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COXAnautas

Falando de Bola

Três zagueiros e a Seleção Brasileira

26/07/2010 13h51 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

O Coritiba venceu bem o Sport/PE. Foi a melhor partida do Coritiba que eu assisti até o momento.

Jogou com autoridade, em velocidade, tocando bem a bola, chegando fácil ao gol de Magrão.

Mas o time não pode perder tantos gols. Isso é preocupante, pois o saldo de gols é um critério importante em caso de empate na pontuação.

O grande destaque foi Enrico, que provou que atualmente é titular absoluto do time.

Ney Franco, sem querer, teve muita sorte com a lesão de Lucas Mendes.

O esquema com três zagueiros, liberando os “alas” para atacar provou ser o mais eficiente atualmente.

Com a “descoberta” de Enrico como ala pelo lado esquerdo, falta agora ao treinador Alviverde “descobrir” o ala pelo lado direito.

Ângelo, sinceramente não dá. Fabinho Capixaba é muito irregular e Fabinho Souza ainda não provou que pode ser titular.

Com isso, assim como ocorreu com Enrico, abre-se a possibilidade de um meia ou até mesmo um meia-atacante pelo setor.

Os principais candidatos seriam Rafinha e Geraldo. Se Ney optasse por deslocar para a ala o jogador Rafinha, abriria-se uma vaga no meio.

Com isso o jovem Dudu seria recuado e Marcos Aurélio voltaria ao time titular para atuar no ataque ao lado de Betinho.

O time ficaria ainda mais rápido, principalmente pelos lados do gramado.

Confesso que não gosto do esquema com três zagueiros, mas admito que na falta de bons laterais, este é o melhor esquema para o Coritiba.




Falando um pouco de Seleção Brasileira, foi anunciado o nome de Mano Menezes como o novo técnico, após a recusa de Muricy Ramalho.

Sinceramente não gostei da nova indicação. Acho que Mano tem pouca história no futebol brasileiro para já assumir a Seleção Brasileira. Mas com a recusa de Muricy e também de Felipão, não teríamos outro treinador com personalidade para assumir no momento.

E taticamente falando, é um treinador que privilegia a parte defensiva, apesar de no Corinthians, campeão da Copa do Brasil, ele ter armado o time com três atacantes: Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho.

Não veremos a Seleção Brasileira dando espetáculos, porém deveremos ver uma equipe consistente e bastante competitiva.

O perfil lembra tático o de Dunga, porém Mano é mais inteligente não deverá cometer os mesmos erros nas convocações, até porque ninguém seria louco de repetir os erros de Dunga, seja o mostrado na convocação para a Copa, assim como no trato com a imprensa.

Nomes como Ganso, Neymar, Pato, Keirrison, Bruno Cezar e até mesmo o veterano Roberto Carlos deverão fazer parte das próximas convocações.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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O caminho é pelos lados, mas com eficiência

20/07/2010 16h48 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: COXAnautas



Lendo a matéria no COXAnautas sobre a invencibilidade de oito partidas do Coritiba no campeonato da Série B, não podemos deixar de destacar como um fato importante, levando em consideração que o time Alviverde tem realizado até o momento todos os jogos fora do Alto da Glória.

Mesmo com todas as limitações conhecidas da equipe Coxa, notadas principalmente contra adversários que jogam retrancados, a campanha realizada até o momento é digna de reconhecimento, e dá a real esperança de um retorno a Série A já na próxima temporada.

Porém ainda é cedo para qualquer prognóstico concreto sobre a classificação final. Em razão disso, os jogadores e a comissão técnica precisam continuar focados até o fim, para que não se percam e deixem escapar o acesso no final da competição.




Com a volta ao Couto Pereira em meados de setembro a tendência é que o Coritiba fique ainda mais forte e cresça na tabela de pontuação, mas para que isso aconteça, é necessário que o time de Ney Franco aprenda a jogar contra times que atuam recuados.

Dentro do Couto, dificilmente alguma equipe procurará jogar de igual para igual, e consequentemente dificultará as coisas para o Coritiba, que tem mostrado muitas dificuldades quando não tem espaço para jogar.

Por isso é importantíssima a presença de um homem de área neste tipo de partida, pois um jogador com essa característica consegue segurar no mínimo dois defensores adversários, fazendo com que o adversário do Coritiba tenha que povoar a meia-cancha, principalmente na entrada da área.

Com isso abrem-se as laterais do gramado, e como conseqüências as bolas alçadas na área, que podem ser aproveitadas por este homem de referência.

Se Betinho será “o cara” ainda é cedo para dizer, mas a comissão técnica não pode depender apenas deste atleta, ou ainda de um retorno de Bill, que nas partidas em que atuou pouco fez com a camisa do Coritiba.

Como dito na minha coluna anterior, não está fácil encontrar um bom atacante de referência disponível no mercado, mas a diretoria precisa estar atenta e trabalhar no sentido de reforçar esta posição que é de primordial importância neste campeonato.




