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COXAnautas

De Torcedor pra Torcedor

A Podridão do Futebol Paranaense!

26/01/2012 22h30
Percy Goralewski

 / Foto: br.freepik.com


A noite futebolística desta quarta-feira foi apreensiva para a torcida Coxa-Branca.

Não que a preocupação se restringisse aos aspectos técnicos/táticos que envolviam a partida diante do bem montado time do Barigui.

A aflição Alviverde originava-se a pouco mais de cinco quilômetros de distância do Estádio Couto Pereira, mais precisamente na sede do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, no bairro do Tarumã.

Era lá, mesmo sem ter feito nada que transgredisse as regras desportivas, que o Coritiba se via envolto num dos julgamentos mais sórdidos da história do futebol paranaense.

Alheio ao devaneio megalomaníaco do presidente rubronegro que desde outrora objetivou a conclusão com dinheiro público do meio estádio que construiu [sabe-se lá por quais meios], o Coritiba buscava dar continuidade ao seu processo de reestruturação quando se deparou com a inconcebível ameaça ao seu sagrado direito à propriedade.

Numa atitude absolutamente inaceitável por parte do presidente da FPF, foi aplicada arbitrariamente ao clube do Alto da Glória a imposição de empréstimo de seu estádio ao clube favorecido pelo poder público estadual e municipal.

Totalmente dissociado de suas atribuições estatutárias [além daquelas ditadas pelo bom senso], Hélio Cury exacerbou o poder que detém em razão do cargo que exerce.

Peço licença ao amigo leitor para traçar uma malfadada analogia: coloque-se no papel de um pai que se encontra diante de uma ferrenha discussão entre seus dois filhos por um pedaço de bolo. A experiência de vida, o equilíbrio, o bom senso e o papel de mediador recomendariam que este pai sentasse à mesa com seus dois filhos, acalmasse-os, argumentasse buscando a paz, nem que para isso precisasse repartir o pedaço de bolo em dois. Se este pai fosse Hélio Cury, com certeza pegaria na mão de seu filho favorito e 'meteria os dois pés no peito' do outro, sem dó, nem piedade.

Pois foi exatamente isso que o presidente da FPF fez [só não sei qual o REAL MOTIVO que o levou a 'comprar a briga' em nome do mais novo clube integrante da segunda divisão nacional].

O que falar, então, do presidente dos 'sonhos megalomaníacos'?

Para ele reservo a analogia do irmão covarde. Sabe aquele tipinho que na escola se acha o valentão, arranja briga com todo mundo e quando encontra alguém maior, agindo como um verdadeiro rato de esgoto, sai correndo pedir ajuda para o irmão mais velho para defendê-lo?

Pois bem!

Agindo de forma leviana, pressionou o fantoche da vez e simplesmente saiu de cena, deixando Hélio Cury agir em seu nome [volto a dizer: não sei qual argumento utilizou para persuadir o presidente da FPF a vestir sua fétida camisa, lutando energicamente pelos seus interesses].

Não consigo ver uma atitude mais covarde do que essa!

É preciso explicar ao mandatário rubronegro o principal motivo que levou à torcida Coxa-Branca a ter ojeriza à ideia de empréstimo do Estádio Couto Pereira.

A coletividade Alviverde não quer fazer parte deste assalto aos cofres públicos – simples assim! Ao contrário de quase a totalidade da classe política que está envolvida na criação de subterfúgios para desviar a finalidade do erário público – como o tal potencial construtivo ou as desapropriações que se perfazem ao arrepio da lei –, os Coritibanos só querem uma coisa: distância desse mar de lama.

O empréstimo do Estádio Couto Pereira em qualquer outra circunstância poderia ser discutido sem problemas. Contudo, diante dos discursos e ações arrogantes e prepotentes de um passado não tão distante, como a não entrega do troféu de Campeão Paranaense ao próprio Coritiba em 2008 [que acabou em pizza A la Hélio Cury], não há como cair neste verdadeiro canto da sereia que tem sido veiculado pela mídia, com o qual quer se fazer de vítima e pior: de 'co-irmão' do clube Alviverde.

Seria cômica se não fosse ridícula a desfaçatez que marca as ações do mandatário rival. Quando do interesse do clube favorito das autoridades, o Coritiba é 'co-irmão', caso contrário, não tem sequer o direito de receber um simples troféu – exemplo clássico da soberba de quem não sabe perder.

Esqueça esse discurso pra 'boi dormir', presidente. Revele somente a sua única face. Não aja por conveniência, pois agindo assim você subestima a inteligência alheia e cumpre um papel absolutamente ridículo.

Ontem, como disse, a noite foi de apreensão. Não porque o direito não assistisse de forma insofismável ao Coritiba, mas por saber que, mesmo diante de raras exceções como o presidente do TJD/PR, o Dr. Peterson Morosko [que confesso ter ganho a minha admiração pela postura jurídica correta], a tendência era que a decisão fosse revestida de um caráter político, jamais jurídico, como neste espaço já exaustivamente pontuei.

Se o coração estava envolto com o jogo do clube mais tradicional do futebol paranaense, a concentração estava incessantemente ligada às redes sociais para saber a quantas andava o circo no Tarumã.

Por intermédio do perfil do amigo e jornalista Diego Sarza no Twitter [o qual desde já parabenizo pelo sensacional trabalho de cobertura], fui acompanhando algumas verdadeiras pérolas oriundas do TJD/PR, confira [com algumas considerações que não podiam deixar de ilustrá-las]:

"Indo para o TJD acompanhar o julgamento sobre a obrigatoriedade do empréstimo do Couto. O início está marcado para 19h".

"A princípio serão 6 votos: 4 auditores, o relator e do presidente do TJD-PR".

Em verdade, o julgamento teria a presença de 7 auditores.

