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COXAnautas

De Torcedor pra Torcedor

Cidadão Honorário. POR QUE?!

21/05/2010 15h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: www.diaadia.pr.gov.br


O futebol é um esporte realmente dinâmico - não tanto por seus lances imponderáveis, pelas jogadas improvisadas ou pelos seus mais notáveis praticantes.

Refiro-me aos aspectos invisíveis que circundam este que é, sem dúvida, um dos mais rentáveis negócios do mundo.

É de conhecimento público e notório que o cidadão ricardo teixeira (e vou grafar SEMPRE este nome em minúsculo) fez do futebol o meio pelo qual construiu um verdadeiro império.

Dia desses, assisti num canal de televisão, e perdoe-me o leitor por não recordar qual, uma reportagem que trazia alguns números do faturamento anual da CBF, notadamente ao que se referia ao vultoso incremento de receitas que este dirigente trouxe para a referida entidade desportiva.

A reportagem mencionava os patrocínios que a CBF conseguia 'as duras penas' em gestões anteriores, quando ainda se vivenciava a 'época romântica' do futebol brasileiro, época em que os jogadores eram marginalizados na nossa sociedade (algo praticamente impensável nos dias atuais).

Com a eleição de ricardo teixeira tudo mudou. As cifras que passaram a circular pela casa maior do futebol brasileiro foram às alturas e, é claro, elevou este novo presidente a um status nunca antes por ele sonhado.

Não há dúvida que ricardo teixeira é um dos homens mais influentes do Brasil. E o é pela incomensurável importância que o futebol exerce na vida da maioria dos brasileiros.

Seu poder transcende a esfera desportiva, chegando facilmente aos meios políticos - onde, aliás, sente-se muito bem, pois é o típico sujeito que gosta de ter seu ego massageado!

Pior que gostar de ter o ego massageado é saber que existe uma legião de puxas-saco ávidos por fazer média com o todo poderoso 'dono do futebol brasileiro'.

Abro um pequeno parênteses: o futebol para o brasileiro é muito mais que a 'paixão nacional' - isto fica ainda mais claro justamente nesta época que antecede uma Copa do Mundo. Diria mais: para o brasileiro, o futebol é quase como uma 'instituição sagrada', pela qual, inclusive, chega-se às raias da loucura de se presenciar semelhantes se matando por vestirem cores rivais. Diante desta inexplicável importância, deste caráter quase que institucional que o futebol representa para o brasileiro, entendo que deveria haver uma constante fiscalização por parte do Ministério Público nas coisas que envolvem a CBF. Não proponho uma intervenção, por óbvio, mas que o interesse público (dos torcedores de um modo geral) fosse guarnecido pelos agentes fiscalizadores da legalidade, mormente ao que concerne aos contratos assinados, sejam de patrocínios, sejam de direitos de transmissão, sejam de negociações de atletas que necessitam da chancela da CBF. Sem dúvida, seria um passo muito grande em direção à moralização do futebol brasileiro. Fecho o parênteses.

Voltando aos puxas-saco de plantão, eis que um vereador de Curitiba resolveu estender o tapete vermelho e conferir a mais alta honraria de nossa terra ao 'dono do futebol brasileiro', como se este sujeito em algum momento na história tivesse feito algo de positivo para o nosso Estado ou nossa cidade.

Até onde tenho conhecimento, o título de cidadão honorário é uma condecoração que deve ser estendida a pessoas que efetivamente tenham contribuído para o avanço, para o engrandecimento dos interesses da coletividade de um determinado território, e aí questiono o vereador Mario Celso Cunha: O que ricardo teixeira proporcionou de positivo para o futebol paranaense? O que fez ou estaria na iminência de fazer pelo bem de nossa cidade?

Se tal honraria se consubstanciar no possível anúncio da confirmação da sede de Curitiba para o Mundial de 2014, nada restará de dúvida quanto à articulação política desenvolvida para favorecer o C. A. Paranaense, sob a pretensa desculpa de que a Copa em Curitiba trará benefícios para o Coritiba, para o P. Clube e demais agremiações.

Chega a ser ridícula a desfaçatez dos dirigentes e políticos rubro negros quando afirmam que os Coxas Brancas e os paranistas terão metrô para se deslocar... 'esquecem' que com esta afirmação tentam justificar o incremento patrimonial de uma única agremiação - em total descompasso com o princípio da isonomia, caso seja injetado dinheiro público nesta obra privada.

Mais ridículo ainda é a inércia dos dirigentes e políticos Alviverdes que parecem engessados diante das articulações promovidas por todos os vereadores, demais políticos e até pelo atual governador do Estado que diuturnamente tenta encontrar 'brechas' na legislação para poder derramar dinheiro público na meia arena da baixada - seria cômico, se não fosse trágico.

Mas para quem já foi fazer uma visitinha para o mais novo cidadão honorário de Curitiba, isso não é nada!

 / Foto: Site oficial da CBF


Fico me questionando: por que as vozes verde e branca estão absolutamente caladas? O que há por detrás de tudo isto?

A cerimônia que conferirá a ricardo teixeira o título de cidadão honorário de Curitiba, ocorrerá na próxima terça-feira, dia 25, às 19:00h.

Convido todos os cidadãos curitibanos e coritibanos que vivenciaram a famosa canetada de 1989 - promovida por ricardo teixeira a comparecer ao plenário para ‘bater palmas’ e ‘agradecer’ in locu pela grande contribuição que ele deu ao clube do Alto da Glória, tirando-lhe de um caminho evolutivo nos últimos 21 anos.

Estendo o convite aos mais jovens também, afinal, estão sentindo na pele as consequências das articulações promovidas por ricardo teixeira, quando escolheu o Coritiba Foot Ball Club como o 'exemplo' a ser dado para o mundo quando o assunto é a punição à desordem!

Realmente, duas grandes contribuições para o povo curitibano!

Uma 'dúvida' que ainda paira: quais são as cores defendidas pelo vereador Mario Celso Cunha (autor da proposição desta homenagem)?

Ah, tá... a homenagem será 'justa' e 'compreensível'!



Por fim, gostaria de transcrever um trecho da coluna que aqui postei em 09/04/2010 acerca da polêmica 'paradinha' no momento da cobrança da penalidade máxima:

"Paradinha

Gosto do futebol por ser um esporte de inúmeras variáveis. Contudo, uma situação precisa ser revista pela International Board, a meu ver: a questão da paradinha na cobrança de pênalti.

Não afirmo isto, tendo como base a perda absurda das três últimas penalidades marcadas a favor do Coritiba, nem tampouco pela forma com a qual o jogador Alan Bahia do time vice líder do campeonato costuma cobrar os lances capitais.

Sob um contexto geral, numa cobrança normal de penalidade máxima, o batedor tem (se pudéssemos auferir com precisão) cerca de 95%, 98% de chances de converter em gol o chute desferido. Ao goleiro, então, caberia uma ínfima parcela percentual de chances de executar a defesa.

Pois bem, ao permitir o tipo de 'paradinha' em cima da bola - para deslocar o goleiro,ludibriando-o com um chute em falso, diminui-se a zero a oportunidade de defesa, sendo desnecessário, portanto, a presença do goleiro no lance.

Se for para ser assim, que nem se coloque cobrador e goleiro frente a frente - que se marque a penalidade e confira um gol de vantagem no placar ao time que teria direito à cobrança.

O 'engraçado' é que quando o goleiro se adianta na cobrança do pênalti, o lance é anulado e a cobrança é feita mais uma vez!

Lembro que até certo tempo atrás, a tal da 'paradinha' (à qual sou totalmente contra) acontecia no trajeto entre os primeiros passos do cobrador em direção à bola, jamais quando o mesmo estivesse em cima desta - o que, como dito, só serve para ludibriar o goleiro adversário - tirando toda a 'graça' de uma possível e consagradora defesa.
"

Por sorte, o bom senso realmente não parece ser um instituto prescrito, afinal, a famigerada 'paradinha' (que se transformou no 'paradão') está com os dias contados. Bom para a graça do esporte!



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski



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E aí, Ariel?

10/05/2010 21h20 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club


Começou a famigerada Série B para o Coritiba e, finalmente, a 'última ficha' oriunda dos trágicos acontecimentos do dia 06/12/2009, caiu: nos vemos mais uma vez disputando esta maldita divisão e, pior: a iniciamos com o pé esquerdo.

