei a reparar e realmente se criou uma triste realidade pré-clássico:
Na semana que antecede a partida, percebe-se na mídia mais fotos de policiais militares do que de torcedores. Esta é a realidade do futebol paranaense e nacional. E, lamentavelmente, a realidade do nosso país.

Educação e respeito não são o padrão hoje em dia. A ignorância prevalesce. E bater em outro ser humano parece estar na moda.

O futebol que deveria reunir famílias e provocar diversão agora traz medo. A ponto de pessoas evitarem sair na rua em dias de clássico. Há não muito tempo atrás sair na rua com a camisa do seu time em dia de clássico era motivo de orgulho.

Infelizmente o papel das diretorias, das entidades públicas e da nossa Federação só acentuam este panorama. O jogo de torcida única é um grande exemplo. Muito embora os coritibanos não puderam assistir à partida de ida na Vila Capanema, vários confrontos foram relatados pela PM. Outros tantos nem sequer relatados foram...

Embora estas palavras normalmente pouco ecoam na cabeça desses ignorantes (pseudo-torcedores e dirigentes), o movimento pró-paz é SEMPRE válido. Nem que a paz tenha que ser imposta em uma partida de uma torcida só.

Quanto à partida:

O Coritiba tem se mostrado mais agressivo e focado nas últimas partidas. Contra o Asa e o Operário, a equipe buscou o ataque o jogo inteiro. Entendo que o resultado contra o Operário foi uma injustiça do destino pelo quanto o Coritiba criou e pela forma que foram os gols do Operário.

Percebo uma considerável evolução nas últimas rodadas. A volta de Rafinha e a saída de Lincoln entendo que foram fatores primordiais para isso acontecer.

Rafinha faz uma diferença tremenda no time, em termos de qualidade, criatividade e velocidade. Já Lincoln, continua em má fase. Porém o que assusta é a aparente falta de vontade desse jogador de voltar a apresentar seu melhor futebol. Simplesmente parece conformado com a situação. Pelos poucos jogos que atuou muito bem, já se sabe que Lincoln tem lugar na equipe titular do Coritiba, mas precisa mostrar bem mais dedicação e doação à equipe, além de mais capricho e menos displicência nos toques de bola e chutes a gol.

O ataque continua sendo a dor de cabeça à torcida coritibana. Contra o Operário, Aquino foi o campeão de perder gols. Perdeu gols de tudo que era jeito. Claro que se sabe que este jogador não "quis" perder os gols. Porém um pouco mais de concentração, humildade e tranquilidade não lhe fariam mal. Roberto também teve chances e não concretizou, assim como Eltinho, Rafinha e o próprio Everton Ribeiro.

Este último, por sinal, apresentou uma evolução considerável nas últimas partidas. Que continue assim!

Outro que melhorou e merece destaque positivo é Eltinho. Contra o Operário, na minha opinião, fez sua melhor partida no ano. Entendo que a torcida tem prevenção contra o seu futebol. Mas, no atual momento, é um jogador importante para o esquema tático de Marcelo Oliveira. Hoje, o lateral é uma referência no ataque, sempre aparecendo como opção, ainda que as vezes seja só para atrair a marcação e abrir espaço para outros chegarem. Com Lucas Mendes, o Coritiba foi muito tempo órfão de ataque pela lateral esquerda e este problema parece próximo de uma evolução.

Para o campeonato brasileiro, contudo, o elenco do Coritiba ainda se apresenta muito limitado. Mais 3 ou 4 jogadores para serem titulares são essenciais no plantel, especialmente com a quantidade exorbitante de contusões que estão acontecendo neste início de ano.

Grande abraço e bom AtleTiba "da paz" a todos!
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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Marcelo Oliveira - Um homem de convicção

15/03/2012 14h54
Alex Meger

Na história, podemos levantar inúmeros exemplos de homens de convicção. Eles acreditam nos seus trabalhos, nas suas ideias e a elas se agarram ferrenhamente. Tão ferrenhamente que muitas vezes não conseguem enxergar que o rumo mais correto a se tomar é simplesmente adaptar suas convicções.

Estou falando de homens que fizeram história por suas convicções: Hitler, Napoleão Bonaparte, Bill Gates, entre tantos outros.

 / Foto: noticiafc.com


Marcelo Oliveira é um destes homens de convicção forte.

