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COXAnautas

Além das Quatro Linhas

Passaram dos limites

07/05/2012 15h03
Diego Souza

Fazem alguns anos que o Coritiba mantém soberania absoluta no maior clássico local, o AtleTiba. Seja no Campeonato Brasileiro ou no fraco Paranaense, quem manda é o Coxa. Salvo o tropeço no final do ano passado na Baixada, temos sempre levado a melhor.

Este ano fomos incompetentes e vimos o time do Coronel levar o primeiro turno do paranaense com pênaltis a seu favor em todo o certame e, mesmo assim, chorando e esperneando supostas ajudas na arbitragem em favor do Coritiba. O Cori ignorou estas acusações e fez o que um time de futebol tem que fazer, jogou futebol e faturou o segundo turno do campeonato.

Na semana que antecedeu o primeiro AtleTiba desta final, os representantes das partes baixas da cidade resolveram que não iam trabalhar, mas sim chorar. O Twitter oficial do dono maluco dos rubro-negros, @petragliamc (vale a pena seguir sem falar com ele pra não levar block) , virou um show de horrores, recheado de acusações infundadas e birras sem sentido, exigindo arbitragem de fora do Paraná e tudo mais, uma vergonha.

O AtleTiba aconteceu, os times empataram e salvo um pênalti não dado para cada lado, Evandro Rogério Roman foi bem.

O que não foi bem foi a atitude do Twitter oficial do Atlético-PR. Passaram vergonha tweetando o seguinte:

 / Foto:



Vindo de um veículo oficial do clube isso é inadmissível. ACUSARAM, OFENDERAM e INVENTARAM histórias para encobrir a própria incompetência em campo.

A diretoria do Coritiba e seus jogadores foram ofendidos com esta atitude, a diretoria pela acusação de ter supostamente comprado a arbitragem e os jogadores por serem considerados incapazes de vencer um clássico, segundo os rubro-negros.

Como não está nada ganho, espero que os jogadores e diretoria usem estas bravatas como combustível para correr o triplo no clássico de domingo, provando assim que nosso time joga no campo e não nos bastidores. Na sequência, espero que Vilson tenha pulso firme e não empreste nosso estádio para os coitados sangue-sugas do governo jogarem a segundona, afinal, eles o acusaram de ter comprado arbitragens.



Essa semana vai demorar e o Atlético-PR e seu dono não vão parar de chorar.

Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!

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Buchecha sem Claudinho

23/02/2012 00h05
Diego Souza

 / Foto:



Esta quarta-feira de cinzas de 2012 foi a data ideal para um dos dias mais tristes do já capenga futebol paranaense. Jogo em horário ruim, os dois maiores clubes do estado tropeçando no fraquíssimo Campeonato Paranaense, pouco mais de 5.000 testemunhas em um palco indigno como a Vila Capanema e o resultado mínimo contribuiram para o que pode ficar para a história como o dia em que o Ministério Público do Paraná assumiu sua fragilidade diante dos vândalos que frequentam nossos estádios.

Em uma manobra desesperada de tentar vencer o maior clássico do futebol paranaense e acabar com a invencibilidade do Coritiba no estadual, o dono do A. Paranaense usou toda a sua influência e um jogo que teria no máximo 10.000 pessoas de duas torcidas, teve apenas uma delas e com pouco mais da metade disso. Um espetáculo melancólico e trágico que não saiu do zero a zero graças à atuação dos arqueiros do jogo.

Antes que alguém me corrija e diga que o jogo em si foi bom, dada a quantidade de chances para as duas equipes, não estou falando dele, mas sim do extra campo. O clássico da quarta-feira de cinzas teve sons diferentes, quando o Coritiba atacava, a torcida vermelha e preta ficava em silêncio total e o acanhado estádio colorido ficava sem a resposta Verde e Branca. Pela primeira vez na história do futebol do nosso estado nenhum torcedor Coxa-Branca comum pôde dizer que foi em um AtleTiba como visitante e teve a emoção de apoiar o nosso clube mesmo estando em minoria.