Depois de ter liderado de ponta a ponta o (fraco, mas almejado) campeonato paranaense, o time Coxa Branca já pode sentir que a trajetória de retorno à Série A será longa e penosa.

Tenho confiança no trabalho desenvolvido pelo técnico Ney Franco, mas é preciso mencionar alguns pontos que merecem reflexão:

I) O plantel coritibano carece de reforços; II) para jogar no Coritiba, os atletas tem que ter a consciência que vontade não basta - um 'pouco' de técnica é fundamental e III) é preciso que se defina quem ficará no clube do Alto da Glória até o final desta competição.

 / Foto: Valquir Aureliano - Estúdio Recordação


A conquista do campeonato estadual foi saborosa - pela vitória incontestável frente ao 'rival da Série A', servindo como uma massagem ao machucado ego do torcedor Coxa Branca. No entanto, ela por si só não é suficiente para aplacar a necessidade do clube 'ir às compras'.

Contratar dois laterais, dois meias armadores e dois atacantes é o mínimo que se espera - e que estas contratações não demorem a acontecer, sob pena dos pontos perdidos aqui e acolá fazerem falta ao final da competição.

Não temos tempo a perder e nem crédito para 'queimar' - o time tem que ter opções e jogadores que possam substituir os titulares, garantindo que a regularidade da equipe seja mantida ao longo de toda a competição.

Se as carências não se mostraram latentes no campeonato estadual (por sua pobre qualidade técnica), na Série B elas já começam a ficar expostas. Tomara que Felipe Ximenes tenha boas novas de sua viagem à Argentina e Uruguai.

Aliada à necessidade de reforços, o atual elenco, por mais que aparentemente seja composto por uma maioria de atletas que estejam imbuídos do projeto de fazer o Coritiba voltar à primeira divisão, conta com jogadores que precisam mostrar mais qualidade técnica.

Tecer críticas nem sempre é fácil, a uma porque se manifestar sobre o trabalho alheio com imparcialidade não é uma tarefa simples para um torcedor, a duas porque nem sempre é fácil encontrar o momento apropriado para as mesmas.

Contudo, o Coritiba não tem a chance de errar. Não há tempo para lamentações.

Tentando criar uma forma de criticar numa medida que acho justa, utilizarei uma analogia para criticar alguns atletas de forma mais direta, conferindo-lhes sempre a oportunidade de na próxima partida se 'redimir' e melhorar seu rendimento.

 / Foto: Luiz Carlos Betenheuser Júnior


A partir de hoje utilizarei a figura simbólica do semáforo para analisar a participação individual de alguns atletas e, nesta partida de estreia contra o Náutico, o sinal amarelo acendeu para:

Fabinho Capixaba: precisa jogar com a cabeça mais erguida e com mais confiança. Imagino que acertar os cruzamentos seja uma de suas funções, pois de nada adianta construir uma jogada de linha de fundo e não alçar a bola com qualidade na grande área. Em verdade, está devendo uma grande atuação desde que chegou ao Coritiba e as oportunidades já foram as mais diversas possíveis.

Bill: da mesma forma que o lateral direito, o centroavante coritibano ainda não fez uma partida consistente desde que estreou no Coritiba. Não sei se a ansiedade em acertar as finalizações e 'desencantar' com a camisa Coxa Branca é o fator negativo que está atrapalhando seu futebol, mas se for, espero que coloque a cabeça no lugar, se concentre mais na hora de fazer a rede balançar e faça as pazes com a galera - está devendo!

Capricha aí, rapaziada! Tomara que numa próxima oportunidade o sinal verde acenda para vocês, pois do contrário, se acender o vermelho, imagino que a crítica possa se dar de forma ainda mais forte, pois será justo!

Por fim, tão importante quanto poder contar com jogadores que apresentem um nível satisfatório de qualidade técnica, é saber se TODOS os atletas estão dispostos de ir até o final desta dura jornada.

 / Foto: Valquir Aureliano


O 'caso Ariel' é emblemático.

De jogador absolutamente desconhecido, oriundo da segunda divisão argentina, "El Loco" transformou-se num ícone de garra e goleador num clube que não pode somente lhe servir como vitrine.

Ariel chegou ao Coritiba - um dos maiores clubes do futebol brasileiro - e assinou um contrato de 5 anos.

Não sei qual é a intenção do cidadão Ariel, mas sei que a intenção de seu atual advogado é a pior possível quando o assunto é a 'paz' no Alto da Glória.

Já escrevi sobre a conveniência jurídica praticada por seu advogado, quando confere a um mesmo princípio um peso e duas medidas - nada mais natural, tomando como base as cores que veste e a eterna condição de freguês.

É sabido que há muita gente disposta a se utilizar de tudo o que for possível para desestabilizar o bom ambiente que está instalado no Alto da Glória, especialmente após a conquista do campeonato estadual. Soma-se a isto o fato do 'time paranaense da Série A' estar longe de não ser um dos possíveis rebaixados ao final da temporada, vendo, inclusive, muito próximo do fim o sonho de receber dinheiro público para o término de seu estádio.

Contudo, importa saber do próprio jogador argentino o que ele quer para a sua carreira. Quer continuar sendo joguete na mão de empresário e procurador ou vai tomar a decisão que qualquer homem honrado espera: a de cumprir com a palavra dada, com o acordo de vontades assinado?

Muito mais importante do que qualquer discussão jurídica que envolva a vigência do contrato de cinco anos livremente assinado por Ariel, é a sua atitude em ser honesto com o Coritiba.

Ariel: você já está 'bem crescidinho' para saber o que quer da vida. Olhe para trás, lembre de seu passado, veja a projeção que alcançou no Coritiba e reflita se vale a pena seguir as instruções oriundas de uma mente assumidamente rubro negra. Aliás, Ariel, já pensou na hipótese de que esta forma como seu procurador está lhe 'instruindo' é a única capaz de impedi-lo de 'metralhar' o time que ele torce ferrenhamente?!

 / Foto: Júnior•Used


Você é um atleta jovem, com uma longa carreira pela frente. Chegará o momento de se despedir do Coritiba, mas isso pode se dar de forma natural e honrada. Você não precisa abreviar a saída, nem tampouco destruir a imagem de ídolo (para muitos torcedores) e vencedor que construiu.

Lembre-se: são inúmeros os casos de jogadores que, hipnotizados pelo canto da sereia, acreditaram que virar as costas para o clube que lhes ofereceu status era o melhor caminho. Não precisa ir longe, converse com o capitão do time coritibano e ele poderá lhe contar em detalhes o quanto é ilusória a vontade de ganhar mais dinheiro em troca do apoio de uma torcida como a do Coritiba.

Sinceramente? Já passou da hora de você dar um murro na mesa e acabar com essa conversa fiada de empresário e procurador, dizendo ao povo Coxa Branca se sai ou se fica!

Seja honesto para com os torcedores do Coritiba e também para com os seus dirigentes, pois caso não queira ficar, pague a multa rescisória e siga seu caminho, conferindo a estes a oportunidade de trazerem alguém que esteja com a cabeça voltada somente ao projeto de retorno à Série A.

Agora é contigo!

E aí, Ariel?



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski



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30 pontos em Joinville

03/05/2010 09h45 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: Dr. X.


Essa é a meta que o Coritiba precisa atingir - nem tanto e somente pela pontuação necessária para voltar de cabeça erguida para a Série A do campeonato brasileiro, mas para demonstrar a todo o Brasil a força deste clube centenário que, mesmo mal gerido por inúmeros dirigentes, não se entrega jamais.

Mostremos à rede globo, mostremos à cbf, mostremos ao stjd (especialmente ao procurador vice campeão paranaense, paulo schmitt) que a tormenta que assolou o orgulho Alviverde em dezembro de 2009 está se dissipando e não será capaz de fazê-lo sucumbir.

O ano de 2010 precisa ser (e está sendo) um ano de redenção. Contra tudo e contra todos, o Coritiba precisará demonstrar em campo que está voltando, voltando para ficar e, principalmente: muito mais fortalecido.