Não importa se a torcida inteira do Coritiba, a diretoria, a mídia, qualquer pessoa que enxergue futebol perceba que seu conservadorismo é fortemente prejudicial, Marcelo se agarra a isto como se fosse o único caminho possível em seu destino.

No entanto, Oliveira tem créditos e argumentos fortíssimos para defender sua maneira de pensar: a invencibilidade que rendeu um lugar no Guiness ao Coritiba, o vice na Copa do Brasil, a quase-classificação à Libertadores pelo Campeonato Brasileiro, as goleadas em grandes times nacionais (Palmeiras, Botafogo) e o reconhecimento mundial pelo seu trabalho que o fez ser eleito o 14° melhor treinador do mundo.

O que procuro novamente tentar fazer entender é que Oliveira não precisa rever todo o seu rumo, não precisa ir para a esquerda em vez de continuar pela direita. Precisa sim alinhar sua bússola no sentido de tornar o Coritiba de 2012 uma equipe competitiva em âmbito nacional, coisa que hoje não somos.

Marcelo, o 14° melhor treinador do mundo, precisa entender que suas convicções são primordiais para o seu futuro como treinador de renome e para o futuro do Coritiba como almejante a glórias nacionais.

Por outro lado, nosso técnico precisa constatar que há uma tênue diferença entre convicção e teimosia. Boa parte da torcida já detectou isso.

Jogar com 2 zagueiros, Lucas Mendes (um quase-zagueiro, quase-lateral), Junior Urso, Djair e Gil é jogar com 60% dos jogadores de linha defendendo. Não é de se estranhar o baixo rendimento do time ofensivamente. O argumento de ser o melhor ataque do campeonato também é falacioso pois grande parte dos gols vieram dos defensores em jogadas de bolas paradas.

O Coritiba de 2011 encantou o Brasil com seu poder ofensivo, com meias criativos e atacantes eficientes. Mas é inegável que o esquema 4x5x1 vai contra todas estas convicções, especialmente da forma que está sendo executado. Mesmo com 5 meias, o Coritiba não consegue criar jogadas e tampouco segurar a marcação no meio-campo.

Em 2012, o elenco e as circunstâncias são outras e o rumo a ser tomado precisa ser realinhado. Ou alguém ainda tem alguma dúvida disso?

Repito, por que não um 4x4x2? Dois volantes, dois zagueiros, dois meias e dois atacantes. O be-a-bá do futebol, mas que parece se adequar às nossas circunstâncias.

Marcelo, siga tuas convicções que elas ainda podem nos levar muito longe, porém não seja tão agarrado a elas a ponto delas te levarem para trás. O equilibrio é o que deve mover nossas decisões. Perceba quando você deve seguir em frente e quando deve mudar de direção.

Alex Meger de Amorim
Twitter: @AlexMeger

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Buscando uma nova visão

08/03/2012 17h06
Alex Meger

Pessoal, depois de umas férias e ficando um pouco ausente das notícias e até das partidas do nosso Verdão, volto procurando buscar uma nova visão do que está acontecendo.

Primeiramente, depois de dois anos de vitórias e poucos percalços nos campeonatos que participamos, vejo a torcida bastante agoniada (as vezes em exagero) em virtude da dificuldade que a equipe tem enfrentado no começo de 2012.

Não há dúvidas que o time ainda não se encontrou, embora tenha aplicado já algumas goleadas neste ano.

Nos últimos dois anos, o elenco foi mantido, com contratações pontuais. Em 2012, diferente do discurso de fim de ano, o elenco foi desmantelado. Ao contrário de muitos, não vejo isso somente com maus olhos. Entendo que conforme a situação se apresentava, Bill, Davi, Marcos Aurélio e Leo Gago já não estavam mais correspondendo às expectativas da torcida no final do ano.

Jéci nunca foi unanimidade, embora impusesse um padrão de jogo de alto nível no setor defensivo.

Portanto, por esta ótica, individualmente, estas negociações foram bastante coerentes, sim. No entanto, o que aconteceu foi que a saída destas peças comprometeu significativamente a organização tática da equipe.

Entendo que os jogadores que vieram possuem nível técnico em conformidade com os que saíram. Renan Oliveira, Marcel e Lincoln por exemplo.

Dada esta premissa, interpreto que o problema atual do Coritiba é a organização tática.