"Antes do julgamento será decidido se acatarão ou não o pedido da FPF de tirar a possibilidade de voto do presidente do TJD".

Aqui começou o absurdo, o início da estratégia para minar a mais lúcida interpretação jurídica da noite.

"Começou agora o julgamento envolvendo o empréstimo do Couto no TJD-PR. O @jogoabertopr está acompanhando".

"Presidente do TJD, Peterson Morosko, abre a sessão agradecendo a presença dos auditores".

"Advogado do Atlético, Domingos Moro, acompanha o julgamento".

No mínimo curiosa a presença do Conselheiro Vitalício do Coritiba Foot Ball Club como advogado do A. Paranaense [aquele mesmo clube que foi 'chamar o irmão mais velho' - no caso a FPF para defendê-lo]. Aliás, caso o ilustre jurista venha a defender os interesses rivais em sede do STJD, caberá ao Conselho Deliberativo do Coritiba a tomada de medidas previstas no Estatuto da instituição.

"Relator Otacílio Filho dá abertura falando sobre os argumentos do Coritiba para não emprestar o estádio".

"Agora o relator fala dos argumentos da FPF para obrigar o empréstimo do Couto Pereira".

"Segundo a FPF, o presidente do TJD já havia se pronunciado dando a entender qual seria o seu voto antes do julgamento".

"Esse é o motivo do pedido de impedimento do voto do presidente do TJD, Peterson Morosko".

Uma completa vergonha – reflexo da podridão que infesta os bastidores do futebol paranaense.

"Nesse momento o advogado da FPF, Juliano Tetto, pede o impedimento do voto de Peterson Morosko".

"Agora Itamar Côrtes, advogado do Coritiba, fala que não há motivo legal para exclusão de voto do presidente do TJD".

"O primeiro auditor vota contrário ao impedimento de voto do presidente do TJD".

"O segundo auditor também vota contrário ao impedimento de voto do Peterson Morosko".

"O terceiro auditor vota contrário ao impedimento de voto do presidente do TJD".

"Outro voto contrário. Ficou decidido então que o presidente do TJD-PR, Peterson Morosko, poderá votar".

"Outro voto contrário ao impedimento de voto do presidente do TJD".

"Ficou decidido por unanimidade que Peterson Morosko poderá votar".

Era o mínimo que se poderia esperar!

""Eu me sinto em uma situação constragedora.", disso o presidente do TJD".

Não deve ser fácil fazer parte de uma Corte que rasga as leis e repudia os mais basilares princípios jurídicos. Realmente constrangedor!

"O advogado do Coritiba, Itamar Côrtes, começa a falar agora sobre o processo".

""Nem o artigo apontado pela FPF fala sobre essa situação (empréstimo).", diz o advogado do Coritiba".

É o que diz a LEI, o Estatuto da FPF.

""É um absurdo. Não é sobre essa situação que diz o estatuto.", argumenta Côrtes".

""O CAP jogou a batata quente na mão da FPF e disse: vamos ver o circo pegar fogo!", segue Côrtes".

Como se não bastassem as benesses do Poder Público, eis que a FPF está sendo utilizada ao bel prazer do mandatário rubronegro.

""O Atlético não entrou nem como terceiro interessado. Não é curioso?", falou Itamar Côrtes".

Não é 'curioso', Dr. Itamar! É a prova inconteste da desfaçatez e sordidez que marca todo esse processo pró 'time da prefeitura'!

""Não conseguimos entender qual o dispositivo legal que ampara esse ato da FPF. Não existe!", finaliza Côrtes".

Não dá pra entender, simplesmente porque ele não existe, Dr.!

"Agora Juliano Tetta começa a argumentar a ideia da FPF".

""A negativa do Coritiba se deve somente à rivalidade entre os clubes.", fala Juliano".

Primeira argumentação 'técnica' do ilustre causídico!

""O estatuto da FPF é claro. O Coritiba se recusa a atender o que está expresso no regulamento", segue Tetto".

O advogado esqueceu somente de verificar o motivo que levaria a FPF a solicitar a praça esportiva Alviverde – quase nada conveniente esta interpretação, não?!

""O Coritiba é obrigado a ceder o estádio à FPF", segue ele".

Parece-me que o direito à propriedade, contemplado na Constituição Federal de 1988, foi revogado...

"Ao meu lado o advogado do Coritiba fala: "...é obrigado a ceder à FPF, não ao CAP!""

""A FPF está com essa solução no colo e tem que resolver. O dinheiro da Copa será bom para CAP, CFC, para todos." continua Tetto".

É por essas e outras que a disciplina de Ética deveria impor 100% de frequência aos acadêmicos de Direito...

""A torcida do CAP é um patrímônio do futebol paranaense. A FPF tem a obrigação de auxiliar", diz ele".

Essa a maior pérola, sem contar a sustentação jurídica que a argumentação traz ao processo!

Aliás, o advogado em questão tem procuração para falar em nome do A. Paranaense? Pelo que parece, ele representa a FPF [a não ser que pareça só a mim a confusão entre as duas entidades que lutam pelo mesmo objetivo].

"O advogado, Juliano Tetto, encerra de falar os argumentos da FPF".

Ou seriam os argumentos disfarçados do A. Paranaense?!

"A procuradoria se pronuncia favoravelmente ao empréstimo. Segundo o procurador, não há ilegalidade nem provas de danos ao Couto".

Como se o fosse incumbência do Coritiba provar que não pode emprestar algo que lhe pertence! Talvez esse pensamento se deva ao fato do eminente procurador ser torcedor assumido do clube 'vítima das circunstâncias', conforme se pode verificar no seu perfil no facebook.

"Vice-presidente do TJD, Otacílio Filho: "Nós não merecemos os dirigentes do futebol paranaense!""

Seria interessante restringir essa observação aos mandatários do clube que torce, caro procurador!