O campeonato estadual serviu de aperitivo. Contra a má vontade de cbf, stjd e o escambau, o Coritiba precisou iniciar a competição jogando fora de seus domínios e estas afrontas parecem ter lhe conferido ainda mais raça, mais gana, mais vontade de vencer.

 / Foto:


Mesmo tendo atendido todas as recomendações impostas pelos diversos órgãos do futebol brasileiro, por pura má vontade, a liberação do estádio Couto Pereira transformou-se no famoso 'deixa para depois'. Questiono-me se tal atitude não teria sido orquestrada pelo procurador vice campeão, numa clara tentativa de enfraquecer o clube do Alto da Glória. Se foi isso mesmo não sei, mas sei que não deu certo!

E esse é o espírito que deve ter continuidade para a Série B. Mesmo com a total palhaçada praticada pelo stjd, que numa hora alega problemas com as enchentes no Rio de Janeiro (este até um motivo humanamente aceitável); virose do relator do recurso e, agora, falta de quórum suficiente para o julgamento do mesmo (uma das maiores safadezas cometidas pelos 'ocupados' auditores), o Coritiba vai à Joinville em busca das 10 vitórias em 10 jogos que por lá precisará cumprir.

Sempre que possível estarei nas arquibancadas da Arena Joinville emprestando meus pulmões e palmas aos Guerreiros Alviverdes - campeões do Paraná.

Aliás, há que se ressaltar: o atual elenco do Coritiba, mesmo que sem nenhuma estrela (talvez esse o motivo), juntamente com sua comissão técnica, é formado por homens do mais alto caráter.

Estive no jantar da comemoração do 34º título estadual e de lá saí com a sensação de tranquilidade em face de tudo o que enfrentaremos na Série B. Ouvir o discurso do capitão Jeci e do técnico Ney Franco serviu-me como fonte de confiança de que o clube está em boas mãos.

Derrotas acontecerão, por certo, mas tenho a total convicção de que não faltará luta, não faltará vergonha na cara (contrariamente ao que aconteceu no jogo contra o Santos, no ano passado, por exemplo).

Os jogadores que, em sua grande maioria, permaneceram no clube mesmo após a queda, demonstraram na prática quais eram as laranjas podres do elenco (não à toa que estas mesmas laranjas tenham caído no ostracismo).

 / Foto:


E serão estes homens de palavra, estes verdadeiros profissionais comprometidos com uma causa que atingirão os 30 pontos em Joinville.

Se em 2007 a torcida precisou carregar o time nos braços, reconduzindo o clube à Série A, em 2010 há uma pequena inversão de conceito. Serão os jogadores que, dentro de campo - com muita luta e honra, precisarão suar sangue para reconquistar de vez a confiança de tanta gente desiludida com os trágicos acontecimentos de 2009.

Não tenho dúvida de que as 10 vitórias em Joinville aguçará a vontade dos torcedores magoados, que ainda encontram-se afastados, a se associarem ao clube para apoiar um time de verdade - de homens de palavra.

Há que se fazer um pacto: o time, em campo, precisa buscar esse objetivo: 30 pontos em Joinville (pois o número de torcedores Alviverdes que terão a possibilidade de acompanhar as 10 partidas será muito reduzido se comparado aos públicos que estariam presentes no Couto Pereira). Em contrapartida, os torcedores, numa clara manifestação de apoio e sacrifício, deverão se associar ao clube para 'garantir o serviço' nas partidas que serão disputadas na casa Alviverde.

É um ano de sacrifício - de parte a parte, e mesmo que se os 30 pontos não sejam alcançados e o número de torcedores presentes na Arena Joinville não seja o esperado, que na volta ao Couto, o Coritiba mostre a todo Brasil que luta, disposição e vergonha na cara não faltarão aos seus atletas e bravos torcedores que acompanharão a saga Coxa Branca.

Por fim, deixo minha homenagem a todos os torcedores Alviverdes que, chova ou faça sol, pegam a estrada pra ver o Coritiba onde quer que ele jogue. Inspiremo-nos no sacrifício de cada um deles e que possamos estar ao lado dos jogadores para reescrever a história.

 Bob Floripa e Aladim / Foto: Bob Floripa

Bob Floripa e Aladim


Busquemos na 'figura emblemática' do Bob Floripa o desprendimento para fazer parte do 'clube' dos 'Coxas sem fronteiras', afinal, se deslocar da capital catarinense até Curitiba em TODOS os jogos do Coxa, não é para qualquer um!

Aos jogadores e comissão técnica um pedido: sigam firmes neste espírito de equipe! Ajudem-se! Tal qual numa guerra - quando um soldado precisa do apoio incondicional do outro para manter-se vivo, trabalhem sem vaidade, sem estrelismo e com muita honra.

Vocês serão os principais responsáveis por um desfecho triunfante deste ano de reconstrução.

A luta está apenas começando...



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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Os SÓCIOS que Nunca Abandonam

28/04/2010 15h00 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto:


O tema é polêmico, mas algumas coisas precisam ser pontuadas.

Os acontecimentos pós 06/12/2009 fizeram-me refletir sobre o papel que o torcedor do Coritiba precisará desempenhar nesta temporada de reconstrução.

Acredito ser desnecessário dizer que o fardo principal deverá ser carregado pelos dirigentes, haja vista serem eles os responsáveis diretos pelas tomadas de decisões.

Os erros administrativos na história centenária do Coritiba são incontestáveis e constantes. Por eles nunca conseguimos alçar voos mais altos, alcançar conquistas expressivas de forma perene.

Há um ditado popular que diz: ‘não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe’! Estamos diante deste limite que divide o bem e o mal.

Particularmente sempre expus em minhas colunas a necessidade de termos um clube profissional, gerido com competência e planejamento. Chegou a hora!

A quebra de paradigma, por certo, não se dará de forma que não cause traumas, afinal, está se passando por uma transformação de conceitos e de atitudes.

Sacrifício é a palavra que melhor conceitua o processo de transformação pelo qual o Coritiba parece estar passando no momento.

Sacrifício de seus dirigentes – tentando administrar um clube que há muito se encontra em frangalhos por seus próprios erros (de TODOS os dirigentes que no poder estiveram) e sacrifício de seus torcedores que precisam entender que seu papel, nesta nova dinâmica, vai muito além de simplesmente ver o clube como um local onde encontra diversão por 90 minutos.

Sabe-se que o futebol moderno se tornou um negócio altamente lucrativo. Se antes os clubes podiam se considerar como ‘centros de lazer’, hodiernamente transformaram-se em locais onde altas cifras são negociadas. O torcedor ‘comum’ de outrora, passou a assumir um papel de ‘consumidor’ do ‘produto’ futebol que estes mesmos clubes lhe oferecem.

Tal evolução, de certa forma, tira a graça do esporte? Tira, mas é a nova ordem que está posta e que não retrocederá.

É diante desta nova realidade que precisamos nos posicionar.

O caso do Coritiba é emblemático. O clube se depara com esta realidade no pior momento de sua história e por isso, o sacrifício precisa ser ainda maior – de dirigentes e de torcedores.

A nova política de preços e planos de sócios adotada pelos atuais dirigentes coritibanos sofre de uma dualidade de conceitos – se por um lado, absolutamente necessária, por outra (motivada por este momento crítico da história Coxa Branca), encontra aversão por parte de muitos de seus torcedores.

Citarei apenas três pontos positivos e negativos desta nova ordem para que a reflexão ganhe forma:

Pontos positivos: 1) possibilidade do clube contar com receita certa e perene; 2) possibilidade do associado em participar da vida política do clube – demonstrando sua aprovação/desaprovação quanto à gestão, por intermédio do voto e 3) legitimação do associado quanto às cobranças, pelas vias legais (Estatuto), que entenda cabíveis quanto à administração do clube.

Quero me ater aos pontos negativos para estabelecer o debate: 1) alto custo do valor do ingresso avulso ou dos planos de associados; 2) time rebaixado e perda de mandos de campo para a próxima competição e 3) ojeriza ao presidente Jair Cirino dos Santos e a consequente argumentação de que sua continuidade na presidência do clube é um dos principais entraves para que os torcedores se associem.

Eis alguns contrapontos:

Com relação ao custo: dentro da tendência moderna do ‘negócio’ futebol, qual seria o valor adequado para financiar uma administração planejada e responsável?