É aqui que entendo que devemos buscar uma nova visão.

Muito embora o sistema tático de Marcelo Oliveira tenha funcionado a contento no último ano, agora as peças são diferentes. É como as diferentes situações de uma partida de xadrez quando o jogador se encontra com dois cavalos ou com dois bispos. A estratégia sempre será diferente.

Vejo excessos de comparações de Urso com Leo Gago, Marcel com Bill, Lincoln com Marcos Aurélio...

E é em virtude disso que devemos buscar uma nova visão.

O elenco alviverde não deve ter que se adequar ao sistema de jogo de 2011, e sim o sistema de jogo de 2012 que deve se adequar as peças que temos. Não podemos dirigir numa rodovia olhando somente pelo retrovisor, precisamos olhar para frente.

Se há unanimidade que Urso não possui qualidade de passe compatível ao Gago, pois então que se monte um esquema de jogo em que não se exija dele assistências e lançamentos longos. Se Lincoln não possui a habilidade de driblar de Marcos Aurélio, que ele esteja posicionado da melhor maneira a dar assistências e finalizar em gol de fora da área. E, por fim, se Marcel não se adequou a ser o atacante sozinho na área, que se encontre uma nova armação ofensiva em que ele não fique tão isolado.

As contratações foram realizadas de forma a se completar o quebra-cabeça de 2011 com as peças que saíram. No entanto, as novas peças possuem formas, cores, tamanhos diferentes e nunca conseguirão completar o quebra-cabeça de 2011. Devem sim, estar dispostas harmoniosamente a fim de que possam formar uma nova figura em 2012.

Por que não um 4x4x2? Ou um 3x5x2?

Enfim, novas formas de montar um time que, mesmo com qualidade individual, não se adequou ao conservadorismo que insiste em tentar encaixar as peças a um molde pré-existente.

Alex Meger de Amorim
@alexmeger

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Beabá, mas com capricho

13/02/2012 14h15
Alex Meger

Depois de duas partidas e dois empates contra equipes que pouco almejam neste campeonato paranaense, chegou a hora de fazer algumas observações mais críticas sobre o desempenho do elenco e do treinador do Coritiba. Desculpem a impossibilidade de ser sintético.

O Coritiba tem 7 partidas, 5 vitórias e dois empates. Embora sustente uma grande invencibilidade desde 2010, ocupa apenas a terceira posição no campeonato.

Entendo que nas duas últimas partidas que se passaram sem vitória, foram diferentes as causas para o resultado e pretendo analisá-las partida a partida. É importante ressalvar também que as duas partidas mais difíceis do campeonato ainda estão por vir. Ciarnorte e A. Paranaense, ambas fora de casa.

Coritiba 1 x 1 Londrina
Apesar da partida difícil, marcação dura, gramado ruim, interpreto que a causa do empate foi a saída de Tcheco da equipe. Claro que não há evidências que com Tcheco o resultado seria diferente, no entanto, a saída de bola do Coritiba ficou extremamente prejudicada no primeiro tempo.

Vamos a alguns dados que entendo relevantes para reforçar meu argumento:
Gols c/ Tcheco em campo: 11 gols
Gols s/ Tcheco em campo: 5 gols
Gols c/ Tcheco e Junior Urso em campo: 2 gols

O que me entristeceu é que isto ficou evidente logo aos 15 ou 20 minutos do primeiro tempo, e Marcelo Oliveira tardou demais a modificar a equipe. Urso errou muitos passes, mas além dele, a equipe inteira esteve em uma jornada pouco inspirada. No entanto, credencio este mal resultado à postura de nosso técnico, que foi fator decisivo nesta partida:

1 - As alterações na partida foram, no mínimo, exdrúxulas. Tcheco no lugar de Jackson e Willian movido para a lateral direita. Posteriormente Everton Ribeiro e Renan Oliveira entraram e melhoraram bastante o panorama do meio-campo. Como li aqui no forum, Marcelo levou 60 minutos para corrigir o problema de escalação que ele mesmo gerou.

Entendo que é primordial que se testem novas opções, mas sugiro que o façamos quando o jogo estiver mais tranquilo, com menor pressão e que isto não nos custe os resultados e o título paranaense.