O que o dono do A. Paranaense não percebeu com sua atitude egoísta é que uma das maiores diversões de ir a um estádio é poder tirar sarro do adversário, os atleticanos apáticos no estádio hoje que o digam. O que seria do calor sem o frio? Da alegria sem a tristeza? O que seria dos nossos dias seguintes de clássicos sem nossos adversários para darmos risadas?

Espero que no Alto da Glória a história seja bem diferente e que tenhamos os nossos fregueses lá para presenciar a festa, que no Paraná, só a torcida do Coritiba sabe fazer e que ela seja acompanhada de uma vitória Alviverde.

Festa justa é festa democrática. A violência está nas ruas e não é proibindo pessoas honestas de entrar no estádio que conseguirão coibir a violência nelas. Espero que esta mentira contada várias vezes de dizer que torcida única coíbe a violência não se torne uma falsa verdade. O Paraná não merece isso.



Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!

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Os novos Mantos Alviverdes

10/02/2012 10h02
Diego Souza

 / Foto:



Um dos assuntos mais falados pela Nação Alviverde nas últimas semanas foram as novas camisas do Coritiba, confeccionada pela Nike. Um verdadeiro presente para uma torcida que tem cada dia mais dado valor a produtos de qualidade com a marca Coritiba.

O salto qualitativo nos uniformes do Verdão tem se dado de forma gradativa, passamos da Penalty que tinha uniformes aparentemente indestrutíveis na durabilidade, mas com design bastante pobre e muitas vezes com erros como escudo errado ou listras fora do padrão, fora outros erros que nos faziam passar vergonha. Depois passamos por Diadora que tinha um design muito bom, mas que pecava na distribuição de material e tinha pouca durabilidade. A Lotto até tinha um design bom, mas parecia não ter objetivos com o Coritiba, primeiro fez a camisa com um pano que parecia toalha de mesa pra arrumar só depois das reclamações da torcida e também teve problemas com distribuição, uma pena.

Junto com o contrato com a Nike vem uma esperança de que podemos ter um tratamento profissional de qualidade quanto ao design e a distribuição das camisas. Ter um material bom patrocinando o clube confere respeito, respeito próprio e do adversário. Quem nunca fez piadinhas com os coloridos pobres da vila por eles sempre terem material de baixa qualidade? Colocar uma camisa da Nike nas nossas crianças com certeza fará bem pro ego delas. Óbvio que o mais importante é ter time bom e competitivo, mas ter uma armadura de qualidade pra guerra faz diferença.

Sobre as duas versões de camisas do Coritiba que foram lançadas, gostei do que vi. A Nike primou pela simplicidade nas camisas, e simplicidade com qualidade é sinônimo de produto bom. A gola social e os poucos detalhes em verde da camisa 1 dão um ar retrô à camisa, coisa que sempre agradou a torcida. Confira nos detalhes abaixo.

 / Foto: Nike



 / Foto:



 / Foto: Nike



A camisa preta foi uma surpresa para todos os coritibanos, uma grata surpresa na minha opinião. Além de homenagear a nossa história, registra uma marca mundial da Nike, a de fazer a terceira camisa do clube sempre de uma cor bem diferente da 1 e da 2, vide as variações que o Barcelona tem em suas camisas.

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club



Fica claro que o objetivo da Nike é tratar o Coritiba e sua torcida com a qualidade que ele merece. Dentro do site da Nike tem um hotsite bacana sobre o Cori, coisa simples que nem Lotto, nem Diadora fizeram.

Espero que a estadia de uma das maiores marcas de material esportivo do mundo seja longa e produtiva para o Cori e que os produtos tenham a qualidade que a nossa torcida merece.