""Eles deixaram essa vergonha chegar até aqui. Por isso o futebol paranaense não cresce!", segue ele".

Exatamente! E toda essa 'vergonha', essa sujeira, esse mar de lama não foi causado pelo Coritiba – isso qualquer um pode ver [e que engraçado, é o Coritiba que estava sendo julgado, não o clube que se alimenta do dinheiro público].

""Se o gramado estivesse ruim, o Coritiba não teria treinado lá ontem.""

O Coritiba faz do seu estádio o que ele bem entender, procurador! O senhor deveria saber disso por tão elementar que é!

""Infelizmente essa vergonha estadual vai virar nacional, quando for para o STJD. Vão rir do nosso estado.""

Motivos para rir é que não faltam! Supermando, AtleTiba numa quarta-feira de cinzas, gramado do Arapongão, presidente subserviente e por aí vai...

"Otacílio Sacerdote Filho segue argumentando o seu voto".

"Otacílio Sacerdote dá a entender que vai votar contrário ao empréstimo do Couto Pereira".

"Confirmado! Otacílio Filho vota contrário ao empréstimo do Couto Pereira".

Pra não ficar 'feio na foto', tomou a única medida jurídica que lhe cabia, nada além disso!

"Agora quem vota é o auditor Paulo Gradela".

"Paulo Gradela também comenta que as diretorias deveriam ter se entendido sem a interferência do TJD-PR".

Caso a arrogância e autossuficiência não fossem a tônica do mandatário rubronegro, quem sabe...

"Interet caiu. Atualizando: Paulo Gradela diz que FPF não pode impor valor do aluguel, mas há legalidade no pedido. Ele ainda nao votou".

"Paulo Gradela vota a favor do empéstimo. Tá 1 a 1".

VERGONHA!

"Agora o auditor Davis Bruel vota".

"Davis Bruel segue argumenatando o seu voto".

""A Federação tem o poder de requisitar", diz Bruel".

Sim, ele só esqueceu de mencionar os fins da requisição. Será porque parece ter integrado o quadro associativo do clube 'vítima das circunstâncias' no ano de 2008?

"Davis Bruel vota favorável ao empréstimo do Couto Pereira. A FPF vai vencendo por 2 a 1".

VERGONHA!

"Agora quem vota é o auditor Vinícius Borba".

"Vinícius Borba votou favorável ao emprésrimo do Couto Pereira. Por enquanto tá 3 a 1 para a FPF".

VERGONHA!

"Agora quem vota é o auditor Adelson Souza".

"Segue falando o auditor Vinícius Borba. Amanhã a cobertura completa no @jogoabertopr".

"O auditor vota contrário ao empréstimo. 3 a 2".

Momento raro de lucidez na noite do TJD/PR. Ponto para a juridicidade!

"Agora quem vota é o auditor Clóvis Galvão".

"Agora quem vota é o auditor Clóvis Galvão. Depois dele apenas o presidente, Peterson Morosko".

"Clóvis Galvão vota contrário ao empréstimo. Agora: 3 a 3. O presidente do TJD vai decidir".

Momento raro de lucidez na noite do TJD/PR. Ponto para a juridicidade! (2)

"Peterson Morosko votou contrário ao empréstimo. Coxa segue desobrigado a ceder o Couto. Caso deve ir para o STJD".

"Obrigado a todos que acompanharam. Amanhã cobertura completa no @jogoabertopr"!

Enfim, a muito custo, pelo menos por ora, o Direito prevaleceu à politicagem!

Engana-se, no entanto, quem pensa que a podridão do futebol paranaense parece ter sido estancada!

A felicidade se fez presente com a vitória em campo diante do C. Paranaense, o que não se pode dizer em relação à 'vitória' no TJD/PR, pelo contrário, esta não é motivo para comemoração, afinal, o Coritiba nem deveria estar ali!

Aguardemos os próximos capítulos no antro do STJD.



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski
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Opinião na TV - 24/01/2012

25/01/2012 15h45
Percy Goralewski

 / Foto: Percy Goralewski


Estive presente no Programa Espaço Esportivo da TV Transamérica, na tarde desta terça-feira, 24, quando tive mais uma vez o privilégio de falar dos assuntos que envolvem o maior clube do futebol paranaense, o glorioso Coritiba Foot Ball Club.

Além da presença do comandante do programa, Dorival Chrispim, estive ao lado do meu amigo e torcedor rubronegro Juninho e do jogador atleticano Pablo, quando pudemos falar sobre o momento que cada um dos times de Curitiba vêm passando.

Os assuntos relacionados ao Coritiba giraram em torno das artimanhas engendradas pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, que busca impor ao Coritiba a obrigatoriedade de empréstimo do seu estádio ao clube rubronegro e da expectativa pela primeira partida do Verdão no Estádio Couto Pereira na temporada 2012, diante do C. Paranaense;

Confira, então, o Primeiro Bloco do programa:


E o Segundo Bloco do programa:


Serviço

Espaço Esportivo
segunda à sexta-feira - das 13h15 às 14h00
domingos - das 21h00 às 22h00
Canal 59 UHF
Assista também pela internet, através do site da emissora.



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TJD/PR, Jurídico ou Político?! Eis a questão!!

19/01/2012 11h00
Percy Goralewski

 / Foto: sxu.hu/Steve Woods


Entra ano e sai ano, o futebol paranaense insiste em 'marcar passo'.

Reféns da condição de coadjuvantes no cenário nacional, os amantes do futebol na Terra dos Pinheirais veem-se absolutamente órfãos de representatividade.

A origem deste problema encontra guarida justamente na instituição que deveria zelar e lutar pelo interesse do futebol paranaense [como um todo, com equilíbrio, isonomia e transparência].