O excesso de conservadorismo quanto às laterais da equipe são evidentes. Colocar volante na lateral é abdicar de um ataque de qualidade pelos flancos, principal arma do Coritiba nas últimas vitórias. Entendo as circunstâncias e as restrições de Marcelo, mas ainda há melhores alternativas no elenco. Se não houver, é hora de cobrar a diretoria por reforços de qualidade para as laterais.

Coritiba 1 x 1 Rio Branco
Resultado extremamente frustrante. Apesar do elevado número de gols perdidos, 2 de cabeça de Lincoln e um de Marcel na pequena área, o que importa é o resultado final da partida. O Coritiba não conseguiu criar boas oportunidades e faltou capricho aos atletas nos últimos passes. Mais uma vez a zaga tomou gol. Diante de ataques tão frágeis como Londrina, ACP e Rio Branco, o setor defensivo alviverde novamente foi vazado. Já são 5 jogos seguidos que a defesa coritibana toma gol.

Cabe ressaltar que o A. Paranaense venceu os mesmos dois adversários que empatamos.

Desta vez não credito a Marcelo a derrota e sim a todo o grupo. Vejo que o primeiro falhou nas substituições "inventando" (de novo) Gil pela direita, Geraldo e Lucas Mendes juntos pela esquerda.

Vejamos pela lógica. Jogando em casa, contra o 7º lugar no paranaense, o Coritiba estava com Demerson, Pereira, Lucas Mendes, Gil e Junior Urso como defensores. Tirando Tcheco, que trabalha como segundo volante e também não esteve inspirado. Muitos defensores para enfrentar o temeroso Rio Branco, que abdicou completamente do ataque no segundo tempo. As alterações-teste de Marcelo novamente subaproveitaram o potencial da equipe.

Resumo da ópera
Vejo que o Coritiba, nas cinco vitórias que obteve no campeonato, fez o Beabá.
Temos bons jogadores, jogadores técnicos que talvez não estejam 100% inspirados, mas que são de alto nível. Precisamos utilizar isto da melhor maneira possível, que é o famoso "cada um no seu quadrado", ou seja cada um na sua posição.

Não faz sentido colocar Geraldo na lateral esquerda, William ou Gil na direita. Temos que usar o que temos. Se Gil não tem futebol suficiente para ser volante titular da equipe, então que fiquem no banco os que tem. Entendo que precisamos testar nossos jogadores sim, porém, só vamos queimá-los colocando-os em posições nas quais não conseguirão jogar seu melhor futebol.

Jackson jogou muito mal as duas últimas partidas. Precisa ter menos nervosismo, mais criatividade e mais espírito de grupo. É outro que pode mostrar serviço somente fazendo o Beabá. Ou seja, se há 3 ou 4 jogadores na marcação, não adianta sair driblando.

Junior Urso, depois das críticas contra o Londrina, melhorou muito contra o Rio Branco. Errou poucos passes e esteve bem nos desarmes. Repito, entendo que é o melhor desarmador da equipe, mas precisa evoluir muito na saída de bola e nos passes para adquirir a condição de titular da equipe.

Lucas Mendes recebeu muitos elogios nas primeiras partidas. Nas últimas duas, voltou a jogar preso à defesa e ajudar pouco o ataque, mesmo em casa contra o Rio Branco.

Lincoln já fez alguns gols pela equipe e está buscando chamar a responsabilidade para si. Esta é a postura que se espera deste jogador. Mostra muita vontade, mas ainda lhe falta um pouco de criatividade, talvez porque seus companheiros de ataque não estejam o abastecendo com alternativas.

Marcel segue sendo pouco acionado. Entendo que é muito mais técnico que Bill, mas está sendo sacrificado jogando isolado lá na frente.

O Coritiba tem muitas restrições e apresenta dificuldades na busca do título do campeonato paranaense. A torcida, que se empolgou com as cinco primeiras partidas, já começa a ficar com a pulga atrás da orelha.

A equipe de Marcelo Oliveira precisa melhorar muito, mas principalmente recuperar a confiança, a calma e a alegria em campo. O ano só está começando e estamos dando mostra de estarmos sem fôlego. Vamos estudar o Cianorte com calma, anular seus pontos fortes e partir para cima, com a confiança e a postura da equipe que somos e dos jogadores que temos.

Com tranquilidade, melhor qualidade nos passes e valorizando a posse de bola, o Coritiba tem totais condições de vencer e jogar a pressão para o atleTiba.