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Não se vence tendo medo

10/08/2011 16h50
Diego Souza

 / Foto:



Recentemente o Coritiba escreveu um dos capítulos mais paradoxais de sua história. Caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro no ano do seu centenário de forma humilhante, tendo visto seu arquirrival namorar a zona de rebaixamento o campeonato inteiro, escapando dela ao final do certame e após o humilhante descenso ser julgado e condenado pela imprensa e opinião pública praticamente sem ter o direito natural à defesa. No ano seguinte o Verdão mostrou sua força de time grande, jogou nada menos que dez jogos em outro estado, teve públicos de futebol amador e fez viagens longas e cansativas constantes, mas venceu o campeonato de forma destemida sob a batuta do quase unânime Ney Franco.

O ano de 2011 começou como uma incógnita, subimos da Segunda Divisão com um técnico inexperiente que aparentemente não servia nem para o quarto clube do Estado, mas logo o time mostrou qualidade, ganhou o Campeonato Paranaense com os pés nas costas, com direito a show de bola na casa do rival mais tradicional e nenhuma derrota na bagagem. Melhor que a encomenda. Com o tempo o time mostrou que podia ser melhor também em outros campeonatos e chegou à final da Copa do Brasil tendo na conta uma goleada histórica sobre o Palmeiras. O que poderíamos esperar da final? Um time alegre com futebol pra frente como foi o ano inteiro, mas Marcelo Oliveira mostrou seu lado derrotado e medroso, colocando um jogador que já estava com a cabeça em outro clube em campo. O time lutou até o fim do jogo após o erro do treinador, mas já era tarde, o Coritiba jogou no lixo a sua melhor chance de ganhar um título nacional após vinte e seis anos, contra um clube que quase foi rebaixado em seu campeonato estadual, uma verdade difícil de engolir para qualquer torcedor do Cori.

Perder um campeonato nacional é normal, desde que você chegue com frequência às finais. O problema é que o Coritiba ao invés de se engrandecer com a chegada à final da Copa do Brasil, apequenou-se. Hoje a postura de Marcelo Oliveira e seus comandados é de um clube extremamente pequeno, um Juventude ou um Guarani da vida, um time que chegou na decisão da Copa do Brasil por puro acaso. Marcelo Oliveira com sua postura patética dá razão a todos aqueles seus amigos, nobre leitor, que torcem para outros times e disseram que o Coritiba teve sorte na Copa do Brasil e que o Campeonato Paranaense é extremamente fraco. Eu não concordo com isso, o time é bom, mas o técnico perdeu a credibilidade após entregar o jogo para o Vasco.

O Corinthians venceu a Copa do Brasil após a sua queda, o Fluminense um Campeonato Brasileiro de Primeira Divisão e o Vasco da Gama a recente Copa do Brasil em cima do Coritiba. Botafogo e Atlético-MG continuaram estagnados, mal conseguindo manter hegemonias em seus estados. Em qual grupo você gostaria de ficar?

Os 40% de aproveitamento do atual Campeonato Brasileiro e o discurso conformista que diminui o Coritiba a cada dia, praticados por Marcelo Oliveira, não deveriam fazer parte da tão sonhada guinada que o torcedor Alviverde gostaria de ver.

Precisamos mudar enquanto é tempo, em 2005 o Coritiba tinha um dos ataques mais bem servidos do campeonato e não fazia gols e em 2009 não foi muito diferente, a coincidência sinistra com este ano de 2011 é o banho maria que a situação similar a estes anos tem sido levada e o conformismo com resultados ruins, inclusive dentro do Couto Pereira. Não podemos deixar o Coritiba cair novamente, somos grandes o bastante para não precisar disso e devemos mudar enquanto é tempo.

Deixo vocês com um vídeo emblemático que muito me entristece, o do rebaixamento em 2005, onde a torcida cantou "Eu sou Coxa-Branca, com muito orgulho, com muito amor!" . Não acho este vídeo bonito, acho triste e melancólico. Ser Coxa-Branca antes de 2005 era bater no peito e dizer que nunca tinha caído no campo, era ter orgulho de não carregar a chaga de ser "campeão" da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, hoje ser Coxa-Branca é conviver com o medo de cair e ser considerado um iô-iô para os adversários, um clube mediano que é grande demais pra Série B e pequeno demais pra Série A. Esse não é o Coritiba que eu cresci amando.