Por muitos anos a Federação Paranaense de Futebol (FPF) foi comandada por Onaireves Nilo Rolim de Moura. Foram anos de muitos sonhos [como a construção do falecido Pinheirão], mas também de muitas [a maioria] decepções [dívidas impagáveis, penhoras, escândalos, etc].

Com a saída de Onaireves imaginava-se um novo tempo para o futebol paranaense - ledo engano.

Da quase total inércia diretiva, passando por aberrações como o famigerado 'supermando', chegando à total ausência de defesa de um filiado [no caso, o Coritiba e a saga que enfrentou após os acontecimentos de 06/12/2009], eis que sob o comando de Hélio Cury a ditadura parece ter sido reinventada.

Contrariando as mais simples noções de isonomia, bem como as de bom senso, o dirigente maior da instituição - aquele que não deveria agir de acordo com suas vontades pessoais, guiando-se por interesses alheios -, veste a camisa de um de seus filiados e abre fogo contra outro clube que faz jus a mesma proteção que dispensa àquele, porquanto, de igual forma, seu filiado.

Ao emanar o Ato da Presidência nº 01/2012, Hélio Cury [enquanto presidente da FPF] assinou a sentença que acaba com qualquer credibilidade e respeito, baseada na incontestável realidade: busca distorcer e infringir a lei.

Utilizando-se de uma prática espúria, contrariando o diálogo, a mediação e o equilíbrio, optou por escolher o lado rubronegro nesta 'guerra' contra o Coritiba [como se o clube Alviverde tivesse que cumprir alguma obrigação decorrente do sonho megalomaníaco do presidente atleticano em ofertar o estádio de seu clube como sede para a Copa 2014], o presidente da FPF entrincheirou-se ao lado de Petraglia, sabe-se lá por qual motivo, objetivando impor a sua vontade .

Não é preciso 'queimar' neurônios para concluir que não é o 'bem do futebol paranaense' que será atingido com essa forma de conduta. Hélio Cury está longe de ser o pacificador e o aglutinador que a FPF historicamente sente falta. Ao contrário, age de forma beligerante contra um de seus filiados, respondendo, em nome de seu protegido, o recurso manejado pelo clube desafeto na defesa de seu sagrado direito de propriedade.

A posição de Hélio Cury não deixa margem para quaisquer dúvidas: vai até o fim na luta para acomodar seu clube protegido na casa alheia, mesmo que à revelia do seu legítmo proprietário.

Importa saber agora, qual a posição que o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD/PR) adotará. Peterson Morosko, seu presidente, numa análise prefacial, verificou a ilegalidade do mencionado Ato da Presidência da FPF e concedeu a liminar favorável ao Coritiba.

Com a resposta da FPF [agindo como representante do clube rubronegro], o Mandado de Garantia impetrado pelo Cortitiba vai a julgamento, impondo ao TJD/PR a incumbência de dizer se esta absurda ilegalidade ditatorial prosperará ou não.

Sou um crítico contumaz da Justiça Desportiva. Foram várias oportunidades nas quais me manifestei de forma veementemente contrária ao sistema jusdesportivo. Numa delas procurei destacar os principais defeitos que, a meu ver, fazem deste sistema algo eminentemete político, muito poucas vezes jurídico.

Recentemente, agraciado pelo gentil convite do jornalista Napoleão de Almeida, participei de um debate sobre o tema no programa televisivo Jogo Aberto Paraná, quando pude fazer breves considerações sobre o tema:



No depoimento concedido ao programa, Peterson Morosko me pareceu uma pessoa serena, o que de certa forma cria uma expectativa positiva quanto ao julgamento que em breve acompanharemos.

Contudo, para que cheguemos ao deslinde deste recurso, nunca antes a dualidade politicagem/juridicidade foi tão incisivamente colocada à prova.

Não há o que discutir. Não há o que 'interpretar' a favor da FPF [leia-se A. Paranaense]. A questão é simples: SE julgado sob ditames legais, Hélio Cury, de mãos dadas com Petraglia, continuará sua odisseia em busca de uma casa temporária para o 'clube vítima das circunstâncias'.

Caso contrário, Morosko e todos os integrantes do TJD/PR responderão de forma inquestionável à pergunta que intitula este post. Não restará um argumento sequer capaz de afastar o caráter político, sórdido e leviano da decisão.

A bomba, agora, está nas mãos do auditores do TJD/PR.

Façam o favor de, pelo menos desta vez, respeitar a semântica da palavra JUSTIÇA.



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'Vítima das Circunstâncias'!

12/01/2012 18h00
Percy Goralewski

 / Foto: sxc.hu/João Estêvão A. de Freitas


O noticiário esportivo curitibano concentra suas atenções em um tema específico: onde o C. A. P. (Prefeitura) mandará seus jogos durante o período em que o contribuinte paranaense financiará as obras de conclusão do meio estádio.

Colunistas, políticos, dirigentes e a mais variada gama de pessoas que compõem a sociedade curitibana (em específico) empenham-se numa única tarefa: transformar este mesmo clube numa espécie de coitadinho da história ou pior: numa 'vítima das circunstâncias'.

Já não bastasse o passado obscuro que deixa de revelar como ocorreram as aquisições do CT e a construção do 'mais moderno meio estádio das galáxias', eis que agora querem enfiar 'goela abaixo' da população que esta agremiação é que está fazendo um 'favor' à sociedade da capital paranaense - não o contrário.

Criaram um discurso megalomaníaco com o qual objetivam relativizar e até mesmo inverter os conceitos de certo e errado, tentando criar um inconsciente coletivo que legitime o Estado/Município a financiar o término de uma obra particular com dinheiro público.

Querem fazer acreditar que se não fosse a existência do C. A. P. (Prefeitura), a capital paranaense ficaria distante dos investimentos que certamente virão de mãos dadas com a Copa do Mundo. Parece que o único meio de conexão entre o avanço estrutural de Curitiba passa necessariamente pelo clube favorito do mais alto escalão do Estado.