As antigas bilheterias, somadas às vendas de jogadores e alguns patrocínios compunham a receita que o clube dispunha para cumprir suas metas a cada temporada.

Atualmente, tal incerteza não guarda relação com a forma pela qual os clubes precisam ser geridos, afinal, como planejar metas, com receitas tão variáveis? Como planificar os gastos e investimentos necessários para a montagem de um elenco forte, se não se tem a certeza de qual orçamento estará disponível?

Como se isto não bastasse, é preciso que se estabeleçam alguns comparativos do ‘produto’ futebol com outras formas de lazer: Quanto custa hoje uma ida ao cinema, ao teatro ou a um restaurante?

Em verdade, estamos acostumados a ver o clube como o local onde vamos ver a partida de futebol e só. Não pode mais ser assim! Temos que nos sentir parte efetiva do clube, seja nas arquibancadas, seja nos destinos da instituição como um todo.

Dias atrás, conversando com um amigo ouvi a seguinte frase:

“Nossa, está muito caro o ingresso”!

Contrapus:

“É o mesmo valor que se paga para ser SÓCIO”!

Em resposta:

“Ah, mas continua sendo muito caro, não vou a todos os jogos mesmo”!

Em seguida questionei se o amigo tinha namorada... surpreso com a mudança repentina de assunto, disse que não! Conclui que ele deveria sair muito na noite curitibana – suposição por ele confirmada, novamente o questionei:

“Quanto você gasta, por NOITE, em cada uma dessas saídas”?

Sem pestanejar, disse:

“Uns duzentão”!

Esta conversa me fez verificar que tudo na vida se resume às prioridades. A dele é sair à noite e ‘gastar duzentão’, a minha é ajudar o Coritiba (o clube do meu coração) a sair deste atoleiro – e, claro, ter a legitimidade de cobrar por aquilo que não entender correto, tudo dentro do mais alto respeito ao livre arbítrio de cada um.

Por óbvio que os planos oferecidos pelo clube carecem de alguns ajustes e cito dois exemplos: a criação de um ‘Plano Família’ que preveja descontos para a adesão de todo um contingente de uma mesma residência, pensando no impacto que tal associação em massa causa no orçamento familiar e a valorização do associado à distância – aquele que não estará presente a todos os jogos, mas que também deseja participar da reconstrução do clube, desde que sua contribuição se dê de forma proporcional aos benefícios de que não pode dispor a todo instante, sendo o principal, a presença nos estádios por onde o Coritiba vir a jogar.

Quanto ao rebaixamento e a perda de mandos: já escrevi em uma de minhas colunas: o Coritiba caiu em 2005, voltou em 2007 e nada mudou. Quero crer que a nova queda de 2009 seja a última e com ela, as transformações que o clube tanto necessita sejam definitivamente implementadas.

O fato do clube disputar a Série B mais uma vez não deve ser suficiente para afastar seu torcedor, pelo contrário, por se tratar de um ano de sacrifício, como acima comentado, esta agrura deve se transformar em estímulo para carregar o Coritiba nos braços, reconduzindo-o ao seu lugar de direito.

'Ser' Coxa Branca quando o clube está na primeira divisão, enfrentando um Internacional numa semifinal de Copa do Brasil é ‘fácil’. O ‘difícil’ é estar ao lado (efetivamente) do clube num momento de tanta desilusão como o experimentado após o final do ano passado.

“Ah, mas o Coritiba não jogará em seu estádio e eu não poderei assistir aos jogos, então, não vou me associar”! Não sei se para os amigos leitores a interpretação é a mesma, mas para mim nada soa mais egoísta do que este pensamento. Ser sócio, como disse, presume um conceito muito maior do que ‘simplesmente’ assistir o time do coração em campo.

Além disso, em termos práticos, gostaria de saber como ficariam as coisas se TODOS pensassem assim. O que seria do Coritiba neste período em que jogará em Joinville, se ninguém revertesse aos cofres do clube os parcos recursos que servirão para cobrir todos os prejuízos advindos da barbárie?

Teríamos o Coritiba ainda ‘vivo’ na sua volta para casa?!

Deixo uma analogia para reflexão: os associados do (clube) Santa Mônica, por exemplo, pagam suas mensalidades somente nos meses de verão, quando desfrutam das piscinas ou quando frequentam os bailes promovidos pelo clube? No resto do ano, por não gozarem dos benefícios inerentes aos sócios, sentem-se ‘anistiados’ da obrigação de saldar suas mensalidades, deixando a grama crescer, as piscinas sujas e os salões empoeirados até a próxima temporada?!

Em relação à continuidade do presidente Jair Cirino: julgo ser o argumento de maior fragilidade.

Questiono de forma hipotética (mas que se busque soluções de ordem real): imaginemos que o presidente Cirino e sua diretoria deixe o clube, atendendo ao clamor popular. Quem assumiria? Quem, hoje, teria a coragem de tentar reerguer o clube?

Lembremo-nos que acabamos de sair de um processo democrático (não tanto por se tratar da famigerada eleição indireta). Por que só tivemos UMA chapa inscrita? Onde estavam todos aqueles que poderiam recolocar o clube nos trilhos, mas que não se deram ao trabalho de, ao menos, ‘bater chapa’?!




Não sou ‘Gigizete’, ‘Cirinete’, ‘Morete’, ‘Viallete’ ou ‘Vilsete’ como muitos gostam de denominar os demais. Contudo, neste momento, só posso acreditar nestes homens que estão no poder e fazer a minha parte que é apoiar o time em campo, pagar minhas mensalidades, no momento oportuno votar naquilo que a minha consciência determinar como o melhor para o clube e constantemente cobrar dos atuais dirigentes as ações que, como torcedor, entenda ser as melhores para o engrandecimento da instituição.

Tem horas que é preciso deixar a emoção, o rancor, o desalento de lado e tentar focar em algo que possa nos levar a um destino glorioso.

Enganam-se, no entanto, aqueles que acreditam que esta retomada será alcançada sem sacrifícios, sem ‘sangrias’, não há como!

Colocar o Coritiba na Série A, por si só, não é um dos desafios mais difíceis. Difícil mesmo é voltar para a Série A com uma estrutura administrativa diferente, nova, desafiadora e acima de tudo profissional.

Quero correr mais uma vez o risco de acreditar em tudo o que está sendo feito por estes novos dirigentes (esqueçam a figura do presidente Cirino, quem manda no clube, e todos sabem, é o Dr. Vilson Ribeiro de Andrade).

Quero dar-me o direito de mais uma vez errar, se for o caso, mas jamais me sentirei em paz se virar as costas para o clube, esperando que ele, por si só, alcance o sucesso que espero.

Gostaria de conclamar todos os torcedores Coxas Brancas que queiram fazer parte de uma nova história a se sacrificarem (dentro das possibilidades pessoais de cada um, é claro) em nome de algo comum a todos nós: o Coritiba!

Associem-se! Oportunizem-se cobrar legitimamente por novos resultados.

Lembrem dos ideais dos Essenfelder e de tantos outros fundadores do clube do Alto da Glória e verifiquem que a ferramenta a disposição dos torcedores – para a construção de um novo Coritiba, é a adesão ao quadro associativo.

Qualquer sacrifício é válido para resgatar aquilo que tanto amamos.

Se antes 'só' a torcida parecia ser suficiente para consolidar um clube vencedor, diante de todas as dificuldades, precisamos inaugurar a era de uma nova denominação: Os SÓCIOS que Nunca Abandonam!

Lembrem-se: os atos praticados por cada um de nós comporão a história que será contada para nossos descendentes!



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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'Macaco', 'Coxa Branca' e HIPOCRISIA

23/04/2010 02h45 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: zweettooth - sxc.hu


Impressionante o jogo sujo praticado pelos atleticanos, seja dentro ou fora de campo.

Centremos a análise no 'Caso Manoel'.

Trata-se de um jovem atleta que, endeusado por parte da mídia esportiva paranaense - que insiste em transformar um jogador comum num craque da noite para o dia, foi alçado à condição de um dos melhores zagueiros do país.

Talvez acreditando nesta falácia, o defensor rubro negro tratou de arranjar uma forma de 'manter a pose' e, se com a bola nos pés não encontra meios suficientes, se utiliza da força física e deslealdade para 'impor respeito'.