E, para isto, que voltemos a fazer o Beabá: volante contém a defesa, lateral defende e ataca, meias criam jogadas, abastecem o centro-avante e fazem os gols quando surgem as oportunidades. Voltemos a fazer o nosso Beabá, mas com mais capricho.

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A importância do equilíbrio

30/01/2012 14h07
Alex Meger

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club


"A estrutura do Coritiba é muito boa, o elenco é bem equilibrado, aí tem que estabelecer os objetivos, para trabalhar intensamene com o prazer e alegria. E é isso que está acontecendo no dia a dia. O Coritiba está com um ambiente muito bom. Essa é uma base para se trabalhar, é em conjunto, da comissão, da diretoria, de todos, que proporciona isso, de o jogador está feliz e trabalhando com prazer" - Marcelo Oliveira. Fonte: Terra.

Pois é mesmo esta a imagem que a gestão do Coritiba transparece neste início de campeonato.

Se o final do brasileirão de 2011, ficou uma gota de desapontamento com a colocação final da equipe, 2012 começou enchendo a torcida de orgulho e esperança.

Mesmo longe do preparo e do entrosamento ideal, o Coritiba já está sobrando no campeonato que, apesar de medíocre tecnicamente, é uma preparação para os campeonatos nacionais e internacionais que estão por vir no decorrer do ano.

O equilíbrio do Coritiba se percebe na integração do elenco: Davi saiu, Renan Oliveira entrou, a equipe manteve e até melhorou o ritmo. Tcheco deu mais qualidade na saída de bola, muito embora Junior Urso, em dois jogos, já se mostrou talvez o melhor desarmador do elenco.

Jackson brigará com Jonas constantemente pela posição, torço para que o segundo não saia. Assim como a dupla Leonardo e Marcel. Quando este adquirir ritmo de jogo, o que não deve acontecer em um ou dois jogos, o ataque do Coritiba ficará muito forte. Espero também que Caio Vinicius possa ser testado nessa equipe, pois, em poucos minutos, mostrou que tem potencial.

As jogadas aéreas da equipe já mostram resultado. Em 3 jogos, 9 gols, 4 deles de rebotes de bolas cruzadas na área e 2 gols de cabeça. Em resumo, 67% dos gols derivaram de bolas cruzadas da linha de fundo. Uma fórmula mágica para suprir a falta de entrosamento da equipe, que está dando certo e está sendo executada com primor.

O equilíbrio nas contratações me surpreendeu positivamente. Há muito tempo não via um conjunto de contratações se encaixar tão bem em um elenco. Parece que eram peças que faltavam em um quebra-cabeça.

Quem merece os parabéns também são Rafinha e Lucas Mendes. O primeiro incansável e de uma qualidade que, não sei por quê, ainda surpreende. O segundo mostrando que melhorou muito sua qualidade defensiva e ofensivamente, participando ativamente de jogadas no ataque e sendo constantemente acionado. Estou certo que, a continuar desta maneira, Lucas Mendes nunca sentirá falta de ser zagueiro.

Nesta ótica, para mim, a palavra que descreve o início de campeonato do Coritiba em 2012 é equilíbrio.

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Quando o rabo abana o cachorro

14/01/2012 17h42
Alex Meger

Um professor de direito que tive citou um exemplo que me lembro ao me deparar com esta aberração jurídica da Federação Paranaense de Futebol.

"No direito, em alguns casos, não é o cachorro que abana o rabo e sim o rabo que abana o cachorro".

 / Foto: http://www.agentefarejador.com.br/artigos-caes/poodle.html


Sempre esboço um sorriso ao imaginar a cena, de tão grotesca que seria.

Tal qual a frase acima é o posicionamento da FPF na novela Couto Pereira.

No Blog Bola de Couro, Felipe Rauen explicou juridicamente com maestria o que está acontecendo no campo jurídico, sugiro que leiam e façam esforço para entender, porque a minha opinião vai ao encontro da dele: É uma questão de interpretação jurídica.

Fato
Um dispositivo do Estatuto da FPF cita o seguinte "São obrigações das entidades de práticas desportivas - Ceder gratuitamente à Federação e às entidades superiores quando regularmente requisitados ou convocados, seus atletas e suas praças de desporto". Se está lá, deve ser cumprido.