Ridículo, para não dizer outra coisa!

Penso que a rivalidade é algo sadio e absolutamente necessário no esporte em geral - no futebol em específico -, mas a desfaçatez e a afronta à inteligência alheia - marcas deste processo que viabiliza a realização de três inexpressivos jogos em Curitiba -, mostram-se inconcebíveis, inaceitáveis.

Ao Coritiba, na figura de seu presidente Vilson Ribeiro de Andrade, cabe o papel de não se curvar perante este sórdido jogo de poder.

Acredito que em outras condições não haveria maiores restrições para o empréstimo do Estádio Couto Pereira ao clube rival, haja vista num passado não tão distante isso já ter ocorrido, tal qual clássicos com a 'casa dividida'.

No entanto, diante de tanta nojeira que circunda as negociações que trarão a Copa ao Paraná, é impossível não ser contra à subserviência do Coritiba ao seu mais tradicional rival.

Quisessem fazer algo efetivamente transparente e honesto, opções não faltariam para viabilizar a construção de um estádio público com dinheiro público. Já que optaram pelo tão tradicional 'jeitinho de favorecimento por conveniência', que se virem!

Faço um pedido ao grande comandante Vilson Ribeiro de Andrade e aos Conselheiros Alviverdes: mandem essa turma do C. A. P. (Prefeitura) 'passear' e resguardem a honra da parcela da população curitibana que tem vergonha na cara e não quer participar desse assalto aos cofres públicos.

Além de Coritibanos, somos CIDADÃOS que não concebem a artimanha, a desfaçatez e a sordidez como alicerces para o 'crescimento' a qualquer custo.



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FORÇA, Dr. Vilson!

13/12/2011 15h35
Percy Goralewski

 / Foto: Percy Goralewski


O jornalista Napoleão de Almeida postou em seu Blog as imagens da participação do futuro presidente Coxa-Branca, Dr. Vilson Ribeiro de Andrade, no Programa 'Entrevista Coletiva', exibido pela retransmissora local da TV Bandeirantes, sob o comando do apresentador José Wille.

Entre outros assuntos abordados no programa, como a recuperação institucional do clube, os projetos para o futuro e a boa temporada cumprida em 2011, o que chamou a atenção dos entrevistadores foi a visível emoção do dirigente Alviverde ao relatar a luta que vem enfrentando para superar um câncer em seu intestino, confira [especialmente a parte final do segundo bloco]:





Emocionei-me ao assistir estas declarações e desde já registro o desejo de muita força ao Dr. Vilson. Que o senhor possa superar rapidamente este momento de provação.

Conheci este grande personagem num dos jantares de comemoração de aniversário do clube, oportunidade em que foi muito gentil ao atender, além de mim, todos os torcedores ali presentes.

Depois disso, outras oportunidades de conversas rápidas se sucederam, algumas delas com um pouco de mais constância, mesmo que ao telefone, enquanto tive a honra de ser o editor-chefe deste Portal, num período de uns sete meses.

Afirmo aos amigos: a postura sempre cordial e serena deste grande homem transcendem o aspecto dirigente-torcedor, passando a ser uma relação de reconhecimento, respeito, admiração e porque não dizer amizade.

Não há motivos para esconder o quanto admiro a pessoa de Vilson Ribeiro de Andrade. Um verdadeiro timoneiro que não precisa da arrogância para liderar aqueles que estão a sua volta. Uma pessoa firme, porém tranquila, que se utiliza de um discurso franco e cortês para buscar se fazer entender.

Muito antes do dirigente, há uma pessoa com uma rica história de luta, obstinação e sucesso. Sem dúvida foram estes ingredientes que, aliados à seriedade e perseverança, conquistaram a confiança de quase a totalidade dos torcedores Coritibanos.

Registro meu apoio irrestrito ao senhor, Dr. Vilson. Saiba que você não enfrentará esta luta sozinho [seria até dispensável afirmar que seus familiares e amigos mais próximos estão há muito mais tempo ao seu lado].

Tomo a liberdade de conclamar a grande Nação Alviverde para criar uma poderosa corrente de orações que visem transmitir energias positivas nesta árdua batalha contra tão devastadora moléstia.

Não há dúvida que a força divina servirá como um bálsamo contra este mal que ora testa mais uma vez a força de superação desta grande pessoa.

Creia, Dr. Vilson, não será a torcida Coxa-Branca que estará ao seu lado nesta jornada, mas todas as pessoas que cultuam, praticam e desejam o bem ao próximo.

Por ora, só posso agradecê-lo, Dr. Vilson. Primeiramente por tudo a que se propôs e está fazendo por uma instituição tão importante a tanta gente, mas, sobretudo, pelo exemplo de luta com dignidade e fé.

Seu nome estará em minhas orações diárias, assim como naquelas de milhares de Coritibanos e sua pronta e total recuperação será só questão de tempo!

Muita saúde, comandante!



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Croco's, um exemplo de RAÇA!

12/12/2011 23h55
Percy Goralewski

 / Foto: Percy Goralewski


A tarde do último sábado marcou uma novidade na vida de muitos torcedores Coritibanos. Foi o dia em que o Coritiba Crocodiles pisou no gramado do Estádio Couto Pereira para disputar o título nacional do futebol americano, contra o Fluminense Imperadores.

Da simples curiosidade e quase total desconhecimento das regras deste esporte, creio que assim como eu, os quase oito mil presentes no Alto da Glória saíram do estádio com um sentimento bem diferente daquele com que nele entraram.

A dinâmica do esporte é bem diferente daquela do 'bom e velho' futebol, contudo, os lances de estratégia, de marcação, de avanço em direção ao 'campo inimigo' são ingredientes que garantem muita emoção ao jogo que é sucesso em boa parte do mundo.