Como escrito acima, nos jogos contra equipes retrancadas, as laterais do gramado podem ser o caminho para o sucesso.

Porém de nada adianta o espaço encontrado neste setor, se ele não for ocupado com eficiência.

Hoje, o Coritiba mostra uma deficiência muito aparente em ambas as laterais, não tendo nenhum dos atletas até o momento garantido realmente a vaga de titular.

Com a dificuldade em contratar, Ney Franco tem usado o esquema tático 4-4-2, segurando os laterais na defesa, e dando plena liberdade para os homens de meio caírem pelos lados do gramado.

Isso foi visto constantemente na última partida, principalmente com Enrico pelo lado esquerdo.

Dos pés deste atleta saiu o segundo gol, marcado por Betinho após o rebote do goleiro, porém o mesmo Enrico perdeu várias oportunidades de matar a partida.

O esquema parece ser eficiente e vem dando resultado até aqui, mas é necessário que os jogadores sejam mais eficientes na hora da conclusão, pois os gols perdidos podem custar caro ao Coritiba, o que quase acabou acontecendo na partida contra o América/RN.

Não preciso ensinar ninguém a trabalhar, até porque existem pessoas capacitadas na comissão técnica do Coritiba, mas é sempre necessário lembrar a todo jogador do Coritiba que um forte trabalho específico de chutes a gol, poderá render grandes frutos a ele próprio.

Grandes jogadores brasileiros como Zico, Rivelino, conhecidos pela extrema eficiência de conclusão, passavam horas após os treinos treinando chutes a gol.

Se os jogadores do Coritiba se espelharem em pessoas assim, e passarem a treinar mais este tipo de fundamento, não resta dúvida que o seu sucesso, além do sucesso do time, será muito maior.


Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Falta de opções

15/07/2010 00h49 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: Leonardo Ribas Lovo



Sempre fui um crítico feroz da diretoria de futebol do Coritiba em relação ao assunto contratação de jogadores.

Quantas vezes em minhas colunas critiquei a contratação de alguns, como também sugeri a contratação de outros.

Analisando o futebol brasileiro atualmente percebemos como é fácil criticar, sugerir ou pedir, mas como é difícil contratar e acertar sempre.

A inspiração para esta coluna veio ao analisar as escalações das equipes da Série A nos jogos desta quarta-feira.

Voltemos ao empate do Coritiba contra o Bragantino, onde ficou evidenciada a falta de um homem gol no time Alviverde.

Mas ao analisar as escalações das equipes da primeira divisão, fica no ar a pergunta:

Onde estão os homens de referência, os verdadeiros homens gol?

Vamos analisando algumas equipes, como o Goiás, por exemplo, que no empate contra o Vasco iniciou o jogo com os meias Bernardo e Everton Santos no ataque. Já o Vasco entrou com o garoto Jonathan das categorias de base, além de Nunes, ex-jogador do Coritiba, mais conhecido pelo episódio do extintor.

O Flamengo que venceu o Botafogo com um gol de Paulo Sérgio, das categorias de base, tinha em seu ataque, apenas o jovem Diego Maurício. O Botafogo tinha no meia-atacante Caio, substituto de Louco Abreu, o companheiro de Herrera, que também não é jogador de referência.

O Corinthians que empatou em 0x0 com o Ceará tinha em seu ataque o meia Bruno Cezar, além de Yarley, que ainda não demonstrou um bom futebol no timão. Ronaldo, a grande esperança, está contundido e vive as voltas com problemas com a balança.

O Avaí que venceu o São Paulo, tinha em seu ataque o meia Robinho, além do atacante velocista Roberto. Vandinho, que não pode ser considerado atacante de referencia entrou na segunda etapa e fez o gol que garantiu a vitória catarinense. Já o São Paulo iniciou com Dagoberto e Fernandão, que nos últimos anos vinha jogando no meio-campo. Washington, o único atacante de referência citado até o momento, em decadência técnica entrou na segunda etapa e nada acrescentou.

O Guarani, que perdeu o artilheiro Roger para o futebol japonês, teve no fraco Ricardo Xavier a alternativa para esta posição, mas que ficou bem aquém do que o artilheiro vinha mostrando. Para o lugar de Roger, o Guarani foi buscar o atacante Rômulo, ex-Coxa, que estava no futebol mexicano. O Inter que venceu por 3x0 tem em Alecsandro, um homem de referência não tão balado, mas que mostra uma eficiência rotineira.

Isso sem falarmos nos outros jogos, como o A. Paranaense, que está na zona de rebaixamento e tem no decadente Alex Mineiro a sua principal opção de referência. O Cruzeiro tem em Wellington Paulista, que teve uma pífia passagem pelo Paraná Clube e Robert, ex-Coritiba suas principais opções para a posição de homem gol.