Foi assim no primeiro AtleTIBA disputado na baixada, empate em 1x1, quando num mesmo lance, o 'Maldini das Araucárias' agrediu covardemente o jogador Alviverde Marcos Aurélio que estava no chão e, ato contínuo, não satisfeito, tratou de completar o serviço lesionando o jogador Renatinho.

Heber Roberto Lopes afirma não ter visto o lance, mesmo que tenha sido 'sob suas barbas'. Resultado? Uma agressão absurda que foi inimaginavelmente ignorada pelo TJD-PR - uma vergonha.

Como se isto não bastasse, em São Paulo - pela Copa do Brasil, o 'santo' jogador atleticano mais uma vez resolveu imaginar que seu porte físico resolveria a parada. Envolvendo-se em outra confusão, desta vez com o defensor palmeirense Danilo.

Entendamos os fatos: Danilo se desentendeu com Manoel. Como revide, o defensor rubro negro esboça uma cabeçada no palmeirense - numa clara demonstração de sua forma truculenta de querer 'impor respeito'. A partir daí é que começa o erro de Danilo: ao xingar Manoel de 'Macaco', e logo em seguida cuspir em seu rosto - simplesmente inconcebível.

As duas últimas agressões são tão estúpidas que não merecem maiores explicações quanto a sua reprovabilidade. Nada, absolutamente nada justificaria dois atos tão bestiais.

Logo após, num lance muito parecido com o que já fizera com Marcos Aurélio (que estava caído no gramado da baixada quando foi agredido), Manoel resolve simplesmente pisar no tornozelo de Danilo de forma dolosa, intencional - devidamente confessada aos repórteres que lá estavam presentes.

Abro um parênteses e pergunto ao arauto da justiça, paulo schmitt: será necessária mais alguma prova para denunciar ambos os atletas, impingindo-lhes as mais severas punições?! Fecho o parênteses.

Após essa sucessão lamentável de agressões, sejam morais ou físicas, passou-se a ver a moeda somente por uma face.

A hipocrisia generalizada difundida entre torcedores e jornalistas fez com que as atenções se voltassem somente ao lastimável ato de discriminação racial promovido por Danilo, deixando de lado a beligerância com a qual o zagueiro atleticano costuma exercer sua profissão - quanto a isso, pouquíssimas linhas foram mais uma vez traçadas, como se a brutalidade se justificasse pela agressão racial.

Um erro não justifica o outro e já chego na questão do racismo. Antes, só gostaria de saber: por que ninguém repercutiu a agressão premeditada de Manoel em Danilo (pisão)? Pelo fato dele ser negro e ter sido ofendido, sua agressão está impassível de condenação?

Volto a dizer: hipocrisia pura, pois estão simplesmente e mais uma vez 'passando a mão' na cabeça deste jovem jogador, sob o manto de uma imagem de 'coitado', de 'vítima', de 'ofendido', jamais de também agressor.

Entremos na questão do racismo e desde já que fique claro que sua exteriorização deve ser combatida, pois um ato de absoluta ignorância.

Antes de qualquer coisa, é preciso verificar que a questão do racismo contra os negros não é uma questão que envolve somente o futebol, ao contrário, no esporte este ato bestial encontra somente mais uma de suas faces.

Trata-se de um problema cultural, que se manifesta em escala global há tempos. É um fato histórico que remonta a época da escravidão e seus lamentáveis e escabrosos desdobramentos.

Uma pergunta que cada um precisa fazer para si mesmo é: eu também não me sinto contaminado por essa prova de bestialidade humana? Será que eu também, no meu íntimo, não sou racista, enquanto um cidadão comum?

Quando falo em racismo, não me restrinjo aos negros, mas a todas as formas de segregação de um ser humano, sob um pretenso parâmetro de superioridade/inferioridade.

Voltando ao futebol, acho 'engraçado' que boa parte da torcida atleticana se sinta no direito de julgar a torcida Coxa Branca, impingindo-lhe a alcunha de 'clube racista' ou 'bando de nazistas' (referindo-se claramente à origem germânica do clube do Alto da Glória).

Fazem isso com tamanha desfaçatez, como se em algum jogo, em qualquer momento da história, ao menos um torcedor rubro negro jamais tenha proferido uma palavra discriminatória a qualquer jogador adversário (ou jamais tenham cuspido no rosto de adversários).



Para os menos avisados, a alcunha de 'Coxa Branca' surgiu quando um atleticano - em inequívoca intenção de ofender e discriminar, se dirigiu a um jogador coritibano para lhe diminuir o valor. Isso não seria uma forma de discriminação também?

Parece desnecessário afirmar, mas é bom que se diga para que não paire qualquer dúvida: não estou defendendo, não estou tentando 'limpar a barra' de quem quer que seja que tenha cometido agressões discriminatórias, apenas demonstrando que a memória seletiva e conveniente costuma ser utilizada por alguns.

Hipocrisia chamar a torcida do Coritiba de racista? Quase nada, afinal, todos são santos, os males do mundo estão centralizados somente na coletividade Alviverde, por certo!



 / Foto: Cristian Simioni


Decidi abordar este tema ao me deparar com uma matéria veiculada num site da torcida atleticana, na qual há um vídeo gravado supostamente por um(a) torcedor(a) coritibano(a) em que se pode escutar algumas ofensas dirigidas ao jogador Manoel, uma delas, o grito de 'macaco'.

A matéria é, no mínimo, inoportuna e sensacionalista, porquanto uma eventual comprovação da veracidade do vídeo ainda não tenha sido realizada por pessoal técnico especializado.

Os falsos moralistas (aqueles que nunca ofenderam, discriminaram ou simplesmente imaginaram discriminar alguém), clamam por 'justiça' traduzida em punições que deveriam ser dirigidas ao Coritiba Foot Ball Club, numa clara demonstração de perseguição via tribunais, com o propósito de subjugar o Coritiba além das quatro linhas - coisa que há tempos não conseguem fazer!

Além de inoportuna, uma atitude ridícula, bem ao estilo do 'não sei perder' (não à toa que veiculada logo após a perda de mais um clássico e uma desclassificação na Copa do Brasil).

Custo a acreditar que se utilizarão deste subterfúgio para deslocar o centro das atenções do pós AteTIBA - seria muito leviano.

Algumas coisas causam-me um pouco menos indignação e espanto que a própria suposta ofensa registrada, todas elas diretamente ligada à hipocrisia acima comentada.

Primeiramente, gostaria de saber sobre a autenticidade de tal vídeo. Interessante saber também quem o registrou, bem como a identificação das pessoas que supostamente (pois uma montagem em vídeo é uma coisa que até uma criança sabe fazer nos dias de hoje) teriam ofendido o jogador.

Uma vez apurados os fatos por quem de direito e não pelos 'arautos da justiça', que se apliquem as reprimendas legais a quem tenha transgredido às normas vigentes neste país, resguardados os direitos constitucionais, especialmente o do Devido Processo Legal.

 / Foto:


Acusar, bancar o moralista, o perfeito (aquele que nunca proferiu ou pensou em proferir palavras discriminatórias) é uma tarefa cômoda. Difícil é fazer uma sincera e profunda reflexão para constatar que a hipocrisia é a arma dos fracos.

Sou absolutamente contra qualquer ato discriminatório, seja ele qual for. Não precisa ser necessariamente ligado à cor da pele, pois um conceito muito mais amplo.

Contudo, estamos diante de um problema social, muito mais abrangente no meio em que vivemos do que uma simples partida de futebol. O combate à discriminação deve se dar de forma diária, primeiramente dentro de cada um de nós mesmos (negros, brancos, amarelos, etc) para depois alcançar um contexto geral.

Por que é 'aceitável' que um negro seja chamado de 'macaco' ou algo que o valha, quando tal acontecimento se dá de forma isolada? A agressão é menos deplorável do que a sofrida por Manoel?

Precisa-se, em verdade, é de educação e tolerância para aniquilar os genes segregacionistas que ainda compõem o sangue de negros, brancos, amarelos, etc.

O problema é muito maior do que simplesmente a cor da camisa que se veste!

'Macaco' e 'Coxa Branca' nada mais são do que formas diversas de se chegar a um mesmo fim degradante e lamentável.