Não sendo um conhecedor dos meandros deste esporte, não entrarei no mérito técnico, apesar de ter assimilado alguns conceitos. Pelo que observei, o time carioca, muito embora pareça ser mais experiente, não teve vida fácil em Curitiba.

Os Crocodiles saíram atrás do placar, mas não deixaram a 'bola oval cair'. Com muita luta, o time Alviverde conseguiu o 'Touchdown', o 'Extrapoint' [acho que esses são os termos], empataram a partida e fizeram a festa da torcida Alviverde.

 / Foto: Percy Goralewski



Os gritos de incentivos que vinham das arquibancadas - muitos deles novos para a grande maioria -, como: "Vai defesa, quebra tudo, defesa" e "Croco, Croco doido" ainda ecoam nos ouvidos. Uma sensação tão bacana, quanto nova.

Se não dá pra fazer uma análise técnica por carecer de subsídios, posso abordar um tema que penso ser imprescindível nos esportes: a raça de seus praticantes.

E como foram raçudos os Crocodiles! Os atletas claramente deram o seu melhor em campo. A derrota por 7x14, quase ao final da partida, num lance que demonstrou a pequena superioridade da equipe carioca, foi o que menos importou.

Os atletas Coritibanos foram recebidos com todo o carinho pela torcida Coxa-Branca, quase todos com lágrimas nos olhos - lágrimas estas que só derramam aqueles que oferecem o melhor de si.

A sinergia existente entre torcedores e os atletas foi tão intensa, que até mesmo um [seguido posteriormente por outros] atleta rival veio reverenciar o público Coritibano em bom 'carioquês': "Que torrrcida é essa, mermão? Vocêisxx esxxtão de parabénsxx, mandanram muito bem!", foram as palavras do jovem tricolor num inequívoco reconhecimento da festa que se viu no Alto da Glória.

Aos atletas Crocodiles deixo um singelo pedido: não esmoreçam. O título escapou pelas mãos como naquela bola interceptada pelos adversários quase ao final da partida. Vocês não precisam se envergonhar de nada, muito pelo contrário - estão no caminho certo e a consagração maior virá no momento certo.

Parabéns, Croco's!




Faço esta menção à raça do time de futebol americano do Coritiba, porque foi tudo o que faltou o time Coritibano no Atletiba da última rodada do Campeonato Brasileiro.

Mais de uma semana se passou e confesso não ter compreendido o 'mistério' que envolveu aquele jogo. Não dá pra conceber aquela apatia coletiva numa partida que valia uma classificação tão importante.

 / Foto: dominiosfantasticos.xpg.com.br



Depois de ler a declaração do vice-presidente Alviverde, quando disse que o "Coritiba parecia ter se entregado", ficou ainda mais amargo o sabor daquela pasmaceira vista em campo.

Espero nunca mais ver uma apresentação tão sem alma de um grupo de jogadores que tenham a honra de vestir a camisa mais tradicional do futebol paranaense, especialmente quando tanta coisa importante cercar a partida a ser enfrentada.

Bem diferente da sensação que a derrota do time de futebol americano deixou entre os torcedores, aquela do Atletiba certamente poderá ser descrita no mesmo livro que menciona os detalhes da Copa do Mundo de 1998.

E qual o título do livro? 'Mistério'!

Aliás, pergunto-me: porque não vi nenhum jogador Coxa-Branca chorando ao final do jogo na baixada, assim como vi após o fim do último período do Brasil Bowl?



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

Saudações Alviverdes,

Percy Goralewski
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Opinião na TV - 06/12/2011

12/12/2011 21h20
Percy Goralewski

 / Foto: Percy Goralewski


Estive presente no Programa Espaço Esportivo da TV Transamérica, na tarde da última terça-feira, 06, quando tive mais uma vez o privilégio de falar dos assuntos que envolvem o maior clube do futebol paranaense, o glorioso Coritiba Foot Ball Club.

Além da presença do comandante do programa, Dorival Chrispim, estive ao lado do meu amigo e torcedor rubronegro Juninho e do jornalista Alisson Castro, quando pudemos falar sobre o momento que cada um dos times de Curitiba vêm passando.

Os assuntos relacionados ao Coritiba giraram em torno da inexplicável derrota no Atletiba, ocorrida no dia 04/12, fato que impediu, pela segunda vez no ano, o time do Alto da Glória a garantir participação na Taça Libertadores da América da próxima temporada.

Confira, então, o Primeiro Bloco do programa:


E o Segundo Bloco do programa:


Serviço

Espaço Esportivo
segunda à sexta-feira - das 13h15 às 14h00
domingos - das 21h00 às 22h00
Canal 59 UHF
Assista também pela internet, através do site da emissora.



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A impressão que ficou deste Atletiba

05/12/2011 10h45
Percy Goralewski

 / Foto: SXC.hu/Brad Harrison


O time Coxa-Branca que pisou o 'gramado' do Estádio Joaquim Américo mostrou-se apático, letárgico, complacente.

Não que esta infeliz atuação longe do Alto da Glória pudesse surpreender os torcedores Alviverdes, afinal, foram onze, eu disse onze derrotas em dezenove partidas longe de casa - não dá pra entender, nem tampouco aceitar.

Não vi em nenhum momento o time Coxa-Branca com o 'sangue nos olhos' que tanto pedi. Tive a impressão que o time entrou para não perder, mas também para não ganhar - o torcedor não é bobo e serve como termômetro para 'medir a temperatura' de seu time em campo.

Clássico é clássico e tudo pode acontecer sem dúvida, mas a única coisa que não pode acontecer é o time adversário - infinitamente inferior tecnicamente - ser superior no quesito motivação/superação, exatamente como se viu.

Bati nesta tecla ao longo da semana. A única chance concreta de insucesso Coxa-Branca na sua despedida de 2011 consubstanciaria-se na discrepância na vontade de vencer.