No entanto, a FPF se agarrou neste fio de esperança, nesta possível brecha legal para expor todo seu despreparo e falta de impessoalidade e razoabilidade nas decisões.

A FPF se fixou "no rabo do cachorro" sem se preocupar com o restante do "corpo" que, em tese, seria mais importante.

Nós interpretamos que o dispositivo é restrito à cedência à FEDERAÇÃO e "eles" entendem que a palavra Federação teria interpretação ampla.

Pode o Coritiba ceder o Estádio à Federação e ela a terceiros? Não há nenhum dispositivo que preveja isto. Mas daí a se apegar ao dispositivo "os casos omissos serão resolvidos pela FPF" é ignorar qualquer bom-senso e boa-fé. Até porque outros princípios jurídicos têm que ser colocados na balança, quais sejam: direito à propriedade, razoabilidade, segurança jurídica, entre tantos outros.

A posição do atlético é confortabilíssima. Seu novo presidente entrou em conflito com o rival nos primeiros dias de gestão para ganhar popularidade, criou uma indisposição do Coritiba com a FPF e não tem absolutamente nada a perder. Afinal, o "Não" eles já têm...

O que mais me impressiona/decepciona é o teor da "requisição" da FPF ao seu principal afiliado, o único presente na elite do futebol Brasileiro. Mesmo tentando "ficar em cima do muro", é possível perceber raiva nas palavras proferidas, um script do que uma federação NÃO deve fazer. A necessidade de tentar se impor na força-bruta, ignorando princípios elementares do direito, beira ao ridículo.

Não precisa entender de direito para saber que uma entidade que representa direitos alheios deve demonstrar impessoalidade e buscar o interesse GERAL. Ou alguém acha que a população da cidade de Curitiba é beneficiada com o empréstimo do Couto Pereira? Seremos possivelmente beneficiados com a Copa, mas onde o atlético vai jogar, extrapola nossa esfera de decisões, e é um problema particular do clube atletico paranaense.

Os moradores do Alto da Glória poderão passear a pé com suas camisas do Coritiba em dias de jogos do atlético? Evidente que não. Não há benefício para a população de Curitiba nesta discussão.

Todos saem prejudicados, o Coritiba e seus torcedores, a cidade e a FPF, mas esta já provou que a imagem, no que cerne à moralidade, não é prioridade em suas decisões.

Entendo que o Coritiba se posicionou como deveria, porém, já sabemos que as decisões do TJD extrapolam a juridicidade e também envolvem questões políticas e clubísticas.

Só nos resta aguardar e torcer para que haja razoabilidade nas decisões de tamanha relevância proferidas pelas pessoas envolvidas no caso.



Outro destaque que entendo que merece ser feito é até que ponto os interesses pessoais transcendem a razoabilidade.

Dia-a-dia nos deparamos com cenas de corrupção e usurpação do interesse público em prol dos interesses privados e particulares no Congresso, nas Assembleias Legislativas e na Administração Pública. Por que não citar o famigerado uso do dinheiro público na arrumação da Baixada?

Porém dia-a-dia a vida também nos coloca em conflito entre o caminho correto e o nosso interesse pessoal.

Exemplo disso foi o #valeuFPF que os atleticanos colocaram entre os tópicos mais citados no Twitter. A busca pelo interesse pessoal dos atleticanos é digna? Fosse o caso às avessas, eles nos cederiam a baixada?

Estas são as mesmas pessoas que estarão criticando os políticos por nepotismo ou corrupção. Apoiar o lado que atropela os direitos garantidos em prol de um interesse pessoal não é mais ou menos errado do que o exemplo político.

Tomadas as devidas proporções, é uma reflexão a ser feita: até que ponto é correto os interesses pessoais transcenderem a razoabilidade?

Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger

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Contratações e Copa SP

12/01/2012 08h57
Alex Meger

Contratações
O Coritiba apresentou uma leva de contratações nos últimos dias, dos quais, confesso, só conheço alguns de nome. Confio plenamente no trabalho da diretoria e creio que estes jogadores podem e devem corresponder em campo à confiança que lhes foi dada.