Não sejamos hipócritas - esse o primeiro passo para exterminar os fantasmas raciais que, de uma forma ou de outra, ainda tomam conta de todos. Só assim se poderá 'acusar' ou 'julgar' quem quer que seja.

Quanto ao zagueiro atleticano, lamentável e absolutamente condenável qualquer tipo de ofensa racial que tenha recebido. Contudo, isso também não o redime do dever de, como qualquer homem de bem, praticar sua profissão de forma lícita, sem truculência, afinal, agressão seja física ou moral é algo que deve ser evitado.

 / Foto:


Para finalizar a questão, é bom deixar bem claro aos atleticanos que no próprio time coritibano há inúmeros negros que se assemelham à cor de Manoel, entre eles, Edson Bastos - talvez o maior ídolo cultuado atualmente pela torcida coritibana (e o é justamente por seu caráter inquestionável, independente da quantidade de melanina que carrega em seu corpo).

Como registro histórico, quatorze anos antes do C. A. Paranaense surgir, o Coritiba já tinha em suas fileiras um atleta negro: Natálio Santos - jogador e tesoureiro do clube.

Diante deste fato que afasta de forma irrefutável as covardes e ignorantes insinuações atleticanas, é preciso questionar: como um clube 'nazista' ou 'racista' colocaria um negro para cuidar de seu dinheiro?! Para pensar... se for possível!

 / Foto: sxc.hu/Bethany Carlson


É preciso se informar antes de falar ou escrever besteiras, afinal, de 'criminoso' e 'santo' todo mundo tem um pouco, bastando a cada qual saber reconhecer em si mesmo os erros que só encontra para atacar os outros.



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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O título do Centenário

19/04/2010 18h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: Coritiba Foot Ball club


26/04/2009 A. Paranaense 2 x 4 Coritiba. Numa tarde em que o site oficial do time do bairro Água Verde lançou a notícia do título antecipado dos fregueses Alviverdes, o Coritiba foi à baixada e com a autoridade que lhe é peculiar nos clássicos AlteTIBA fez a arrogância rubro negra ser engolida sem dó.

 / Foto: Marcello Schiavon


03/05/2009, depois da 'surra' tomada do time verde e branco, o time rubro negro conquista o campeonato estadual de 2009 de forma melancólica, em preto e branco.

Dizem que carimbaram o centenário, mas pelo que me consta, e não precisa ser um expert em matemática para fazer as contas, nesta data o Coritiba ainda tinha 99 anos completos de existência - então, não entendo o porquê dos fregueses imaginarem ter colocado as patas na 'taça do centenário Alviverde'.

Em 12/10/2009, ou seja, pouco mais que cinco meses depois do título desbotado de 2009, o maior clube deste Estado completou oficialmente 100 anos. Fácil, para qualquer criança que já saiba contar até dez, concluir que o campeonato de 2010 representa a primeira competição que o Coritiba disputa (e vence de ponta a ponta) contando com a marca secular - eis o legítimo título do centenário para desespero daqueles que sonham com uma ilusória superioridade.

O Coritiba está no segundo escalão do futebol brasileiro? Está - por sua própria incompetência, jamais por algo que os rivais pudessem ter feito para que na prática contribuísse com este fracasso temporário.

Assim, é preciso que se diga: o Coritiba pode estar na 'Série Z', mas a verdade é que quando a camisa vermelha e preta se defronta com a verde e branca treme e sucumbe, tanto é que até 2011, já serão três anos que os fregueses não se deliciarão com o doce sabor da vitória contra o mais tradicional rival.

Fico pensando: se o Coritiba é tão frágil, um time da segunda divisão do campeonato nacional, por que os 'todos poderosos' rivais não são capazes de estabelecer uma superioridade? Não o fazem porque há 86 anos são fregueses e vivem de conquistas esporádicas para tentar diminuir esta distância. O que me causa satisfação e tranquilidade é saber que posso viver mais duas vidas e não verei a pretensa supremacia atleticana, para desespero do 'time da lígua afiada'!



 / Foto:


Parabéns a todos os jogadores coritibanos, não só pelo título, mas pela clara demonstração de comprometimento com o Coritiba.

Mesmo à distância, da arquibancada, é fácil perceber o quanto este grupo está consciente do momento difícil pelo qual o clube passa e o quanto estão imbuídos da necessidade do resgate da auto estima do povo Coxa Branca.

Essa uma verdadeira demonstração de profissionalismo e vergonha na cara.



 / Foto: Luiz Carlos Betenheuser Júnior


Parabenizo a Polícia Militar do Paraná pelo esquema de segurança absolutamente eficaz arquitetado para o clássico AtleTIBA.

Ficou claro que quando se quer fazer algo adequado, preventivo e organizado, as chances de confusões, brigas ou depredações ficam próximas de zero.

A lamentar somente a proibição de alguns torcedores entrarem com suas faixas e instrumentos musicais - contrariando a liberação destes mesmos materiais nos jogos anteriores - levando em consideração que tais adereços não estavam em desacordo com a nova política do clube - quando proibiu a entrada de qualquer tipo de material que faça menção à torcidas organizadas.



Deixo um grande abraço a todos os amigos que estiveram ao meu lado neste dia tão festivo: ao Camilo, Deuseles, Niltinho, Thiago Back, Dimmy, Val, Luiz Eduardo Maciel, Cláudio Réus e toda a sua turma de Pinhais, ao Didio do Consulado do Norte do Paraná - que veio de Londrina especialmente para o jogo, ao Paulo Beraldi e ao Airton Polak e ao Cônsul Coritibano no Rio de Janeiro, Marcus Popini que veio buscar mais uma faixa de campeão para a seu acervo marcado por uma longa história de dedicação ao Coritiba Foot Ball Club.



 / Foto: Valquir Aureliano - Estúdio Recordação


Por fim, gostaria de saber do técnico e associado Coxa Branca:

E aí, Ney, qual é a sensação de estar do lado do maior time deste Estado numa final de campeonato?

Qual a sensação de levantar a taça, haja vista que em 2008 para seu infortúnio, estava do lado errado?

Bem vindo ao doce mundo das conquistas do campeonato paranaense, afinal, esse é 'só' o trigésimo quarto.



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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Pinceladas Pré AtleTIBA

16/04/2010 21h00 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: www.4.bp.blogspot.com


INTELIGÊNCIA e CAUTELA

O Coritiba liderou o campeonato estadual com o claro propósito de chegar ao confronto ante ao seu grande rival exatamente da forma como as coisas ocorrerão no próximo Domingo: jogando em casa, com a vantagem do empate e a uma vitória (no confronto direto) para ser campeão.

Objetivo competentemente conquistado, é hora de pés no chão, sem essa de entrar no clima antecipado de conquista – como nossos rivais fizeram no ano passado.

É preciso cautela e inteligência para saber usufruir das vantagens conquistadas ao longo de toda a competição.

O Verdão joga por dois resultados, isso mesmo: dois e diante deste quadro, a pior coisa que pode ao Coritiba é a vitória virar obsessão. Se for para ela vir (e espero que venha), que seja de forma natural – aproveitando-se do ‘desespero’ adversário que vê no triunfo a única possibilidade de continuar sonhando com a conquista maior.

Jogando em casa, a torcida Coxa-Branca terá dupla função: empurrar o time em busca da vitória, mas, no caso do empate teimosamente se manter, ofertar aos jogadores o apoio necessário para que não se descontrolem emocionalmente, colocando tudo a perder.



SEGURANÇA

 / Foto: www.kainblood.files.wordpress.com


O transcorrer da semana deixa uma impressão positiva: coritibanos e atleticanos dão mostras de que pretendem sair de casa no próximo Domingo para assistir e vibrar com uma bela partida de futebol, tão somente. Tomara mesmo que esta seja a tônica do comportamento das duas torcidas.

Preocupa-me, no entanto, o comportamento daqueles que se camuflam com as cores verde e branca ou vermelha e preta, sob a falsa denominação de 'torcedor'.

Refiro-me àqueles que ao sair de casa levarão consigo inúmeros propósitos, à exceção daquele que deveria unicamente lhes mover: entrar no estádio para torcer.

Problema para as autoridades de segurança pública que precisam encontrar formas de coibir a arruaça dentro e fora de campo.