O Coritiba foi irreconhecível [ou não, se considerar que manteve a sua média de apresentações pífias longe do Estádio Couto Pereira]. Em verdade foi um time sem vibração que não soube explorar o desespero do adversário, sobretudo após cada vibração da torcida Alviverde com os gols do Cruzeiro contra o Atlético/MG.

Não vi em nenhum momento o time Coxa-Branca com tesão em ganhar este Atletiba. A impressão era de que o time entrou em campo para buscar o empate - não entendi porque.

Tanto é assim que, ao tomar o gol [numa jogada 'quase nada manjada'], saiu para alcançar a meta adversária de forma tão desordenada que possibilitou alguns contra ataques aos donos da casa, demonstrando uma completa ausência de estratégia de jogo, quando este expediente [do contra ataque] deveria ter sido explorado pela equipe Alviverde.

Se o Coritiba deu de ombros para a pré-Libertadores eu não sei, mas sei que, talvez temendo um fiasco semelhante àquele do atual campeão brasileiro na pré-Libertadores de 2011, garantiu um bom calendário para o ano que vem, contemplando o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil, a Copa Sulamericana e o Campeonato Brasileiro.

O Coritiba não perdeu a vaga à pré-Libertadores neste confronto contra o seu mais tradicional rival [mesmo nunca estando tão próximo de alcançá-la], não a obteve ao longo da competição quando foi absolutamente incompetente na tarefa de somar pontos fora de Curitiba - essa uma verdade inquestionável e que chega a ser covarde querer refutá-la.

Que sirva de lição. Sigamos em passos lentos e sólidos na caminhada de reconstrução do clube mais tradicional do Paraná, mas que haja arrojo e competência [o que nos faltou em duas oportunidades decisivas neste ano] na hora de quebrar as algemas que prendem os clubes médios, alçando-os à condição de clubes verdadeiramente 'de chegada'.

A temporada se encerra, senão da forma como a maioria da torcida gostaria, pelo menos com 'saldo positivo', se traçarmos um comparativo com clubes com muito mais poderio financeiro que acabaram garantindo as mesmas coisas que o Coritiba para a próxima temporada [Série A, Sulamericana, Copa do Brasil, etc].

Para que possamos dar um passo adiante, fazendo com que o clube na 'Hora H' não deixe sua torcida na mão, que cada torcedor Alviverde que ainda não aderiu aos planos de associados possa refletir e entender que a sua contribuição individual será o diferencial para que não fiquemos somente com o gosto do quase.

Façamos todos juntos um Coritiba ainda mais vitorioso no ano vindouro - somos todos parte deste mesmo ideal.



União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!

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Joguem por mim!

03/12/2011 16h30
Percy Goralewski

 / Foto: www.coritiba.com.br


Estou 'na estrada' há longos anos.

Quando os jovens Geraldo, Djair, Luccas Claro, Walisson - companheiros de elenco, nascidos em 1991, tinham cinco anos de idade, eu iniciava minha carreira profissional no P. Clube.

Depois disso, passei pelo 'extinto' Malutrom, Coritiba [onde verdadeiramente posso dizer que comecei minha carreira], Al-Ittihad, Santos, Grêmio, Al-Ittihad [novamente], Grêmio [mais uma vez], Corinthians, quando finalmente pude voltar para minha verdadeira casa em 2010 - o Coritiba.

Conheci muitos lugares, muitas pessoas, muitas culturas, mas entre tantas coisas que me deram prazer em jogar futebol profissionalmente, sem dúvida a que mais me cativa é o carinho, respeito e admiração que tenho de cada torcedor Coxa-Branca.

Quando saí do Coritiba em 2003, mesmo com o coração partido, sabia que precisava buscar minha independência financeira mas prometi que um dia voltaria para casa.

Foram longos sete anos de distância. Quando voltei encontrei um clube muito diferente daquele que me despedi. Embora ainda machucado pelos acontecimentos de 2009, a sensacional campanha de 2010, responsável pela volta à elite do futebol brasileiro, reforçou a imagem de um clube que caminha em direção ao profissionalismo.

Fui prontamente bem recebido pela grande Nação Coxa-Branca - que saudades daquela vibração no gigante estádio do Alto da Glória.

Além do carinho dos torcedores, encontrei um ambiente tranquilo, um grupo homogêneo e focado, onde todos são operários e estrelas ao mesmo tempo, uma diretoria que trabalha incessantemente pelo crescimento da instituição e uma comissão técnica que nos oferece muita confiança para o bom desenvolvimento do trabalho.

O bom ambiente refletiu na vitoriosa temporada que tivemos em 2011. Os números, incontestáveis, mostram que aquele clube sofrido com os acontecimentos do ano do centenário não mais existe.

As conquistas do primeiro semestre foram sensacionais, mas ficou faltando uma coisa: a vaga para a Libertadores.

Confesso que vivo um momento crítico em minha carreira. Estou perto do momento que todo jogador mais quer distância: o momento de encerrar a carreira.

Havia dito meses atrás que esta seria a minha última temporada. No entanto, com o passar do Campeonato Brasileiro e a possibilidade de classificação à mesma edição da Libertadores que nos escapou em junho, confesso que repensei e estou propenso a elastecer a carreira mais um pouco, por tudo o que ainda devo e posso fazer por esse tradicional clube.

Agora chegou o momento. Sei que tenho chance de entrar em campo neste Atletiba histórico para ajudar meus companheiros a garantir um calendário primoroso em 2012. Caso não tenha essa oportunidade, peço humildemente para todos os guerreiros que entrarão em campo neste domingo com a camisa do MAIOR clube do futebol paranaense: Joguem por mim!

Meu presentão de Natal será a possibilidade de jogar para o futuro o momento de pendurar as chuteiras e de quebra viajar pela América defendendo as cores deste clube que tanto me concedeu.