O Grêmio pode se considerar um time privilegiado, pois têm Borges e Jonas, ambos em boa fase. Já o Vitória confia no instável Schwenk, jogador que apesar de ter sido cogitado pelo time da Baixada, não teria vaga como titular no time do Coritiba.

É sabido que os clubes se reforçaram e continuarão se reforçando com a abertura da janela, mas é visível que as opções para o comando de ataque estão cada vez mais escassas.

Alguns times se reforçaram bem e conseguiram trazer ou manter atacantes de qualidade, como o Palmeiras com Kleber, o Atlético/MG com Diego Tardelli, o Fluminense com Fred, e principalmente o Santos, que conseguiu trazer o artilheiro Keirrison.

Destes nomes pelo menos os três últimos deverão brigar pela artilharia do campeonato.




Por outro lado na Série B, vimos na última rodada jogadores outrora descartados como os atacantes William, ex- Santos, Coritiba e Grêmio, e Somália, ex-Grêmio, Fluminense e São Caetano, estrearem fazendo gols pela Ponte Preta e Duque de Caxias respectivamente.

Parece que fica evidenciado que jogadores de referência ainda fazem a diferença no futebol brasileiro, principalmente na Série B, onde o jogo é mais brigado e menos técnico, e bolas paradas de cruzamentos na área podem fazer a diferença no resultado da partida.




Se estávamos vivendo a falta de verdadeiros camisas 10 no futebol brasileiro, começamos agora a vivenciar a falta dos verdadeiros camisas 9. Seria isso um reflexo da decadência técnica do futebol mundial ou uma nova tendência, onde se destacam cada vez mais os jogadores polivalentes?

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Hora de voltar ao objetivo principal

11/07/2010 08h34 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: Divulgação



A Copa do mundo está chegando ao seu final e com isso a atenção dos torcedores Alviverdes volta-se para a difícil caminhada de retorno a Série A.

Dentro de campo poucas novidades.

A positiva é o retorno do atacante Marcos Aurélio, tecnicamente o jogador mais qualificado do elenco Alviverde e que será extremamente útil em seu retorno, mesmo não estando com 100% das suas condições físicas e técnicas.

A novidade negativa é a conturbada saída do atacante Ariel. Mesmo com todas as suas já conhecidas limitações técnicas, o “gringo” vinha sendo muito importante dentro do esquema tático de Ney Franco, desde o início do paranaense de 2010.

Para compensar a saída de Ariel à diretoria trouxe o atacante Betinho, revelado pelo Náutico, mas que estava no Fortaleza. Este atleta, jogador de referência, não tem o mesmo tipo físico que Ariel, levando desvantagem neste quesito, porém tem mais qualidades com a bola nos pés.

Após um bom início no Náutico, onde surgiu como uma grande revelação, não se firmou mais nas equipes em que passou como futebol português, Marília e São Caetano, reaparecendo bem no Fortaleza, onde fez alguns gols pela equipe que não disputou as finais do campeonato cearense.

Betinho, pelo menos a “priori” não parece ser a solução para o ataque Alviverde, fazendo com que a torcida Coxa sinta muita falta de Ariel.

A outra contratação, o meia Sandro, chega mais como uma opção para o elenco, do que propriamente vestir a camisa de titular.

Estas “contratações” deixam a torcida um pouco decepcionada, pois o discurso dos dirigentes era de que o clube seria reforçado aproveitando a paralisação da Copa.

Mas não foi isso que foi visto, pois Betinho veio para suprir a lacuna deixada por Ariel, e Sandro chega para uma posição em que o Coritiba já possuía boas opções.

Posições como as laterais e comando de ataque, que já eram as principais necessidades, continuam precisando de reforços, mas que infelizmente, mesmo após a parada da Copa, não foram reforçadas.




No torneio disputado em Florianópolis, percebeu-se que após a saída de Ariel, o técnico Ney Franco poderia armar o Coritiba de forma diferente, abdicando de um homem de área para colocar jogadores de velocidade.

Este novo sistema tático privilegiaria as jogadas de contra-ataque. O problema é que o Coritiba é o time grande da Série B, e dificilmente jogará contra adversários que ataquem constantemente o time Alviverde, fazendo com que esta tática possa ser não tão funcional como se espera.

A maioria dos jogos restantes será em campos diminutos contra adversários que não partirão para cima do Coritiba, e com isso a presença de um homem de área que faça o trabalho de pivô e que consiga segurar dois zagueiros poderia facilitar a vida dos meias-atacantes do Coritiba.

Até a recuperação completa de Bill, o Coritiba só conta com Betinho para esta posição, portanto espera-se que o jogador possa cumprir com eficiência o espaço no comando de ataque deixado por Ariel.

Uma opção interessante seria o Coritiba com Marcos Aurélio armando o time, Rafinha e Geraldo pelas pontas e Betinho centralizado no comando de ataque, jogando em um autêntico 4-3-3.