Ao redor do estádio Couto Pereira, que inibam o consumo desenfreado de bebidas alcoólicas, mas especialmente, de drogas (a cocaína parece ser a ‘crista da onda’) que são consumidas sem o menor pudor.

 / Foto: Coxanautas


No interior do estádio, o mínimo que se pode esperar é que haja a presença em campo de um considerável número de policiais da tropa do canil.

Trata-se de uma forma simples, mas altamente eficaz de repressão a qualquer tipo de tentativa de invasão de campo por parte de quem for. Aliás, não tenho dúvida que nada aconteceria no dia 06/12/2009 se houvesse um simples contingente de policiais e cães dentro do gramado – coisas do passado, bola pra frente!



O jogo

ARBITRAGEM

 / Foto: Coxanautas


Após o inconsolável e livre choro dos torcedores e cronistas rubro negros, eis que Heber Roberto Lopes não apitará o AtleTIBA – bom para o Coritiba, afinal, este foi o árbitro que simplesmente ‘não viu’ a agressão do truculento zagueiro Manoel aos jogadores Marcos Aurélio e Renatinho, no jogo da baixada. Aliás, alguém precisa avisar a esse rapaz que o futebol não é uma das mais diversas modalidades de artes marciais, ao invés de teimarem em fazer vistas grossas à forma inconcebível que 'exerce' sua profissão.

Espero que Antônio Denival de Morais esteja com seu exame oftalmológico em dia e fique atento às possíveis cabeçadas, pisadas ou pontapés que certamente serão desferidos por este jogador (incrível como ele consegue estar sempre envolvido neste tipo de polêmica, mas sei lá, segundo o TJD-PR suas atitudes estão corretas – errado deve estar o resto do mundo).



BOLA AÉREA

 / Foto: Marcello Schiavon


É só buscar pelos registros – não só deste campeonato, mas especialmente deste: o desafogo rubro negro tem nome: Bola Aérea e sobrenome: Rodolpho.

Não que haja algo de errado nisso, afinal, este tipo de jogada é absolutamente lícita. O que é inconcebível são os times que enfrentem os rubro negros não buscarem uma forma eficaz de neutralizar tal recurso.

Lembro que o título de 2001 foi decidido num lance assim. O Coxa precisava da vitória e a estava alcançando com um golaço do Leandro Tavares marcado no início da partida na baixada.

Mesmo com um jogador a menos em campo (o zagueiro Flávio havia sido expulso), o Coxa aguentou a pressão até que quase o final da partida, quando veio o empate, justamente na única jogada em que ele não poderia acontecer, diante de sua previsibilidade.

Escanteio cobrado e o zagueiro Gustavo (naquela época era o jogador do desafogo) subiu mais que todos e cabeceou em cima do goleiro Gilberto que – atrapalhado no lance, caiu com bola e tudo para dentro do gol.

Eu estava na baixada naquele dia e de lá saí com o amargo gosto da derrota – não aquela derrota ‘normal’, imprevisível – fruto do talento de um drible desconcertante ou de um arremate preciso.

A frustração era tamanha justamente porque sabíamos que se tinha alguém que precisava ser marcado naquele momento, esse alguém era o Gustavo.

Lição que fica e que acende o sinal de alerta.

Faço um pedido ao gringo 'El Loco' Ariel: simplesmente ‘grude’ no zagueiro Rodolpho em todas as oportunidades que este se dirigir à área defendida pelo Coritiba.

É preciso que todos os jogadores coritibanos se doem ao máximo em todo lance de bola parada. Atenção e bom posicionamento reduzirão as chances de conquista de nosso adversário naquela que é a sua arma mais letal.



RECADO AOS JOGADORES

 / Foto: Valquir Aureliano


Chegou a hora!

Tudo o que foi feito no campeonato, por cada um de vocês se decide nestes 90 minutos.

Lembrem-se de cada gota de suor derramada nos treinamentos e nos jogos que precederam a decisão de Domingo.

Não cedam à nenhuma espécie de ‘catimba’ ou provocação do adversário, afinal, vocês construíram uma pequena, mas significativa vantagem e não é hora de por tudo a perder.

Mais importante que a conquista do campeonato estadual (com a consequente não derrota para os rubro negros) é o resgate da auto estima dos torcedores Alviverdes que ainda teimam em se manter afastados.

O sucesso do clube no restante da temporada de 2010 encontrará origem neste Domingo.

Tenho certeza de que estão cientes disto e de que cumprirão a contento a missão.

Raça Verdão – você é CAMPEÃO!!!



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Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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O anjo Samuel pode trazer paz para o AtleTiba?

15/04/2010 17h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: SXC.hu/Dan Shirley



A semana que antecede a maior festa do futebol paranaense perdeu um pouco de sua alegria, mas certamente ficará marcada por um importante ensinamento.

O precoce falecimento do pequeno filho do treinador atleticano Leandro Niehues, se por um lado (principal) entristece a sociedade paranaense como um todo, por outro mostra que a paz entre os torcedores é algo viável num mundo amargamente marcado por violência, arruaças e mortes.

Este triste acontecimento criou um sentimento de consternação geral, a ponto de que nas comunidades oficiais da dupla AtleTiba no Orkut, o respeito e a solidariedade se sobrepuseram à insana rivalidade que hoje é praticada.

Do lado Alviverde, a notícia foi veiculada com muito respeito, como não poderia deixar de ser, e os comentários que a sucederam, em sua maioria, foram absolutamente sensatos e humanos.

Como retribuição, a coletividade Rubro negra, numa demonstração de reconhecimento à solidariedade recebida, agradeceu gentilmente a atitude dos torcedores coritibanos, questionando, inclusive, se tal fidalguia não poderia voltar a ser a tônica entre as torcidas.

A frase mais comum em ambos os tópicos é: "Somos rivais, não inimigos". Ouso dizer que essa talvez tenha sido a mensagem que o anjo Samuel tenha trazido para a Terra.

Seu passamento ocorreu numa semana que normalmente antecede, além do jogo de futebol, cenas de barbáries praticadas de lado a lado.

Seria uma mera coincidência? Não acredito!

Quero crer que este triste acontecimento tenha ocorrido para que todos nós, Coxas-Brancas e Atleticanos, possamos refletir sobre nossos atos de hostilidade para com aqueles que vestem as cores rivais e, enfim, verificarmos que a graça da rivalidade está atrelada ao respeito ao próximo, na mesma proporção.

Peço licença ao membro da comunidade Alviverde, Fernando, para reproduzir aqui o seu feliz comentário que, inclusive, inspirou-me a escrever a coluna:

"É uma lição que deveremos aprender!
Uma vez li que cada pessoa tem uma missão na terra, e assim que a cumprimos podemos partir para um outro plano.

Vamos acreditar que a o Samuel veio para nos mostrar que a rivalidade existe sim, e que o ÓDIO é a arma dos ignorantes! Sejamos humanos e nos tratemos dessa forma, que independente da cor da camisa, o que importa é que todos que irão ao estádio, possam voltar para suas casas com saúde e dignidade.

Meus respeitos a familia e meus votos de PAZ para esse AtleTIBA"!


Parabéns Fernando!

Parabéns a todos os torcedores Coritibanos e Atleticanos que demonstraram que a paz é algo alcançável - basta apenas que cada um de nós nos conscientizemos que embaixo de uma camisa ou de um distintivo bate um coração amado por seus familiares e amigos.

Portanto, exaltemos a vida, o respeito e a festa que o futebol nos proporciona.

À família Niehues, os meus mais sinceros pêsames pelo passamento do pequeno Samuel e também os meus mais sinceros agradecimentos por terem sido os responsáveis pela vinda deste pequeno anjo que iluminou a mente de tantos jovens em busca da paz!



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Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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História

14/04/2010 12h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: www.media-cdn.tripadvisor.com


Sem dúvida, essa sempre foi minha disciplina preferida durante a vida escolar.

As grandes catástrofes e os grandes acontecimentos vividos pela humanidade, nela ficam registrados - possibilitando lições para a não repetição de erros e estímulo para a reiteração de acertos.

O Coritiba e sua legião de torcedores escreveram até aqui algumas páginas tristes e diversas páginas alegres neste grande livro da vida.