Lincoln chegou com o discurso de que acreditou muito no planejamento da equipe de futebol do Coritiba que deve colher resultados extraordinários em breve. Este planejamento tem tudo para acontecer, esperemos que, como ele, possamos vivenciar um momento novo na história do Coritiba. É interessante ressaltar que quanto mais claro o objetivo está para todos os participantes, maior a probabilidade de ele será atingido.

Jonas ficou de ir, não foi, acabou "fondo" como diz a gíria. Me surpreendeu também a forma pela qual Dr. Vilson lidou com a situação: como um time grande deve lidar. É assim que se negocia. E só assim vamos conseguir o respeito destas equipes ditas "maiores" do futebol brasileiro. Parabéns, Dr. Vilson. Quanto à permanência deste jogador, penso ele e Maranhão possuem o mesmo nível técnico, sendo o primeiro melhor no setor defensivo, o segundo no setor ofensivo. Mas o fato é que Jonas está bastante valorizado, sendo procurado, pelo menos através de boatos na mídia, por diversos clubes.

Ainda sobre Jonas, ele me parece um jogador centrado e muito sério. Acredito que não vai se deixar levar pelas especulações e vai jogar seu futebol buscando melhorar sempre. Em breve, não tenho dúvidas de que terá um belo futuro e trará retorno também ao clube que está lhe mostrando para o mundo.

As saídas de Leandro Donizete, Léo Gago, Marcos Aurélio e Jéci entendo que serão muito sentidas. A ideia de se manter 80% do plantel não se concretizou. William dá conta do recado? Talvez, mas Donizete era soberano na posição, indiscutivelmente. Sem Leo Gago a saída de bola fica prejudicada, embora Junior Urso tenha boas referências. Para mim, Leo era uma das peças chave da engrenagem do Coritiba. Quando jogava mal, a equipe inteira sentia.

Por outro lado, as renovações de Rafinha e Davi dão a esperança de que o time poderá manter o ataque superpositivo como em 2011. Entendo que os dois são primordiais no esquema de jogo do Coritiba, a contar pela dificuldade em manter bons resultados após a saída de Davi.

Tcheco, nosso guerreiro, acredito que deve jogar até o fim do ano, sendo uma importante alternativa para a equipe na armação de jogadas e qualidade de passe, sempre ajudando na marcação.

Copa SP
Os meninos do Coritiba foram simplesmente os melhores da competição na primeira fase.
Dos 96 clubes da primeira fase, nenhum marcou tantos gols quanto o Coritiba.

A esperança se redobra de que no ano de 2012 possamos lutar pelo título desta competição.

Há de se lembrar que não estamos nem nas oitavas de final ainda, mas com a consciência de que temos potêncial para chegarmos lá.
Parabéns e força aos meninos e a todos os responsáveis por este trabalho muito bem efetuado até o momento.

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E o ano terminou...

15/12/2011 15h24
Alex Meger

E o ano terminou com aquela frustração de que podíamos mais...

Por duas oportunidades estivemos com a libertadores muito próxima das nossas mãos, mas, por incompetência nossa, não conseguimos.
Por um gol na Copa do Brasil e por dois gols na última partida do Brasileiro...

O fato é que no futuro ninguém se lembrará do "time do quase". Se lembrarão sim que foi o Inter de Porto Alegre quem disputou a Libertadores de 2012.

Acredito realmente que não foi raça que faltou aos jogadores. Todos ali sabem o quanto se valorizariam classificando uma equipe sem "prestígio da grande mídia nacional" para o maior torneio das Américas.

Porém, se não faltou raça, penso que, entre tantas coisas, o que mais faltou foi obstinação pela vitória.

O Coritiba, quando obstinado e com confiança, é um time muito competitivo. Ao contrário disso, o time entrou em campo encolhido, esperando o adversário. Estratégia que se mostrou ineficaz o campeonato inteiro, porém, nosso técnico e nossos jogadores insistiram em segui-la a risca na partida mais importante do ano.

Errar uma, duas ou três vezes pode ser humano. Errar em todos os jogos fora de casa é.... Bem... deixemos para lá.



Passado isso, quero destacar outros pontos que acredito serem importantes:

1 - A falta de Davi.
Davi pode não ser um jogador estupendo, mas quando está em campo, parece que o time se porta de forma diferente. Acho que ele realmente "encaixa" no meio de campo com Rafinha e Marcos Aurélio. Penso que ele dá objetividade à equipe, coisa que Rafinha não consegue.