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Vida que segue

09/06/2011 14h21
Diego Souza

 / Foto: Gabriel Reis de Andrade Meister



Na noite desta quarta-feira, 09, o Brasil conheceu o campeão da Copa do Brasil 2011, infelizmente o Vasco da Gama. Ao meu ver poderíamos ter tido melhor sorte, Marcelo Oliveira botou tudo a perder entrando com três volantes e só mudou pra o que era certo quando tudo parecia perdido. Coisas do futebol, mas não é disso que falarei nesta coluna, falarei do futuro do Verdão.

Tenho 24 anos de idade, quase um quarto dos mais de 100 anos do Glorioso Alviverde, e pela primeira vez na minha vida vi meu clube chegar a uma final de um campeonato nacional, isso é muito pouco para um clube que quer ser respeitado como grande do futebol brasileiro.

Há um ano atrás estávamos jogados na sarjeta do futebol, sendo achincalhados pela imprensa e por quem visse nossa camiseta na rua, o Coritiba era sinônimo de vilania e baixo nível e nós conseguimos reverter esta situação com TRABALHO e VONTADE. Ney Franco começou um excelente trabalho que culminou em um Campeonato Paranaense invicto, a maior sequência de vitórias conquistadas por um time no Brasil e a chegada na final da Copa do Brasil. Fomos contra tudo e contra todos, sem a ajuda da imprensa, sem a aprovação dos adversários, fomos sozinhos e lutamos até o fim por uma melhor sorte. Caímos em pé, perdemos o campeonato mas não demos o gosto da vitória em nossos domínios ao adversário.

A vida do Coritiba não acabou aqui, amigos. A vida do Coritiba continua e nós precisamos chegar mais vezes, precisamos fazer com que os nossos próximos 25 anos sejam repletos de vice-campeonatos nacionais, e obviamente, repleto de títulos. Só ganha quem chega com frequência, o "amarelão" São Paulo, maior time do Brasil que o diga. Não vou me conformar em ver o Coritiba em uma final de um título nacional apenas com meus 50 anos de idade, o Coritiba é maior que isso.

O Coritiba precisa de mais torcedores, e para isso acontecer ele precisa de mais títulos e para ter mais títulos ele precisa de mais dinheiro, espero do fundo do meu coração que o êxodo de torcedores após este embate contra o Vasco não seja proporcional ao número de torcedores que abandonou o Coritiba quando ele caiu pra segunda divisão do campeonato brasileiro. Ter um quadro associativo grande e forte é essencial para um clube que quer chegar mais vezes às finais de campeonatos nacionais.

Bola pra frente e vida que segue! Temos um campeonato brasileiro inteiro para competir e tentar uma Libertadores ou até mesmo um título. Com alguns reforços podemos sim chegar lá!

Finalizo esta coluna com um dos momentos mais bonitos do jogo de ontem, o hino nacional cantado em verso e prosa pela Nação Coxa-Branca. Quem me enviou ele por e-mail foi o fotógrafo Valquir Aureliano.





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Façamos nós o calor

08/06/2011 05h10
Diego Souza

 / Foto: Geraldo Bubnak / Ag. Estado



Nesta quarta-feira, 08, o Coritiba enfrenta uma das suas maiores batalhas já travadas em sua história centenária, a final da Copa do Brasil 2011. Você que está lendo este texto está vendo a história passar diante dos seus olhos e isso é emocionante para qualquer coritibano que se preze.


O Vasco da Gama, clube polêmico, porém de muita tradição no futebol brasileiro não lembra nem de longe o rival do nosso título de maior expressão até hoje, o Bangu, que teve força a 25 anos atrás, mas que hoje vive na periferia do futebol. Se vencermos, será de forma inconteste, será contra um clube definitivamente grande e não haverão argumentos alheios que possam diminuir nossa conquista. Outro ineditismo é a decisão de um campeonato nacional feita por um clube paranaense em seus domínios.