Este esquema provavelmente traria mais resultados positivos, principalmente por não obrigar o talentoso Marcos Aurélio a jogar enfiado entre os zagueiros adversários.

Ney Franco ainda teria boas opções no banco de reservas, como os meias Dudu, que quando jogou sempre mostrou um bom futebol, e Renatinho, que voltará de uma contusão.

Por outro lado, nota-se ainda que o Coritiba carece de boas opções para o ataque, uma vez que Jefferson que veio com um grande cartaz, ainda nào convenceu nos jogos em que atuou.




A minha última coluna no COXAnautas tinha sido publicada em 17/03/2010.

Alguns problemas de ordem pessoal, combinados a intensa atividade profissional levaram-me a “abandonar o barco” por algum tempo.

Mas a vontade de escrever sobre o Coxa e o convívio com os leitores fizeram-me rever esta posição, levando a escrita desta coluna.

No início os textos não virão com a mesma freqüência de outrora, mas em todas as oportunidades que eu tiver, estarei levando a minha opinião aos amigos leitores do COXAnautas.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Capítulo 1/38: O susto

11/05/2010 00h02 - Samir Alexandre Gebara - Comente esse post

 / Foto: SXC.hu/Miguel Ugalde



O mínimo que dá para dizer desta atuação de sábado diante do Naútico é que o time deu um enorme susto em sua torcida.

Dez minutos de um futebol razoável, com o time dominando o jogo e tocando bem a bola, davam a impressão que o resultado positivio poderia vir. Porém, após este pequeno domínio o time começou a demonstrar soberba e não respeitou o poderio ofensivo do adversário (que não é lá essas coisas).

A desorganização tática começa lá de trás. Fabinho Capixaba e Lucas Mendes, presos, atraem o adversário para dentro do campo Coxa. Leandro Donizette e Marcos Paulo, soltos, forçam a zaga a sair para dar combate no meio-campo, o que expôs o time, principalmente nas tabelas feitas pelo adversário na intermediária e que resultaram em dois gols, o primeiro e o segundo.

O terceiro gol foi fruto da desatenção de Fabinho Capixaba, que não fechou a marcação de Bruno Meneghel e deu liberdade para o atacante finalizar justamente no momento crucial do jogo, quando o Coxa havia acabado de diminuir a vantagem do adversário e poderia buscar pelo menos o empate.

Ofensivamente, a desorganização também ficou vísivel. Nossas tentativas se resumiram basicamente aos lances individuais do Marcos Paulo, que foi o mais lúcido dos jogadores. Rafinha e Renatinho sumiram no jogo e Thiago Real esteve o tempo todo muito mal, desperdiçando diversas jogadas com seus passes errados.

Ney Franco demorou demais para mexer no time e ainda foi obrigado a fazer duas alterações por contusão. Já no intervalo os problemas eram nítidos demais e não foram resolvidos no vestiário.

A principal impressão que ficou foi que o time Alviverde encarnou o espírito de favorito e achou que ganharia o jogo no momento que bem entendesse. Também é preocupante a demonstração de desconhecimento do sistema de jogo do adversário, que entrou para o jogo com um esquema muito ofensivo, e em nenhum momento o Coxa soube anular as principais jogadas e jogadores do Naútico, dando extrema liberdade para Carlinhos Bala e Bruno Meneghel.

Fica a frustração por uma péssima estreia, que faz ligar o sinal de alerta e torna obrigatória a vitória na próxima rodada diante do América-MG.

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A série B

11/05/2010 00h01 - Samir Alexandre Gebara - Comente esse post

 / Foto: Leonardo Ribas Lovo



A partir de agora, deixo de utilizar o espaço de colunista aqui do COXAnautas para “tocar” o Páginas da Bola, blog destinado essencialmente a tratar do futebol do Coritiba, podendo eventualmente ser abordados outros temas como a Copa do Mundo, por exemplo.

Abrindo os trabalhos deste novo espaço que será por mim ocupado, e, eventualmente por alguns convidados, que poderão ser inclusive leitores interessados em manifestar suas opiniões a respeito do futebol, falarei a respeito da difícil missão que será a Série B, abordando os adversários do Verdão, além da análise do elenco Coxa Branca.

A exemplo do que vem sendo a disputa nos anos anteriores, a Série B promete novamente ser uma competição de predomínio de força física em detrimento da qualidade técnica.

Além de tudo isso, terá muita vantagem quem fechar as primeiras sete rodadas (que antecedem a parada para a Copa do Mundo) em primeiro lugar. Esta equipe terá tempo e muita tranquilidade para trabalhar ainda mais suas qualidades e corrigir seus defeitos, efetuando contratações.

Portanto, uma arrancada perfeita nestes sete jogos é tudo que o Coritiba mais precisa neste momento.