Prova disso:
Davi - 16 jogos - 0,94 finalizações por jogo - 0,19 gols marcados por jogo
Rafinha - 28 jogos - 1,86 finalizações por jogo - 0,14 gols marcados por jogo

É uma pena que Davi esteja de saída (conforme especulações da mídia).
Precisamos de um titular a altura ou melhor para a meia-cancha.
Entendo que Tcheco deva ser nosso reserva. Um reserva de Luxo, assumindo a titularidade em alguns momentos.

Lincoln penso ser uma boa contratação, espero que supra a falta que esse jogador fará.

2 - Léo Gago
Léo Gago é um dos principais jogadores da equipe do Coritiba.

O maior finalizador da equipe, junto com Marcos Aurélio.
Até não vejo isso com grande vantagem, dada a baixa produtividade nos chutes deste jogador.

Finalizações x Gols
Léo Gago - 93 finalizações x 3 gols marcados
Marcos Aurélio - 93 finalizações x 9 gols marcados

Mas é bastante visível o quanto Léo Gago faz a diferença no time do Coritiba em um dia de inspiração.
Levanto outros dados comparativos entre ele e o Leandro Donizete.

Média de passes errados por partida:
Donizete - 2,05
Léo Gago - 3,71

Média de faltas cometidas por partida:
Donizete - 2,45
Léo Gago - 2,35

Média de Roubadas de bola por partida:
Donizete - 2,60
Léo Gago - 1,94

A saída de Donizete será muito sentida. William já mostrou que pode substitui-lo a altura, porém precisa de mais experiência.

3 - Eficiência dos laterais

Defensivamente podemos acreditar que nossos laterais se portaram bem.
Em comparação com os melhores laterais do campeonato, podemos ter referências fáticas:

Roubadas de Bola por partida em que participou
Jonas - 0,94
Lucas Mendes - 1,33
Fagner - 2,06
Cicinho - 1,97

Passes Errados
Jonas - 2,55
Lucas Mendes - 3,04
Fagner - 4,37
Cicinho - 3,9

Faltas cometidas
Jonas - 2,15
Lucas Mendes - 1,92
Fagner - 2
Cicinho - 2,53

Assistências
Jonas - 0,03
Lucas Mendes - 0
Fagner - 0,14
Cicinho - 0,13

Finalizações por partida x Gols Marcados
Jonas - 0,94 x 0,03
Lucas Mendes - 0,33 x 0
Fagner - 0,77 x 0,11
Cicinho - 0,9 x 0,03

Entendo que nenhum dos dois laterais teve um desempenho excelente. Apesar de não terem sido ruins, também não foram excepcionais como parte da mídia parece acreditar.

Lucas Mendes é um zagueiro e desarma muito menos que Cicinho e Fagner. Jonas foi regular tanto defensivamente quanto ofensivamente, mas falhou em vários lances cruciais, especialmente contra o Fluminense e Fred, no segundo turno.



A análise dos números pode trazer uma ideia interessante sobre o desempenho de cada jogador do Coritiba. Nos próximos posts pretendo analisar nosso setor defensivo e ofensivo.

Pretendo levantar outros dados importantes referentes a este campeonato brasileiro para analisarmos estatisticamente o que aconteceu nesse campeonato brasileiro e, se não for muita ousadia, auxiliar nossa diretoria a tomar as melhores decisões na renovação dos atletas.

Aguardo a opinião de vocês sobre as situações expostas.
Grande abraço
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger
Fonte: globoesporte.com

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+ 3 = Libertadores!

30/11/2011 14h10
Alex Meger

Como mágica, todos os resultados importantes da postagem passada se concretizaram.

Agora, podemos tirar a interrogação do título e afirmar que, pelas nossas pernas,

+ 3 pontos = Libertadores!

Todas as contas da postagem anterior não precisam mais ser feitas, pois agora só dependemos de nossa competência para chegarmos ao nosso objetivo nesse campeonato.

Parabéns aos guerreiros que vestiram a camisa do Coritiba nesse ano e saibam que contamos com vocês para a última vitória do ano para nos devolver a vaga na libertadores que nos foi roubada na final da Copa do Brasil.

Vocês já fizeram história no Coritiba esse ano e estaremos juntos para conseguirmos que o façam mais uma vez.


Alex Meger de Amorim
Twitter: @AlexMeger

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