Não tenho dúvida que empenho, raça e obstinação não faltarão a essa verdadeira família da qual orgulhosamente faço parte.

Obrigado,

Tcheco*.



Aos Guerreiros Alviverdes que entrarão em campo com a nobre missão de entrar definitivamente para a história Coxa-Branca relembro um magnífico vídeo que resume o sentimento da torcida Coxa-Branca quanto ao ideal de reconstrução desta centenária instituição:



A vaga à Libertadores nos significará um gigantesco e inadiável passo nesta difícil tarefa de recuperação do mais tradicional clube do Paraná, lutem por ela!



* O autor do texto não tem 'procuração' para falar em nome do atleta, nem tampouco tem a pretensão de fazê-lo, mas acredita que o conteúdo deste 'pedido' não será muito diferente do seu discurso nos vestiários do local do jogo deste sensacional Atletiba.



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A fila

01/12/2011 14h30
Percy Goralewski

 / Foto: Percy Goralewski


O maior (e único) clássico do futebol paranaense tem a magia de transformar o ambiente da capital do Estado. É assim há 87 anos e esta semana parece ter encontrado o seu momento mais expressivo.

Se do lado rubronegro uma certa dose de desesperança toma conta, em virtude do time da baixada não depender somente de si para alcançar seu objetivo de permanecer na elite do futebol brasileiro, do lado Alviverde é grande a expectativa de uma simples vitória para carimbar o passaporte para a disputa do mais importante torneio do continente em 2012.

A procura de ingressos sempre é acirrada para este que é o maior evento esportivo do Paraná. Quando das partidas no Alto da Glória a torcida rubronegra disputa ferrenhamente a aquisição da pequena carga de ingressos colocadas à disposição, fenômeno que ocorre com ainda mais intensidade com a torcida Coxa-Branca quando dos jogos no reduto rival, haja vista o número de bilhetes ser ainda menor.

Diante de tão grande disputa pelos valiosos ingressos, tornou-se comum a formação de filas no entorno do Estádio Couto Pereira, situações nas quais os torcedores literalmente armavam acampamento, ficando dois, até três dias/noites aguardando o momento de adquirir seus bilhetes.

Lembro de ter 'dormido' nas filas dos Atletibas de 2008 [último triunfo do rival e festa pelo título Alviverde] e de 2011 [vitória Alviverde por 0x3 e título de Bicampeão Paranaense].

Os momentos vividos nas duas oportunidades foram marcados por boas risadas, confraternização e alegria.

Porém nem tudo foi 'festa'. Falta de segurança, falta de organização e a má educação daqueles que não têm a menor consciência do que é viver em sociedade - os chamados 'furões' - faziam com que os momentos cruciais que precediam o início da venda dos ingressos se tornasse palco de verdadeiras guerras, fosse no empurra-empurra ou no 'confronto' com policiais.

Neste ano, inclusive, o momento da maior desorganização dentro e principalmente fora do estádio. Aqueles que passaram pelos momentos de extrema tensão no empurra-empurra que precedeu a entrada no Estádio Couto Pereira, sendo alguns dos 'privilegiados' que iriam adquirir os ingressos, enfrentaram a distribuição desorganizada de senhas, a aglomeração sufocante num dos corredores da reta da Rua Mauá e a formação de uma outra fila para só então passar pelos portões que davam acesso aos pontos de venda.

Enquanto isso, fora do estádio o barulho de explosões das bombas de efeito moral e balas de borracha, que eram direcionadas àqueles que não conseguiram passar para a 'segunda fase' na disputa pelos valiosos bilhetes, marcava o som do desespero.

Por sorte consegui os ingressos nas duas oportunidades, mas depois desta última tomei a decisão de não passar novamente por aquilo tudo tão cedo - é desumano.

Após ter adquirido o ingresso, ao chegar em casa, tomei a liberdade de enviar um e-mail ao vice presidente Vilson Ribeiro de Andrade reportando todos os lamentáveis acontecimentos, recebendo prontamente uma gentil resposta pela qual se comprometia em apurar todos os fatos narrados, afirmando que aquela teria sido a última vez que a venda dos ingressos seria feita daquela forma.

Oito meses se passaram e a aproximação deste sensacional Atletiba deu origem à apreensão dos torcedores quanto à forma pela qual os ingressos seriam comercializados. E eis que os associados Coxas-Brancas receberam a ótima notícia de que desta vez tudo seria feito de forma eletrônica, sem que houvesse a necessidade de passarem por todo aquele verdadeiro martírio que marcou as oportunidades pretéritas.

Com pequenos percalços, é verdade, como sistema congestionado, dificuldade de comunicação com as Operadoras de Cartão de Crédito, etc, a modalidade de venda eletrônica foi um avanço considerável, além do cumprimento do compromisso assumido pelo vice presidente Alviverde.

Não há dúvida que sempre haverá alguém descontente com esta ou aquela forma de venda, até porque a grande demanda é que gera os aborrecimentos, contudo, conseguindo ou não a aquisição dos bilhetes, não há como mencionar que o simples fato de não estar exposto às mais diversas formas de provações físicas e morais para a compra de um mísero ingresso configura-se como uma medida merecedora de todos os elogios.

Muita coisa pode ainda ser melhorada, sem dúvida, mas esta forma de valorização e respeito dirigida aos associados Coxas-Brancas é mais uma prova do profissionalismo que dia-a-dia está sendo implantado no Coritiba Foot Ball Club.

Registro os meus cumprimentos a todos os funcionários envolvidos neste projeto de venda eletrônica dos ingressos, bem como agradeço ao vice presidente Alviverde por ter absorvido todas as críticas [que certamente de muita gente recebeu, sempre com o único propósito de serem construtivas], fazendo das mesmas o ponto de partida para a solução de mais um problema recorrente no Alto da Glória.



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