O Coritiba não chegou à final por obra do acaso, pulverizou quem atravessou o seu caminho e com certeza não dará vida fácil ao time carioca jogando no Alto da Glória, os ingredientes principais deste jogo serão o frio congelante, o provável vento cortante, a torcida enlouquecida e, o óbvio e mais importante, a vontade dos jogadores Alviverdes em vencer o jogo.


A primeira foto que ilustra esta postagem e esta que está ai embaixo mostram o que o Coritiba precisa para vencer o Vasco de Ricardo Gomes e o seu "melhor elenco do Brasil", o Cori precisa de tesão!



 / Foto: Percy Goralewski



O Coritiba precisa ter a fome de gol incansável que nos levou ao épico 6x0 contra o Palmeiras falastrão, precisa da garra e da força que nos fez segurar o placar de 1x0 contra o aguerrido Ceará no Couto Pereira e precisamos da paciência que botou 3 tentos ao natural na nossa conta contra o A. Paranaense. O Coritiba precisa de tesão para cumprir estas rotinas e este tesão só pode ser imposto por nossa torcida somada aos nossos gladiadores em campo.


Já acreditei que torcida ganha jogo por si só, mas depois das quedas dos últimos anos mudei um pouco o meu pensamento. Torcida ajuda? Muito, desde que os jogadores estejam prontos para abraçar a causa do clube, e sabem do melhor? Os jogadores que estão no Coritiba hoje estão completamente engajados em abraçar a "causa Coritiba" e o sucesso deles é o nosso sucesso. Um exemplo disso é a voracidade comovente com que o atacante Bill avançava nas bolas alçadas ao ataque do Verdão no jogo contra o Ceará, nossa torcida gritava o inconfundível "Bill, Bill, Bill!" e ele atacava quem estivesse com a bola, independente da distância e da circunstância, não havia bola perdida e a prova efetiva de que torcida e time juntos podem amedrontar o adversário era a reação dos zagueiros do Ceará que chutavam a bola para onde o nariz apontasse, mesmo com o nosso jogador ainda distante deles.


Outra curiosidade sobre o jogo é a forma como a imprensa e os torcedores dos times que não estão na decisão estão tratando a partida. A imprensa nacional já tem o seu campeão, o costumeiro vice da nação é dado como o grande vencedor do título, mesmo tendo torcedores do seu time rezando para a partida acabar rápido jogando em seus domínios. A nossa imprensa, talvez para não parecer parcial, faz matérias sem sentido ou acabam tendendo para o lado carioca sem perceber. Quem acompanha a jornal Gazeta do Povo viu matérias com tarólogos falidos e desconhecidos e até um texto sobre um jejum de dois jogos do Cori sem fazer gols. Considerando que este campeonato é o segundo mais importante do Brasil e leva à Taça Libertadores da América eu gostaria de verdade de ler matérias de qualidade e com textos motivadores em vésperas de partidas importantes no referido jornal ao invés das esguichadas de gasolina no fogo que é a Copa do Brasil. Uma lástima pra um jornal que diz apoiar o povo paranaense com todas as forças.



 / Foto:




Imagem conseguida por Marcus Popini, consul Alviverde no Rio de Janeiro



As torcidas adversárias também apimentam o embate final do campeonato, podemos dizer sem dúvidas que "o Coritiba é o Brasil na Copa do Brasil", o Vasco é um clube odiado por quem não torce por ele, participou de momentos constrangedores para ser campeão de alguns títulos, como a Copa João Avelange por exemplo, onde protagonizou cenas patéticas como a queda do alambrado de São Januário na final do certame. Podemos afirmar sem medo que apenas o nosso rival histórico, A. Paranaense está torcendo pelo nosso insucesso, algo natural.