Um dos maiores perigos da edição 2010 é a existência de um grande número de times experientes em série B, que sabem muito bem como jogar esta competição, exemplos típicos deste tipo de times são Náutico, Sport, Bahia, Ponte Preta, Santo André, São Caetano e a Portuguesa.

Ainda que estas equipes não tenham grandes times, capazes de causar muitas preocupações, o estilo de jogo delas e o direcionamento de suas administrações já estão amplamente voltados, ou no mínimo adaptados, para a longa e dura série B.

Além destas equipes, sempre existem aquelas que podem surpreender. Neste ano, os candidatos a azarão da vez são: América-MG, Ipatinga, Icasa, Bragantino e Guaratinguetá.

No meio termo destes dois grupos está o Figueirense, que em 2009, seu “primeiro” ano de série B após permanecer algum tempo na série A, não se adaptou à competição e acordou tarde demais para realidade da disputa, não alcançando o objetivo do acesso. Porém é uma equipe que não pode ser descartada como uma das candidatas a uma das quatro vagas.

Especificamente, embora esteja sendo apontado no grupo dos favoritos, o Santo André não deve integrar esta disputa, a menos que tenha o mesmo índice de acerto que teve nas contratações do início do ano, já que muitos dos titulares estão sendo negociados e sequer participarão da estréia do time do ABC na segundona. Devem deixar o time o lateral Carlinhos, o volante Gil e o meia Branquinho, além de Bruno César que já se apresentou ao Corinthians e os atacantes Rodriguinho, que foi para o Fluminense e Nunes, que está no Vasco.

Um time que vem muito bem estruturado é o Sport. Com um elenco preparado e sempre contando com o apoio da torcida, o Rubro-Negro do Recife será um forte candidato ao título. Além dele, quase o mesmo pensamento se aplica ao Náutico, porém o elenco está um pouco abaixo do Sport.

Quanto ao Coritiba, o cuidado deverá ser muito grande, principalmente em relação ao enorme prejuízo causado pela perda dos dez mandos de campo, fazendo com que o time seja o que terá o maior desgaste com viagens, além das demais conseqüências, como a possível falta de apoio nas arquibancadas com públicos provavelmente muito pequenos na Arena Joinville.

Ainda, merece um tratamento especial a questão da adaptação ao tipo de competição. Em 2006, o Coritiba, além de diversos outros fatores que influenciaram no seu insucesso, não subiu à série A por falta de adaptação a série B, quase o mesmo fenômeno que ocorreu com o Figueirense no ano passado.

O time Alviverde ainda carece de uma maior qualificação, principalmente no que diz respeito às laterais e ao meio-de-campo. Porém o problema mais grave está nas peças de reposição. A ausência de um titular pode causar enormes prejuízos ao time, já que os reservas, a não ser por uma ou por outra exceção, não inspiram grande confiança, conforme demonstrou o Campeonato Paranaense.

Assim, podemos esperar dificuldades nesta competição, principalmente quando o número de suspensões e contusões começar a ser maior, como tende a acontecer nesse tipo de disputa.

Possibilidades de chegar na frente este time tem, mas é sempre preciso estar atento a esta necessidade de reforçar o elenco, principalmente com a contratação de um camisa 10 para ser titular e algumas opções de reposição, em posições estratégicas, como defesa e ataque.

Vamos torcer!

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Obrigado por tudo!

17/03/2010 13h24 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: Luiz Carlos Betenheuser Júnior



Recebo vários e-mails de internautas me questionando o motivo das minhas colunas estarem cada vez mais escassas, pois eu escrevia com muito mais freqüência antigamente.

Vários fatores nos levam a isso, mas dentre eles eu citaria dois que hoje seriam os principais motivos:

O primeiro são meus compromissos profissionais. Hoje como servidor de carreira do MTE e Assessor do Superintendente, me sobra cada vez menos tempo para pode me dedicar ao estudo do futebol.

Sempre gostei de ver tudo o que se relacionava ao futebol, principalmente para estudar os times e seus jogadores, mas ultimamente isso tem sido cada vez mais difícil, principalmente pela minha dedicação quase que integral ao trabalho, que garante o meu sustento e o estudo das minhas filhas.

Esse foi um dos motivos no qual parei de fazer as colunas sobre os jogos do Coritiba, pois não poderia avaliar o que eu mesmo não vinha avaliando. E como não seria justo com o leitor COXAnauta eu fazer avaliações em cima de matérias de jornais, rádio, tv e internet, preferi “dar um tempo” nas avaliações.

O segundo motivo está relacionado diretamente ao Coritiba. Confesso que não consigo me motivar nem um pouco com o Coritiba de hoje, muito menos ter inspiração para escrever.

Se a pessoa não tiver inspirada, dificilmente o leitor conseguirá assimilar tudo aquilo que o colunista tentou passar em seu texto, e isso faz com que a leitura seja totalmente sem sentido.