Não é preciso ir longe, até porque temos um século de existência enquanto coletividade coritibana, para ver que os registros nos foram mais favoráveis do que lamentáveis. No entanto, nossa história mais recente está manchada pelos acontecimentos mais tristes escritos neste livro de 100 páginas!

Como instituição, o clube, gerido de forma absolutamente amadora e irresponsável, defrontou-se com a mais severa face do fracasso em seu mais expressivo ano. Desmandos, falta de planejamento e inexperiência foram alguns dos erros que conduziram o Coritiba à segunda divisão em pleno ano do centenário - uma página negra que para sempre maculará a história Alviverde.

Como coletividade, o prejuízo dirigido ao clube, de igual forma prejudicial, foi e está sendo incalculável. As cenas degradantes do dia 06/12/2009 ainda permeiam nossas lembranças - quando vândalos vestidos com nossas cores provocaram a barbárie, ajudando a desfalecer a imagem do clube no cenário nacional.

Os ecos daquele fatídico dia ressoam na atualidade, pois o quase total abandono que a chamada Torcida Que Nunca Abandona pratica nos jogos do Coritiba é a mancha que mais se mostra presente na história coritibana.

 / Foto: Washington Borba


Não consigo conceber que nossa torcida se restrinja aos cerca de 7.000 aficcionados que - chova ou faça sol - estão presente aos jogos do clube, e a hora de começar a virar esta página é agora.

O ingresso e os planos de sócios são caros? Depende!

Depende de uma série de fatores: da condição econômica e social de cada um; do quanto cada torcedor entende que deve contribuir com seu clube; do quanto o seu clube 'merece' um sacrifício financeiro mensal (ou pontual) por parte de seu torcedor; do quanto custa hoje o 'produto' futebol; do quanto este mesmo torcedor se dispõe a gastar sem reclamar numa única noite na 'balada', por exemplo!

Há outros argumentos, como a eterna ideia de que devemos esperar a chegada de uma diretoria composta por pessoas 'perfeitas' para que aí sim façamos a nossa parte, ou seja, aguardaremos até o infinito para que a mudança possa ocorrer de 'dentro para fora'... que tal ajudarmos a construí-la de 'fora para dentro'?!

Sem fazer valor de juízo de quem é mais ou menos torcedor (isso não existe), é importante frisar que este momento turbulento pelo qual passa o clube na sua outrora vencedora história, nós - os torcedores, podemos e devemos fazer sempre mais!

Neste ano de reconstrução, nesta nova página em que estamos todos tentando escrever um novo capítulo do 'livro da vida Coxa-Branca', a participação efetiva da maioria dos torcedores é um fator decisivo para a possibilidade de termos no futuro novas páginas para escrever, sob pena de vermos o ponto final ser grafado agora mesmo na obra.

O presidente do rebaixamento ficou? Sim, ficou! Estamos na segunda divisão? Sim, estamos! Milhões de coisas estão erradas nos bastidores do Alto da Glória? Sim, estão - como em muitos anos estiveram!

E nós, o que faremos? Pelos erros internos passamos a ter a legitimidade de cobrar e nos mantermos alheios à necessidade de reconstrução? Ficaremos do lado de fora do estádio, ouvindo ou assistindo aos jogos pelo rádio ou TV, sob a pretensa desculpa do 'só volto quando o presidente sair'?!

Até quando?!

Tenho amigos que simplesmente resolveram desistir e 'voltar somente no futuro, quando tudo estiver bem'!

E se não tivermos a chance de ver esse 'futuro' chegar?!



Sou um admirador do filme Coração Valente, do ator e diretor Mel Gibson - acho um dos mais sensacionais retratos das lutas históricas de independência.

Nele, há uma cena em que o exército escocês - composto por humildes camponeses, se defronta com os soldados do poderoso exército inglês, numa das várias batalhas que mais tarde culminariam com a independência da Escócia.

 / Foto: www.marcellolima.files.wordpress.com


Nesta cena, William Wallace - líder do movimento de independência escocesa (brilhantemente representado por Mel Gibson), conclama seus compatriotas a empunhar suas armas e enfrentar a tirania daqueles que historicamente os oprimiam.

Diante do poderio do exército adversário, alguns escoceses se manifestaram desfavoráveis ao confronto, pois a morte lhes parecia certa. Alegavam que se corressem, continuariam vivos.

Num gesto de extrema liderança e amor à pátria, William Wallace cavalgou diante de seus comandados e disse algo mais ou menos assim:

"Realmente, vocês podem ir para casa e viver! Mas por quanto tempo mais?! Chegará um dia em que vocês trocarão tudo para poder voltar no tempo para estar aqui, neste campo de batalha, para dizer aos seus inimigos que não mais se curvarão! Então, essa é a chance, essa é a hora de mostrar isso a eles"!

Com um discurso positivista, o líder escocês demonstrou ao seu povo que não importava a dificuldade de mudar algo que para eles era tão degradante. Havia um meio de mudar a história e aquele era o momento - e eles a mudaram!

Sem a menor pretensão de encarnar os ideais do grande William Wallace, questiono: não seria essa a hora do nosso povo se render de forma inequívoca ao ideal Coxa-Branca de transformação e apoio ao CLUBE, mesmo que as adversidades nos maltratem tanto?!

Muitos anos se passaram desde as batalhas nos campos escoceses. Hoje, por sorte, não precisamos empunhar foices, espadas ou 'bancos de reservas'... temos somente que fazer um pequeno esforço financeiro, procurar o clube para se associar e gastar a garganta e as palmas para empurrar o Coritiba para cima de seus adversários em campo e cobrar de seus dirigentes que uma nova ordem administrativa seja imposta.

O momento é agora: 32 anos depois da última conquista estadual, em casa, diante do mais tradicional rival, o Coritiba precisará de seu povo para vencer a batalha!

 / Foto:


A pergunta que fica é:

Quem está disposto a compor este exército?!

Eu estou!



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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Uma estátua para o 'Flecha Loira'

12/04/2010 12h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

 / Foto: Geraldo Bubniak


11 de abril de 1945 - nascia o maior personagem da centenária instituição Coritiba Foot Ball Club: Dirceu Krüger.

Sessenta e cinco anos e um dia depois, a torcida do Coritiba tem o privilégio de contar com os serviços ainda prestados ao clube por este espetacular desportista.

E quantos foram/são os serviços. Uma história rica, recheada de grandes jogos, consagradoras conquistas, comprometimento e amor a uma causa. Lá se foram mais de 43 anos de dedicação exclusiva ao clube do Alto da Glória.

Não consigo ver um exemplo tão contundente de amor a um clube de futebol quanto este vivido por Dirceu Krüger e o Coritiba.

Entrar nas minúcias de toda a obra construida pelo 'Flecha Loira' demandaria muita paciência do amigo leitor, haja vista a extensão que o texto fatalmente atingiria.

 / Foto: Leonardo Ribas Lovo


Primeiramente, parabéns pela data festiva, grande Krüger - você merece tudo de bom. Saúde e vida longa ao mais dedicado profissional do futebol paranaense.

Um pedido à diretoria Alviverde: que tal agraciar este exemplo de amor ao clube com uma estátua em frente ao Couto Pereira?

Fico me questionando o que mais um funcionário poderia fazer para receber (em vida) este reconhecimento. Krüger quase deixou sua vida em campo, defendendo as cores verde e branca. A misericórdia divina impossibilitou que tal fato se consumasse - uma dádiva ao cidadão Dirceu Krüger e sua família e também ao Coritiba que pode, até hoje, continuar recebendo seus valorosos trabalhos.

Uma instituição centenária, por óbvio, não é construída somente por uma pessoa. Desde os primórdios, todos os abnegados jogadores ou dirigentes que ajudaram a construir a grandeza do Coritiba têm seu valor. É como numa edificação - constituída por cada tijolo assentado por mãos habilidosas.

Nesta grande construção, ninguém tem as mãos mais calejadas que Dirceu Krüger - e por este fato é que imagino ser absolutamente pertinente e justa a menção à colocação de uma estátua sua no Couto Pereira.

 / Foto: Alaor Gosdal


Uma atitude que reconhece, agradece e eterniza um inigualável exemplo de vida e de profissional.

E aí Conselheiros, que tal a ideia?



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski

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