Segundo o Simepar a máxima nesta quarta-feira não passa dos 17º e a mínima pode chegar a 5º, provável temperatura do horário do jogo. O tempo estará frio, mas não nós, torcedores e jogadores coritibanos.


Estou finalizando este texto às 05h08 do dia que espero ser um dos mais felizes da minha vida, o dia em que vi o Brasil curvar-se à grandeza do Gigante Verde e Branco do Paraná. Tenho certeza que milhares de coritibanos estão como eu, ansiosos e sem sono para ver esta grande partida de futebol e espero que a espera seja recompensadora.



Façamos nós o calor necessário para engrandecer o Coritiba e esquentar os nossos corações com a alegria de ser campeão! VAMOS EM BUSCA DA VITÓRIA!

Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!

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Ano novo, camisa nova

16/05/2011 23h30
Diego Souza

Demorou mas chegou, os novos uniformes do Cori para 2011 estão prontos.

São quatro modelos diferentes de camisas do Glorioso Alviverde que estarão à venda a partir do dia 17 deste mês na loja Oficial do Verdão e em todas as boas lojas do ramo.

Não sei se foi impressão minha ou por eu achar os modelos das camisas do ano passado ruins que o deste ano demorou para ser lançado, já estamos quase na metade do ano e só agora os novos modelos apareceram. Menos mal que nós, torcedores, não nos preocupamos com isso até agora, uma vez que o time está voando baixo, e quando isso acontece outras coisas, como camisas, são deixadas um pouco de lado.

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club



Mas vamos falar do que interessa, os mantos sagrados. Na imagem acima, veiculada pelo site oficial do Coritiba, podemos ver dois dos quatro modelos apresentados. O modelo número um está muito bonito e com a simplicidade e elegância que a camisa do Verdão merece, tiraram aquele "detalhe" verde que tomava conta do braço direito e colocaram detalhes menores nas extremidades da camisa deixando-a muito elegante. As listras horizontais permanecem na altura do peito como em todas as camisas que vieram após os modelos da Penalty que as colocavam quase na barriga.

A camisa número dois, a famosa jogadeira, está bastante descaracterizada, parece uma camisa comemorativa com um design estranho. as listras verticais estão consideravelmente largas e o escudo está no meio do peito, coisa que o Coritiba já fez com outros fornecedores, mas que eu particularmente não acho legal. Talvez o modelo da camisa tenha sido uma saída para jogos fora de casa onde o outro time também tenha camisas com predominância branca.

 / Foto: Coritiba Foot Ball Club



As camisas de goleiro mantiveram o design da camisa número três que fez sucesso ano passado, ¹gestalticamente ainda é a mesma, mas com cores diferentes, uma delas com um verde abacate e o verde do Coritiba e a outra branca com uma listra verde. Talvez fosse interessante tornar uma tradição a camisa de goleiro do Coritiba ter este formato em homenagem à bandeira do nosso Estado.

Eu penso que o saldo dos novos uniformes é positivo, apesar de não ter visto os calções, não fizeram nada mirabolante ou muito diferente, não apelaram para outras cores que não o verde e os saldos negativos foram poucos, ao meu ver para a camisa número dois que mal lembra a jogadeira e a logo alaranjada da BMG que pode ser considerada o ônus do bônus, uma vez que é um dos melhores patrocínios que o Coritiba conseguiu nos últimos tempos.

O meu desejo é que estas camisas sejam eternizadas em algumas semanas com o título da Copa do Brasil e que isso alavanque a venda das mesmas.

Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!



¹Gestalt: A teoria gestáltica parte do princípio básico de que a soma das partes de uma imagem formam o todo, mas que sozinhas podem não fazer sentido. Mais sobre Gestalt aqui.