E a inspiração para escrever sobre o Coritiba anda longe de meus pensamentos.

São tantos problemas, tantas situações não resolvidas, e que não mudarão nunca, que me peguei a pensar se vale a pena todo o sacrifício pelo Coritiba.

O que mais me deixou indignado é saber que diretores, e eu cito todos os membros dos dois G9, tanto do deliberativo, como do administrativo da gestão passada, não vieram em nenhum momento dar explicações sobre a queda do Coritiba.

Em nenhum momento vieram dar explicações sobre a má utilização de recursos, sobre terem afundado o Coritiba em dívidas, sobre o contrato inexplicado de Marcelinho Paraíba, entre outros absurdos que nunca foram deixados claro e que fazem o torcedor de palhaço.

E vejo que atualmente pouca coisa mudou, e que o presidente atual é o mesmo que nos enterrou e que em nenhum momento se pronunciou a respeito da pior gestão da história Coxa.

Onde estariam hoje os diretores que tanto apareciam em eventos fora do país, em festas vip e que afundaram o Coritiba?

Cheguei à conclusão que isso não é para mim, e que o melhor que posso fazer atualmente é cuidar da minha família e de meus compromissos profissionais.

Quero agradecer a todas as pessoas do site, ao Marcelo Carneiro, ao Léo Lovo, aos gurus Malhadas e Leopoldo que tanto me fizeram rir com suas tiradas sensacionais.

Em especial quero agradecer ao amigo Luiz Betenheuser, ex-colega de site, que me deu a oportunidade única que escrever neste espaço.

Agradeço ainda aos leitores deste blog e pela troca de idéias aqui discutidas.

Várias vezes nos momentos difíces ensaiei uma despedida, porém desta vez eu saio com uma tristeza no coração, pois é uma decisão definitiva, que só será alterada, se mudar a mentalidade das pessoas que dirigem o Coritiba, e se eu perceber que um dia seremos grande novamente.

Mais uma vez muito obrigado, e que Deus abençõe a todos e ao Coritiba também, nesta difícil caminhada no ano de 2010.

 / Foto: arquivo pessoal


Deixo nesta minha última coluna, a foto do meu ídolo Tostão e que tanto me fez sorrir com a camisa do Coritiba. A você " Velho Tosta" o meu muito obrigado!

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Esse é o espírito

08/03/2010 17h05 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: SXC.hu/Ove Tøpfer



Nunca podemos ficar contentes em apenas empatar com “eles”, porém não resta dúvida que o Coritiba trouxe um excelente resultado da Baixada.

O excelente resultado não se materializa apenas pelo placar em si, mas sim pelo amplo domínio do Coritiba na partida.

Um primeiro tempo que só não foi irrepreensível pelo gol tomado. Logo na principal jogada “deles” e que tanto deveria ser cuidada com atenção pela zaga Alviverde.

No segundo tempo o jogo foi mais equilibrado, mas não pela melhora “deles” na partida, mas sim pelo fato de que buscando o empate, o Coritiba lançou-se ao ataque e consequentemente deixou mais espaços em sua defesa, explorado de forma ineficaz pelos atacantes do adversário.

O Coritiba poderia ter saído com a vitória, o que seria mais justo, porém o empate praticamente garantiu o “supermando” e com isso todas as vantagens para a fase decisiva do campeonato.

Espera-se apenas que estas vantagens não sejam perdidas pelo Coritiba no Atletiba decisivo que acontecerá no Couto Pereira.

Um título ganho pelo Coxa, com uma derrota no Atletiba não terá a mínima graça, sensação provada por eles que ao perder o Atletiba por 4x2 no Estadual de 2009, comemoraram o título com um sorriso amarelo no rosto.




Os grandes destaques Alviverdes na partida foram o volante Leandro Donizete e o atacante Marcos Aurélio.

Donizete correu e marcou muito, não dando espaços aos adversários. Além disso, melhorou muito a sua saída de bola, e ao lado de Marcos Paulo evitou que as bolas aos atacantes fossem alçadas diretamente pela defesa Coxa. Isso evidenciou o domínio Alviverde na partida.

Já Marcos Aurélio fez o que se esperava do principal atacante do time. Movimentou-se muito e conclui, com qualidade, a gol. O golaço de falta ratificou a sua excelente apresentação.

Já o destaque coletivo da equipe foi a velocidade demonstrada pelos homens de meia-cancha com a participação de Marcos Aurélio.

Rafinha, Renatinho, Leandro Donizete e Marcos Aurélio infernizaram a defesa adversária com muita velocidade e troca de posições.

Menção honrosa também à dupla de zaga, tão criticada aqui no Blog, mas que fizeram uma partida irrepreensível no ponto de vista tático e técnico. A falha no gol não se pode responsabilizar somente a dupla de zagueiro, principalmente por ter ocorrido no primeiro “pau”.