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Não basta ser do Coritiba, tem que ser original

06/04/2011 17h00
Diego Souza

 / Foto: Marcelo Laroca


Antes de dar início a esta postagem devo pedir-lhes desculpas por não ter postado nada no último mês. Tive alguns problemas pessoais que precisavam ser resolvidos, minha internet falhou por problemas no meu computador, aproveitei minhas férias para viajar e não consegui atualizar o blog. Neste meio tempo aconteceram coisas que mereciam ser postadas como o contrato que o Coritiba fez com a Rede Globo e a quantidade de jogos do Cori que serão transmitidos no Brasileirão. Mais um ponto positivo no ano em que podemos nos redimir de forma inconteste de tudo o que aconteceu nos últimos anos.


Mas vamos à pauta de hoje, falsificação. Nesta quinta-feira, 07, o Cori participará do I Encontro Nacional sobre Licenciamento de Clubes Profissionais de Futebol, evento que será realizado na bela Florianópolis. Um evento de suma importância para alavancar as vendas de produtos oficiais do Verdão e jogar para escanteio a pirataria, problema que atrapalha todos os grandes clubes do Brasil.


A falsificação não é um problema apenas do futebol, a maioria dos produtos tem seus similares copiados e no Brasil isso é massificado, principalmente pela alta carga tributária imposta aos produtos aqui vendidos. Com um salário mínimo de pouco mais de R$ 500,00 é de se entender que o brasileiro recorra tanto aos genéricos e isso no futebol é fatal para os clubes.


Camisas oficiais de jogo custam hoje entre R$ 100,00 e R$ 150,00, um preço alto para o magro salário tupiniquim. O problema é que o valor delas é carregado de impostos e, claro, da receita para o clube, ou seja, quem compra tem três opções, pagar a camisa a prazo, comprar um modelo passeio que normalmente é mais em conta ou esperar um ano e comprar depois da desvalorização natural do produto, no meu ponto de vista a decisão mais sensata e que costumo fazer com frequência sem vergonha alguma.


Todos os dias compramos e usamos produtos falsificados, é algo natural no Brasil pois pagamos impostos abusivos, mas vale uma reflexão quando podemos prejudicar algo que amamos como o Coritiba. Vou deixar de lado toda aquela conversa de que produtos falsificados sustentam o tráfico e não arrecadam impostos para a nação e focar no seguinte propósito: Você compraria um produto que prejudicasse a sua família e a sua felicidade? Comprando produtos piratas você prejudica o Coritiba e faz o caminho dele em busca dos títulos ser mais longo, árduo e inglório.


Quem ama o Coxa de verdade não compra produto pirata.

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Quanto vale um ídolo?

06/02/2011 22h00
Diego Souza

 / Foto: Site Oficial do UFC



Neste sábado, pelo UFC 126, o mundo presenciou o embate de Anderson Silva contra Vitor Belfort, uma luta emblemática rodeada de provocações.


A luta foi sensacional, e o representante de Curitiba precisou de pouco mais de três minutos para nocautear o carioca com um um pisão certeiro no queixo e dois socos que o desmaiou por alguns instantes.


Ao final da luta o imbatível Anderson vestiu uma camisa do Corinthians, clube paulistano, e começou a fazer as rotinas do vencedor do combate, andou pelo ringue, deu entrevistas, bateu no peito e agradeceu as pessoas que o ajudaram, tudo com a camisa alvinegra. Amor? Não, são só negócios, o uso da camisa em cima do tatame custou nada menos que R$ 170,000 , pagos pela empresa de Ronaldo. Não havendo este dinheiro, não teria camisa do Corinthians e não haveriam juras de amor. Como disse Coronel Nascimento "Quando o arrego é magro, amigo, o amor acaba".


São muitos os que dizem que o ídolo dos ringues é mais um dos Coxas-Brancas avassaladores, alguns dizem que já o viram com a camisa do Verdão, outros acreditam que ele é Alviverde pelo fato de ser curitibano e outros são convictos por coisas menos críveis como esta twittada do humorista Rafinha Bastos:



 / Foto:



O fato é que HOJE o Spider é mais um no bando de loucos, quem diz o contrário está apenas especulando, afinal, ele subiu no ringue com a camisa do Timão, não é verdade? Não acho uma atitude reprovável, quem tem família e bens para cuidar sabe que toda renda conseguida de forma honesta é bem vinda. Tenho quase certeza que todos os que reprovaram a atitude dele não tiveram a chance de receber uma proposta de quase 200 mil reais para vestir a camisa de outro clube de futebol.


O Corinthians também saiu ganhando com a exposição de sua marca, o UFC é hoje um dos eventos mais rentáveis dos Estados Unidos e vários outros países e quem gosta do show vai querer saber que camisa é aquela, fora novos patrocínios querendo ligar a sua marca ao lutador e ao clube ao mesmo tempo, a popularidade com os jovens e as prováveis vendas de camisas e produtos ligados ao Anderson Silva.



 / Foto: Jackson Weber



Em março Shogun Rua vai enfrentar o americano Jon Jones pelo UFC 128, defendendo o cinturão dos meio-pesados, não seria uma grande chance de o Coritiba conseguir visibilidade, mais patrocínios e melhorar a sua imagem entre os jovens? Temos os melhores lutadores do mundo na nossa terra e não temos explorado eles como deveríamos. Se possível, o ideal é correr atrás de todos eles e fazer algo para mostrar a todos os que gostam de luta que estes lutadores são Coxas-Brancas. O Coritiba já deu um passo grande vinculando seu nome ao Barigui Crocodilles, parceria que provavelmente trará renda e novos torcedores, por que não tentar levar a nossa tradição para os tatames? Se for viável, ainda há tempo para mostrarmos ao mundo que os melhores guerreiros vestem Verde e Branco.



Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!



Sigam-me no twitter para mais conteúdo sobre design e sobre o Coritiba, o endereço é @diegocxn

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Quantidade é qualidade

24/01/2011 15h00
Diego Souza

 / Foto: Geraldo Bubniak


Desde os primórdios de sua existência o homem considerou a quantidade uma qualidade. Ter mais status, mais bens, ser mais forte, entre outras qualidades quantitativas sempre foi considerado um diferencial. É óbvio que existem as suas exceções e esta máxima não foge à regra. Qualquer pessoa trocaria alguns kilos de prata por algumas poucas pedras de diamante. No caso que vou mostrar aqui a quantidade é essencial, a qualidade de ter muitos sócios.


Esta quantidade qualitativa não é necessariamente nova para quem acompanha o clube, mas vou apresentar-lhes sob outro ponto de vista, pouco conhecido da grande massa. O ponto de vista do empresário que quer investir em um clube de futebol.


É sabido que o futebol é um esporte de massa e que hoje cada um dos integrantes desta massa é considerada um número que consome produtos e serviços.


O Couto Pereira possui hoje 37.000 lugares, sendo 33.300 destes lugares dedicados a torcedores do Coritiba. Exemplificando de forma simplista, fazendo contas utilizando apenas o valor do plano de sócio mais barato que o Coritiba tem e considerando que todos os sócios pagarão o seu "dízimo futebolístico" religiosamente, chegamos ao número de mais de um milhão e meio de reais.


Esta é uma boa quantia para manter o Couto Pereira aberto e para o pagamento de funcionários, mas mais do que isso, é uma forma de barganhar com empresas que pretendam patrocinar o Glorioso. Todas essas 33 mil e poucas pessoas são como uma moeda de troca consumidora que provavelmente usará produtos oferecidos por empresas que patrocinarem o Verdão.


Além do mais, os espaços das camisas, cores preferenciais e espaços no Couto Pereira serão valorizados. Não precisaremos fazer loucuras em nossos uniformes, colocando propagandas desproporcionais como já vimos o co-irmão, Paraná Clube, fazer, por exemplo.


O crescimento financeiro do Coritiba depende exclusivamente da sua vibrante torcida. É isso que nos diferencia de um time amador, pois futebol é amor, mas o que faz a diferença são os SEGUIDORES FIÉIS.


E você, já faz a sua parte? Se não faz, qual é o motivo?


Saudações Alviverdes amigos Coxas-Brancas!

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