Sobre a regular atuação de Bill e a fraca apresentação de Ariel, deixo apenas um comentário:

Bill mostrou mais futebol, pois tem melhor domínio e sabe fazer bem a função de pivô, mostrando ainda muita garra dentro de campo.

Já Ariel não se apresentou bem, deixando de dominar bolas fáceis e atrapalhando Marcos Aurélio, quando este poderia marcar o gol da vitória do Coritiba.

Precisa também a atuar mais "em pé", pois ultimamente em qualquer dividida tem ido ao solo e prejudicado as jogadas de ataque do Coritiba., bem diferente do futebol raçudo que demonstrou quando chegou ao Coritiba, pois nem um zagueiro no "estilo Moisés" derrubava o "gringo".

Porém não se pode apenas criticar o “gringo”, pois ele será muito útil nos jogos da Série B, principalmente em estádios acanhados e times retrancados. O seu espírito de luta será muito importante ao time Coxa-Branca.




A boa atuação Alviverde mostrou bem como deverá ser o espírito Coxa na Série B:

Muita garra, disposição, luta e velocidade para sair em contra-ataques.


Com esses atributos e um pouco mais de qualidade, principalmente um zagueiro de velocidade, um armador mais experiente e que cadencie o jogo, e um ala pelo lado esquerdo, já que as apresentações de Triguinho têm sido muito fracas, o Coritiba tem tudo para fazer um grande campeonato.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Para refletir

28/02/2010 23h45 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: Luiz Carlos Betenheuser Júnior



A coluna de hoje não falará sobre futebol, mas sim sobre a volta do Coritiba ao Couto Pereira.

Vários fatores me deixaram reflexivo e ciente de que cada vez mais caminhamos em contramão para sermos grandes e disputarmos alguma coisa a mais do que o título estadual.

Público pequeno para a volta ao Couto Pereira, arquibancadas praticamente sem faixas (pelo menos no lado da Império), torcedores Alviverdes vaiando-se entre si e um jogo fraco tecnicamente dentro de campo.

Sobre o pequeno público, nada anormal, em face do valor exorbitante do ingresso, além do aumento abusivo do plano de sócios. Além disso, uma noite fria e com garoa e um adversário sem nenhuma expressão.

A diretoria precisa repensar no valor do ingresso e no plano de sócios, pois nem a minoria de 4%, meta que a diretoria pretende atingir, o Coritiba levará a campo com os valores cobrados atualmente.

A minoria de 4% refere-se ao número de 40.000 torcedores, calculando-se um número de um milhão de torcedores que o Coritiba possui.

O que mais deixa um estádio bonito senão as suas faixas, bandeiras e instrumentos?

Na noite de hoje, o Couto parecia frio, gélido, assim como a noite de inverno em pleno verão na inconstante Curitiba.

Uma medida extremamente absurda, infantil e revanchista da diretoria em proibir adereços e instrumentos da torcida dentro da própria casa.

E para finalizar o triste episódio das vaias dos próprios torcedores Alviverdes a Império Alviverde, quando ela começava a entoar seus cânticos em causa própria.

Esta atitude dividirá ainda mais o já dividido Coritiba, reflexo que logo irá para dentro do gramado, pois os jogadores Alviverdes já provaram que são outros nas partidas dentro de casa, onde sempre contou com o apoio do torcedor, principalmente da Império, que ano passado cantou o jogo inteiro em todas as partidas dentro de casa.

Não sou um defensor das torcidas organizadas, porém sem elas os estádios não têm a mínima graça, muito menos a mesma vibração, e isso os atletas sentem dentro de campo.

Se a caminhada neste ano será muito difícil, imaginem o que acontecerá se a torcida do Coritiba continuar dividida nas arquibancadas.

Um exército só se torna invencível se todos os seus soldados marcharem em busca de um mesmo ideal. É este espírito que precisa estar presente não só na cabeça dos torcedores, como principalmente na cabeça dos dirigentes Alviverdes

Chegará a hora que todos precisarão da torcida, chegará a hora que ela fará a diferença, portanto é nesta hora que a reconciliação é necessária.

A diretoria precisa rever alguns conceitos, pois agora com o retorno ao Couto, começará a cair na real no que o Coritiba vem se transformando no início desta “ nova velha “ gestão.

Será que todos ficaram satisfeitos com o que viram nas arquibancadas do Couto Pereira esta noite?

Será que aqueles que vaiaram a própria torcida se disporiam a cantar o jogo inteiro para empurrar o time em busca da vitória, como a Império sempre fez?

Fica a reflexão.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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Mesmos problemas

22/02/2010 12h11 - Ricardo Honório Alves - Comente esse post

 / Foto: www.condussao.blogspot.com



Pouco temos a falar sobre a derrota do Coritiba para o fraquíssimo, mas valente, time do Paraná Clube, ou melhor, até teríamos muito a falar sobre o jogo de ontem, se o assunto (deficiências do time) já não fossem de conhecimento geral da Nação Alviverde.

Os problemas continuam os mesmos de 2009, ou pior, pois o homem que faz a diferença ( o craque) já não existe mais na equipe.

Ano passado tínhamos em Marcelinho Paraíba a grande referência da equipe, mesmo caindo assustadoramente de produção no final do Campeonato Brasileiro, quando mais se precisava dele, não podemos negar que Paraíba foi o principal nome da equipe em 2009, participando ativamente da maioria dos gols da equipe, seja os marcando ou contribuindo com assistências.

E está justamente aí a grande diferença do Coritiba em 2010.

Na derrota de ontem ficou evidenciada a falta de qualidade técnica da equipe, principalmente em seu setor de meia-cancha, que não criou absolutamente nada para os homens de ataque.

Muito se comentou sobre a péssima partida de Ariel, no qual eu concordo, porém qual bola chegou a ele em condições para concluir em gol?

Um jogador como ele, conhecido por suas limitações técnicas, precisa ser abastecido com passes precisos para tentar chutar a gol, o que infelizmente não vimos na partida de ontem.

Observamos nesta partida que a grande carência da equipe Alviverde encontra-se justamente em seu setor de armação, ou seja, um homem que faça a bola girar, segure quando necessário, dê lançamentos ou passes em direção ao gol, visando dar boas condições de conclusão aos atacantes.

E este jogador não existe no elenco Alviverde, pois nem Rafinha (meia- atacante de velocidade, que precisa ser acionado, e não acionar), quanto Enrico (ontem se mostrou lento e desinteressado) ou Renatinho (quando deixará de ser uma promessa?), possuem condições técnicas de ser este atleta.

Sobre Renatinho cabe um comentário. Este é um grande exemplo da diferença entre o craque e a promessa que se mostra diferenciada nas categorias de base, mas que no profissional não consegue render o que se espera dele.

Não resta dúvida que é bom jogador, mas não pode nunca ser alçado a condição de principal jogador da equipe, pois lhe falta “algo mais” para isso. Será sempre uma boa opção ao treinador, porém dificilmente passará disso, pelo que vem mostrando desde que subiu ao profissional. E o único que pode mudar isso é ele próprio.




Sobre as outras posições, nas alas vimos que Fabinho Capixaba e Triguinho ainda não conseguiram mostrar um bom futebol, mas tenho a impressão que poderão ser úteis a equipe, principalmente Fabinho que no esquema de Ney Franco pode aparecer como homem surpresa pelo lado direito.

Outro problema evidente do time Coxa-Branca está em seu miolo de zaga.

É evidente que jogadores como Jeci, Dirceu e Pereira, principalmente os dois primeiros, que participaram ativamente do rebaixamento do Coritiba, sendo responsáveis inclusive por vários gols sofridos, não podem ser considerados soluções para a zaga do Coritiba.

Já o jovem Lucas Mendes ainda não mostrou futebol suficiente para ser titular da equipe, devendo logo ser preterido até mesmo da formação do banco de reservas pelo zagueiro Demerson, que ontem mostrou que não pode ficar fora do time.

É necessário com urgência a contratação de pelo menos um zagueiro mais qualificado para este setor, principalmente para jogar pelo lado direito.




A derrota para o Paraná Clube não pode ser apenas de responsabilidade do treinador, porém eu diria que grande parte do insucesso Alviverde se deu a má escalação da equipe, além de substituições errôneas ao decorrer da partida.

A principal delas foi a troca "seis por meia dúzia" de zagueiros no intervalo da partida. Ney justificou dizendo que pretendia dar menos espaço ao meia-atacante Marcio Diogo, porém isso poderia ser resolvido sem que peças fosse modificadas.

Não justifica o Coritiba com três zagueiros, enfrentar o Paraná Clube com apenas um homem na frente, Marcelo Toscano.

A grande partida de Marcio Diogo e também Elvis na primeira etapa, se deve principalmente a falta de marcação na meia-cancha Alviverde, onde só Marcos Paulo (bom jogador) marcava, com Rafinha e Enrico assistindo a troca de passes paranista.

Ney justificou a derrota com a falta de um volante pegador na meia-cancha, mas isso não pode ser aceito, pois é justamente nas dificuldades que aparece o grande treinador.

É bom a diretoria abrir o olho, pois na Série B o Coritiba não terá adversários do nível do Serrano, Toledo, Engenheiro Beltrão, entre outros.




A falta de gana e vontade de vencer demonstradas nesta derrota evidenciaram ainda mais a falta de compromisso de alguns atletas.

Não se pode tapar o sol com a peneira que isso não existe no Coritiba.

Sugiro que a visita dos jogadores ao Espaço 100 Anos seja feita com frequência até todos entenderem o que significa o centenário Coritiba Foot Ball Club.

Ricardo Honório

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

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